O Castigo da Bela Adormecida foi a minha segunda experiência com
Anne Bishop, a.k.a.
A.N. Roquelaure.
Posso afirmar que se n'
O Despertar da Bela Adormecida estranhei, agora este entranhou-se e escorregou muito melhor. Exemplo disso são os tempos que demorei a ler cada um: o primeiro cerca de uma semana, o segundo cerca de dois dias.
Bela apresenta-se neste segundo volume com muito mais confiança. Tendo-se juntado a Tristan na carroça que os levou à aldeia, agora vai ser separada novamente e levada pela dona de uma estalagem, enquanto que Tristan vai ser adquirido no mesmo leilão por alguém que o tornará menos que animal.
Neste livro podemos ler uma história de condições miseráveis, tratamentos crueis e exposição de tudo e de todos. Mas o que mais me surpreendeu foi o facto dos "donos", a certa altura, se despirem de pretensões e de criarem ligações com os seus escravos.
É esta relação, que não encontramos no primeiro livro, e o conhecimento da maioria das personagens, que vai tornar esta obra mais confortável de se ler. Principalmente porque
Anne Rice nos habituou a certos castigos, a certas dores e humilhações.
O que me deixou certas dúvidas foi o facto de certas personagens se apaixonarem por outras. E vice-versa. Apesar de no livro anterior já haver este tipo de emoção (?), aqui vai haver em maior número e não só, vai haver retribuição.
A parte pior, foi talvez a cena em que Bela é torturada pelo gato.
A parte melhor, talvez a que Bela se junta novamente a Tristan.
A parte mais picante, a última cena sem dúvida!
Continua a ser uma história cheia de cenas eróticas, de dor misturada com prazer, de paixões óbvias e impossíveis. Sem dúvida uma obra diferente do que estamos habituadas, mas que acaba por se entranhar e satisfazer-nos, tal como nos deixa sempre com aquela curiosidade do que se passará a seguir.