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Em ano e meio este livro de 896 páginas foi lido duas vezes e porquê? Com tanto livro para ler, porque fui eu pegar outra vez nele? Porque esta história é para ser devorada e depois saboreada. Numa primeira leitura não dá para ter atenção a pormenores. Este livro foi escrito para lermos em apneia até ao fim, só respirando quando vamos assoar o nariz e limpar as lágrimas. Depois então quando finalmente estamos refeitas, pegamos nele novamente em meio de tortura, mas desta vez já sabendo o que nos espera e por isso podemos ler com mais calma e com mais atenção. Até porque logo no início temos algumas descrições deste mundo novo, tal como de mil e uma personagens e por isso pode ser algo confuso. Mais uma razão para reler pois toda a gente já é nossa conhecida, já temos os nossos referidos e os mais odiados e por isso a leitura ainda vai ser melhor.

Também desta forma consigo finalmente colocar por escrito o que penso e sinto sobre esta obra de Sarah J. Maas que à semelhança das suas outras obras me cativou a 100% e não me desiludiu uma vez. Vou também tentar não dar spoilers! Prometo!

Crescent City conta a história de uma semi-feérica que poderia ser uma de nós, principalmente quando andava na faculdade. Grupo de amigas, todas amantes de festa com tudo o que estas têm direito. Depois claro que a autora nos prega partidas, que tal como nas outras sagas me partiram o coração e ainda hoje não se pode falar naquele nome que eu volto ao fundo do poço. Não se faz!! É por isso que eu nunca estive a 100% na equipa de Hunt. Não se enganem, eu adoro anjos principalmente com raios e poderes de deuses, mas o meu coração ficou com outro. Desculpa Hunt!

Bryce por seu lado tem aqui o meu ombro sempre que ela quiser. É uma personagem super genuína e que não merece nenhum mal mas merece tudo de bom. Identifico-me imenso com ela porque ela é daquelas que pelos outros não olha a meios e enfrenta tudo o que for preciso, até a morte. E por isso merece todos os poderes que lhe calham e que lhe calharão! É linda, é curvilínea, gosta de si própria, não tem medo de ninguém e ainda goza na cara dos vilões. Aqui a autora esmerou-se no humor, pois cada vez que Bryce abra a boca sai asneira (da boa). Adora-a! Mas como as suas companheiras das outras sagas, ela tem que sofrer bastante até conseguir o seu final feliz e por isso vamos sofrer com ela.

Crescent City ao contrário das outras sagas é mais sobre a amizade que o amor, apesar da tensão sexual estar lá do início ao fim, o que nos faz sofrer de maneira diferente. Mas por outro lado o apoio que a protagonista vai ter de algumas amigas vai compensar tudo e eu li isto mais sofregamente que um erótico daqueles bons.

Mas este livro não pode ser resumido não só a isto. Aqui temos muita acção e muito suspense. Todo o livro está em volta de uma espécie de fascismo e de um crime, em que Bryce e Hunt vão estar envolvidos e não vão estar sozinhos.

O que mais gostei foi o facto de ser uma obra cheia de fantasia com a sua primolux mas ao mesmo tempo passada em tempos modernos, com telemóveis e computadores (incluindo o fofo do Declan). Vamos ter as várias casas, mas aqui achei um pouco confuso, porque umas espécies são de uma casa, mas depois mudam (adoro a Jesiba). Falando em Jesiba, aqui está uma personagem que vamos querer odiar, mas acabamos por odiar; e preparem-se porque no segundo livro ainda vai ser pior. 

Como é habitual nesta autora, vamos ter partes mais monótonas e de repente ela lembra-se e há ali um pico de excitação que nos faz acordar e continuar acordadas ao livro. Estes picos valem pela vida, porque nós já estamos ali agarrados, a devorar cada frase à procura de pistas, e de repente, pimba! Acontecimento que nos acelera ou nos parte o coração. Sofremos por Bryce, sofremos por Hunt, sofremos por Danika e até por Ithan. Sofremos por Ruhn (outro fofo), sofremos muito por Lele, sofremos por todos os habitantes,... Depois mais para o final, quando já estamos cansados de tanta aventura, Sarah J. Maas mete-lhe o turbo e aí vamos nós ao sprint final onde arranjamos forças sei lá onde e vamos ali em velocidade máxima, já com o livro a ficar com as marcas das unhas de o agarrarmos com tanta força!

Ufa.

Consegui chegar ao final sem spoilers. Mas espero que tenham percebido o quanto sou apaixonada por este livro e espero que toda a gente o leia um dia e o ache tão excitante e amoroso e delicioso e apaixonante e tudo o que um livro tem para ser especial e para ficar marcado na nossa memória e na nossa pele. Recomendo relerem passado um tempo por tudo o que já disse no inicio.

Bryce Quinlan tinha a vida perfeita - trabalhava duro o todo e festejava noite adentro -, até que um demónio assassina alguns de seus melhores amigos, deixando-a destruída e mudando sua vida para sempre. Sem entender como sobreviveu ao ataque da besta, a semifeérica tenta superar a perda, com o consolo de que o culpado por conjurar o demónio está atrás das grades. Mas quando os crimes recomeçam, dois anos depois e com as mesmas características, Bryce se vê no meio de uma investigação que pode ajudá-la a vingar a morte dos amigos.

Hunt Athalar é um notório anjo caído, agora escravizado pelos arcanjos que um tentou derrubar. Suas habilidades brutais e força incrível foram definidas para alcançar um único objectivo: assassinar – sem perguntas – os inimigos do seu chefe. Mas com um demónio causando estragos na cidade, ele ofereceu um acordo irresistível: ajudar Bryce a encontrar o assassino, e sua liberdade estará ao seu alcance.

Enquanto Bryce e Hunt se aprofundam nas entranhas da Cidade da Lua Crescente, eles descobrem um poder sombrio que ameaça tudo e todos que amam, e encontram um no outro uma paixão ardente – que teria o poder de libertar os dois, se eles apenas a aceitassem.

SEM SPOILERS

Esta opinião é daquelas que queremos escrever logo mal acabamos para conseguirmos eternizar todos os pensamentos e opiniões em relação a este livro.

Como fã da autora já sei o que posso esperar. Já sei que nem todos vão sobreviver, já sei que tudo tem um segundo sentido, já sei que nada acontece por acaso. Também sei que nem todas as relações são eternas e que de x em x capítulos vai haver uma surpresa, e que de y em y capítulos vai haver algo que acontece que nos faz repassar tudo o que lemos até ali e exclamar um enorme e bem alto AHHHHHH!

Comprei este menino e a dobrar, em livro físico e em ebook, os dois na versão brasileira. E não posso deixar de agradecer à minha querida Paula do @manias_de_leitora, que me trouxe este e mais uns tesouros para minha casa.

Bryce já estava no meu coração ainda antes de a conhecer. Todas as personagens femininas e protagonistas do livro de Sarah J. Maas têm que ser guerreiras e eu sabia que a ia adorar e ela não me iria desapontar. O impressionante é como é que a autora consegue criar três protagonistas tão diferentes mas tão magníficas. Como sempre estão carregadas de altruísmo, coragem e muito amor para dar e vender. Serão sempre protectoras dos mais fracos e enfrentarão tudo e todos. Sacrificam-se sempre sem pensar duas vezes e aqui, Bryce faz e sei que irá fazer isso e muito mais.

Como já tinha ouvido dizer, este livro é sobre amizade, sobre um amor diferente sem ser o romântico ou sexual. Adorei esse ponto nestas personagens e nesta história e ainda bem que é bem abundante. Aqui vamos ter quatro amigas, três amigos, parceiros de equipa, parceiros de fé, parceiros de guerra. Este livro está tão cheio e deixa nos de coração tão cheio. É muito bom. 

COM SPOILER

Tanto no Trono de Vidro como na Corte de Rosas e Espinhos, Celaena e Feyre têm um começo e depois têm a provação final. As duas com seus passados. Bryce também tem um passado mas menos doloroso ou com menos dificuldades, mas depois parece que tudo se acumula e tem que passar por tudo ao mesmo tempo. Ou não, mas estas 900 páginas passam tão rápido que mais parece um livro de 200. São quase 100 capítulos e está dividido em 3 partes.

Como podem ler na sinopse, acontece uma desgraça logo no inicio. Essa desgraça vai acompanhar Bryce até ao fim e acompanhar-nos também. É um peso enorme no coração que sei que irá assombrar até os próximos livros. Eu adoro Hunt, sem dúvida, mas nada como o primeiro amor. Não o consigo esquecer, tal como não esqueci no Trono de Vidro. E não falo de Chaol!

Apesar de no início achar um pouco descritivo de mais, mesmo com a desgraça inicial (está na sinopse), depois à medida que a história foi avançando, quando o plot foi se compondo, a trama foi se desenvolvendo, as relações foram-se consolidando ou até desfazendo. Há traições graves, há traições que não são traições, passamos as páginas todas com dúvidas em relação a todos os passos de todos os que envolvem Bryce, até de todo o cenário porque a história é sobre artefactos perdidos e por isso ficamos sempre atentas a pistas em todos os movimentos, descrições ou até palavras.  Normalmente não me preocupo muito com esses pormenores, se me passar a informação sei que depois esta me vai ser dada pela protagonista, mas acaba por ser divertido principalmente quando descobres que estavas certa nalgumas coisas.

Adorei a relação de Bryce com Ruhn. Ele faz-me lembrar Dorian com tamanha nostalgia! Ainda por cima Ruhn tem aquela relação com Flynn (suspiro) e com Declan. Este trio e a sua relação transportam-me para o trio Rhys, Cassian e Az. Depois há aquele bónus de Ruhn que me lembra Dorian e Manon. Ai que saudades!!! E o hunt é tão Rowan, mas menos, não sei se me entendem. Apetece me reler este, TOG e ACOTAR tudo ao mesmo tempo, fazer um mapa de coisas em comum, de escrever teorias, ... É muita emoção junta, muitas sensações que vivemos a ler tudo.

A relação das amigas é tão potente! Adorei a relação da Bryce com a Danika. Que amizade tão poderosa! Tão linda! Do início ao fim! E a cena que só se revela no final? Ma-ra-vi-lho-sa! Adoro o facto da Bryce ser tão desenrascada e talentosa, de nascença e de educação. Ela é linda por dentro e por fora, sabe que é linda por fora, só não sabe que os outros também o são e querem lhe dar tudo. Revejo a muito como a Feyre na parte em que aceita o que lhe dão, só que ela dá sempre muito mais. 

A questão da descida demorou imenso mas já estava à espera que tivesse um propósito. O sacrifício de Hunt não me afectou tanto como esperava porque sabia que se ia resolver. Mas as massagens cardíacas dele! Pormenor muito bom neste mundo de fantasia mas tão contemporâneo.

Adorei o poder dela. A tatuagem já estava à espera apesar de não ter adivinhado tudo. Mas a ligação dela com as espadas, com os livros, com os outros animais, adorei. Adorei a Lehabah e a Syrinx. Adorei as trocas de mensagens, as rotinas dela, os áudios. Consegue se visualizar tudo tão bem!

Crescent City tem toda uma variedade de personagens: feéricos (já não consigo ler nada sem eles), anjos (um grande SIM sempre), lobos (adoro adoro adoro), bruxas (tão bom), duendes, sereias, ceifadores, deuses, arcanjos, etc etc etc. Todos eles têm um papel super importante em tudo o que acontece. Mas o melhor é que temos isto tudo num mundo moderno, de telemóveis, de câmaras, de carros e helicópteros. E funciona tudo tão bem que é um mundo em que eu adorava viver, mesmo com tudo o que acontece!

SEM SPOILERS

Felizmente encontrei quem ama tanto estes livros como eu. A minha querida Mariana da @citydixie que já conhece o trabalho de Sarah J. Maas há mais tempo e sabe tudo de cor ajudando-me a exteriorizar todo o histerismo que envolveu a leitura deste livro e das memórias das outras sagas que foram surgindo. Este livro foi lido em leitura conjunta com a Bruna do @finish.the.book e ela como amante de thrillers adorou tanto como esta amante de fantasia e romance, porque esse é outro ponto deste docinho, é o facto de ter todo um mistério em volta de vários crimes. 

Infelizmente há pouca fanart de Crescent City, mas as poucas que há são muito boas. E quero partilhar as minhas preferidas convosco. Espero que com a publicação do segundo hajam muitas mais principalmente de cenas chave, acontecimentos mais memoráveis.

COM SPOILER

Queria falar mais, queria fazer aqui um resumo de tudo o que se passou do início ao fim, esmiuçar as melhores cenas e as minhas cenas preferidas. Mas é difícil escolher principalmente desde a cena do barco para a frente. A partir daí foi tudo tão bom, tão sofrível, tão romântico, tão heróico, tão movimentado e inesperado, com duas acções ao mesmo tempo, com dois conjuntos de personagens, que não conseguimos escolher qual queremos ler mais. É tudo tão intenso, tão mágico, tão profundo. Bem hoje estou cheia de adjectivos e elogios, mas estou aqui de coração cheio depois de ter terminado de ler este livro que só me apetece ir gritar ali para a rua para toda a gente o ir ler e partilhar comigo esta alegria!!!! E mais: outra característica perfeita é que como a escritora tem sempre histórias dentro de histórias, este livros têm sempre um fim, mas um fim que continua. O que dá nos vontade de ler os outros mas ficamos com o sentimento de realização e satisfação. 

Resumindo: leiam com coração aberto. Os amantes de fantasia vão adorar, os de policiais também, os de romance também, os de contemporâneo também.

Bryce Quinlan tinha a vida perfeita - trabalhava duro o todo e festejava noite adentro -, até que um demónio assassina alguns de seus melhores amigos, deixando-a destruída e mudando sua vida para sempre. Sem entender como sobreviveu ao ataque da besta, a semifeérica tenta superar a perda, com o consolo de que o culpado por conjurar o demónio está atrás das grades. Mas quando os crimes recomeçam, dois anos depois e com as mesmas características, Bryce se vê no meio de uma investigação que pode ajudá-la a vingar a morte dos amigos.

Hunt Athalar é um notório anjo caído, agora escravizado pelos arcanjos que um tentou derrubar. Suas habilidades brutais e força incrível foram definidas para alcançar um único objectivo: assassinar – sem perguntas – os inimigos do seu chefe. Mas com um demónio causando estragos na cidade, ele ofereceu um acordo irresistível: ajudar Bryce a encontrar o assassino, e sua liberdade estará ao seu alcance.

Enquanto Bryce e Hunt se aprofundam nas entranhas da Cidade da Lua Crescente, eles descobrem um poder sombrio que ameaça tudo e todos que amam, e encontram um no outro uma paixão ardente – que teria o poder de libertar os dois, se eles apenas a aceitassem.


Depois de uma paragem maior do que eu esperava, finalmente comecei a leitura conjunta deste terceiro volume. Toda a trilogia foi-me "vendida" com a promessa de um terceiro melhor que os anteriores, ou como "O Melhor". A primeira meta, até ao quinto capítulo (inclusive) foi lido de modo sôfrego - e que saudades eu tinha desta Jude! Digo apenas da Jude porque ela toma conta de todos os capítulos, apesar do primeiro ser sobre a infância de Cardan. 
Nas seguintes metas e capítulos, Jude é sem dúvida a personagem preferida desta escritora, porque por mais que o leitor goste de outras personagens, ela apenas dá protagonismo a Jude e apenas vemos a historia pelos olhos dela. Queremos mais de Cardan: não temos. Queremos mais de Vivi: não temos. Queremos mais de Taryn: não queremos. Esta é talvez a personagem com quem menos me identifico e por isso que mais odeio, apesar das suas tentativas de se redimir. Vou colocá-la ali junto da Nestha ahahah.
O que mais gostei neste livro e até nesta trilogia, são as reviravoltas da vida de Jude, de como ela encontra tantos obstáculos e mesmo assim consegue sempre ultrapassá-los com mais ou menos dificuldade. Também gostei de Madoc e do papel que ele representa, como alguém ao nível de Jude, de quem ela de facto tem medo; mas por outro lado também é quem gosta dela de certa forma.
Continuei a adorar este mundo, estes personagens, uns mais que outros.
Acredito que não seja uma leitura para qualquer um. Mesmo agora que terminei posso dizer que o meu preferido dos três foi o segundo, O Rei Perverso, mas este é de facto rico em acontecimentos marcantes. Apesar de ter dado cinco estrelas, eu classificaria como 4,5 apenas por uma cena que acontece mas que está lá mesmo à frente dos nossos olhos. Achei algo demasiado fantasioso e desproporcionado, mesmo para uma trilogia como esta. Para quem adorou o inicio que muitos se queixam de ser descritivo e com demasiada fantasia, eu achei isso de alguns capítulos destes. De qualquer forma o epílogo é longo e compensa. Adorei o ponto final desta trilogia que um dia vou reler. Num futuro próximo. Mesmo ao fim de três livro eu quero mais de Cardan e de Jude. A autora tem outros livros deste mundo mas nenhum deles me traz estas personagens de volta. Quero mais Holly Black! Por favor! Há tantas cenas nesta trilogia, principalmente neste último que a autora podia ter desenvolvido e escrito mais uns quantos capítulos!! Estou a pensar seriamente em lhe escrever uma lista de cenas que quero ler mais. Se alguém me apoia que escreva aqui nos comentários.
Para mim foram três livros bem viciantes que se lêem numa semana e se fica de ressaca literária. Um mundo fantástico, com regras fantásticas e personagens ainda mais interessantes. Livros cheios de acção, cheios de reviravoltas, surpresas, mas adoro-o principalmente por esta protagonista super forte e corajosa apesar de toda a sua fragilidade. Adoro também o amor deles, a amizade entre irmãs, o amor familiar e as lealdades e traições que enchem esta páginas de algo pálpavel e excitante. Quem me dera poder entrar dentro deste mundo!
Ele será a destruição da coroa e a ruína do trono. O poder é mais fácil de adquirir do que de manter. Jude aprendeu a lição mais difícil de sua vida quando abdicou do controle do Rei Cardan em troca de um poder imensurável.Agora, ela carrega o outrora impensável título de Grande Rainha de Elfhame, mas as condições são longe de ser ideais. Exilada por Cardan no mundo mortal, Jude se encontra impotente e frustrada enquanto planeja reivindicar tudo que Cardan tomou dela. A oportunidade surge com sua irmã gêmea, cuja vida está em perigo. Para salvá-la de uma situação tenebrosa envolvendo Locke, Jude decide voltar ao Reino das Fadas se passando por Taryn. Antes disso, porém, ela precisa confrontar os próprios sentimentos contraditórios pelo rei que a traiu.No entanto, ao voltar a Elfhame, Jude constata que tudo mudou. A guerra está prestes a eclodir, e ela caminha próximo a seus inimigos. Será que ela vai ser capaz de resgatar a Coroa e o amor incondicional de Cardan, ao mesmo tempo que destrói os planos de seus inimigos? Ou será que tudo está perdido para sempre?


Como fã viciada nas personagens e mundos desta autora não consegui resistir muito mais a pegar no livro que me faltava ler dela. Apesar de o ter comprado em livro, tenho estado a lê-lo em e-book até porque também o paguei e pesa menos. Além disso o tipo de letra e a impressão não está muito boa e troco os olhos todos a ler no papel.
Estou a ler em conjunto com uma amante de thrillers mas que se começa a render à fantasia. Mas sei porque ela está a gostar tanto como eu, porque este romance de Sarah J. Maas tem muito de suspense e mistério. A minha parceira de leitura é a Bruna do @finish.this.book.
Bryce Quinlan tinha a vida perfeita - trabalhava duro o todo e festejava noite adentro -, até que um demónio assassina alguns de seus melhores amigos, deixando-a destruída e mudando sua vida para sempre. Sem entender como sobreviveu ao ataque da besta, a semifeérica tenta superar a perda, com o consolo de que o culpado por conjurar o demónio está atrás das grades. Mas quando os crimes recomeçam, dois anos depois e com as mesmas características, Bryce se vê no meio de uma investigação que pode ajudá-la a vingar a morte dos amigos. Hunt Athalar é um notório anjo caído, agora escravizado pelos arcanjos que um tentou derrubar. Suas habilidades brutais e força incrível foram definidas para alcançar um único objectivo: assassinar – sem perguntas – os inimigos do seu chefe. Mas com um demónio causando estragos na cidade, ele ofereceu um acordo irresistível: ajudar Bryce a encontrar o assassino, e sua liberdade estará ao seu alcance.
Enquanto Bryce e Hunt se aprofundam nas entranhas da Cidade da Lua Crescente, eles descobrem um poder sombrio que ameaça tudo e todos que amam, e encontram um no outro uma paixão ardente – que teria o poder de libertar os dois, se eles apenas a aceitassem.


Primeira trilogia da autora. Já falta pouco para acabar de os ler todos.
Após a perda inesperada do pai, Layken, de 18 anos, é obrigada a ser o suporte tanto da mãe quanto do irmão mais novo. Por fora, ela parece resiliente e tenaz; por dentro, entretanto, está perdendo as esperanças. Um rapaz transforma tudo isso: o vizinho de 21 anos, que se identifica com a realidade de Layken e parece entendê-la como ninguém. A atração entre os dois é inevitável, mas talvez o destino não esteja pronto para aceitar esse amor.


Esta rubrica anda a falhar imenso!!!!
Outubro, Janeiro e só agora Março? Ui.

Entre linhas (Between the Lines, #1)

Mafi: Este mês foi um mês cheio de leituras de 3 estrelas e este foi uma delas. Conceito muito original, execução que deixa muito a desejar.
Ne: O piorzinho deste ano até agora. Nem o consegui terminar.

Milk and Honey 

Mafi: Eu que não devo ler poesia desde os poemas do Fernando Pessoa no 12º ano, adorei este livrinho!
Ne: O primeiro da autora que li e até agora o que ainda está guardado naquele cantinho do coração. Continuo na minha maratona.

O Universo nos Teus Olhos 

Mafi: Também podia meter aqui outros livros mas este foi o 1º do mês a que dei 4 estrelas portanto é o sortudo de figurar aqui.
Ne: Nada consegue ultrapassar o quanto gosto desta sobremesa. Quando encontrar aviso-vos!


Nova aquisição, um ebook pequenino mas para relembrar a autora.
A capa chamou-me a atenção pelas suas cores. Aqui não se vê claro, mas todas as cores, com o branco do lenço chamam a atenção.
Pelo que Fei se lembra, nunca houve um ruído em seu vilarejo — todos são surdos. Na montanha, ou se trabalha nas minas ou na escola, e as castas devem ser respeitadas. Quando algumas pessoas começam também a perder a visão, inclusive a irmã de Fei, ela se vê obrigada a agir e a desrespeitar algumas leis.
O que ninguém sabe é que, de repente, ela ganha um aliado: o som, e ele se torna sua principal arma. Ao seu lado, segue também um belo e revolucionário minerador, um amigo de infância há muito afastado em função do sistema de castas.
Os dois embarcam em uma jornada grandiosa, deixando a montanha para chegar ao vale de Beiguo, onde uma surpreendente verdade mudará
suas vidas para sempre. Fei não demora a entender quem é o verdadeiro inimigo, e descobre que não se pode controlar o coração.


Nunca li nada desta autora, mas a sinopse parece-me muito interessante e por esta altura já li o primeiro capítulo e já percebi que vai ser um livro intenso.
É o primeiro de uma trilogia, mas os seguintes não estão traduzidos. Hum, mau sinal.
Como superar a dor de uma perda irreparável? Elizabeth está tentando seguir em frente. Depois da morte do marido e de ter passado um ano na casa da mãe, ela decide voltar a seu antigo lar e enfrentar as lembranças de seu casamento feliz com Steven. Porém, ao retornar à pequena Meadows Creek, ela se depara com um novo vizinho, Tristan Cole. Grosseiro, solitário, o olhar sempre agressivo e triste, ele parece fugir do passado. Mas Elizabeth logo descobre que, por trás daquele ser intratável, há um homem devastado pela morte das pessoas que mais amava. Elizabeth procura se aproximar dele, mas Tristan tenta de todas as formas impedir que ela entre em sua vida. Em seu coração despedaçado parece não haver espaço para um novo começo. Ou talvez sim.


- Spoilers - 

Depois de uma separação pouco emotiva, na minha opinião, aqui começa a nova etapa de vida da nossa protagonista. Começamos com uma protagonista preguiçosa, bêbada e esfomeada... e eu a pensar que ia encontrá-la a ser recebida pelos fundos, mas vestida com os vestidos que ela tanto gosta. Afinal foi tudo exactamente ao contrário.
Tal como no volume dois, aqui também há uma troca de parceiros, apesar deste não ser amoroso. Celaena agora tem um novo amigo e pouco fala ou pensa em Chaol ou em Dorian. O que é um pouco estranho, porque apesar da personagem feminina ser muito independente acaba por ser demasiado desligada com quem teve tão grandes ligações, e isso já tínhamos visto no segundo em relação ao que ela teve com Dorian no primeiro livro. Quem resta, como sempre, é só mesmo Nehemia e o tal Sam que nem chegamos a conhecer!
Conhecemos sim os semi-feéricos, feéricos e os monstros destes. O que vale é que por melhor que a nossa heroína seja, quando avança de "nível" (ou seja de livro) as suas qualidades nunca são suficientes, por isso Sarah J. Maas lá a mete a treinar, a aprender, a sangrar, a quase morrer, etc. A sorte é que ainda há quem a ajude, neste caso o nosso mais recente amigo Rowan, com a sua tatuagem no rosto e o seu cabelo prateado.
Apesar de fisicamente não serem parecidos, achei as personalidades muito semelhantes entre Rowan e o Chaol. As maiores diferenças é talvez o passado de cada um e o facto de Rowan estar preso pelo sangue a Maeve, a outra vilã da história, facto este que serve de déjà vú para histórias de fantasia semelhantes. A "re-ligação" que é feita no final acaba por ser mais um ponto a esclarecer, espero eu, nos próximos livros, visto que já que não há ali uma ligação amorosa e Rowan continua mandão como sempre, não estou a ver grande uso para Celaena. Se ele já faz parte da corte dela para quê ligarem-se pelo sangue?
Outro acontecimento a esclarecer - afinal Celaena tem ou não o segundo poder?
Neste livro ela mal se encontra com o vilão e a autora manteve-a na ignorância dos outros acontecimentos todos, o que a tornou, infelizmente, numa personagem quase secundária. Isso para mim foi talvez o mais negativo deste terceiro volume, sem contar com a primeira metade tão monótona, porque o que nos agarra a esta história é Celaena e as suas batalhas e relações. Assim, a autora só nos dá breves excertos dela. Ainda por cima, agora com a magia, acaba por ser como abanar um chocolate ou um saco de gomas à frente desta gulosa e depois escondê-lo, e depois mostrá-lo e depois... ok, já perceberam a ideia e a minha angústia. Sim, o primo também serviu um bocadinho para tapar o "buraquinho do estomâgo" e o romance de Dorian também, mas depois Chaol começa a parecer menos perfeito, menos corajoso, mais esquecido pela nossa heroína, e o que nos resta? Personagens novas com protagonismo a mais, acontecimentos mais emocionantes que duram menos de um capítulo e um final cheio de pontos de interrogação! Sarah má, não se faz!
Por outro lado, fiquei surpreendida com a revelação já no final de Sorscha! Quem diria, hein? Enganou-nos bem... Mas depois o fim dela acaba por ser tão repentino e ainda por cima Dorian não reagiu a ela mas só à ameaça em direcção a Chaol? Ok, ou a autora não tem a certeza do que quer a nível amoroso, ou então não percebe nada da coisa. Que raio de sentimentos são aqueles? E já falei do que ela fez à relação de Celaena e Chaol que até filhos iam ter, se pudessem? Ou seja, o que eu mais gosto de ler para além da acção são os momentos de amor ou os finais felizes e aqui não tenho nem um nem outro. Tenho só vilões aos montes, bons que afinal não são assim tão bons, bons que são covardes até à última hora e bons que são covardes quase até ao último momento.
Talvez o único que presta seja mesmo Dorian que esteve sempre tão à sombra, mas que durante este terceiro livro se foi revelando cada vez melhor, ultrapassando até o próprio Chaol a nível psicológico.
Em relação a Manon e ao seu séquito, espero que haja um objectivo para lhes dar tanto ênfase. Todo este protagonismo a personagens secundárias baralhou-me, mas estou com esperança que no próximo livro tudo se explique, e por isto é que acabei por dar a classificação que dei.
O final é bastante mais intenso que os outros dois, o que foi bom, pois acaba por compensar a primeira metade (ou um bocadinho mais) de história sem grandes flutuações, como disse antes e no Ponto de Situação.
A situação das alterações dos POV's amenizou um pouco, passando a ser um capítulo, para alternar de dois em dois. Ou seja, quase igual.


Celaena ressurge das cinzas ainda mais forte e letal. E parte em uma jornada em busca de uma obscura verdade: uma informação sobre sua herança e seus antepassados que pode mudar sua vida e o futuro de dois reinos para sempre. Enquanto isso, forças sinistras começam a despontar no horizonte e têm planos malignos para dominar o seu mundo. Agora, depende de Celaena encontrar coragem para enfrentar tais perigos, além de seus próprios demónios, e fazer a escolha mais difícil da sua vida.


- Spoilers -

No segundo volume da saga Trono de Vidro, Celaena continua tão guerreira como no primeiro. A rapariga, e os que a seguem, capítulo sim, capítulo não, terminam cobertos de sangue e feridas.
Aqui vão haver muitas revelações, muitas reviravoltas, mas o melhor de tudo é que a quantidade de magia vai aumentando exponencialmente.
O rei de Adarlan continua mau como as cobras, o príncipe bom como o milho e bom de personalidade, e o capitão lá consegue ser conquistado ou avançar para a frente. Esta troca de parceiros em relação a Celaena torna-se um pouco estranha, porque no primeiro livro notava-se ali uma indecisão, mas ela ao terminar com Dorian foi tão fria que pareceu que ela andou a brincar com ele e com os seus sentimentos. Passa então a sua total atenção para Chaol e mesmo assim a sua relação teve grandes dificuldades, principalmente a partir do momento em que a sua amiga morre (leram o aviso a vermelho lá em cima não leram?).
A morte de Nehemia ainda hoje (que já li este e o próximo) continua a me parecer uma desculpa fraca para o "fazer acontecer" que esta e a rainha morta (aqui há tantas rainhas e reis e príncipes que vou chamá-la assim) combinaram. Penso que os acessos de raiva de Celaena são mais que suficientes para ela fazer alguma coisa, para além de ser covarde, mas parece que a autora nunca está satisfeita e tanto a torna invencível, como a torna uma choramingas.
De qualquer forma este livro pode-se dividir em dois, mas quem se mantém constante é Celaena que continua a fazer as coisas pela calada e sendo a assassina do rei. As variações são a magia que se desenvolve na segunda parte e os ataques de raiva que se multiplicam desde a morte de Nehemia.
Sinceramente não estava à espera que houvesse uma espécie de tréguas entre Chaol e Celaena, mas de facto esta acontece mesmo quase no final, mesmo depois de Celaena ver e estar com o espírito da amiga que lhe diz muito rapidamente e vagamente que foi tudo planeado.
Comparado com o livro anterior, este foi menos activo. Temos ali na segunda parte alguns pontos altos, como Celaena a ir salvar Chaol, Celaena a matar monstros e Celaena a quase matar o suposto segundo amor da vida dela. O denominador comum é sempre a nossa rainha-que-não-quer-ser-e-que-ninguém-sabe-quem-é-mas-que-nós-leitores-já-desconfiamos-desde-o-inicio que luta que nem uma amazona (não vou dizer homem porque há muito covarde aqui nesta história e não só), mas que precisa ser sempre salva de morrer no final das lutas.
Sarah J. Maas continua a descrever muito bem as personagens, os momentos com mais acção e os cenários, mas falha um pouco nas relações entre personagens. Acho que são muito frias nestes momentos para o ardor que transparecem nas lutas.
Aqui não temos final, mas um "a continuar". Claro que continuei a ler... e espero que vocês também. Amanhã a opinião do terceiro.

Encontrei a música perfeita para o casal Celaena e Chaol, espero que o vídeo funcione:



Celaena Sardothien, a melhor assassina de Adarlan, tornou-se a assassina real depois de vencer a competição do rei e se livrar da escravidão. Mas sua lealdade nunca esteve com a coroa. Tudo o que deseja é ser livre e fazer justiça. Nos arredores do castelo, surgem rumores a respeito de uma conspiração contra misteriosos planos do rei, mas antes de cuidar dos traidores, Celaena quer descobrir exatamente que planos são esses. O que ela não imaginava é que acabaria em meio a uma perigosa trama de segredos e traições tecida ao redor da coroa. Em Adarlan, um segredo parece se esconder por trás de cada porta trancada, e Celaena está determinada a desvendar todos eles para proteger aqueles que aprendeu a amar.

Em relação aos dois volumes anteriores, a autora decidiu variar muito mais os POV's de capítulo para capítulo. Pessoalmente acho que o está a fazer demasiado, dando protagonismo a personagens que não contribuem para a minha felicidade durante esta leitura. Para que é que eu quero saber mais sobre a bruxa Manon? Ou sobre o primo? Este último pelo menos é bom, mas fala mal nas costas do Chol, o que é péssimo!
Antes de começar a ler a Herdeira de Fogo fui ler algumas opiniões, em que falavam no novo trio amoroso. Até agora, sinceramente, não acho que haja nada de amoroso entre Cealena e o seu novo treinador, e eu já vou a mais de meio. Houve sim uma evolução na relação deles, mas penso que é só amizade.
Apesar disso, acho sim que Celaena está a esquecer involuntariamente Chol, e até os restantes amigos que deixou. Só se lembra mesmo de Nehemia e das promessas que lhe fez.
De resto, referindo-me à parte da acção, o treino de Celaena está muito morno, sem grandes evoluções e já estando na segunda parte do livro não acho que seja algo bom. Se for esmiuçar o que li até agora consigo resumir em 5 linhas, ou seja, mais valia este 3º volume ter 250 páginas e não 516, assim, a história fluiria muito mais. E agora que penso nisso, só está a fluir neste momento porque estou ansiosa para que chegue a parte boa, que segundo quem já leu acontece nesta segunda metade.
Veremos.

Celaena ressurge das cinzas ainda mais forte e letal. E parte em uma jornada em busca de uma obscura verdade: uma informação sobre sua herança e seus antepassados que pode mudar sua vida e o futuro de dois reinos para sempre. Enquanto isso, forças sinistras começam a despontar no horizonte e têm planos malignos para dominar o seu mundo. Agora, depende de Celaena encontrar coragem para enfrentar tais perigos, além de seus próprios demônios, e fazer a escolha mais difícil da sua vida.


Quem lê o segundo não consegue descansar enquanto não começar o terceiro. E eu não fujo à regra.
Celaena ressurge das cinzas ainda mais forte e letal. E parte em uma jornada em busca de uma obscura verdade: uma informação sobre sua herança e seus antepassados que pode mudar sua vida e o futuro de dois reinos para sempre. Enquanto isso, forças sinistras começam a despontar no horizonte e têm planos malignos para dominar o seu mundo. Agora, depende de Celaena encontrar coragem para enfrentar tais perigos, além de seus próprios demônios, e fazer a escolha mais difícil da sua vida.


Não me apetece ler nenhum livro em especial, por isso vamos lá continuar o que foi bom.
Celaena Sardothien, a melhor assassina de Adarlan, tornou-se a assassina real depois de vencer a competição do rei e se livrar da escravidão. Mas sua lealdade nunca esteve com a coroa. Tudo o que deseja é ser livre e fazer justiça. Nos arredores do castelo, surgem rumores a respeito de uma conspiração contra misteriosos planos do rei, mas antes de cuidar dos traidores, Celaena quer descobrir exatamente que planos são esses. O que ela não imaginava é que acabaria em meio a uma perigosa trama de segredos e traições tecida ao redor da coroa. Em Adarlan, um segredo parece se esconder por trás de cada porta trancada, e Celaena está determinada a desvendar todos eles para proteger aqueles que aprendeu a amar.


Contém ligeiros spoilers

Quando no mês passado li "Amor Cruel" de Colleen Hoover, o GR inundou o meu feed com recomendações de livros semelhantes e que provavelmente eu iria gostar. Nunca ligo muito aos livros que aparecem do lado direito na página de um certo livro - já apanhei em alguns casos, livros que não têm nada a ver - mas supostamente vêm em recomendação de outro.

"Loving Mr.Daniels" era uma dessas recomendações. Face à sinopse e algumas opiniões positivas, fiquei com curiosidade para lê-lo. Apesar de já ter o meu leque de eleição de autoras de New Adult, acredito que há muita coisa desconhecida ainda por explorar, aliás Colleen Hoover também foi uma dessas autoras, primeiro auto-publicada e só posteriormente encontrou o sucesso. 
A sinopse era tentadora e gosto muito de romances proibitivos. O facto de também ser só um livro fez com que o interesse aumentasse. Foi então com alguma expectativa que comecei a leitura do Sr. Daniels.
Sr. DanielsA estória baseia-se na relação entre um professor e uma aluna, abordando outros temas, nomeadamente o luto. A semelhança de temáticas fez-me pensar que iria encontrar outro livro tão bom como foi "Amor Cruel". Era a única referência das minhas últimas leituras e confesso que ao ler o livro ia sempre comparando os dois livros e as duas autoras. Não gosto de fazer isso, porque acredito que cada livro deve ser avaliado por si só, mas foi inevitável desta vez, tal era o impacto e a influência que Hoover tinha deixado, num género em que é a rainha.

"Sr. Daniels" não é mau, até é uma leitura bastante decente que entretêm um bocado, mas encontrei muitas falhas que fizeram-me não gostar tanto do livro como pensava que ia gostar.

Começando pela a abordagem das temáticas. Gostei bastante do tema das cartas e da protagonista lidar com a morte de um ente querido. Deu alguma profundidade à personagem e criei alguma empatia com a Ashlyn. Mais uma vez como em inúmeros livros, gostei muito mais da personagem masculina, o Daniel. É incrível como as autoras conseguem criar personagens masculinas muito mais apelativas que as femininas. Os problemas de Daniel também foram bastante instigantes de ler, não estava de todo à espera aquela aparição do irmão a meio de da estória.

Uma das críticas que tenho a apontar é o facto de a autora não ter tido mão na dose de drama ao longo do enredo. Achei desnecessário o que aconteceu ao Ryan, personagem que até gostava e este acontecimento teve pouco impacto nas acções seguintes. Se virmos bem, ao longo do livro são referenciadas umas cinco mortes! Ou a autora é fã do G.R Martin ou então não sabe dosear tragédias. A falta de empatia da Ashlyn com o que aconteceu ao Ryan também me aborreceu, até porque páginas antes andava a protegê-lo e considerava-o como um irmão.  

O romance também me desiludiu pois achei que a autora não abordou da melhor maneira a relação dos protagonistas. Centrou-se muito em romancear o amor de Daniel e da Ashlyn mas preocupou-se pouco na relação como professor e aluna. Que é o que dá o mote ao livro, é ambos estarem numa relação imoral, proibida, pouco ética. A autora não teve capacidade suficiente para fazer-nos questionar a relação entre os dois, se era certa ou errada, por exemplo. A autora podia ter arriscado mais a relação proibida entre os dois, não achei que desse argumentos suficientes, pois mais parecia um romance comum entre uma adolescente e um homem mais velho, que só por acaso é seu professor. Também não houve reflexão suficiente pela parte da Ashlyn e do Daniel em relação ao que andavam a fazer. Só tinham receio que alguém descobrisse... Fiquei desapontada por a autora não pôr as personagens a questionar as suas atitudes e não por o leitor a pensar no que está a ler. Principalmente pela parte do Daniel, até parecia que era um comportamento normal e profissional um professor namorar uma aluna. Um ponto que podia ter sido mais explorado.

O fim...foi estranho. Muito estranho a forma como a autora desenvolveu os últimos capítulos, o reencontro entre os dois foi quase irreal dado que numa dúzia de páginas temos narrados eventos de três anos. A reunião da Ashlyn e do Daniel não teve qualquer impacto, pois acontece em meia dúzia de linhas para no capítulo seguinte terem o seu final feliz. Mais uma vez, carência de desenvolvimento e fraca estrutura de plot! A autora não soube terminar o livro e apressou as coisas. 

Por fim,o último ponto negativo é para a construção frásica...o inglês nem é a minha língua principal e achei que algumas coisas não me soavam bem. 
"Loving Mr. Daniels" podia ter sido muito melhor, teve momentos doces que eu simplesmente adorei (p.e as cartas ou as passagens citando Shakespeare) mas nota-se que a autora não soube desenvolver a estória que tinha, tem potencial mas é um livro que vê-se claramente que precisava de uma revisão para torná-lo muito melhor. 
Um amor proibido no melhor estilo de Romeu e Julieta Depois de perder a irmã gêmea para a leucemia, Ashlyn Jennings é enviada pela mãe descompensada para a casa do pai, com quem mal conviveu até então. Devastada, Ashlyn viaja de trem para Edgewood carregando poucos pertences, muitas lembranças e uma caixa misteriosa deixada pela irmã. Na estação, Ashlyn conhece o músico Daniel, um rapaz lindo e gentil. A atração é imediata, e, depois de um encontro romântico, os dois descobrem que compartilham não só o amor pela música e por William Shakespeare, mas também a dor provocada por perdas irreparáveis. O único problema é que, quando Ashlyn começa o ano letivo na escola onde o pai é diretor, descobre que Daniel é o Sr. Daniels, seu professor de inglês, com quem não pode de jeito algum ter um relacionamento amoroso. Desorientados, os dois precisam manter seu amor em segredo, e são forçados a se ver como dois desconhecidos na escola. E, como se isso já não fosse difícil o bastante, ainda precisam tentar de todas as formas superar problemas do passado e sobreviver a alguns conflitos inesperados e dramáticos que a vida apresenta – e que poderiam separá-los para sempre. Para fãs de Colleen Hoover, de Jamie McGuire, e leitores do gênero New Adult.




Hoje mostramos uma origem de uma autora publicada em Portugal mas que vive do outro lado do Atlântico! A Paula Pimenta tem apenas 5 livros cá mas dezenas no Brasil e este é um deles! 

Quem gosta de contos de fadas?

Paula Pimenta - Princesa Adormecida // Galera Record // Renato Guedes //

Escrito a duas mãos, Invisível até podia ter saído um desastre mas felizmente aguentou-se contra tudo o que poderia fazer deste livro o tal desastre: dois autores a escreverem, tornando-o confuso e uma premissa que podia dar muito para o torto se tivesse demasiadas pontas soltas. 

A estória parecia demasiado simples ao princípio. Elizabeth consegue ver Stephen, um rapaz que é invisível a toda a gente, menos à sua nova vizinha. Claro que esta estranheza torna-se em amizade que torna-se em amor mas depressa segredos são revelados e um mundo sobrenatural e paralelo é descoberto. Não é feitiçaria nem é magia, como explica no livro, é outra coisa. Temos maldições, conjuradores e encantamentos. E um desses encantamentos rebateu-se sobre Stephen tornando invisível aos olhos de todos.

Todas as maldições são perigosas e têm o seu fascínio e a do nosso protagonista teria de ser a mais perigosa de todas. Uma madição que assume vida e vontade própria, que gera o seu próprio poder. É isto que Stephen, Elizabeth e o irmão desta - Laurie - juntamente com outros amigos irão descobrir, perante uma Nova Iorque impassível a este cenário maléfico. O mundo colorido de Times Square, da cidade que nunca dorme é escurecido por tons de vingança de um homem, Marxwell Arbus. Arbus é avô de de Stephen e aquele que lhe impôs a maldição. Uma espécie de Voldemort, criando um mundo cheio de vontades feias que só alguns - poucos - conseguem ver. Como a nossa protagonista, Elizabeth. Ela é uma rastreadora, consegue encontrar maldições de todos os formatos e tamanhos, das mais ridículas (como por exemplo, alguém nunca conseguir apanhar um táxi) até às mais assustadoras. O seu objectivo, depois de descobrir este seu dom, é extrair estas maldições, especialmente a de Stephen e torná-lo visível a todos, que isto de ter um namorado que ninguém mais vê, não dá muito jeito.

A narrativa do livro é bastante decente, começa bem ao introduzir as personagens e mesmo quando começa a desvendar o caminho que o livro vai seguir, os autores conseguiram segurar bem a trama. Fizeram bem em não complicar demasiado este mundo com muitos seres mágicos, havendo apenas duas categorias e tudo se basear à volta de maldições. Não é explicado muito bem como estas maldições eram passadas, na geralidade, visto que a de Stephen é bem explicada e isso é que interessa. 

As duas personagens principais são muito fofas e gostei imenso da interacção entre eles e do romance em si. As cenas iniciais em que se conhecem são ternurentas e as finais são de deixar o coraçãozinho apertado, pois não era o final que todos queríamos, mas é o final mais real. 

Embora goste imenso do trabalho dos autores do livro, não fiquei fascinada por ter sido escrito a duas vozes, por vezes ficava confusa quem estava a narrar o capítulo, visto que não há qualquer indicação do ponto de vista do narrador. Apesar do world-building ser uma parte importante do livro, acho que os sentimentos e as emoções são o que mais se realça desta obra. De como queremos ajudar tanto uma pessoa mas sermos impotentes de mudar algo, ou simplesmente não conseguirmos e termos de aceitar que a vida é mesmo assim. Gostei do livro e recomendo!

Sinopse:
Stephen passou a vida do lado de fora, olhando para dentro. Amaldiçoado desde o nascimento, ele é invisível. Não apenas para si mesmo, mas para todos. Não sabe como é seu próprio rosto. Ele vaga por Nova York, em um esforço contínuo para não desaparecer completamente. Mas um milagre acontece, e ele se chama Elizabeth. 

Recém-chegada à cidade, a garota procura exatamente o que Stephen mais odeia. A possibilidade de passar despercebida, depois de sofrer com a rejeição dos amigos à orientação sexual do irmão. Perdida em pensamentos, Elizabeth não entende por que seu vizinho de apartamento não mexe um dedo quando ela derruba uma sacola de compras no chão. E Stephen não acredita no que está acontecendo... Ela o vê!

InvisibilityTítulo Original: Invisibility
Edição: 2014


A Mafi lê...


Para Olivia, felicidade romântica nunca foi tão boa como a que ela sente com Cash. Imprevisível, exceto quando se trata de satisfazer seus desejos, há reputação de menino mau de Cash  é bem merecido, mas ele está girando em torno de sua vida como a mulher que o aceita pelo que ele é.

Até estranhos do passado fazem com que o mundo de Olivia e o de Cash acabe ficando desorganizado. O que eles querem é algo que só Cash pode lhes dar. E se ele não entregar, então eles estão levando a única coisa que Cash valoriza demais.

Olivia sempre soube que quando ela se apaixonasse por Cash, era provável que ela iria se queimar. Mas esta nova ameaça está além de qualquer coisa que ela imaginava. Agora ela tem que confiar em Cash  com a sua vida, o que para a Olivia que é muito mais fácil do que o deixar ir, e com o seu coração.


Continuação de:
A Mafi lê...

Livro não traduzido em Portugal. Edição do Brasil.

Pensei em classificar este livro "New Adult" como contemporâneo, em que estes semi-adultos ou semi-adolescentes já têm mais experiência que sei lá o quê. Mas devido às várias cenas eróticas que entram no livro e às vezes que a protagonista sente calores e suores frios, o livro está mesmo para erótico como algodão doce está para o rosa.

Leitura bastante rápida e de entretenimento puro "Louca por você" tem as suas falhas mas também tem os seus pontos fortes. Começando logo pelos pontos negativos, Olivia, "Liv" para os amigos apresenta-se como uma rapariga normal, desconhecendo-se a idade exacta desta, (se foi dito no livro passou-me ao lado) os seus gostos, as suas virtudes, os seus defeitos, ou seja caracterização básica da personagem é zero, apenas sabemos que é normalíssima como milhões de raparigas nestes livros.
A Mafi lê...Carecendo de caracterização física (não faço a mínima ideia se é alta, baixa, gorda, anorética, desastrada, inteligente, enfim..) e um pouco mais de emoção sobre a sua vida passada e actual, a protagonista não é burra nem tonta como a maioria das jovens principais dos romances young-adult mas também não é um exemplo a seguir. Digo isto porque ela apresenta-se logo como a prima normal, vulgar de Marissa, namorada de Nash que é uma bomba de sensualidade que transpira beleza e todas as qualidades que os homens procuram numa mulher. Ela é que é a rapariga ideal, mesmo que a meio do livro mostre que é uma namorada um pouco neurótica... mas se o meu namorado também andasse atrás da minha prima também eu teria as minhas crises de ciúmes. Falando nos dois irmãos que formam o triângulo amoroso e todo o propósito do livro, são bem diferentes. Cash é o bad-boy, um dos donos do bar onde Liv futuramente irá trabalhar como bartender - o Dual. Nash é mais certinho mas que é tudo fachada porque é o pior dos dois (se é que são mesmo dois *wink wink*) pois como já disse tem namorada mas depressa esquece-se que esta existe quando começa a interessar-se por Olivia.

O plot basicamente é este se bem que a autora vai dando pistas de que algo que não bate certo e apesar do twist não me ter surpreendido - de todo, era uma hipótese que já me tinha passado pela cabeça - até foi um ponto bem inserido e que mudou toda a história até ali contada. A partir daí todo o enredo melhorou um pouco, mesmo assim gostaria que houvesse mais explicações, mais páginas para um melhoramento notório mas o que a autora apresentou depois do clímax não foi mau e compreensível. 

O "pacing" do livro felizmente não é tão corrido como alguns livros deste género em que tudo acontece em 48 horas mas claramente podia ter mais páginas e consequentemente uma estrutura melhor. Ao menos a escrita da autora não é intragável como alguns livros indie que andam por aí. As características deste novo género estão lá e M.Leighton soube explorar razoavelmente todos os pontos a que se propôs, não é um livro extraordinário mas entretêm por umas boas horas. 


Quando a bela Olivia conhece o charmoso e irresponsável Cash, não imagina que resistir às suas investidas pode ser bem mais difícil do que ela pensa. Nash, seu irmão gêmeo, igualmente lindo e encantador,também desperta o interesse da jovem. Maduro, responsável e bem-sucedido, ele é o oposto do irmão inconsequente. Porém é comprometido;ele namora a prima de Olivia, com quem ela divide o apartamento. Dois irmãos, um único desejo: conquistar o coração de Olivia Townsend. Dividida entre o sedutor Cash e o romântico Nash, ela não imagina que esse jogo de sedução pode ficar bem mais perigoso com um segredo do passado prestes a vir à tona.


Down to You (The Bad Boys, #1)Título Original: Down to you
Edição: 2013 pela editora Galera Record







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