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Mais um livro que vou lendo às prestações. Não digo que a leitura não seja fácil, mas a acção parece ser sempre a mesma e andar sempre em loop. Ainda ontem lhe peguei e li mais umas páginas e pareceu-me mais do mesmo. 
Neste momento vou na página 115 e sei que se me concentrar nele o termino, mas como as leituras prioritárias estão a amontoar-se decidi também colocar pausa neste, já que retomá-lo é fácil.
Até agora a conclusão a que cheguei é que Maria Francisca de Sabóia é uma senhora muito egocêntrica e cheia de si, o que não me ajuda a estabelecer qualquer ligação leitor-personagem com ela nem com os outros personagens, o que dificulta um pouco o decorrer da leitura.

A ler um livro da fila do mês que está quase a terminar.
As mãos estão fechadas em posição de oração. Fechada no Mosteiro da Esperança, Maria Francisca de Sabóia suplica a Deus que a proteja, olhe por si neste momento de aflição e lhe perdoe os seus mais terríveis pecados. Está em marcha, na corte portuguesa, um plano imparável e de consequências imprevisíveis. E ela é a personagem principal desta história de intriga, desamor e traição. A decisão estava tomada. Não poderia voltar atrás. Terminaria o casamento com D. Afonso VI, rei de Portugal, um homem deformado, gordo, de personalidade irada que nunca a havia procurado no leito conjugal. O próximo passo deste plano minuciosamente traçado seria pedir a Roma, com a ajuda do seu bom amigo e conselheiro, o duque de Cadaval, a anulação deste casamento falso que a havia tornado infeliz durante um ano e meio. Por fim, deposto o marido, casaria com o infante D. Pedro, seu cunhado e assim veria concretizados os seus desejos de poder. Uma afronta nunca antes vista, um pecado que pedia, sem piedade, o castigo divino. Mas Maria Francisca de Sabóia não havia nascido para ser um fantoche. Nasceu para ser rainha. Contudo, a vida reservava-lhe ainda algumas surpresas.


2017
E outro que chegou do Clube do Autor. Estou ansiosa para ler, ultimamente só me apetece ler sobre História.

2012
Todos eles foram reis de Portugal. E irradiaram, no seu tempo, uma luz que, definitivamente, os distinguiu dos simples mortais. Corajoso e ambicioso, D. Afonso Henriques deixou-nos como herança as raízes de um dos mais antigos reinos da Europa depois de 57 anos no poder. Já D. Dinis criou e desenvolveu o país em termos culturais, económicos e administrativos. Mais do que um guerreiro, o sexto rei de Portugal, foi um administrador. Muitas vezes somos levados na vida pela força das circunstâncias e do contexto que nos envolve. Disso são bons exemplos D. João I, que certamente não imaginaria o protagonismo que a História o obrigou a ter, e outro D. João, que nasceu duque e morreria, depois de pôr fim ao domínio filipino, como D. João IV. Sagaz, astuto, cruel, dotado de uma enorme força de vontade, D. João II foi um homem à frente do seu tempo. Tinha um plano para Portugal, que o levaria além-mar e cumpriu-o, à risca. O senhor que se lhe seguiu, D. Manuel foi um continuador dos planos gizados, mas também um soberano extraordinário que nos conduziu à Índia e nos tornou numa monarquia a ter em conta no xadrez político europeu. Já D. José I, cognominado o Reformador, viu o seu reinado marcado por dois acontecimentos que permanecem na memória coletiva de todos nós: O terramoto de 1755 e o processo dos Távora. Na sua sombra ou à sua frente estava o poderoso Marquês de Pombal. Já D. João VI irá protagonizar um dos episódios caricatos da nossa História, com a fuga da corte para o Brasil. Finalmente, D. Carlos herda um reino em tensão e, não conseguindo apaziguar os ânimos do povo, é assassinado e com ele morrerá o regime monárquico em Portugal. Helena Sacadura Cabral traz-nos o retrato de nove reis de Portugal, com o objetivo de descobrir quem foram as pessoas que se esconderam por detrás das personagens que a vida encarregou de colocar, ao longo dos séculos, como governantes da nossa gente. Nem todos terão correspondido ao que hoje consideramos ser o conceito de magnificência.


A história da santa de Coimbra sai no dia 16 de Setembro.
Em finais do século XIII, Aragão é um reino poderoso e rival de Castela, o gigante que acaba de se unir a Leão. Isabel, a filha mais velha do rei aragonês, exibe desde cedo uma personalidade rara. É bela, inteligente, devota, caridosa - e, por isso, naturalmente cobiçada por várias cortes europeias para uma aliança de casamento. Isabel tem outros sonhos, que não passam por ocupar um trono nem exercer o poder, mas interesses políticos acabam por ditar a sua união com D. Dinis, o brilhante e ambicioso rei de Portugal, no ano de 1282. O jovem soberano português sabe que, para pôr em prática os seus grandes planos de desenvolvimento do reino, deve manter- se afastado das guerras que grassam pela Península Ibérica.
Mas nem a paz perdura, nem Isabel se torna uma jovem submissa e alheada dos problemas políticos e sociais. Pelo contrário. Revela-se firme na defesa dos pobres, dos doentes e dos excluídos, em nome dos quais move montanhas, desafia convenções e se entrega aos maiores sacrifícios. E nos conflitos que vão abalar o reinado de D. Dinis, opondo pais e filhos ou lançando a discórdia entre irmãos, mostra-se corajosa e decidida, capaz de desafiar a autoridade do próprio marido e de influenciar o curso dos acontecimentos com a sua sensibilidade, poder de antevisão e amor à paz. Baseado numa pesquisa exaustiva, eis um romance que revela finalmente, em toda a sua plenitude e complexidade, a rainha de Portugal que sempre foi santa na memória do povo - mas que era, antes de mais, uma mulher invulgar e à frente do seu tempo. «Na vossa mansidão, Senhora, nunca deixou de haver rebeldia...», D. Dinis, rei de Portugal, sobre Isabel de Aragão.



Mais um livro de capa dura a que não pude resistir. Com um desconto de 10€ no Continente, adquiri este livro que passa dos 20€. Sinceramente, acho que é um preço excessivo para o tamanho do livro, visto que este é muito fino, mas depois de ler direi se na minha opinião a história vale esse dinheiro.
Quando a sua amiga D. Teresa lhe contou, entre lágrimas, o terrível segredo que guardava há anos no peito, D. Mafalda de Saboia sabia que morreria sem nunca poder contar a verdade sobre o seu marido Afonso Henriques. A legitimidade e consolidação do reino de Portugal, perante a Santa Sé e o mundo, razões pela qual fora escolhida para partilhar o destino com o primeiro rei deste reino distante, dependia de si e do seu silêncio. Mafalda de Mouriana, filha do conde Amadeu III de Saboia, chega a Portugal, em 1146, aos 20 anos para casar com Afonso I, que aos 37 anos, ganhara uma áurea de conquistador, graças às duras batalhas que ia vencendo contra os infiéis. Mafalda não encontrou em Portugal a felicidade desejada. Procura na ajuda aos mais necessitados, o amor que não encontra nos braços violentos de Afonso, com quem mantém uma relação distante e conflituosa. Entre guerras e conquistas, o marido preferia cair nos braços da amante Châmoa Gomes. De si, sua legítima esposa, procurava apenas a garantia da continuidade da dinastia que iniciara. Tarefa que Mafalda cumpriu com honra até à data da sua morte, em 1157. Foi mãe de sete filhos e sentou no trono Sancho I. Portugal era agora um reino independente reconhecido pela Santa Sé. Morreu sem nunca revelar o segredo que poderia ter mudado a história do país para sempre…

Porque há muito tempo que não tinha uma pilha cerebral decidi fazer esta. Andava a fazer jejum de livros, mas com o novo ano decidi voltar ao tempo em que o que mais entrava nesta casa (e me saia da carteira) eram estas coisas boas.
Nora Roberts sempre a ganhar aos pontos nas aquisições, nas leituras é que nem por isso.
Ainda fiz mais umas encomendas, mas a FNAC e a Saída de Emergência atrasaram-se por isso só vão ser incluidos em Fevereiro. 

E como foram as vossas compras neste primeiro mês?

Um livro português e uma literatura diferente.
Foi um livro que me surpreendeu pela positiva, tal como já disse à autora por email, as maquilhagens que conhecia dela não eram ao meu gosto, mas depois de ler o seu livro, não mudei de opinião, mas mudou o meu respeito pelo seu trabalho e digo que aprendi imenso! Tanto que já comecei a pôr em prática.
É um livro com muitas figuras, listas e exemplos, mas mais de texto. Tudo se complementa.

Não é romance, mas como foi o meu primeiro livro de 2015 não o quis deixar de parte.

Não resisti, principalmente por já ter saudades de um romance histórico puro e ainda por cima com capa dura!
Apenas o verde da capa me chama a atenção porque de resto não há mais nada atractivo nela. De resto, interessa-me mais a história deste trio que se inclui na história do nosso país. E mais, aproveito para conhecer uma nova autora portuguesa.




Por detrás de um grande homem de Estado como Sebastião José de Carvalho e Melo não está uma grande mulher, mas sim várias. Umas unidas por laços de sangue, como a sua mãe Maria Teresa Luiza de Mendonça e Melo, outras por laços afetivos como as suas duas esposas. A primeira, dez anos mais velha que o jovem Sebastião, foi a viúva Teresa de Mendonça e Almada. O namoro não foi bem aceite, mas Sebastião José não hesitou, raptou a noiva e casou em segredo, escandalizando tudo e todos. Amor ou ambição por um casamento com uma mulher de uma classe superior à sua? O casamento foi curto, a mulher morreu de doença enquanto o jovem ascendia na carreira diplomática. Primeiro Londres, depois Viena. Foi aqui que conheceu a sua segunda mulher, companheira de uma vida e mãe dos seus quatro filhos, Maria Leonor Ernestina Daun. Mas Sebastião José era um homem inteligente, frio, mais dado às suas ambições políticas que às artes do coração. Há uma mulher que fica na história como a grande protetora e responsável pela sua ascensão ao poder: a rainha Maria Ana de Áustria que o colocou ao lado de D. João V e depois do filho D. José I. Mas também foram as mulheres as responsáveis pela sua queda. O seu confronto com a Marquesa de Távora, D. Leonor, o processo sangrento daquela família e o desafeto de D. Maria I por este homem levaram-no à desgraça. A autora bestseller María Pilar Queralt del Hierro traz-nos a história destas mulheres que, de uma forma ou de outra, estiveram presentes na vida do Marquês de Pombal, o estadista ilustrado que soube fazer com que Lisboa renascesse das cinzas em 1755. Viajamos pela sua escrita através do século XVIII, pelos palácios reais, pelas intrigas da corte, pelos salões onde se reuniam escritores, artistas, políticos unidos pelos ventos do Iluminismo, é aqui neste ambiente que conhecemos Teresa Margarida da Silva ou Leonor de Almeida Lorena, Marquesa de Alorna.

Já à venda.

Há quem lhe chame D. Leonor (não é Inês Montenegro?) mas eu chamo-lhe Filipa de Lencastre. Eu e toda a gente!
De todos os livros que não li desta autora (tipo 90%), este foi o que me despertou mais curiosidade. Catarina mudou a Inglaterra com o seu chá, vamos então ver como é que Filipa mudou Portugal.
O facto dela ter tido o primeiro filho aos 28 anos acaba por a tornar até algo moderna e o facto de ter morrido de peste negra faz-me sentir algo empática com esta rainha e todos os outros que faleceram da mesma maneira.
Mas vamos parar de escrever sobre desgraças e esperar que esta leitura seja tão viciante quanto o único livro que li de Isabel Stilwell.
Digo desde já que se para o ano for à Feira do Livro de Lisboa outra vez, espero bem que A Esfera dos Livros a leve lá outra vez, porque nesse dia já terei todos os livros que me faltavam para ela assinar... outra vez.
 

Nunca esperei não encontrar este livro no Goodreads. Quer dizer, eu nunca o tinha visto quando aproveitei a promoção, mas agora estou meio baralhada!
Pelo que percebo, esta obra vem no seguimento do Filipa de Lencastre, visto contar a história de Isabel de Borgonha.
Isabel Stilwell conquistou-me com o Catarina de Bragança e a partir daí (ou talvez um bocadinho depois, na Feira do Livro de Lisboa de 2013) comecei a comprar as outras obras. Há quem diga que o melhor é o D. Maria (quem és Inês Montenegro?), há quem diga que é o Filipa de Lencastre. Ora bem, eu digo que é o Catarina de Bragança porque foi o único que li ahahah.
Esta é a capa que gosto mais, principalmente porque não tem a cara da senhora em questão. Não sei se concordam comigo, mas a beleza antigamente ou era rara ou os pintores não sabiam transpô-la (é assim que se escreve?) para a tela - digo eu que me olho pouco ao espelho!
A sinopse promete um rei barrigudo mas com muitas mulheres, e uma rapariga que nasceu para lhe dar herdeiros e que vai morrer nova. Ai ainda bem que nasci neste século!

De fora para dentro devo dizer que melhora bastante. Apesar de a capa ser o retrato mais conhecido de Catarina de Bragança, achei-a bastante feia e que não me alimentou em nada a curiosidade. A sinopse contribuiu mais um pouco, mas o principal foi mesmo a fase de romances históricos que estou a passar.
Achei as imagens que dividem o livro em três um pormenor bastante original e de bom gosto. Tornou as personagens muito mais reais e faceis de imaginar, tal como as suas vestes, os seus penteados, os seus palácios. Claro que o facto da personagem Catarina achar o principe Charles II bonito e atraente dificultaram-me a tarefa, visto que ou aquele retrato não o favorece, ou naquela época os padroes eram bastante diferentes dos nossos!
Vila Viçosa foi o ponto alto de todo o livro. É bastante excitante ler e imaginar toda a história na vila da minha familia e que eu considero a vila mais bonita de portugal e arredores (nao as conheco todas, mas digo que a Vila no verao é linda!). Com paisagens cativantes e várias histórias de amor, ficticias, mas que parecem tão reais, Isabel Stilwell conquistou o meu voto e vou ler a restante bilbiografia dela.
Relativamente às personagens, não tenho uma que desgoste. Tanto as más como as boas, são todas interessantes e com personalidades muito bem desenvolvidas, mas de qualquer forma temos sempre preferidas. As minhas são: Catarina de Bragança, pela sua bondade e ingenuidade; as irmãs Meg e Nan, pela sua lealdade e pelos seus amores e desgostos; os embaixadores portugueses; e o principe Teodósio. Acho que foram as figuras que mais me marcaram ao longo do livro.
Tenho pena que a primeira parte esteja tão desenvolvida, visto que a vida na corte é muito mais emocionante e foi aí que a leitura correu com mais velocidade e onde me senti mais triste e mais feliz. De facto, este é um aspecto que a autora consegue demonstrar muito bem: ela cria situações que nos fazem entrar completamente nas personagens, sentido o que elas sentem.
Concluindo, Catarina de Bragança contribuiu bastante para aumentar a minha consideração pela literatura portuguesa, apesar do apelido da escritora. Além disso, ajudou a aumentar a minha curiosidade e cultura em relação ao passado do nosso Portugal! 

Com 23 anos a infanta Catarina de Bragança, filha de D. Luísa de Gusmão e de D. João IV, deixou para trás tudo o que lhe era querido e próximo para navegar rumo a uma vida nova. No coração um misto de tristeza e alegria. Saudade da sua Lisboa, de Vila Viçosa, do cheiro a laranjas, dos seus irmãos que já haviam partido deste mundo e dos que ficavam em Portugal a lutar pelo poder. Mas os seus olhos escuros deixavam perceber o entusiasmo pelo casamento com o homem dos seus sonhos, Charles de Inglaterra, um príncipe encantado que Catarina amava perdidamente ainda antes de conhecê-lo. Por ele sofreu num país do qual desconhecia a língua, os costumes e onde a sua religião era condenada. Assistiu às infidelidades do marido, ao nascimento dos seus filhos bastardos enquanto o seu ventre permanecia liso e seco, incapaz de gerar o tão desejado herdeiro. Catarina não foi capaz de cumprir o único objectivo que como mulher e rainha lhe era exigido. «Se ao menos não o amasse tanto!», pensava nas noites mais longas e tristes... Ao longo destas páginas apaixonamo-nos, sofremos, rimos e choramos.

Edição - 2008
ISBN - 9789896261320



A Mulher Que Amou o Faraó foi o primeiro livro que li com esta temática. Podemos somar um ponto pelo facto da autora ser portuguesa. 
 
No geral, gostei bastante. É uma obra bastante simples e que se lê muito bem e rápido, com passagens que nos prendem mais que outras, mas quando passamos pelas menos estimulantes, lemo-las ainda mais rápido para chegar às próximas. No meu caso, as partes porque mais ansiava eram as do passado, os flashbacks, a vida da avó.

Gostei também da relação avó-neta, mas achei que a ausência da filha/mãe ficou muito vaga, e não existe grande explicação ou memória que nos faça sentir que ali não há um lapso de tempo ou até de informação. Gostei das relações de Ísis e do futuro delas.
Aconselho, portanto, a leitura deste livro.



 
Quando Ísis, a velha cantora de Amon, abriu a porta da sua memória à neta Tity, estava longe de imaginar que iria entrar numa emocionante viagem ao encontro de si própria e da história recente do país dos faraós, o Egipto… Amenhotep IV, no ano cinco do seu reinado, decide abandonar Waset, terminar com o culto tradicional e fundar uma nova capital numa zona inóspita e desgastada pelos ventos, na margem leste do rio Nilo. Deu-lhe o nome de Akhetaton. O lugar da primeira vez. Era nesta nova cidade que sonhava escrever uma nova página da História do Egipto. Junto da sua mulher, a tão encantadora quanto perigosa Nefertiti, cuja beleza enfeitiçava os homens, e com o apoio do seu ajudante de campo, o confidente e fiel amigo Ahmés. Mas a intriga, a desconfiança e a traição instalam-se e o sonho cedo cai por terra, graças àqueles que lhe são mais próximos. Só uma pessoa permanece ao seu lado, a jovem Ísis, a cantora de voz doce, que tudo faz em nome de um grande amor. E cuja história de paixão e coragem é digna de ser contada durante muitas e muitas gerações.

Título Original - A Mulher que Amou o Faraó
Edição - 2011
ISBN - 9789896263119
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