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Opinião Contemporânea: "O Quarto de Hóspedes" de Helen Garner

 
Num relato autobiográfico, Helen Garner enternece-nos com uma pequena (grande) história sobre lealdade e amizade.

O Quarto de HóspedesNa expectativa de curar de uma vez por todas o cancro que lhe rouba um bocadinho de vida todos os dias, Nicola procura um tratamento alternativo, que aos olhos de Helen, a sua melhor amiga, não é só pouco eficaz face ao estado terminal de Nicola como é inconclusivo quanto a resultados finais.

Repleto de uma doçura imensa, o leitor percorre as 160 páginas do livro, com um aperto no coração, desejando que o final seja tudo menos a morte de Nicola. Retratando uma amizade exemplar, Helen mostra como, até num estado grave de incapacidade em realizar as tarefas mais simples, o ser humano recusa-se a pedir ajuda e a aceitar que tratem de nós. O cancro de Nicola põe à prova a amizade destas duas amigas, mostrando o lado mais cru e emocional das personagens. A cegueira de Nicola em ficar boa com uma terapia alternativa que só lhe faz pior, mostra o limite a que estamos dispostos a ir em prol da nossa saúde, do nosso bem estar, de uma vida melhor.

É um livro pequeno em páginas, mas grande em conteúdo. Fácil de ler mas difícil de digerir. Aconselho.



The Spare Room



Título Original: The Spare Room
Edição: 2009
ISBN: 9789892303826

Doce do Momento: "O Quarto de Hóspedes" de Helen Garner

O Quarto de Hóspedes

Na sua casa de Melbourne, Helen prepara carinhosamente o quarto de hóspedes para a sua amiga Nicola, que vem visitá-la durante três semanas para se sujeitar a tratamentos de medicina alternativa que, acredita, a vão curar do cancro de que sofre. 
A partir do momento em que a aristocrática Nicola sai do avião, magríssima e com a voz rouca, mas ainda assim em grande estilo, Helen passa a ser a sua enfermeira, mudando-lhe os lençóis vezes sem conta, dando-lhe de comer e de beber e acompanhando-a ao duvidoso Instituto Theodore para os estranhos tratamentos a que Nicola, confiantemente, se submete. 
O Quarto de Hospedes narra uma história de amizade, esperança e revolta. Comovente sem nunca ser piegas, por vezes com grandes rasgos de humor, é também o retrato de uma geração de mulheres que nos anos 70 do século XX, se julgaram para sempre jovens, belas e imortais e se vêem agora confrontadas com os seus piores pesadelos.

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