O Príncipe da Neblina foi o primeiro e talvez o último que irei ler deste autor por algum tempo. Não foi, para mim, uma boa estreia e antes que os fãs me comecem a atirar pedras passo a explicar:
O facto da personagem principal ter 13 anos e ser o herói do ano e se safar de algumas situações supostamente aterradoras sinceramente não me convenceu, tal como também não o fez o pequeno romance e até a parte do mistério e do terror. Soou-me tudo demasiado soft, sem grandes momentos emocionantes. Não acho que a culpa tenha sido das descrições, porque as há. Talvez tenha sido dos poucos diálogos e dos acontecimentos serem tão rápidos.
E como é que um corpo pode palpitar? Como é que um símbolo visto em dois ou três lugares na mesma aldeola pode significar uma coincidência muito estranha?
Saídas contraditórias como esta: "Mas nunca até àquele dia compreendera tão claramente que o avó lhe mentira ou, pelo menos, não lhe contara toda a verdade. Não duvidava nem por um instante da honestidade do ancião." (página 88), contribuíram para uma leitura um pouco arrastada e que mesmo assim não durou muito porque o livro tem poucas páginas.
Em relação a personagens como os pais de Max, achei que a sua interferência podia ter sido mais aproveitada, como fizeram com o avô de Roland, que com a sua história, apesar de ter sido contada muito a meio do livro, contribuiu para que a história começasse a ter mais conteúdo e algo mais visível, visto que a mudança da família para ali e as pequenas e fracas suspeitas de Max não chegaram para um começo nem marcante nem interessante.
Como disse, por um tempo não vou ler mais nada de Carlos Ruis Záfon, porque depois de tanta expectativa, de tantas 4 e 5 estrelas que vi no Goodreads, esta obra não me pareceu assim tão boa. Foi mesmo quase juvenil.
Sinopse no Doce do Momento.
Título Original - El Príncipe de la Niebla
Edição - Outubro 2011
ISBN - 9789896572198







