Mostrar mensagens com a etiqueta Vogais. Mostrar todas as mensagens

Os Bebés de Auschwitz foi um livro moroso de ler. Não só no espaço de tempo (comprado em Setembro de 2016, começado em Abril de 2018 e retomado agora em Junho) mas porque quando o comecei tive que fazer uma pausa, que se estendeu por mais de um ano até tomar coragem e decidir lê-lo até terminar. A vontade de fazer mais pausas foram muitas, não só pelas cenas descritas, mas porque a informação histórica é muita e eu, sendo péssima a história e a decorar datas e nomes, principalmente alemães e checos e etc, acabei por não conseguir absorver como queria essa parte da história. Confesso que os pormenores que se mantêm na minha memória são os humanos e não os registos como as datas e nomes; mas penso que aqui o importante era contar a história destas três mulheres e das suas famílias e das muitas outras milhares de famílias.
Wendy Holden perdeu um pouco no inicio por ter intercalado as três histórias e depois ter quase misturado tudo. Muitas das citações e testemunhos não são destas três protagonistas, Priska, Anka e Rachel, mas sim de "companheiras de viagens" e outras testemunhas. Digo isto para explicar o porquê de não ter dado a classificação total.
Voltando ao conteúdo, aqui não há forma de criticar algo, porque são histórias reais, relatadas e expostas com algum pormenor que mostram a repetição de cenas impossíveis de acreditar que de facto aconteceram. Cenas testemunhadas por milhares de pessoas em que apenas só algumas se arriscaram a ajudar. Estes cúmplices chocaram-me tanto como os milhares de criminosos que apoiaram Hitler. Este último é só um, mas quem aplicou todas aquelas torturas anos a fio na prática foram os soldados e outros simpatizantes.
Confesso que sabia pouco e que o facto de com este livro ter todo um rol de informação mais pormenorizada não me deixou mais descansada ou satisfeita e sim com fome de saber mais, por muito que custe ler. Mas temos que saber! Temos que ter noção, para não deixarmos que aconteça, pelo menos se um dia acontecer aqui perto de nós. Espero ser espelho daqueles que atiraram pão para dentro das carruagens. Espero ser daqueles que enfrentam os soldados, mesmo que corra o risco de levar um pontapé ou um tiro. Porque por muitos que eles fossem, os espectadores foram muitos mais! O povo é sempre maior! Mas infelizmente os cobardes também. Tal como os ignorantes.
Muita gente me disse para não ler este livro estando grávida, mas cada vez tenho mais a certeza que foi lido na altura certa. A empatia é enorme e via-me muitas vezes a sentir-me culpada por estar no meu confortável sofá, com pernas elevadas, a garrafa cheia de água ao lado enquanto aquelas mulheres no mesmo tempo de gestação que eu, com menos 50 quilos que eu, ali a passarem por tudo aquilo. A vontade é saltar para dentro do livro e ajudar ao máximo. E por isso o sentimento de culpa e impotência é enorme e o coração ainda se aperta mais. Respondi a quem me dizia para parar que perante tais histórias não podemos deixar de valorizar o muito que temos.
As histórias destas três mulheres foram as mais felizes, mas a autora podia também ter dado "protagonismo" a outras cujo final delas ou dos seus bebés não o tiveram. É triste, mas penso que também mereciam aqui um lugar mais destacado principalmente por isso, por não terem tido a mesma "sorte" de Rachel, Priska e Anka.
Mas não estou aqui para comentar a história e sim o livro, se não faria aqui uma dissertação de n páginas. Da história só espero conter o máximo de pormenores possíveis porque não quero esquecer nada.

Entre as vítimas do Holocausto enviadas para Auschwitz em 1944, três mulheres levavam consigo um segredo quando passaram pelos portões do infame campo de concentração.
Priska, Rachel e Anka estavam grávidas de poucas semanas, enfrentando um destino incerto longe dos seus maridos. Sozinhas, assustadas, e após terem perdido tantos familiares às mãos dos nazis, sentiam-se determinadas em lutar pelo que lhes restava: as vidas dos seus bebés.
Estas mulheres deram à luz em circunstâncias inimagináveis, com intervalos de semanas entre si. Quando nasceram, os bebés pesavam menos de 1,5 Kg cada, e os seus pais haviam sido assassinados pelas forças alemãs, enquanto as mães se haviam transformado em «esqueletos andantes».
Os Bebés de Auschwitz segue a incrível história das mães: primeiro em Auschwitz, onde sofreram o escrutínio cruel de Josef Mengele, o médico nazi conhecido como Anjo da Morte, que selecionava as mulheres grávidas à entrada do campo, destinando-as às câmaras de gás; depois num campo de trabalho alemão onde, esfomeadas, lutaram por esconder a sua gravidez; e, por fim, durante a viagem infernal de comboio, que durou 17 dias, até ao campo de concentração de Mauthausen, onde viriam a ser libertadas pelos Aliados.
A biógrafa Wendy Holden descreve toda a história com minúcia, destacando a coragem destas mulheres e a bondade dos desconhecidos que as ajudaram a sobreviver. "Os Bebés de Auschwitz" é um livro comovente e uma celebração da nossa capacidade de amar, ajudar e sobreviver mesmo nos contextos mais tenebrosos.

O terceiro livro que tenho em processo é o de Wendy Holden. A leitura é bastante fluída apesar da temática e do que descreve. Tenho lido um pouco dormente, talvez porque a maneira como a autora escreve esta biografia também seja um pouco gráfica e descritiva, não havendo ali um "romance" que nos faça entrar "dentro do corpo" da personagem de forma a haver uma maior empatia. Sendo três biografias num livro, quando finalmente estamos a conhecer as personagens, muda tudo e começa tudo do inicio. Falta me conhecer a terceira mãe e penso que depois tudo se vai juntar, mas como todas estas histórias são algo pesadas também decidi parar um pouco enquanto não me sinto demasiado afectada, já que prevejo que isto vai piorar. Mas este mês quero terminá-lo, sem sombra de dúvida.
Encontro-me na página 97 de 416, ou seja isto é só o inicio, a apresentação dos casais e de como as suas vidas mudaram tão drasticamente. É impressionante pensar que isto foi real e durante tanto tempo...

Este livro já começado ontem não foi começado com muito apetite. Não pela escrita, mas porque num fim de semana com bastante chuva o apetite é mais para algo mais leve e divertido. Esta obra não tem nada de divertido e se tivesse não a leria.
Entre as vítimas do Holocausto enviadas para Auschwitz em 1944, três mulheres levavam consigo um segredo quando passaram pelos portões do infame campo de concentração.
Priska, Rachel e Anka estavam grávidas de poucas semanas, enfrentando um destino incerto longe dos seus maridos. Sozinhas, assustadas, e após terem perdido tantos familiares às mãos dos nazis, sentiam-se determinadas em lutar pelo que lhes restava: as vidas dos seus bebés.
Estas mulheres deram à luz em circunstâncias inimagináveis, com intervalos de semanas entre si. Quando nasceram, os bebés pesavam menos de 1,5 Kg cada, e os seus pais haviam sido assassinados pelas forças alemãs, enquanto as mães se haviam transformado em «esqueletos andantes».
Os Bebés de Auschwitz segue a incrível história das mães: primeiro em Auschwitz, onde sofreram o escrutínio cruel de Josef Mengele, o médico nazi conhecido como Anjo da Morte, que selecionava as mulheres grávidas à entrada do campo, destinando-as às câmaras de gás; depois num campo de trabalho alemão onde, esfomeadas, lutaram por esconder a sua gravidez; e, por fim, durante a viagem infernal de comboio, que durou 17 dias, até ao campo de concentração de Mauthausen, onde viriam a ser libertadas pelos Aliados.




Este livro foi a primeira compra deste mês e posso dizer que foi um achado. Sempre tive curiosidade em lê-lo mas nunca me deu para comprá-lo mas vi uma amiga a vendê-lo por 8€ e não resisti, até porque este é daqueles livros que nunca o vi com mais de 30% de desconto, nem mesmo na feira do livro e ele custa 20€. Portanto o preço era demasiado imperdível para o deixar escapar. No fim ainda tive mais um desconto extra de amizade e só paguei 7€. ehehe
Vai ser uma leitura para 2018, ano em que pretendo ler alguns livros sobre o Holocausto. Tive a ver bem nas minhas estantes e descobrir que tenho mais livro desta temática do que pensava. 


Chegámos ao mês mais curto do ano, portanto temos menos dias para ler (ohhh!) Vamos lá ver o que calhou na rifa para este mês.

Mafi:
Sedução de Seda (The Dressmakers, #1)A Maldição do Vencedor (The Winner's Trilogy, #1)Spud (Spud, #1)Um Homem Chamado OveO Último Adeus10 Segredos para Ser Seduzida por um Lorde  (Love By Numbers, #2)

Gostava de ler o da Loretta Chase, porque já há algum tempo que não leio romance de época. "A Madição do Vencedor" é para uma leitura conjunta. O "Spud" é para o projecto world book tour que estou a participar com algumas meninas. "Um homem chamado Ove" tem filme com nomeação para os Óscares portanto quero ler e ver o filme depois. "O Último Adeus" está aqui há meses para ser lido mas pode ser que seja este mês.


Ne:

Uns dos mais recentes na biblioteca e que me fazem querer lê los ao mesmo tempo porque não sei por qual começar primeiro.


Mais uma história que eu quero conhecer mais a fundo de forma a conhecer e a preparar-me para um dia ir conhecer e prestar homenagem aos campos de concentração.
Acho que a capa está perfeita para o que a história promete.
O livro tem um tamanho considerável, com as suas 416 páginas. Mas deve ser fácil de ler. Esperemos.
Entre as vítimas do Holocausto enviadas para Auschwitz em 1944, três mulheres levavam consigo um segredo quando passaram pelos portões do infame campo de concentração.
Priska, Rachel e Anka estavam grávidas de poucas semanas, enfrentando um destino incerto longe dos seus maridos. Sozinhas, assustadas, e após terem perdido tantos familiares às mãos dos nazis, sentiam-se determinadas em lutar pelo que lhes restava: as vidas dos seus bebés.
Estas mulheres deram à luz em circunstâncias inimagináveis, com intervalos de semanas entre si. Quando nasceram, os bebés pesavam menos de 1,5 Kg cada, e os seus pais haviam sido assassinados pelas forças alemãs, enquanto as mães se haviam transformado em «esqueletos andantes».
Os Bebés de Auschwitz segue a incrível história das mães: primeiro em Auschwitz, onde sofreram o escrutínio cruel de Josef Mengele, o médico nazi conhecido como Anjo da Morte, que selecionava as mulheres grávidas à entrada do campo, destinando-as às câmaras de gás; depois num campo de trabalho alemão onde, esfomeadas, lutaram por esconder a sua gravidez; e, por fim, durante a viagem infernal de comboio, que durou 17 dias, até ao campo de concentração de Mauthausen, onde viriam a ser libertadas pelos Aliados.

Em relação ao livro de Rachel Ward não há muito a dizer e resume-se em poucas palavras: Números relata a aventura de dois fugitivos adolescentes, cada um com o seu cadastro e o seu drama de vida. Aqui a ideia principal é o facto da personagem principal Jem Marsh ver o dia da morte da pessoa quando se cruzam os olhares. Esta ideia base foi o que me fez ter interesse em ler o livro, pela sua originalidade e também por o que este conhecimento poderia produzir/gerar.
Começando pela linguagem juvenil mas muito exagerada e fora de moda, o livro perdeu interesse quando o tema principal desapareceu durante mais de metade das paginas, surgindo depois quase no final.
Qual a ideia de por uma das personagens principais a cheirar mal? E é com um pouco de chuva que ela vê que ele finalmente é lindo? Depois de tanto tempo juntos? Estas são exemplos de questões levantadas n vezes durante a leitura. A obra tem um palavreado e um teor muito nojento, cheio de referências a mucos, dejecções, regurgitações e odores corporais. Nada agradável, porque tudo isto se repete na maior parte do livro. Ao inicio foi tolerável porque subentendia-se que a escritora queria tornar a fuga mais real e complexa para os jovens, mas acabou por ser abusivo, porque a certa altura falou-se mais em perdigotos na cara do próximo e menos no que realmente interessava.
Focou-se também demasiado numa relação de amizade que, e digo isto como leitura e pelo que percebi entre-linhas, deveria ser uma relação de amantes. O ponto baixo teve lugar com a cena de sexo, que se traduziu em algo muito impessoal para quem estava mui apaixonadissimo.
De qualquer forma, o facto de Spider ser de cor trouxe outro factor muito positivo, tal como o aparecimento de personagens que irão ajudar o casal ou apenas Jem. Mas este ultimo ponto também se torna negativo, pela forma como essa ajuda surge. Parece demasiado fácil num ambiente e num pais como a Inglaterra.
O final acabou por ser interessante, mas achei muito "mauzinho" da parte da autora por não nos dizer o número. Já não basta sabermos que o filho dela fica com o dom, ainda assim deixa-nos com uma grandes reticencias.
Sinceramente não sei se estou muito curiosa em relação à continuação...
Jem Marsh esconde um poder espantoso, mas terrível: sempre que olha alguém nos olhos, vê a data da morte dessa pessoa. Órfã, com uma família adoptiva que não a compreende, e rejeitada pela escola, vive permanentemente em luta com o seu destino. Mas, quando se apaixona por Spider, tudo muda. Jem compreende então que, mesmo sendo diferente, é possível ser feliz.
Um dia, ao encará-lo nos olhos, Jem apercebe–se de que a morte de Spider está muito próxima, relacionada com um terrível atentado em Londres! Conseguirá Jem mudar o destino do seu namorado — e transformar a sua própria vida?

6609758
Título Original - Numbers

Edição - Maio 2012

ISBN - 9789896681548

https://www.goodreads.com/book/show/14744388-n-meros---luta-contra-o-tempo



E pronto, chegámos ao fim de mais uma saga de Scott Westerfeld.
Desta vez o autor decidiu protagonizar as aventuras com Aya Fuse, uma japonesa Imperfeita de 15 anos que tem tanto de corajosa como de ambição. Sempre acompanhada com uma amiga robotizada e sempre com o apoio do irmão Hiro, Ren e Frizz, vai-se ver envolvida em mil uma aventuras, todas elas perigosas, mas que irão contribuir para todo o crescimento da personagem.
Vejo este último volume como uma revisão e um relançamento dos três livros anteriores, pois Aya vai viver a amizade, a confiança e o amor todo de uma vez, enquanto que Tally passou por todas estas fases em muito mais tempo.
Tally não está ausente, tal como Daniel. Ambos, e juntamente com Shay e Fausto e outros, aparecem nos últimos capítulos piorando e tornando toda a missão de Aya muito mais complexa e cheia de adrenalina... e dores!
No geral, penso que gostei mais deste livro, visto que serviu bem como conclusão e teve um final bastante humorístico e com um "ponto final", deixando-nos assim com um final definitivo e não com a promessa de mais.
Apesar de ser diferente e de contribuir com algo para a história, não percebi o porquê do escritor seleccionar toda uma comunidade de personagens japonesas. Penso que esta alteração não foi assim tão significativa, visto que no "tempo" de Tally a tecnologia era tão avançada como nesta geração.
Gostei dos novos conceitos da sociedade de Aya, tal como das descrições, apesar destas muitas vezes serem um pouco confusas e por isso ser difícil imaginar todos os cenários e até acções.
O salvar o mundo e a natureza continuam presentes, o que é das poucas coisas que não evoluiu ao longo dos quatro livros.

Após a era dos Perfeitos, abre-se caminho a um novo mundo, embora não seja necessariamente um mundo melhor. Alguns anos depois de Tally Youngblood ter derrubado o regime, o mundo encontra-se num absoluto renascimento cultural, sem hierarquias nem regras definidas… em que a popularidade dita as regras. Ser famoso implica ter a casa mais sofisticada, a roupa mais luxuosa e inclusive os melhores amigos. Pelo contrário, ser um completo desconhecido faz de ti um alguém invisível, uma pessoa irrelevante, torna-te num excecional.
Aya Fuse não é famosa. Mas aos quinze anos tem a certeza de uma coisa: nada a vai fazer resignar-se ao anonimato, e está disposta a tudo para concretizar os seus sonhos. A sua única hipótese de sair da mediocridade é tornar pública uma história incrível… e perigosa.

493456



Título Original - Extras
Edição - Outubro 2011
ISBN - 9789896680152





Num mundo dividido em várias partes: imperfeitos, perfeitos, especiais, entre outros (que não devo revelar); este primeiro volume está repleto de variedade, numa mistura de real com o imaginário de Scott Westerfeld.

Neste livro, e provavelmente na restante saga, o escritor tem como objectivos criar uma história para miúdos e graúdos, retratando a nossa sociedade e uma outra futura (e possível). Todo o texto é rico em lições de moral que nos fazem reflectir e questionar.
Gostei do facto de Westerfeld não ter tornado o Imperfeitos em algo demasiado romântico ou fictício, em vez disso primou pela presença constante de sentimentos como amizade, ou ausência desta.
Sinceramente, gostei da história, mas não a achei muito original. Acho também que a descrição das cenas de maior acção e movimento poderiam ter sido um pouco mais desenvolvidas, de maneira a não acontecer tudo tão rápido.
A linguagem não está muito infantil, apesar da média de idades das personagens principais. Claro que é um livro de leitura muito leve.
As cores, as paisagens, os diferentes cenários (muitos e tão diferentes), os objectos e mentalidades futuristas, etc... tudo isso contribui para tornar todo o livro muito mais cativante.

Num mundo de extrema beleza, a normalidade é sinónimo de imperfeição. Num futuro não tão distante quanto isso, não há guerras, nem fome, nem pobreza. O mundo é perfeito. Todos são perfeitos. Pelo menos, depois de completarem 16 anos. Qualquer um pode ter a aparência de um supermodelo… e que mal haveria nisso?
Tally Youngblood mal pode esperar pelo seu décimo sexto aniversário, altura em que será submetida à cirurgia radical que a transformará de uma mera Imperfeita para uma deslumbrante Perfeita. Uns lábios bem delineados, um nariz proporcional, um corpo ideal… é tudo o que sempre quis. Já para não falar que uma vida de diversão num paraíso de alta tecnologia espera por si.
Mas quando a sua melhor amiga decide virar as costas a esta vida perfeita e foge, Tally descobre um lado inteiramente novo do mundo dos Perfeitos – e que, por sinal, nada tem de perfeito. É então forçada a fazer a pior escolha possível: encontrar a amiga e traí-la ou perder para sempre a possibilidade de se tornar Perfeita. Seja qual for a sua decisão, a sua vida nunca mais será a mesma.
Uglies (Uglies, #1)
 

Título Original - Uglies
Edição - Julho 2010
ISBN - 9789896680121





Scott Westerfeld consegue com esta trilogia apresentar-nos algo muito diferente da Trilogia Uglies.
Aqui não é uma questão de Futuro, mas sim de Presente complementado por um mundo paralelo apenas possível e visível para alguns - os Midnighters.

Achei os três livros muito bem relacionados uns com os outros, apesar de estarem bem definidos e com as suas diferenças. O meu preferido foi o primeiro, que é visto como a introdução à vida e aos cinco amigos: Rex, Jonathan, Jessica, Dess e Melissa. O segundo achei-o mais parado, sem grande acrescento à história, mas o terceiro compensou-o, tanto pelas novas personagens como pelos desenvolvimentos e relações familiares. Neste último senti uma aproximação muito maior à vida da personagem Dess e da Jessica e por isso aumentou a empatia e a ligação com estas.
A originalidade é uma das características mais presentes, tanto nas personagens, inimigos, cenários, acontecimentos ou "talentos".

Estranhei um pouco tanto a relação da Dess com a sua boneca, até mesmo muito infantil, como a relação de Rex com a Melissa. O inicio da sua amizade e a extensão dessa entraram um pouco em conflito com a relação amorosa deles, o que achei um pouco forçado. Além disso, a reacção de Rex e de Melissa ao toque era também um pouco excessiva, ou mesmo estranha comparando com os outros.

A transformação de Rex também me pareceu um pouco fora do contexto, porque a sua mudança não foi feita gradualmente e sim quase aleatoriamente. Talvez, na minha opinião, ficasse um pouco mais coeso se o autor escolhesse ou uma transformação ou uma recuperação completa. Acho que os seus instintos e conhecimentos do mundo darkling foram benéficos para o desenvolvimento, mas por outro lado as reacções mais "animais" dele fizeram com que ele ficasse estranho ou mesmo agressivo e diferente de mais.

Jessica também sofreu algumas alterações, sendo a menos boa quando ela começa a ter dúvidas e a tornar-se incerta em relação ao Jonathan. Esta incerteza ou baixa auto-estima tornou-se demasiado distante e contrária à sua confiança em relação aos seus poderes.

Estes sim foram o aspecto mais positivo dos Midnighters. Gostei particularmente do da Jessica, e menos do do Jonathan. Todos primam pela originalidade, mas o deste último foi descrito de uma maneira um pouco física de mais, tanto que quando o imaginava nos seus "voos" imaginava mais um astronauta ou um macaco, o que não contribuiu em nada para os "voos românticos" ou até os salvamentos.

Gostei razoavelmente das capas, mas o mesmo não aconteceu com os símbolos que simbolizam cada um. Não é que não tenha percebido a relação, apenas os achei-os feios e assimétricos, além de achar que os colocarem em todos os capítulos não tem necessidade nenhuma.

A escrita continua fluida e rica em descrições e pormenores.

De qualquer forma, o resultado é positivo e vou continuar a acompanhar as obras de Scott Westerfeld.

Sinopse A Hora Secreta:
Coisas estranhas acontecem à meia-noite, na cidade de Bixby, no Oklahoma. O tempo para. Ninguém se mexe. Todas as noites, durante uma hora secreta, a cidade pertence às criaturas negras que vivem nas sombras. Apenas um grupo de adolescentes conhece a hora secreta - só eles conseguem mover-se livremente no tempo da meia-noite. Designam-se a si próprios como midnighters.

The Secret Hour (Midnighters, #1)


Título Original - The Secret Hour
Edição - 2010
ISBN - 9789896680169

Sinopse No Limiar das Trevas:
À medida que os midnighters procuram descobrir a verdade sobre a hora secreta, desvendam terríveis segredos que fazem parte da própria história de Bixby e uma conspiração que atinge o mundo do tempo regular. Os midnighters enfrentam perigos de morte e um deles poderá mesmo partir para não mais regressar.

Touching Darkness (Midnighters, #2) 


Título Original - Touching Darkness
Edição - Abril 2010
ISBN - 9789896680176





Sinopse Meio-Dia Azul:
Depois de séculos à espera, presos na hora secreta, os darklings voltarão a caçar. Os midnighters de Bixby, em Oklahoma, julgavam que compreendiam a hora secreta da meia-noite - até o tempo ter parado a meio do dia. O ruído da escola interrompe-se. Há chefes de claque suspensas no ar. Tudo é envolvido pelo azul da meia-noite.

Blue Noon (Midnighters, #3) 


Título Original - Blue Noon
Edição - Maio 2010

ISBN - 9789896680183

Este é o primeiro livro a passar por todas as etapas. Chegou cá a casa (Primeiras Impressões), ficou em stanby uns dias, peguei-lhe (Doce do Momento) e agora cá estão as conclusões finais.

Quero um Bovril só para mim! É a primeira coisa que tenho a dizer. Aquele bichinho é a coisinha mais fofinha que li nos últimos tempos, ainda por cima é tão inteligente! Gostei particularmente de quando ele exclamava "Sr. Sharp" e se ria... Um máximo!

O Golias é o terceiro e último livro da trilogia Leviatã - nome de uma enorme baleia voadora, cheia de sílios, habitada por lagartos-correio e cães-farejadores, e dirigida por humanos de duas facções: Darwinistas e Clankers.

Estes dois grupos funcionam muito bem agora, neste volume, mas antes disso tiveram muitas mais aventuras e desavenças (podem ler as opiniões aqui e aqui), aventuras essas protagonizadas pelos dois heróis Alex e Dylan.

Ora porque é que eu escolhi este livro mais Steampunk que romance para pôr aqui? Porque neste caso, apesar de haver muita máquina, tecnologia e magnética, há muito magnetistimo romântico entre a nossa corajosa Dylan e Alex. Por isso aproveito para vos tentar com esta trilogia que adorei ler e com a qual me ri e rangi os dentes muitas vezes.

Para quem não conhece, posso afirmar que na minha opinião, Scott Westerfeld tem um dom. Deve ser dos poucos autores masculinos do qual sou fã. Sou-o porque ele sabe contar histórias fantásticas e criadas dos zero pela imaginação dele como poucos o fazem. Aqui, nesta trilogia, ele pegou na história da Biologia e na da Húngria e criou um mundo onde a guerra se desenrola entre mutações, tanto mecânicas como animais.

Para além disso ele sabe descrever perfeitamente cenários e cenas de combate, cheias de emoções e adrenalina. Com ele não há momentos parados, mas sim de transição entre cenas cheias de movimento. As ilustrações são outro ponto que adoro porque complementam as referidas descrições e auxiliam-nos a imaginar com mais clareza tudo e mais alguma coisa.

Em relação ao livro em questão, penso que toda aquela questão em relação a Tesla me irritou um pouco. Parece-me que os restantes, incluindo a cientista, não se esforçaram o suficiente para o refrear. Em contrapartida adorei todos os salvamentos.

Curiosamente, pensei que o momento alto iria ser a revelação da verdadeira identidade de Dylan a Alex, mas afinal foi tudo muito soft, talvez para não tornar a personagem masculina tão distraida como poderia ser se não o tivesse descoberto como fez. De resto, adorei o entendimento entre eles, sim os beijos, mas penso que Scott Westerfeld ganhou pontos em não tornar o romance entre eles dois como ponto principal, mas inseriu tudo aos poucos, entre os momentos habituais de luta a que ele já nos habituou. Aumentou assim a temperatura até ao culminar de tudo, tanto guerra como romance.

Penso que vou ter saudades, principalmente dos bichinhos estranhos mas inocentes, mas Golias foi um bom final para esta trilogia.

O Leviatã é forçado a desviar-se do seu percurso para resgatar Nicola Tesla, o inventor do Golias, uma máquina capaz de destruir cidades, e que ele usa como trunfo para impor a paz. Quando é descoberto um plano secreto alemão para sabotar a máquina, este ameaça disparála. Este é o espetacular final da trilogia!Batalhas aéreas emocionantes numa viagem à volta do mundo echeada de perigos e... beijos ousados!

Título Original - Goliath
Edição - Março 2012
ISBN - 9789896681517



O Leviatã é forçado a desviar-se do seu percurso para resgatar Nicola Tesla, o inventor do Golias, uma máquina capaz de destruir cidades, e que ele usa como trunfo para impor a paz. Quando é descoberto um plano secreto alemão para sabotar a máquina, este ameaça disparála. Este é o espetacular final da trilogia!Batalhas aéreas emocionantes numa viagem à volta do mundo echeada de perigos e... beijos ousados!
Página inicial