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Aqui está outro livro com bastante publicidade e que não encheu as minhas medidas.
Começando pelo inicio, achei logo a introdução muito densa, com apresentação de Jackie e da relação da protagonista com esta, mas com demasiados pormenores políticos despejados assim de chofre. Logo aqui o interesse diminuiu apesar de gostar da temática, mas como conheço óptimos romances com péssimos primeiros capítulo continuei a leitura.
Ao longo do livro vão sendo apresentadas as teorias e dogmas políticas e religiosas, que foram expostas de maneira mais calma e enquadrada na história do que na introdução.
Também encontrei alguns pontos algo duvidosos, mesmo para uma história que se passa num possível futuro. Quando a personagem grávida vai para dentro da sala de RM sem qualquer problema deu-se me logo aqui um arrepio de indignação. Sendo médica e cientista devia saber que não é aconselhado, principalmente no primeiro trimestre, por causa do perigo de descolamento de placenta e posterior aborto. E sendo num futuro, imagino que a evolução das máquinas seja para campos magnéticos muito mais potentes do que os de hoje em dia, que já por si são bastante elevados. Mesmo a máquina não estando a trabalhar, a autora descreveu como ligada e para quem não sabe só ligada cria logo um campo magnético que deve ser constante e nunca desligado (isto nos dias de hoje, mas já há novas máquinas que não é assim, mas também não vou entrar por aí). Isto tudo para dizer que, tendo conhecimento de causa, achei uma grande falha, mas que de facto serviu bastante bem para o que a escritora pretendia.
Aqui chego a um ponto muito importante nesta minha opinião. Há histórias cheias de remoinhos de informação e acção, que nos apanham muitas vezes de surpresa, e é aí que lhe damos valor. Neste caso, achei que Christina Dalcher, é daquelas autoras que é muito óbvia no passo-a-passo da sua história e que todas as reviravoltas que a história dá são resolvidas por decisões, acções, etc, demasiado óbvias e que não me convenceram minimamente. Há acontecimentos que desde o inicio já sabemos que vão acontecer, o que não abona nada em seu favor.
Mas as temáticas foram muito bem escolhidas, tanto o ambiente familiar, como a realidade no trabalho, como a supremacia masculina e até há um muro! Portanto, acaba por ser um livro muito actual, apesar de ser distópico. Gostei também do facto da protagonista compensar que desvalorizou os sinais, já que sempre esteve muito confortável no seu dia-a-dia. E assim, só foi mostrado que o facto de estarmos bem hoje, ou mais ou menos, e deixarmos a vida "rolar", fechando os olhos ao negrume que o futuro nos apresenta, não apaga o que aí vem. E hoje nós sabemos de muitos alertas do que vai acontecer, tal como questões ambientais e politicas. Mas estamos todos conformados e sabemos que haverá sempre alguém a lutar por nós.
Fala também no adultério e como as pessoas lidam tão levianamente com esse assunto.
Gostei da ideia das pulseiras e de mostrar muito bem o valor intelectual, não superior mas igual, das mulheres em relação aos homens.
Resumindo, em termos de história e personagens achei muito fraco, mas este livro é óptimo em nos relembrar o que temos que pensar e mostra-nos um futuro fictício mas que no fundo sabemos que não está assim tão longe da realidade.

Estados Unidos da América. Um país orgulhoso de ser a pátria da liberdade e que faz disso bandeira. É por isso que tantas mulheres, como a Dra. Jean McClellan, nunca acreditaram que essas liberdades lhes pudessem ser retiradas. Nem as palavras dos políticos nem os avisos dos críticos as preparavam para isso. Pensavam: «Não. Isso aqui não pode acontecer.»
Mas aconteceu. Os americanos foram às urnas e escolheram um demagogo. Um homem que, à frente do governo, decretou que as mulheres não podem dizer mais do que 100 palavras por dia. Até as crianças. Até a filha de Jean, Sonia. Cada palavra a mais é recompensada com um choque elétrico, cortesia de uma pulseira obrigatória.
E isto é apenas o início.
Em Março chegou a Primavera e chegaram também muitas e boas leituras.

Mafi


Para mim foi o melhor mês do ano até agora. Descobri uma autora que gosto muito e li 2 livros que já tinha aqui há muitos anos para ler. Espero que Abril seja tão bom ou melhor!
Classificações e opiniões
Tempo de partir - Jodi Picoult (3/5)
Bom demais para ser verdade - Kristan Higgins (4/5)
- Chloé Esposito (2/5)
De Amor e Sangue - Lesley Pearse (3/5)
Amor & Ódio Irresistíveis - Christina Lauren (4/5)
A boa Filha - Karin Slaughter  (4/5)
A Seguir - Morris Gleitzman (4/5)
Apenas Amigos - Christina Lauren (3/5)
Levaram Annie Thorne - C.J Tudor (a ler)

Livros físicos: 5
Ebooks: 4
Livro Mais Doce: Amor & Ódio Irresistíveis 
Livro Mais Amargo: Má
Livro Mais Longo: De Amor e Sangue (664 páginas) 
Livro Mais Curto: A Seguir (192 páginas)
Livros dos ''Na Fila 2019'': 2
Livros "Na Fila Março": 5 :D
Autores novos: 2
Autores já lidos: 5

Ne

 
 Room Hate - Penelope Ward (4/5)
Stuck-Up Suit - Vi Keeland e Penelope Ward (4/5)
Nunca, Nunca 3 - Colleen Hoover e Tarryn Fisher (3/5)
Hate Notes - Vi Keeland e Penelope Ward (4/5)
Dry Spell - Vi Keeland (4/5)
A Verdade Nua - Vi Keeland (3/5)
As Cartas que Escrevemos - Brittainy C. Cherry (3/5)
O Desejo de Rose - Monica Murphy (3/5)
Without Merrit - Colleen Hoover (4/5)
Vox - Christina Dalcher (3/5)
Disgrace - Brittainy C. Cherry (4/5)

Livros físicos: 1
Ebooks: 10
Livro Mais Doce: Stuck-Up Suit - Vi Keeland e Penelope Ward
Livro Mais Amargo: Vox - Christina Dalcher
Livro Mais Longo: O Desejo de Rose - Monica Murphy (336 páginas)
Livro Mais Curto: Dry Spell (41 páginas)
Livros "Na Fila Março": 5/8
Livros Fora do "Na Fila Março": 6
Autores novos: 1
Autores já lidos: 7


Preparada para uma distopia de nos enervar até à ponta dos cabelos.

Estados Unidos da América. Um país orgulhoso de ser a pátria da liberdade e que faz disso bandeira. É por isso que tantas mulheres, como a Dra. Jean McClellan, nunca acreditaram que essas liberdades lhes pudessem ser retiradas. Nem as palavras dos políticos nem os avisos dos críticos as preparavam para isso. Pensavam: «Não. Isso aqui não pode acontecer.»
Mas aconteceu. Os americanos foram às urnas e escolheram um demagogo. Um homem que, à frente do governo, decretou que as mulheres não podem dizer mais do que 100 palavras por dia. Até as crianças. Até a filha de Jean, Sonia. Cada palavra a mais é recompensada com um choque elétrico, cortesia de uma pulseira obrigatória.
E isto é apenas o início.
O mês mais curto do ano conseguiu trazer boas leituras tanto em quantidade como em qualidade, portanto é esperar que o resto do ano continue assim.

Mafi
À morte ninguém escapa - M.J. Arlidge (4/5)
Vox - Christina Dalcher (4/5)
O Playboy - Vi Keeland (4/5)
Um novo amanhã - Dorothy Koomson (4/5)
A banana dele - Penelope Bloom (4/5)
Uma estranha dentro de casa - Shari Lapena (4/5)
Tempo de partir - Jodi Picoult (a ler)

Livros físicos: 4
Ebooks: 3
Livro Mais Doce: Uma estranha dentro de casa
Livro Mais Amargo: Vox (bom mas não tão bom como a publicidade que lhe fizeram)
Livro Mais Longo:  Um novo amanhã
Livro Mais Curto: A banana dele
Livros dos ''Na Fila 2019'': 3 :D
Livros "Na Fila Fevereiro": 2 :(
Autores novos: 2
Autores já lidos: 5

Ne


O Homem do Mês - J. Kenner (4/5)
Não é Bem Meu - Catherine Bybee (3/5)
Isto Vai Doer - Adam Kay (4/5)
O Playboy - Vi Keeland (4/5)
A Banana Dele - Penelope Bloom (4/5)
O Segredo de Violet - Monica Murphy (3/5)

Livros físicos: 5
Ebooks: 1
Livro Mais Doce: O Playboy - Vi Keeland
Livro Mais Amargo: O Segredo de Violet - Monica Murphy (gostei mas não tanto como o princípio prometia)
Livro Mais Longo: O Homem do Mês - J. Kenner (está bem que são 3 em 1)
Livro Mais Curto: A Banana Dele - Penelope Bloom (e soube a pouco)
Livros dos ''Na Fila 2019'': Zero (para variar)
Livros "Na Fila Fevereiro": 2 (até estou espantada comigo mesma)
Autores novos: 2
Autores já lidos: 4
Mês 3, 3ª lista do ano de 2019.

Mafi
Vou começar Março de férias e se antigamente isto era sinal de que iria ler muito, hoje em dia como leio mais nos transportes públicos e poucas vezes em casa e como ando também viciada numa série, não sei se vou ler muito ou não. Espero que sim! 
Vamos lá ver se vou gostar tanto de Christina Lauren como estou a apostar em gostar! 
Para além destes quero acabar o ''Vidas trocadas'' de Sandra Brown e ''Tempo de Partir'' da Jodi Picoult. Desejem-me sorte!!

Ne
 Não estou de férias, mas quase.
Quero terminar a trilogia que comecei e ler o que me falta da Vi Keeland, pelo meio leio mais uns de escritoras que adoro e aproveito para conhecer mais três. Finos, grossos, inglês, brasileiro e português. Não falta nada eheh.
Março vai ser um mês em cheio e só espero conseguir ler tudo e não cair em tentações como tem acontecido.

Porque decidi juntar estes dois livros tão diferentes num só post? Não é por ambos o títulos acabarem em ''X'' mas sim porque as palavras são uma presença essencial tanto num como noutro. 


''Vox'' tem sido dos livros mais bem falados dos últimos tempos e não é por menos. Tem uma premissa interessante, um título apelativo (que ainda bem que não foi traduzido) e uma capa que chama a atenção com cores garridas que se contrastam entre si.
A temática é futurista mas podia ser actual. Aqui estamos numa América onde as mulheres só podem falar 100 palavras por dia, depois de um grupo de fanáticos religiosos ter conseguido cegar toda a gente com o seu discurso e ideologia religiosa. Um novo presidente foi eleito, novas leis foram decretadas e as mulheres para além de não poderem trabalhar, foram reduzidas a uma centena de palavras diárias. 
A nossa protagonista é Jean que sempre foi avisada por colegas e amigas que algo de mal ia acontecer mas na altura não quis saber e agora arrepende-se do que não conseguiu mudar na altura. Por isso quando tem a hipótese de trabalhar para o Governo e poder mudar alguma coisa (nem que seja na sua família), Jean decide agarrar a oportunidade que lhe foi dada.
O início do livro é brutal e prendeu-me logo. À medida que a narrativa foi avançando, o livro tornou-se menos uma distopia e mais um romance. Não esperava tanto foco na vida amorosa da protagonista e confesso que também não sou muito dada a assuntos de ciências e laboratórios (sou mais letras eheh) portanto houve umas partes que não me puxaram muito a minha atenção.
Gostei dos assuntos que o livro aborda e das várias mensagens que passa e nos fazem reflectir mas acho que o livro perdeu algum potencial que tinha e a autora perdeu-se um pouco com o rumo da história. Esperava que a Jean fosse mais revolucionária mas foi uma protagonista mais contida, embora tenha conseguido com sucesso mudar as coisas. Mesmo assim esperava algo mais explosivo e bombástico e não um final tão morno. 
Acho que a grande mensagem é que quando pensamos que algo não pode acontecer porque é impossível de acontecer por ser tão abusurdo e ilógico e que ninguém irá seguir essa linha de pensamento, é precisamente quando há mais probabilidades de algo acontecer. 
Gostei é um livro que aconselho mas podia ser melhor. 

Estados Unidos da América. Um país orgulhoso de ser a pátria da liberdade e que faz disso bandeira. É por isso que tantas mulheres, como a Dra. Jean McClellan, nunca acreditaram que essas liberdades lhes pudessem ser retiradas. Nem as palavras dos políticos nem os avisos dos críticos as preparavam para isso. Pensavam: «Não. Isso aqui não pode acontecer.»
Mas aconteceu. Os americanos foram às urnas e escolheram um demagogo. Um homem que, à frente do governo, decretou que as mulheres não podem dizer mais do que 100 palavras por dia. Até as crianças. Até a filha de Jean, Sonia. Cada palavra a mais é recompensada com um choque elétrico, cortesia de uma pulseira obrigatória.
E isto é apenas o início.


''The Poet X'' foi um livro que peguei por acaso em ebook e que foi uma autêntica surpresa. Gosto imenso da capa e tem tudo a ver com a nossa protagonista: Xiomara. Uma adolescente com descendência dominicana que vive nos Estados Unidos mas que não se sente de todo integrada. Ela é diferente das colegas, há muito tempo que o seu corpo ganhou formas, mas ela não consegue lidar com a sua sexualidade numa casa extremamente religiosa, sob o olhar da mãe. Xiomara cresceu a ser calada porque falava alto demais, porque dizia aquilo que não era suposto dizer. Agora em adolescente vive contrariada consigo mesma e tenta descobrir a sua identidade através da poesia. 
The Poet XO livro é todo escrito em formato de verso, algo muito diferente do que estou habituada a ler. Para além de proporcionar uma leitura rápida e muito fluída, foi um livro muito interessante de acompanhar. 
Gostei imenso da Xiomara e acredito que este livro seja importante para muitas raparigas de descendência latina que vivem com machismo diariamente. Não digo quem em outras culturas não aconteça, mas aqui é bem presente que a cultura dominicana é muito de machismo e objectificação das mulheres e de na própria família, rapazes e raparigas são tratados de maneira diferente. As raparigas são ensinadas a limpar e a tratar da casa, enquanto que os rapazes são mais protegidos pelas mães. 
Outro aspecto importante do livro é a importância dada à religião, neste caso à religião católica, onde é obrigatório a presença semanal na missa e uma boa relação com os padres da igreja. 
Gostei muito da evolução da Xiomara, eu nem sou muito fã de poesia mas adorei como a autora conseguiu misturar os poemas que a Xiomara escrevia com a sua história pessoal. Não são poemas para serem declamados como numa peça de teatro. São poemas para serem lidas em voz alta por todos. Poemas de palavras sentidas, de frases curtas, de temas tabu. O espectacular do livro é que autora consegue falar de tudo de maneira fluída mas não parece que toca ao de leve nos assuntos. Vai mesmo a fundo e faz o leitor pensar em vários temas. Gostei e recomendo e é uma leitura muito fácil para quem não está habituado a ler em inglês.

A young girl in Harlem discovers slam poetry as a way to understand her mother’s religion and her own relationship to the world. Debut novel of renowned slam poet Elizabeth Acevedo.
Xiomara Batista feels unheard and unable to hide in her Harlem neighborhood. Ever since her body grew into curves, she has learned to let her fists and her fierceness do the talking.
But Xiomara has plenty she wants to say, and she pours all her frustration and passion onto the pages of a leather notebook, reciting the words to herself like prayers—especially after she catches feelings for a boy in her bio class named Aman, who her family can never know about. With Mami’s determination to force her daughter to obey the laws of the church, Xiomara understands that her thoughts are best kept to herself.
So when she is invited to join her school’s slam poetry club, she doesn’t know how she could ever attend without her mami finding out, much less speak her words out loud. But still, she can’t stop thinking about performing her poems.
Because in the face of a world that may not want to hear her, Xiomara refuses to be silent.


Janeiro já lá vai e chegamos ao mês mais curto do ano! Vamos ver se a maré das boas leituras continua.

Mafi

Muitas novidades, uma releitura e dois livros da pilha cá de casa. Desejem-me sorte.

Ne

 
Fevereiro vai ser para terminar os que estão a meio para poder pegar naqueles que me piscam o olho todos os dias.


Sai em Fevereiro, dia 4.
Estados Unidos da América. Um país orgulhoso de ser a pátria da liberdade e que faz disso bandeira. É por isso que tantas mulheres, como a Dra. Jean McClellan, nunca acreditaram que essas liberdades lhes pudessem ser retiradas. Nem as palavras dos políticos nem os avisos dos críticos as preparavam para isso. Pensavam: «Não. Isso aqui não pode acontecer.»
Mas aconteceu. Os americanos foram às urnas e escolheram um demagogo. Um homem que, à frente do governo, decretou que as mulheres não podem dizer mais do que 100 palavras por dia. Até as crianças. Até a filha de Jean, Sonia. Cada palavra a mais é recompensada com um choque elétrico, cortesia de uma pulseira obrigatória.
E isto é apenas o início.
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