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Escrever a opinião deste livro foi tão difícil como o ler, ou tentar ler. Não o acabei e não fui além das 72 páginas. Também não sei se um dia lhe vou pegar novamente e retomar ou recomeçar.

Aqui o que temos que pensar é: quando lemos um livro o que é que interessa? O que queremos classificar quando o lemos ou terminamos? A história de Chernobyl não é uma ficção, não foi uma história inventada, é algo real. As pessoas que a autora entrevistou também não são fictícias, são reais. Portanto, este livro é o quê? São entrevistas que gravou e copiou para aqui. Não digo que não tenha dado trabalho, mas estou aqui para classificar um livro, um trabalho de uma pessoa, não para classificar a história de Chernobyl. Se fosse assim daria cinco estrelas claro, porque esta história mexe tanto comigo do que a das torres gémeas.

O problema (não sei se é a palavra certa) é que comprei este livro antes de ver a série de TV Chernobyl e só li o livro depois. Se calhar devia ter lido antes, mas ainda estava com a ressaca de outro sobre Auschwitz. A questão é que a série está tão boa tão boa, que quando peguei neste livro pensei que ele acrescentasse alguma coisa ou contasse algo diferente, mas apenas encontrei entrevistas enormes de pessoas que aparecem na série. Portanto, a maneira como a escritora quer contar a história não foi de todo do meu agrado, nem sequer enquadrou as entrevistas. Nem as tratou de maneira a concentrar o que interessava, dando lhe um toque pessoal.

Não passei da página 72 e se calhar estou a ser injusta. Mas destas 72 posso dizer que não gostei, as últimas 10 custaram me a ler e desisti por completo. Ainda deixei este livro na pasta dos "a ler" do Goodreads à espera que o "amuo" passasse, mas não passou e por isso dei por terminado.

A 26 de abril de 1986, Chernobyl foi palco do pior desastre nuclear de sempre. As autoridades soviéticas esconderam a gravidade dos factos da população e da comunidade internacional, e tentaram controlar os danos enviando milhares de homens mal equipados e impreparados para o vórtice radioativo em que se transformara a região. O acidente acabou por contaminar quase três quartos da Europa.

Numa prosa pungente e desarmante, Svetlana Alexievich dá voz a centenas de pessoas que viveram a tragédia: desde cidadãos comuns, bombeiros e médicos, que sentiram na pele as violentas consequências do desastre, até as forças do regime soviético que tentaram esconder o ocorrido. Os testemunhos, resultantes de mais de 500 entrevistas realizadas pela autora, são apresentados através de monólogos tecidos entre si com notável sensibilidade, apesar da disparidade e dos fortes contrastes que separam estas vozes.


Mais duas leituras que fiz este mês e é que tem a particularidade de serem narradas por crianças, portanto achei que fazia sentido juntá-las aqui num só post.



"A Avó e a Neve Russa" de João Reis foi um livro que comprei no ano passado na feira do livro em Hora H. Já era um livro que queria ler há muito tempo e portanto nem 6 meses passaram e já o li. Lido numa leitura conjunta este livro acabou por desiludir-me um bocadinho. O livro começa muito bem com o nosso protagonista, um rapazinho que nunca sabemos o nome a apresentar-nos a sua vida no Canadá, onde mora com o irmão Andrei e a sua avó, a sua Babushka. Tenho de dizer que a escrita é muito boa e a construção das frases é feita de uma forma linda mas sem tirar mérito à escrita do autor, tenho a dizer que passado 120 páginas o livro começou a aborrecer-me e foi por um caminho que não esperava e que não apreciei. Sem fazer spoilers achei que a segunda parte do livro onde realmente há alguma acção foi um pouco desnecessárias mas também contradizendo-me se não fosse isso tinha achado o livro ainda mais aborrecido porque no geral o livro não saiu do mesmo sítio. Está muito bem escrito sim senhora, mas não gostei da história em si apenas o carinho do neto com a sua avó e o seu humor negro que me fez rir algumas vezes.


A Babushka é uma russa idosa que, há alguns anos, emigrou para o Canadá. Sobreviveu ao acidente nuclear de Chernobyl e, agora, está doente. Na fronteira entre a imaginação e a realidade, o seu neto mais novo, de dez anos, não desiste de encontrar uma solução para os seus «pulmões destruídos».

Narrado na primeira pessoa e escrito a partir do ponto de vista ingénuo, terno e, por vezes, irónico de uma criança, relata-se neste romance a peregrinação de um neto ao longo de um continente, bem como inúmeras peripécias na sua cidade natal, habitada por todo um grupo de personagens curiosas. 



"A guerra que salvou a minha vida" era um livro que me suscitava interesse pelo título e acabei por lê-lo este mês. Aqui temos a Aida, uma criança que sempre viveu dentro da sua casa com o irmão e a sua mãe que é uma megera. Aida, como tem uma deficiência no pé, sempre viveu com medo de sair à rua pelas coisas que a mãe dizia dela (que ela era uma vergonha e uma aberração da sociedade) portanto Aida sempre se resignou a sua condição física mas semrpe teve a esperança de conseguir fugir com o irmão e terem uma vida melhor. O seu desejo acaba por concretizar-se onde é levada para a casa de uma senhora que lhe dá um novo lar e pela primeira vez amor e carinho. Com a Segunda Guerra Mundial como pano de fundo vamos vendo a Aida tornar-se numa jovem mulher que luta pelos seus sonhos e pelo que é certo... Até um dia em que a mãe volta para os buscar.

Gostei imenso deste livro e sem dúvida que é um livro diferente dentro da temática da Segunda Guerra Mundial. Conseguimos ver a ingenuidade que as crianças e até mesmo os adultos tinham em relação à Guerra, especialmente em aldeias pequenas de Inglaterra onde só viam os aviões a passar. Adorei a personalidade da Aida e fiquei com vontade de ler a continuação.


Um livro emocionante e arrebatador para ler com um sorriso nos lábios e lágrimas nos olhos.

Tudo o que Ada conhece do mundo é o pouco que consegue ver a partir da janela. Sempre viveu com a mãe e o irmão mais novo num apartamento minúsculo, de onde está proibida de sair. Ada apenas teve a infelicidade de nascer com um pé aleijado, mas isso é mais do que motivo para a mãe se envergonhar dela, maltratando-a e escondendo-a.

Com a aproximação da guerra, todas as crianças de Londres são enviadas para um campo fora da cidade, e Ada aproveita a oportunidade para fugir com o irmão. Os dois são acolhidos por uma família que os ama incondicionalmente, sem distinções nem preconceitos, e Ada pode finalmente aprender a ler, a escrever e a montar a cavalo.

Pela primeira vez na vida, faz amigos e percebe o verdadeiro significado da palavra felicidade. Mas tudo pode ser posto em causa quando o passado volta para pôr Ada novamente à prova.

Imperdível e obrigatória, esta é a história das inúmeras batalhas que temos de travar para conquistarmos o nosso lugar no mundo


Uma das últimas aquisições foi este menino. Não sei se viram a série Chernobyl, mas eu vi e fiquei muito "alterada" e por isso não pude deixar de comprar mais informação (digamos assim).
A 26 de abril de 1986, Chernobyl foi palco do pior desastre nuclear de sempre. As autoridades soviéticas esconderam a gravidade dos factos da população e da comunidade internacional, e tentaram controlar os danos enviando milhares de homens mal equipados e impreparados para o vórtice radioativo em que se transformara a região. O acidente acabou por contaminar quase três quartos da Europa.
Numa prosa pungente e desarmante, Svetlana Alexievich dá voz a centenas de pessoas que viveram a tragédia: desde cidadãos comuns, bombeiros e médicos, que sentiram na pele as violentas consequências do desastre, até as forças do regime soviético que tentaram esconder o ocorrido. Os testemunhos, resultantes de mais de 500 entrevistas realizadas pela autora, são apresentados através de monólogos tecidos entre si com notável sensibilidade, apesar da disparidade e dos fortes contrastes que separam estas vozes.
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