
Desde que li "A rapariga do Comboio" que estou mais atenta ao género mais sangrento aqui no blog. Se bem nos conhecem sabem que nem eu nem a Ne lê muitos policiais e o romance policial é aquele que é menos falado aqui no ADPOC. Decidi arriscar a leitura do "Pura Coincidência" porque primeiro adorei simplesmente a capa em português, está um trabalho gráfico muito bom e segundo porque a sinopse atraiu-me realmente.
Adoro livros que falem de livros e este tinha mesmo uma estória apelativa.
Catherine tem uma vida bastante confortável e é feliz com aquilo que é. Tem um casamento até seguro, um filho que parece estar feliz com o emprego que têm e é reconhecida na sua profissão. Até ao dia em que encontra um livro em casa, que não se recorda de o ter comprado ou terem-lho oferecido.
O pior é que neste livro, Catherine é a protagonista e nele está revelado um segredo que ela jamais contara a alguém.
O livro divide-se em duas narrativas: Catherine e Stephen e este facto inicial fez com que a leitura dos primeiros capítulos não fluísse tão rapidamente. Ao princípio foi difícil perceber a relação de Stephen, um idoso de 70 anos nesta estória, mas rapidamente o leitor se apercebe o papel que este tem na trama e chega a um ponto em que só queremos descobrir o que aconteceu e como aconteceu.
Ainda antes de falar da Catherine, há que mencionar o marido e filho - Robert e Nick - que foram duas personagens secundárias bem usadas ao princípio sem grande impacto no livro mas que foram tendo e ganhando o seu destaque nas páginas de "Pura Coincidência".
Catherine para mim foi uma óptima protagonista, vítima de um esquema montado para tramá-la, onde todas as provas apontam para si, onde não há argumentos em sua defesa, mas que nos deixa sempre em dúvida se o que é nos contado no livro será a verdade.
A autora soube equilibrar bem o mistério mas chega a uma certa parte em que já não dá para aguentar mais a curiosidade, queremos saber mesmo se tudo o que aconteceu é apenas imaginação de alguém extremamente vil ou uma pura coincidência de factos e acasos.
Ainda sou novata no mundo dos thrillers mas aconselho bastante este livro!
E se de repente se apercebesse de que é o protagonista do aterrador romance que está a ler? Catherine tem uma boa vida: goza de grande sucesso na profissão, é casada e tem um filho. Certa noite, encontra na sua mesa de cabeceira um livro com o título "O perfeito desconhecido". Não sabe como terá ido parar ao seu quarto ou quem o terá ali posto. Ainda assim, começa a lê-lo e rapidamente fica agarrada à história de suspense. Até que, depois ler várias páginas, chega a uma conclusão aterradora.
O perfeito desconhecido recria vividamente, sem esquecer o mais ínfimo detalhe, o fatídico dia em que Catherine ficou prisioneira de um segredo terrível. Um segredo que só mais uma pessoa conhecia. E essa pessoa está morta.



