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A Sair do Forno : "No final morrem os dois" de Adam Silvera

Sai dia dia 10 de Junho! 😍
Sem morte, não há vida. Sem perda, não há amor.Pouco depois da meia-noite, Mateo e Rufus, dois completos estranhos, recebem a notícia de que vão morrer dentro de 24 horas. Neste último dia que lhes resta, ambos anseiam por fazer um amigo.A boa notícia é que existe uma aplicação para isso. Chama-se Último Amigo e, através dela, estes dois jovens encontram-se para uma derradeira e intensa aventura: viver toda uma vida num só dia.Para nos lembrarmos de que todos os dias contam.

Opinião Young-Adult: ''No Final, Morrem os Dois' de Adam Silvera


Depois de no ano passado ter lido o primeiro livro deste autor e não ter gostado assim tanto, este mês decidi pegar neste e que boa surpresa foi! 
Primeiro achei este livro muito mais fácil de ler do que o anterior e a temática também me puxou muito mais o interesse. Portanto vivemos num mundo normal em que as pessoas tem uma data marcada com a morte. A qualquer momento podem receber um telefonema a anunciar que tem no máximo mais um dia de vida. É isso que acontece ao nosso par protagonista, Mateo e Rufus que não se conhecem e são completamente o oposto um do outro mas têm uma coisa em comum: irão morrer no mesmo dia. 
Assim como esta aplicação que dita o fim de vida das pessoas, também há outras aplicações entre elas uma que nos permite escolher uma pessoa aleatória para passar o nosso último dia de vida. Rufus e Mateo conhecem-se pela app e juntos embarcam numa aventura de viver ao máximo este dia. 
Eu gostei imenso de ler este livro. Os capítulos são marcados pelas horas do dia e vemos dois jovens a querer redimirem-se de todos os erros que fizeram e a despedirem-se de quem mais amam. Paralelamente vamos acompanhando outras personagens como Lydia e os Plutos e no fim, tudo acaba-se juntando. 
Gostei especialmente de como Mateo e Rufus apaixonam-se embora eles próprios sintam que é um amor que se calhar é forçado pelas circunstâncias mas ao mesmo tempo sentem que é um amor real por sentirem-se tão à vontade um com o outro, como se já se conhecem-se há anos. 
Já sabemos que à medida que o livro avança que o final está próximo e que vamos-nos perguntando como eles vão realmente morrer e quem será o primeiro. O primeiro fim vem meio inesperadamente, o leitor não está preparado e realmente é de partir o coração a dor que o outro rapaz sente. 
Achei que Mateo foi mais desenvolvido que Rufus e esperava alguma explicação sobre a Death-Cast mas aceito o livro como está pois é mesmo um livro muito bom e que recomendo. 

Sem morte, não há vida. Sem perda, não há amor.

Pouco depois da meia-noite, Mateo e Rufus, dois completos estranhos, recebem a notícia de que vão morrer dentro de 24 horas. Neste último dia que lhes resta, ambos anseiam por fazer um amigo.

A boa notícia é que existe uma aplicação para isso. Chama-se Último Amigo e, através dela, estes dois jovens encontram-se para uma derradeira e intensa aventura: viver toda uma vida num só dia.

Para nos lembrarmos de que todos os dias contam.

A Sair do Forno: ''Chama-me pelo teu nome'' de André Aciman


Chama-me pelo Teu Nome é um romance arrebatador sobre o desejo e a experiência da atração. Uma das grandes histórias de amor do nosso tempo, narrada de forma inteligente e imprevisível.
Na idílica Riviera italiana nasce um romance intenso entre um rapaz de dezassete anos e o convidado dos pais, um estudante universitário que irá passar com eles umas semanas no verão.
Divididos entre o receio das consequências e o fascínio que não conseguem esconder, avançam e recuam movidos pela curiosidade, o desejo, a obsessão e o medo, até se deixarem levar por uma paixão arrebatadora e descobrirem uma intimidade rara que temem nunca mais encontrar.

Sai dia 20 de Junho 

Chegou à Despensa: ''We are the ants'' de Shaun David Hutchinson






Este livro chegou à despensa em inícios de Abril. Na atura tirei foto mas depois nunca mais me lembrei de pôr aqui. Comprei porque vi algumas opiniões positivas e também porque adoro a simplicidade desta capa. Nunca li nada do autor mas espero gostar. 

From the author of The Five Stages of Andrew Brawley comes a brand-new novel about a teenage boy who must decide whether or not the world is worth saving.
Henry Denton has spent years being periodically abducted by aliens. Then the aliens give him an ultimatum: The world will end in 144 days, and all Henry has to do to stop it is push a big red button.
Only he isn’t sure he wants to.
After all, life hasn’t been great for Henry. His mom is a struggling waitress held together by a thin layer of cigarette smoke. His brother is a jobless dropout who just knocked someone up. His grandmother is slowly losing herself to Alzheimer’s. And Henry is still dealing with the grief of his boyfriend’s suicide last year.
Wiping the slate clean sounds like a pretty good choice to him.
But Henry is a scientist first, and facing the question thoroughly and logically, he begins to look for pros and cons: in the bully who is his perpetual one-night stand, in the best friend who betrayed him, in the brilliant and mysterious boy who walked into the wrong class. Weighing the pain and the joy that surrounds him, Henry is left with the ultimate choice: push the button and save the planet and everyone on it…or let the world—and his pain—be destroyed forever.

Doce do Momento: ''You Know me Well'' de Nina LaCour e David Levithan


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Vamos lá continuar com os livros em inglês, que esses também não se vão ler sozinhos. Desta vez um YA bem fininho (250 páginas) para contrastar com o último livro (quase 500). 
Who knows you well? Your best friend? Your boyfriend or girlfriend? A stranger you meet on a crazy night? No one, really?
Mark and Kate have sat next to each other for an entire year, but have never spoken. For whatever reason, their paths outside of class have never crossed.
That is, until Kate spots Mark miles away from home, out in the city for a wild, unexpected night. Kate is lost, having just run away from a chance to finally meet the girl she has been in love with from afar. Mark, meanwhile, is in love with his best friend Ryan, who may or may not feel the same way.
When Kate and Mark meet up, little do they know how important they will become to each other—and how, in a very short time, they will know each other better than any of the people who are supposed to know them more.
Told in alternating points of view by Nina LaCour and David Levithan, You Know Me Well is a story about navigating the joys and heartaches of first love, one truth at a time.

Chegou à Despensa: ''They both die at the end'' de Adam Silvera





Com um título forte e uma capa engraçada, não resisti a mais um livro deste autor, embora não tenha adorado o livro anterior. 

A sinopse é intrigante, fala sobre uma sociedade onde há um serviço que nos informa quando vamos morrer. Quando recebemos o telefonema dessa empresa temos apenas 24 horas de vida. Achei minimamente interessante apesar de assustador e portanto vamos lá ver o que vai sair daqui. 




Opinião Young Adult: ''More happy than not'' de Adam Silvera


Por influência de opiniões internacionais, sempre ouvi falar muito bem deste autor que tem apelido quase português mas é americano. Como sou extremamente influenciável por meia dúzia de opiniões positivas lá comprei este livro que já habitava aqui na estante há 7 meses. Como também a minha primeira leitura do ano não foi nada de especial, pensei ler algo virado para o YA e algo que ainda fosse recente, embora este livro já seja de 2015.

19542841Não se pode dizer que este livro seja grande. tem menos de 300 páginas mas é um livro TÃO TRISTE! A sério o livro deixa-nos depressivos com tanta tristeza e confesso que houve alturas em que foi difícil avançar na leitura porque era tudo tão negativo.

O livro apresenta-nos Aaron que vive no Bronx, com a mãe que trabalha demais e o irmão com que não se relaciona. Namora a Genevieve e apesar das dificuldades recentes da sua vida (o pai suicidou-se e ele também tentou o suicídio), Aaron até é feliz. Um dia conhece Thomas e entre os dois começa a criar-se uma amizade e companheirismo muito fortes. Esta união começa a colocar em dúvida os sentimentos do Aaron pelo Thomas. Como na sinopse já vem referido que o Aaron é gay, acaba por não ser surpresa a sua paixão pelo Thomas. A surpresa é saber se é correspondido ou não. 

Acho que este livro retrata bem a geração adolescente, especialmente dos bairros de Nova Iorque. O próprio autor viveu (ou vive) no Bronx e portanto não duvido que os costumes e brincadeiras do bairro faladas aqui, sejam relatos de vivências do próprio Adam Silvera. 

O que menos gostei foi mesmo a aura ''depré'' do livro, algo que não é costume em young-adults contemporâneos que muitas vezes são caracterizados como leituras mais leves, mas de leve este livro não tem nada, acreditem! O livro passa muito a mensagem de ''não vale a pena continuar a viver'' não só pela abordagem do suicídio mas é algo constante nos pensamentos e nas acções do Aaron e isso incomodou-me bastante, tratando-se de um livro de adolescentes. Até pode ser algo real (e se calhar foi por isso que fiquei tão incomodada) mas não é possível a vida de todos os amigos serem só tragédias. Isto deixava-me sem vontade de pegar no livro porque já sabia que ia ficar triste. 

Outra ''personagem'' importante no livro é o instituto Leteo, uma corporação que promete apagar as memórias infelizes dos seus pacientes, deixando-os muitos mais ''em paz'' com as suas vidas, pois não conseguem ter memórias e pensamentos negativos. O Aaron inscreve-se neste instituto tanto para apagar o sofrimento do pai como também para tentar corrigir a sua orientação sexual. 

Não posso dizer mais nada que não seja considerado spoiler mas digo que o livro está dividido em diversas partes e só gostei mesmo da última parte do livro que me surpreendeu pela sua linha temporal. De resto acho que é um livro indicado para quem seja gay mas já esteja assumido e não veja mal nisso, porque uma das mensagens que o livro passa é que ser gay é um problema e embora no fim o Aaron consiga aceitar-se como é, acaba por saber a pouco. Não é um livro que aconselhe a toda a gente, é um livro depressivo que nos deixa em baixo e a sentir que a vida é uma porcaria e não há luz ao fundo do túnel. Não acredito nisso, há sempre algo positivo, há sempre um lado bom. Quero acreditar nisso. 

Mesmo assim, quero dar pelo menos uma segunda oportunidade ao autor, embora os títulos dos outros livros dele já antecipem outra leitura depressiva. 


Part Eternal Sunshine of the Spotless Mind, part Aristotle and Dante Discover the Secrets of the Universe, Adam Silvera's extraordinary debut confronts race, class, and sexuality during one charged near-future summer in the Bronx.
The Leteo Institute's revolutionary memory-relief procedure seems too good to be true to Aaron Soto - miracle cure-alls don't tend to pop up in the Bronx projects. But Aaron can't forget how he's grown up poor or how his friends aren't always there for him. Like after his father committed suicide in their one bedroom apartment. Aaron has the support of his patient girlfriend, if not necessarily his distant brother and overworked mother, but it's not enough.
Then Thomas shows up. He has a sweet movie-watching setup on his roof, and he doesn't mind Aaron's obsession with a popular fantasy series. There are nicknames, inside jokes. Most importantly, Thomas doesn't mind talking about Aaron's past. But Aaron's newfound happiness isn't welcome on his block. Since he's can't stay away from Thomas or suddenly stop being gay, Aaron must turn to Leteo to straighten himself out, even if it means forgetting who he is. 

 

Doce do Momento: ''More happy than not'' de Adam Silvera



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Vamos lá ver se vou ter mais sorte com este livro do que com o anterior.
Data de aquisição: Junho de 2017 


Part Eternal Sunshine of the Spotless Mind, part Aristotle and Dante Discover the Secrets of the Universe, Adam Silvera's extraordinary debut confronts race, class, and sexuality during one charged near-future summer in the Bronx.
The Leteo Institute's revolutionary memory-relief procedure seems too good to be true to Aaron Soto - miracle cure-alls don't tend to pop up in the Bronx projects. But Aaron can't forget how he's grown up poor or how his friends aren't always there for him. Like after his father committed suicide in their one bedroom apartment. Aaron has the support of his patient girlfriend, if not necessarily his distant brother and overworked mother, but it's not enough.
Then Thomas shows up. He has a sweet movie-watching setup on his roof, and he doesn't mind Aaron's obsession with a popular fantasy series. There are nicknames, inside jokes. Most importantly, Thomas doesn't mind talking about Aaron's past. But Aaron's newfound happiness isn't welcome on his block. Since he's can't stay away from Thomas or suddenly stop being gay, Aaron must turn to Leteo to straighten himself out, even if it means forgetting who he is.

Doce do Momento: ''One man guy''de Michael Barakiva



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Continuo com o projecto de ler livros de autores de outras nacionalidades e este autor é da Arménia. Vamos lá descobrir um pouco sobre esta cultura.

A heartfelt, laugh-out-loud-funny story of romance, family, and self-discovery.
Alek Khederian should have guessed something was wrong when his parents took him to a restaurant. Everyone knows that Armenians never eat out. Between bouts of interrogating the waitress and criticizing the menu, Alek’s parents announce that he’ll be attending summer school in order to bring up his grades. Alek is sure this experience will be the perfect hellish end to his hellish freshman year of high school. He never could’ve predicted that he’d meet someone like Ethan.
Ethan is everything Alek wishes he were: confident, free-spirited, and irreverent. He can’t believe a guy this cool wants to be his friend. And before long, it seems like Ethan wants to be more than friends. Alek has never thought about having a boyfriend—he’s barely ever had a girlfriend—but maybe it’s time to think again.

Opinião Young-Adult: ''We are okay'' de Nina LaCour




28243032Depois da minha primeira experiência não muito favorável com esta autora - Everything Leads to you - achei por bem, ler já outro livro dela para tirar ''A prova dos 9''. Não correu bem.

Na verdade gostei mais deste livro do que o anterior mas acho que esta autora não é para mim. Eu AMO as capas dos livros dela, gosto que a autora escreva sobre personagens lésbicas (ela própria o é) mas os livros acabam por nunca me dizer nada. Não consigo captar alguma mensagem, quer dizer eu acredito que o livro tenha algum significado, alguma mensagem a transmitir para o leitor, nem que esteja muito camuflada pela história.

O tema deste livro é o luto e a perda. São temas que gosto de ler, embora sejam pesados. Aqui temos Marin, uma jovem que abandonou tudo o que conhecia, entrou na faculdade mas mesmo assim não consegue distanciar-se daquilo que deixou para trás: o seu avô e a sua melhor amiga, Mabel. 

Passando uns dias de férias sozinha em Nova Iorque, na residência da sua faculdade,  Marin espera a visita de Mabel com apreensão mas também um certo optimismo. Está contente por vê-la mas também sabe que a sua visita irá trazer à memória aquilo que tentou esquecer.


O livro alterna entre o passado (os momentos felizes de Marin,com o avô e Mabel) e o presente, a solidão que ela sente agora, como não conseguiu fazer muitos amigos na faculdade, como todos foram para casa no Natal e ela por não ter família, ficou ali.  Achei que o livro era triste. Devido ao temas abordados e ao facto de não ter uma grande história por trás é um livro que muita gente vai conseguir gostar do livro, se identificar-se com a Mabel ou com a forma como ela está a passar esta fase. Eu admito que lido bem com o luto, é algo natural, da vida, Claro que não quer dizer que não fique triste, nostálgica, com saudades mas não me identifiquei com a protagonista, nem com a maneira como ela aceitou ultrapassar este momento mais difícil.   A autora até que não escreve mal mas não consigo gostar da forma como conta as suas histórias. Gostei mais deste livro do que o anterior mas mesmo assim, achei a história tão pouco cativante que vai ser difícil pegar em mais algum livro dela. Tenho ainda mais um livro dela que é escrito com o David Levithan e tenho esperanças de gostar desse mas a solo, esta autora acabou aqui. 

You go through life thinking there’s so much you need…
Until you leave with only your phone, your wallet, and a picture of your mother.
Marin hasn’t spoken to anyone from her old life since the day she left everything behind. No one knows the truth about those final weeks. Not even her best friend, Mabel. But even thousands of miles away from the California coast, at college in New York, Marin still feels the pull of the life and tragedy she’s tried to outrun. Now, months later, alone in an emptied dorm for winter break, Marin waits. Mabel is coming to visit, and Marin will be forced to face everything that’s been left unsaid and finally confront the loneliness that has made a home in her heart.

 

Opinião Young Adult: ''Beast'' de Brie Spangler



''Beast'' da autora Brie Spangler é nos vendido como um reconto da Bela e do Monstro mas sinceramente não achei que a temática do retelling tivesse muito presente no livro mas vamos lá por partes.

25167846Temos Dylan, um jovem de 16 anos que mede quase 2 metros e é peludo em todas as partes do corpo e cara. Como alcunha de escola, é chamado de Monstro (ou Beast, daí o título do livro). Pronto acabou aqui a parte do livro em que é parecido com a Bela e o Monstro. A sério, não estou a brincar, é só isto de parecenças.
Dylan sofre uma relação conturbada com a mãe e ainda sente o luto do pai. A escola é o seu refúgio e apesar da sua aparência de jogador de futebol americano, Dylan é na verdade um aluno brilhante e o seu divertimento é fazer tpcs da escola para seguir carreira na ciência. Devido a um acontecimento é inserido num grupo de apoio da escola e é lá que vai conhecer Jamie, a nossa 'Bela'.

Jamie é uma rapariga transgénera e isto não é segredo no livro -todos sabem - menos Dylan que no momento da revelação de Jamie ao grupo, se encontrava distraído. Portanto esse detalhe passa-lhe ao lado e quando começa a nutrir sentimentos pela Jamie, nem lhe passa pela cabeça que ela possa ser transgénera. Claro que não ocorre muito tempo até Dylan ser confrontado com isso (pelos colegas da escola) e não agindo da melhor maneira, acaba por não ter a melhor atitude para com a Jamie.

O livro aqui acaba por ganhar contornos um pouco mais crus mas também mais realistas. Achei que a autora abordou o tema da fobia de género muito bem. Temos aqui muito preconceito não só da parte de Dylan - rapazes! - mas também da mãe do Dylan que pensa que Jamie é uma má influência para o seu filho. Isto tudo resulta numa vida complicada para Jamie, que como ela diz, só quer viver em paz,, nem precisa que a aceitem. O que gostei mais da relação da Jamie e do Dylan é que ela diz-lhe umas quantas verdades e acaba por mostrar-lhe que ela sempre foi a mesa rapariga desde sempre. Para alguém que tem tanto preconceito com a sua imagem (Dylan) é muito preconceituoso da parte dele, julgar a Jamie pela sua aparência do passado. Gostei disso.

Outro ponto muito importante é a relação de Dylan com a sua mãe, eu entendi que ela quisesse ajudar o filho nesta fase conturbada mas não achei que o fez da melhor maneira. Isto também mostra que nem sempre o exemplo que vem dos nossos pais, vai de acordo com o que é correcto.
Basicamente, Jamie e Dylan acabam por ser duas pessoas que são julgadas pela sua aparência sem terem margem para mostrar que são muito mais do que o que os outros vêem.

É um romance diferente porque a maior parte das vezes, torcemos pelo casal mas eu aqui tive sérias dúvidas em querer ver a Jamie com o Dylan. O que vale é que pouco a pouco ele vai apercebendo-se que realmente gosta da Jamie e que ela não merece como está a ser tratada, nem por ele e nem pelos colegas da escola e os momentos em que ele a defende compensaram um pouco as suas atitudes anteriores.
Não é um retelling como se calhar muitos esperavam mas é um livro importante pelo tema que abordam. Achei que o assunto do preconceito  das relações amorosas com adolescentes trangéneros foram tratadas de uma maneira muito realista e honesta. 
Recomendo.

Tall, meaty, muscle-bound, and hairier than most throw rugs, Dylan doesn’t look like your average fifteen-year-old, so, naturally, high school has not been kind to him. To make matters worse, on the day his school bans hats (his preferred camouflage), Dylan goes up on his roof only to fall and wake up in the hospital with a broken leg—and a mandate to attend group therapy for self-harmers.
Dylan vows to say nothing and zones out at therapy—until he meets Jamie. She’s funny, smart, and so stunning, even his womanizing best friend, JP, would be jealous. She’s also the first person to ever call Dylan out on his self-pitying and superficiality. As Jamie’s humanity and wisdom begin to rub off on Dylan, they become more than just friends. But there is something Dylan doesn’t know about Jamie, something she shared with the group the day he wasn’t listening. Something that shouldn’t change a thing. She is who she’s always been—an amazing photographer and devoted friend, who also happens to be transgender. But will Dylan see it that way? 


 

Opinião Young Adult: ''Everything Leads to You'' de Nina LaCour


Esta opinião vai ser curtinha e muito simples.

Tinha este livro já há mais de um ano para ler e ao lado deste estavam mais 3 da autora. 

18667779Não sei se comecei pelo pior, mas sei que este livro não foi nada do que estava à espera.
É um livro relativamente simples. A personagem principal é a Emi, uma jovem entusiasta de cinema e que trabalha como designer de interiores. Trabalhando na indústria do cinema, é natural o seu gosto e admiração por actores e filmes e um dia, convida uma amiga ir a uma feira de garagem onde estão a ser vendidos alguns objectos pertencentes a um actor que faleceu recentemente.

É lá que vão encontrar uma carta pessoal desse actor a uma mulher chamada Caroline e é também nessa carta que descobrem alguns segredos desse actor que não eram conhecidos enquanto figura pública. Intrigadas em descobrir um elemento familiar do actor, as duas amigas chegam a Ava que muda a vida de Emi. 

Embora Emi seja a protagonista, o livro desenvolve-se todo a volta de Ava e daí o título: Everything Leads to You. Um dos problemas que tive com o livro foi mesmo este, o livro é contado do ponto de vista da Emi mas parecia que a protagonista era a Ava, embora para mim ela fosse meramente uma personagem secundária.

Achei que este livro teve um seguimento de muitas situações de coincidência. Não falo do facto de a Emi e a Ava serem lésbicas que por acaso são solteiras mas também de a Emi ter conseguido descobrir tão rapidamente o paradeiro da Ava, de a Emi trabalhar em cinema e de só por acaso a Ava ser actriz e perfeita para o papel principal da produção onde a Emi trabalha. Definitivamente, coincidências a mais.

O meu outro problema foi a falta de romance, realmente não é o ponto fulcral do livro mas queria um bocadinho mais.

Bem, admito que não fiquei com vontade de pegar nos outros livros da autora que tenho por ler mas se calhar a autora tem a mesma fórmula para os livros e quando pegar em mais algum, ao menos já sei o que esperar.

A love letter to the craft and romance of film and fate in front of—and behind—the camera from the award-winning author of Hold Still.

A wunderkind young set designer, Emi has already started to find her way in the competitive Hollywood film world.

Emi is a film buff and a true romantic, but her real-life relationships are a mess. She has desperately gone back to the same girl too many times to mention. But then a mysterious letter from a silver screen legend leads Emi to Ava. Ava is unlike anyone Emi has ever met. She has a tumultuous, not-so-glamorous past, and lives an unconventional life. She’s enigmatic…. She’s beautiful. And she is about to expand Emi’s understanding of family, acceptance, and true romance.


Doce do Momento: ''Aristotle and Dante Discover the Secrets of the Universe'' de Benjamin Alire Sáenz



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10º livro de Agosto...estou tão contente!!

Aristotle is an angry teen with a brother in prison. Dante is a know-it-all who has an unusual way of looking at the world. When the two meet at the swimming pool, they seem to have nothing in common. But as the loners start spending time together, they discover that they share a special friendship—the kind that changes lives and lasts a lifetime. And it is through this friendship that Ari and Dante will learn the most important truths about themselves and the kind of people they want to be.

Opinião Young Adult: ''Symptoms of being human'' de Jeff Garvin




Esta foi a minha segunda leitura de Agosto e que livro interessante foi.

Este ano já tinha lido 2 livros sobre pessoas transgéneras mas nunca tinha lido nada sobre género fluído. Aliás, nunca tinha percebido bem que conceito era este mas este livro fez-me aprender bastante. 
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Logo no início (aliás é a primeira frase do livro) ficamos a entender que não interessa se Riley é um rapaz ou rapariga (e aqui falo do sexo com que nasceu, pois de género já percebemos que é fluído). Isto foi logo algo que aprendi a distanciar, o género do sexo. Aprendi que uma pessoa é de género masculino, feminino ou fluído e sexo refere-se ao orgão sexual com que nascemos. Uma pessoa pode ser do género masculino por esse ser com aquele que mais se identifica mas ser mulher.  Vou falar da personagem como uma 'ela'. 

O livro começa com a Riley a começar mais um ano lectivo numa nova escola mas com os mesmos problemas de sempre, com receio do que as outras pessoas possam pensar o que ela é. O que Riley é,:é género fluído, ou seja uns dias sente-se mais feminina e outros dias mais masculina e isso difere não só na maneira de se vestir, como na maneira de pentear-se naquele dia e até a forma como anda. Fechada no seu mundo, com medo que os pais não a entendam, Riley vive constantemente uma ansiedade pouco saudável. De forma a libertar essa ansiedade, a sua terapeuta aconselha-a a iniciar um blog onde pudesse desabafar os seus problemas e dúvidas e ao mesmo tempo ajudar alguém com o seu testemunho. Pouco a pouco vai ganhando seguidores até ao dia em que o blog torna-se viral e alguém da escola percebe quem ela é. 

Confesso que o que gostei mais do livro foi o facto de tudo parecer tão real. Embora nunca tenha lidado com nada do que aconteça neste livro nem conheça ninguém próximo que tenha passado algo semelhante, a forma como a história é contada faz-nos sentir uma boa empatia com a Riley, para além do facto que conseguimos perceber vários conceitos, não só como os que expliquei acima mas tantos outros. Alguns mesmo eu nunca tinha ouvido falar. 
Gostei desta diversidade e fiquei um bocadinho mais entendida nestes assuntos. Além disso, gostei mesmo da forma como o autor não denuncia se a Riley é rapaz ou rapariga, embora a língua inglesa facilite um pouco esse trabalho. O mais engraçado de tudo é que realmente não fez diferença nenhuma não saber isso, pois a personagem em si é óptima. 

Gostei também bastante do núcleo secundário, não vou falar muito porque seria spoiler mas ache que todas as personagens acrescentaram algo ao livro, até mesmo os pais da Riley.

É um livro que aconselho bastante. Retrata a identidade de género de uma maneira muito diferente do habitual e o melhor é entendermos que muitas vezes não sabemos o que vai na mente/vida de outra pessoa, nem o que ela está a passar. Ao termos aqui a perspectiva de alguém diferente, vemos também como podemos lidar com essa situação. Uma das mensagens do livro é mostrar a Riley que esta não está sozinha e há mais pessoas a passar pelo mesmo. 
Eu apoio muito livros que tenham um teor pedagógico pois acredito que podemos aprender tudo, através dos livros. E se for contado de uma maneira cativante como este livro o faz, então ainda melhor e portanto se lerem em inglês, não deixem passar este livro. 



The first thing you’re going to want to know about me is: Am I a boy, or am I a girl?
Riley Cavanaugh is many things: Punk rock. Snarky. Rebellious. And gender fluid. Some days Riley identifies as a boy, and others as a girl. The thing is…Riley isn’t exactly out yet. And between starting a new school and having a congressman father running for reelection in uber-conservative Orange County, the pressure—media and otherwise—is building up in Riley’s so-called “normal” life.
On the advice of a therapist, Riley starts an anonymous blog to vent those pent-up feelings and tell the truth of what it’s REALLY like to be a gender fluid teenager. But just as Riley’s starting to settle in at school—even developing feelings for a mysterious outcast—the blog goes viral, and an unnamed commenter discovers Riley’s real identity, threatening exposure. Riley must make a choice: walk away from what the blog has created—a lifeline, new friends, a cause to believe in—or stand up, come out, and risk everything.


Doce do Momento: ''Beast'' de Brie Spangler



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Ora bem vamos lá para este reconto da Bela e o Monstro, onde o rapaz é peludo e a Bela é transgénera.  Às vezes pergunto-me onde  os autores vão buscar inspiração...


Tall, meaty, muscle-bound, and hairier than most throw rugs, Dylan doesn’t look like your average fifteen-year-old, so, naturally, high school has not been kind to him. To make matters worse, on the day his school bans hats (his preferred camouflage), Dylan goes up on his roof only to fall and wake up in the hospital with a broken leg—and a mandate to attend group therapy for self-harmers.
Dylan vows to say nothing and zones out at therapy—until he meets Jamie. She’s funny, smart, and so stunning, even his womanizing best friend, JP, would be jealous. She’s also the first person to ever call Dylan out on his self-pitying and superficiality. As Jamie’s humanity and wisdom begin to rub off on Dylan, they become more than just friends. But there is something Dylan doesn’t know about Jamie, something she shared with the group the day he wasn’t listening. Something that shouldn’t change a thing. She is who she’s always been—an amazing photographer and devoted friend, who also happens to be transgender. But will Dylan see it that way?

Doce do Momento: ''Everything Leads to You'' de Nina LaCour


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Estou a ser uma linda menina e a seguir os livros do 'Na Fila'. Lá vamos nós para mais um em inglês.


A wunderkind young set designer, Emi has already started to find her way in the competitive Hollywood film world.

Emi is a film buff and a true romantic, but her real-life relationships are a mess. She has desperately gone back to the same girl too many times to mention. But then a mysterious letter from a silver screen legend leads Emi to Ava. Ava is unlike anyone Emi has ever met. She has a tumultuous, not-so-glamorous past, and lives an unconventional life. She’s enigmatic…. She’s beautiful. And she is about to expand Emi’s understanding of family, acceptance, and true romance.

Doce do Momento: ''Symptoms of Being Human'' de Jeff Garvin



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Depois do muito ''Every Last Word'', sigo para este livro. Nunca li nada sobre género fluído portanto estou muito curiosa.


The first thing you’re going to want to know about me is: Am I a boy, or am I a girl?
Riley Cavanaugh is many things: Punk rock. Snarky. Rebellious. And gender fluid. Some days Riley identifies as a boy, and others as a girl. The thing is…Riley isn’t exactly out yet. And between starting a new school and having a congressman father running for reelection in uber-conservative Orange County, the pressure—media and otherwise—is building up in Riley’s so-called “normal” life.
On the advice of a therapist, Riley starts an anonymous blog to vent those pent-up feelings and tell the truth of what it’s REALLY like to be a gender fluid teenager. But just as Riley’s starting to settle in at school—even developing feelings for a mysterious outcast—the blog goes viral, and an unnamed commenter discovers Riley’s real identity, threatening exposure. Riley must make a choice: walk away from what the blog has created—a lifeline, new friends, a cause to believe in—or stand up, come out, and risk everything.

Primeiras Impressões: "More happy than not" de Adam Silvera



Ando para mostrar esta aquisição há mais de um mês, que vergonha. Foi dos primeiros livros que comprei em Junho e até chegou rápido mas tirei foto a depois esqueci-me (na verdade fiquei com preguiça) de pôr aqui.

Tenho ouvido falar deste livro há um ano, sempre com opiniões muito positivas. É mais um livro lgbt, pelo que sei sobre um rapaz que pensava que era heterosexual, até começar a ter sentimentos pelo seu melhor amigo. Como achei interessante e o autor é gay, vamos lá ver como isto corre. Dizem que é um livro depressivo, espero que não me ponha triste.

Facto curioso e estupidez da minha parte, só há pouco tempo é que percebi que a capa era metade de um smile, e foi porque vi num vídeo alguém a dizer isso. Sabem o que é que eu pensava que era? Um ponto e vírgula. Ahaha,a sério sou mesmo tonta às vezes. xD 

Opinião Contemporânea: "George" de Alex Gino



Começo por dizer que este é o 2º livro que leio este ano sobre transgéneros, o primeiro foi "Se eu fosse tua". Nunca tinha lido nenhum e agora já tendo lido dois, percebo que seja um tema que ainda tem muito por explorar e ensinar a quem não entende muito sobre o assunto da identidade de género. 
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Este chamava-me ainda mais a atenção por ser um livro infantil, ou seja desta vez saímos do YA e descemos ainda mais na idade e portanto estava curiosa de ler algo sob a visão de uma criança.
Não é um livro grande, o meu ebook nem  chegava às 100 páginas e foi lido rapidamente. Também ajudou a ter uma linguagem descomplicada e directa.
Aqui conhecemos George uma menina de 10 anos que embora tenha nascido biologicamente rapaz, em tudo sente que é uma menina e por isso, quando surgem abrem as inscrições para a uma peça de teatro da escola. George sente que deve interpretar uma personagem feminina.
Este é o mote do livro com uma questão muito maior por trás. Aqui temos a visão de uma criança que já sabe que é rapariga e tem a certeza disso e não é apenas uma fase como muitas vezes se associa a este tipo de situações.
Como o livro é muito curto não dá para contar muito mais mas é sem dúvida um livro diferente de tudo  o que já li.
Gostava de ter lido mais sobre como a a George percebeu que era uma menina, queria mais sobre o seu lado psicológico, algo mais aprofundado, mas percebo a faixa etária do livro portanto sei que é um livro destinado a crianças que tal e qual como a George ainda têm um pensamento muito pouco desenvolvido sobre estes aspectos e têm aquele factor de ingenuidade que tanto gostamos. Admito que fiquei surpreendida com algumas situações do livro, nomeadamente as reações da melhor amiga da George e a do irmão sem esquecer a da mãe. Contudo acho que o livro tem uma "vibe positiva" que acredito que seja excepção e não regra infelizmente, pois sabemos que não é comum ter tanto apoio positivo tanto a nível familiar, como de amigos e até da escola.
O facto de não ter dado 5 estrelas foi mesmo por isso. Para além de achar o livro pequeno demais para um tema tão importante como a identidade de género, sinto que este livro não tenha força suficiente para ajudar a quem o possa ler e esteja a passar pelo mesmo, até porque é nos dado a entender que o livro segue uma certa direcção mas depois não chegamos a perceber se a George realmente inicia a sua transição. Contudo, o último capítulo é amoroso e deixa um sentimento feliz.
Pena que não esteja publicado cá mas se conseguirem apostem nele pois vale a pena.


"When people look at George, they think they see a boy. But she knows she's not a boy. She knows she's a girl.
George thinks she'll have to keep this a secret forever. Then her (4th grade) teacher announces their class play is going to be "Charlotte's Web." George really, really, REALLY wants to play Charlotte. But the teacher says she can't even try out for the part ...because she's a boy.
With the help of her best friend, Kelly, George comes up with a plan. Not just so she can be Charlotte - but so everyone can know who she is, once and for all."


 

Compilações: "A Princesa Adormecida" ,"Audrey,Wait!" e "Two boys kissing"




Estes 3 livros não estavam planeados para Maio mas foram 3 leituras muito rápidas e diferentes entre si. Aqui ficam as minhas 3 mini opiniões.

34833085Começando pelo que li em primeiro lugar "Princesa Adormecida", que foi uma oferta da Ne no meu aniversário. Já tinha lido o "Cinderela Pop" quando saiu e tinha gostado apesar de o público alvo ser mais jovem do que a minha idade. Apesar de não ser nada fã do conto da Bela Adormecida da Disney, como tinha lido o livro anterior e tinha gostado, resolvi arriscar neste também.

Não sei bem o que se passou aqui com este livro mas na verdade não gostei muito dele e embora tenha apenas 170 páginas, a estória não me prendeu e achei tudo muito infantil. Não gostei da protagonista - Áurea - pois a mesma não tem algo essencial em qualquer livros de ficção: personalidade. Eu sei que isto é uma releitura da Bela Adormecida mas já li releituras melhores,este livro simplesmente é recheado de clichés  e muito previsível. Percebi logo que o Phil era o outro..! 
Não entretêm muito mas acredito que se tivesse lido isto com 13 anos tinha gostado mais. Mesmo assim, pela agilidade de como a estória é contada (através de recortes, diálogos rápidos e mensagens) leva 3 estrelinhas pequeninas.


1627267Em Março estreei-me com uma autora que já tinha ouvido falar muito bem mas que é desconhecida da maior parte dos leitores que não sigam o género young adult. Falo de Robin Benway e na altura o livro que li, "Emmy and Oliver" revelou-se muito mais que um simples romance young adult que eu esperava e que o título e até a capa do livro davam a entender.

Na semana passada, na minha viagem de avião para a Bélgica, abri este "Audrey,Wait!" no tablet e mergulhei de cabeça neste livrinho, tanto que li mais de 70% do mesmo só no voo. O livro tem uma premissa engraçada. Audrey é uma adolescente que acaba com o seu namorado Evan, vocalista de uma banda. E ele acaba por escrever uma canção sobre ela e o término do namoro. A canção torna-se viral e ela fica famosa por isso. A premissa é isto mas o livro acaba por ter uma mensagem importante. Hoje em dia, há modas tão virais e tão passageiras que passado uns meses ninguém se lembra delas. Diria que este livro, lançado em 2008, é bastante actual. A Audrey consegue manter-se sempre fiel ao que é e não se deixa deslumbrar por todo o aparato à sua volta. (ou tenta vá). Para toda a gente ela é a Audrey da canção famosa, mas como ela diz, ela é simplesmente uma rapariga normal com um part-time numa gelataria e doida por música. 
É um livro leve com um romance fofinho e que mostra bem que de um momento para o outro a nossa vida pode mudar, tanto para melhor como para pior.

Para quem gosta de música vai certamente adorar este livro, fala de algumas bandas que eu acho que são fictícias. Gostei menos deste do que do "Emmy and Oliver" e achei a escrita simples demais. É bom ver que a autora evoluiu tanto na escrita como na construção de enredos e personagens. Leva 3 estrelas e meia.

Por fim "Two boys kissing" era um livro que eu já queria ler também há muito tempo e segundo o Goodreads adicionei-o em 2013, portanto há 4 anos. 
17456790Tem uma capa muito forte e duvido que alguma vez seja publicado cá, embora existam 3 livros deste autor em Portugal. O David Levithan é homossexual assumido e quase todos os seus livros têm alguma personagem gay. 

Também é um livro curto, o meu ebook nem chegava às 200 páginas. Estranhei a escrita mas depressa entranhei. Narrado na 3ª pessoal, o livro centra-se em Harry e Craig, dois rapazes que querem bater o recorde do maior beijo do mundo, o que implica uma maratona de 32 horas, sempre a beijarem-se sem dormir ou ir à casa de banho. 
Adorei a premissa da estoria e depois de ler a nota do autor, ficamos a saber que o livro é inspirado em factos reais, ou seja este evento aconteceu mesmo. Não sabia. 

Para além deste casal, o livro centra-se em outras personagens masculinas, todos adolescentes homossexuais, uns já assumidos e outros ainda por se assumir. Este acontecimento irá juntar todas as personagens e irá questionar os direitos desta comunidade e os poucos benefícios que têm em relação à sociedade.
Embora não goste muito de livros narrados na 3ª pessoa - pois sinto que não me consigo conectar tanto com as personagens - gostei imenso de como o livro foi construído, alternando entre vários casais e personagens mas sempre com o foco no Harry e no Craig. Gostei muito de como o evento foi explicado e todas as regras que eram necessárias para que fosse válido para o Guiness. 
Contudo, achei o final fraquinho e acho que merecia mais umas páginas mas ainda assim, é um livro que aconselho MUITO, para abrir olhos e mentes ou simplesmente para recordar que o amor não escolhe nada e todos temos direitos a viver em dignidade. 
Dou 4 estrelas.