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Este era uma lançamento já muito esperado e finalmente chegou Setembro e aqui está ele.

É um livro pequeno de 210 páginas que permitiu que o lesse num dia inteiro mas claro que também ajudou que fosse interessante e com uma premissa muito boa.

Estamos em Nova Iorque e pela mão destas 6 autoras vamos descobrir 6 histórias diferentes de adolescentes que vêem-se num apagão na cidade que nunca dorme, que está sempre iluminada, que está agora ainda mais caótica porque não há electricidade. Já conhecia (de ter lido) 3 autoras mas fiquei curiosa agora para ler mais da Tiffany Jackson pois a história dela que é logo a primeira e a maior também, foi a que mais me interessou e a que mais gostei.

Não dá para falar das seis histórias em pormenor aqui no Instagram mas no geral todos os contos acabam por terem pequenas conexões entre eles e dois deles são lgbt. Todas as personagens são não-brancas então acaba por haver muita diversidade e representividade. Tal como diz no subtítulo do livro, é um livro de amor onde vamos encontrar jovens presos no metro, presos numa biblioteca, presos num uber, todos à procura de algo que brilha mesmo durante este apagão: o amor.

Estava com receio de por ser escrito por 6 autoras e ter tão poucas páginas que as histórias e personagens não tivessem tanto desenvolvimento mas acho que melhor do que cativar a nossa atenção com muitas páginas e conseguir fazê-lo em tão poucas. Claro que fica o gostinho de ler mais destes contos, queria acompanhar mais o casal de ex-namorados do primeiro conto e o casal que se forma no último conto mas o livro é tão rico em outros aspectos que sinceramente terminei a leitura com a sensação que não faltava nada no livro.

Tal como tantos outros livros que estão a sair agora, este também é mais um livro que foi escrito durante a pandemia mas não se aflijam que não há qualquer menção ao Covid mas leiam os agradecimentos no final. De resto, fico à espera da série que irá adaptar estas histórias aos pequeno ecrã e a as autoras gostaram tanto da experiência que vão lançar mais uma colectânea de contos novamente chamada White Out que espero que a Editorial Presença também edite por cá.



Depois de alguns anos sem lançar nada, Nicola Yoon volta com um livro romântico, fofo mas também com algumas surpresas.

Aqui temos a Evie a nossa jovem que devido ao momento que está a passar (divórcio dos pais) já não acredita no amor. Para além da separação do país, este momento é uma trauma na vida dela pois foi Evie quem acabou por apanhar o pai a trair a mãe. Em consequência disso vem toda a mudança dela, da irmã e da mãe para outra casa de modo a seguirem em frente. Por conta disto tudo, Evie acaba por deixar de ser aquela romântica incurável e começa a acreditar cada vez menos no amor verdadeiro e para sempre. Para piorar Evie começa a ter visões quando vê algum casal, para além de conseguir ver como aquela história começou também consegue perceber como vai acabar. Isto não ajuda nada à sua vida pouco romântica e numa ida a uma escola de dança para devolver um livro, conhece X um rapaz de natureza livre que vai ensiná-la a amar sem medos.

Como podem ver esta história tem um toque pequenino de fantasia por causa das visões da Evie e por ter lido a sinopse já diagonal fiquei surpreendida com esta parte mas gostei imenso de como o início da história funcionou. Para além da Evie e do X temos outras personagens importantes como o pai da Evie, os amigos dela e ainda outra personagem importante que não vou desvendar quem é.

Adorei o romance e as partes da dança que é uma actividade para a qual eu não tenho muito jeito mas que gosto muito de praticar. Foi giro percorrer vários géneros de dança pela mão da autora.

O final tem bastante drama mas eu adorei, é um livro pequeno mas que se lê muito bem. Não achei tão bom quanto os outros anteriores da autora aos quais dei 5 estrelas mas não é mau de todo! Só achei que a  Evie por conta da idade foi um pouco imatura com o Xavier na parte final fazendo com que o fim não seja o mais feliz de todos. 

Gostei também da parte familiar e do contraste da Evie não falar com o pai por causa da traição mas ao mesmo tempo apaixonar-se pelo Xavier. 

No final leiam os agradecimentos, a autora explica porque teve tanto tempo sem lançar nada e porque escreveu um livro anterior a este e que  decidiu não lançar. Gostei da homenagem nas notas da autora e fico agora à espera que não passe tanto tempo para termos mais livros dela.

Portanto não sei deixem enganar por esta capa fofa, é um livro que lemos rápido mas que trata assuntos sérios como o luto e aproveitar os momentos com as pessoas enquanto estão entre nós.




 




Já imaginaram ler um livro de seis autoras diferentes? É esta proposta de "Blackout" que nos traz 6 histórias passadas no mesmo período. 6 autoras diversas, apenas duas elas publicadas cá em Portugal. Angie Thomas com "O Ódio que semeias" e Nicola Yoon com "Tudo, tudo e nós" e "O Sol também é uma estrela". Autoras da Presença, editora também deste livro que sairá já em Setembro,  no dia 7!

Estamos em Nova Iorque, em pleno verão, e uma onda de calor deixa a cidade às escuras. Mas enquanto a confusão se instala, outra energia começa a produzir faíscas...
É verão na cidade que nunca dorme. Uma onda de calor invade Nova Iorque, subitamente, e um apagão apanha todos desprevenidos: multidões invadem as ruas, o metro deixa de funcionar e há filas e filas de carros nas estradas. O sol põe-se e a escuridão abraça a cidade. Mas seis jovens casais começam a sentir outra espécie de eletricidade no ar…

Um primeiro encontro. Amigos de longa data. Ex-namorados cheios de ressentimento. Duas raparigas que parecem feitas uma para a outra. Dois rapazes que se escondem por detrás de máscaras. E um namoro onde as dúvidas não param de surgir.

Debaixo de um céu tão escuro quanto as ruas, numa cidade em que todos parecem estar perdidos, há 12 pessoas que se vão encontrar. Os sentimentos iluminam-lhes o caminho, as relações transformam-se, o amor ganha vida e surgem novas possibilidades - até ao maravilhoso culminar daquela noite, numa festa a céu aberto, em Brooklyn.

Envolvente, apaixonante e inesquecível, este romance interliga as histórias de seis casais, numa celebração de amor, esperança e força, pelas mãos de seis das mais aclamadas autoras YA da atualidade.





Hoje venho escrever sobre um livro que li ainda em 2020 e que adorei! Infelizmente ainda não está traduzido cá mas podem encontrar em inglês ou em português do Brasil.

 "On the come up" da Angie Thomas, autora do aclamado "O ódio que semeias" que foi publicado cá pela Editorial Presença mas que infelizmente e com alguma surpresa este não foi. Este mês já vai sair outro livro da autora lá fora e portanto presumo que a Presença não tenha mesmo interesse em continuar a publicar esta autora maravilhosa cá em Portugal. É uma pena.

No livro temos o mesmo universo que o livro anterior, ou seja para quem leu o outro livro da autora, vai reconhecer alguns lugares pois passa-se no mesmo espaço mas não é com as mesmas personagens.

Aqui conhecemos a família da Bri, que são pobres e que vivem com bastantes dificuldades. A mãe da Bri apesar de ser uma mulher honesta e trabalhadora, por ser ex-dependente de drogas ainda sofre de preconceito por isso e a tia da Bri apesar de ser boa pessoa e de saber o passado da irmã, trafica para conseguir sobreviver. Depois temos o irmão da Bri que conseguiu ir para uma faculdade e formar-se em psicologia mas agora voltou para casa e não consegue arranjar um emprego decente por ser negro.

Acompanhar esta família vai ser angustiante mas a forma como a autora mostra que realmente nem todos têm as mesmas oportunidades na vida, por mais que tentem.

A personagem principal, a Bri, é uma rapariga honesta que tem como sonho ser uma rapper tão boa quanto o seu pai que foi assassinado por um gangue. E é através de uma musica que ela compôs e que se torna viral que ela vai finalmente ter a sua oportunidade de seguir uma carreira na música e ajudar a sua família. 

Apesar de não ter gostado tanto do livro como o outro da autora, ainda assim adorei ler esta história. Mais uma vez Angie Thomas toca no tema do racismo de uma maneira inteligente, com mestria nas palavras que abre os olhos e o pensamento para muita coisa. Gosto obviamente de livros que me façam pensar, livros actuais, livros que de alguma forma mudem mentalidades e sinto que os livros da Angie conseguem isso. 

Tenho mesmo pena que este livro não tenha saído cá, não entendo a razão porque o antecedor foi muito popular. Este livro também já teve os direitos comprados para o cinema e espero que venha por aí mais uma boa adaptação. 

Sinopse da edição Do Brasil :

O aguardado segundo romance de Angie Thomas, autora do premiado best-seller O ódio que você semeia. Bri é uma jovem de dezesseis anos que sonha se tornar uma das maiores rappers de todos os tempos. Ou, pelo menos, ganhar sua primeira batalha. Filha de uma lenda do hip-hop underground que teve o sucesso interrompido pela morte prematura, Bri carrega o peso dessa herança. Mas é difícil ter a segurança de estrear quando se é hostilizada na escola e, desde que sua mãe perdeu o emprego, os armários e a geladeira estão vazios. Então, Bri transforma toda sua ira em uma primeira canção que viraliza... pelos piores motivos! No centro de uma controvérsia, a menina é reportada pela mídia como uma grande ameaça à sociedade. Mas com uma ordem de despejo ameaçando sua família, ela não tem outra escolha a não ser assumir os rótulos que a opinião pública lhe impôs. Na hora da virada dá aos leitores de Angie Thomas outra protagonista pela qual torcer. É uma história sobre lutar por seus sonhos e também sobre a dificuldade de ser quem você é, não quem as pessoas querem que você seja. 


 



Não pensem que por agora andar a ouvir audiobooks que não ando a ler livros em papel! Ando sim e estes são alguns dos próximos livros que quero ler nestas semanas que se seguem. Aqui fica uma amostra do que vou ler em Novembro mas para verem todos os livros que planeio ler têm de esperar até dia 1 do próximo mês.


E vocês? Também andam a ler os livros que têm na estante? 

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2018 já lá vai e aqui vai o nosso balanço de leituras do ano que passou.

Mafi
2018 foi o ano mais fraco de leituras desde 2015. Comecei cheia de força ao apostar 125 livros no desafio do Goodreads e nem aos 100 cheguei ficando-me pelas 92 leituras. O primeiro semestre foi carregado de leituras com uma média de 8 livros por mês. Já a segunda metade foi uma desgraça e ficava-me pelos 5 ou 6 com muito esforço. Isso também notou-se nas compras de livros dado que até Julho comprei 28 livros e depois de Agosto a Novembro comprei 4, um por mês. Não me perguntem o que aconteceu mas parecia que a vontade de ler e o amor pelos livros tinha diminuído! 
Este abrandar nas compras teria sido óptimo se tivesse pegado nos livros mais antigos da estante, objectivo que foi uma desgraça como podem ver pelo Na Fila 2018. Mesmo assim ainda estou orgulhosa de ter pegado em alguns livros que tinha aqui há mesmo muitos anos. Li muitas novidades, nomeadamente 52 ou seja mais de 50% das leituras foram novidades. Algumas traduções de livros que já queria ler algum tempo, outras foram livros de autores desconhecidos que decidi arriscar. Descobri bons autores que vou levar para 2019 mas também tive algumas desilusões. As editoras mais lidas foram a Topseller com 20 livros, a Planeta com 10 e o grupo LEYA com 9 livros.
Vamos lá ao meu Top 10:

1 - Flores Partidas - Karin Slaughter (o melhor livro deste ano, li-o há 1 mês e ainda penso nele)
2 - O Prof - Vi Keeland (melhor autora de 2018)
3 - Os altos e baixos do meu coração - Becky Albertalli (o único YA que adorei este ano)
4 - A mulher à Janela - A.J.Finn (Acho que se fosse hoje não dava 5 estrelas mas na altura adorei)
5 - Egomaníaco - Vi Keeland (já disse que foi a melhor autora de 2018?)
6 - Uma Verdade Simples - Jodi Picoult (Jodi Picoult nunca falha)
7 - Um Dó,Li,tá - M.J. Arlidge (Só li o 1º e fico contente de ter mais 6 por ler)
8 - A Provadora - V.S. Alexander (adorei este livro mas não vejo ninguém a falar dele, baseado na história verídica de uma das provadoras de Hitler)
9 - Procura-me Quando a Guerra Acabar - Amy Harmon (Um romance lindo com uma perspectiva diferente dos Judeus)
10 - Louca  Chloé Esposito (Por nunca ter lido nada assim. Há quem tenha detestado, eu adorei)
Menção honrosa: Às Cegas - Josh Malerman (Adorei o conceito e vi há pouco tempo o filme que também está brutal). 

Ne

O meu ano de 2018 mais parece uma ritmo cardíaco do ECG. Num mês corre-me bem no outro não leio nada ou quase nada. Para vocês verem foi algo assim: 8-6-7-16-9-5-zero!-5-10-12-4-2
Analisando desta forma até nem me correu mal já que tinha a ideia que o segundo semestre tinha sido uma vergonha em termos de quantidade e qualidade, mas afinal foi só no meio e no fim do ano!
Os pontos altos do ano foram:
- ter finalmente lido algo de Jodi Picoult, que correspondeu às minhas expectativas;
- reler a minha saga preferida dos anos anteriores de Abbi Glines, que nunca farta;
- conhecer mais um pouco a escritora Brittainy C. Cherry, que neste momento ultrapassou Abbi Glines, Colleen Hoover e Dorothy Koomson e está nos tops dos tops;
- também conheci Vi Keeland que prima em campos diferentes das autoras anteriores e da qual fiquei fã também;
- consegui assim ler para lá do meu objectivo do Goodreads, que eram os 80 livros, mas teria chegado aos 100 se não fossem os meses críticos Julho, Novembro e Dezembro.
Os pontos baixos do ano foram:
- Não li nem 10% do meu Na Fila Especial de 2018. Até parece que os que lá coloquei era os que eu não iria ler!
- Li livros muito maus que ainda hoje me arrependo de ler como o Priest.
Cada vez tenho mais noção que há um oceano de livros para ler, mas quando queremos forçar um género ou tentar descobrir um livro que vamos adorar no meio dessas gotas todas perdemos tempo precioso que poderíamos estar a ler o que gostamos. Definitivamente não sou leitora para livros de suspense, policiais ou thrillers. Em 2019 vou desistir deles e só terminar os que tenho começado, infelizmente isto inclui os livros da minha adorada Dorothy Koomson. Continuo a ser fã e continuo a adorar a escrita, as personagens, mas não me consigo entusiasmar como se fosse um drama ou contemporâneo.
Vou investir então em romances mais leves, contemporâneos, New Adult e históricos (estes últimos em menor quantidade porque já nada me parece original).
O objectivo mais difícil de 2019 vai ser ler os livros dos filmes, que andei a acumular e que acho que vou acabar por não ler nenhum, já que a maior parte são dos géneros mais negros.

O meu Top 10 é:
1 - O Silêncio das Águas - Brittainy C. Cherry (adorei tanto ou mais do que o primeiro, mas apaixonei-me)
2 - O Poder das Pequenas Coisas - Jodi Picoult (não me desiludiu, é uma escritora e uma história muito boa, mas são assuntos pesados e por isso vou lê-los aos poucos)
3 - O Prof - Vi Keeland (adoro estes romances: rápidos de ler, deixam sempre uma sensação de contentamento no final como quando comemos uma grande fatia do nosso bolo preferido, nunca desilude)
4 - Mil Beijos de Garoto - Tillie Cole (é mais drama que romance, mas foi muito bonito e recomendo)
5 - Verão em Edenbrooke - Julianne Donaldson (melhor romance histórico do ano. Adorei este e o segundo na mesma quantidade e tenho muita pena que não haja mais)
6 - O Ódio que Semeias - Angie Thomas (o racismo é algo que ainda me causa um gosto agridoce, mas o que me comove e revolta são as injustiças, sejam raciais ou não; livro muito forte, muitas lições de vida)
7 - Deixa-me Odiar-te - Anna Premoli (tanto este como o seguinte seguem a linha dos da Vi Keeland e deixam a mesma sensação de satisfação, mas o que adoro mais é serem livros que do inicio ao fim mexem com os nossos nervos)
8 - Odeio-te e Amo-te - Sally Thorne
9 - Sorrisos Quebrados - Sofia Silva (outra história muito linda e empática que recomendo ser lida)
10 - A Rapariga de Antes - J.P. Delaney (para não dizer que não gostei de nenhum suspense)

A capa deste livro foi feita especificamente para esta obra por Debra Cartwright, que geralmente cria trabalhos que se concentram n' "alguma questão social urgente".
A imagem da direita é outro trabalho dela, o mais próximo da capa (curiosidade: traduz o seu medo de ter um filho com o que se passa diariamente nas ruas).



"ESTE LIVRO IMPORTA. É IMPORTANTE"

Aqui está uma obra que nos marca pelas emoções que coloca em nós, pelo que nos faz sentir e pelo que nos faz pensar e meditar. É uma obra cheia de verdades, descrições cruéis que nos fazem sentir uma dor quase física.
Adorei por isso as verdades cruas e nuas que a autora descreve com tanto pormenor. A cena da morte de Khalil foi lembrada ao longo do livro, mas esta foi de tal forma descrita que não precisava de referências para me relembrar dela. Foi marcante sem dúvida. Faz-me pensar que é algo que acontece todos os dias, não só com pessoas negras, mas também com outras raças e realidades, o que me deixou com um sentimentos enorme de tristeza e impotência.
Adorei a personagem principal, Starr, por ser tão simples e com bom coração. Destituída de futilidades, com uma consciência verdadeira, coração mole, e que nos mostra a diferença entre ser racista conscientemente ou inconscientemente. É um personagem bastante jovem, mas que nos demonstra maturidade tanto em pensamentos como em acções. Uma personagem com a qual queremos identificar-nos pelos bons e maus motivos, pelos bons e maus momentos.
Não é de propósito que este ano tenho lido tantos livros com este tema sobre racismo, mas agora que comecei quero continuar, porque tal como li no livro de Jodi Picoult muitas vezes podemos ser racista sem querer ou podemos ter tanto medo de o ser que acabamos por pôr as mãos pelos pés. Quero por isso saber as verdades. Quero sentir através de um livro ou da história de Starr, um ínfimo do sofrimento destas pessoas. Os meus olhos estão-se a abrir cada vez mais e confirma-se o que não querem ver. Mas espero que lendo estas obras, sentido empatia e compreensão e sentindo vontade de ajudar de alguma forma me ajude em vários campos de conhecimento
Adorei as cenas mais movimentadas, as referências musicais e até as suas explicações. Adorei a evolução de Starr que mostrou muitos tipos de coragem e de boas acções. A minha personagem feminina preferida até agora!
Adorei os seus irmãos, os seus pais, os seus vizinhos. Adorei conhecer as suas duas realidades, tanto no chamado "gueto" como na escola. Adorei o novo olhar que Angie Thomas nos lança sobre o primeiro, lançando-lhe uma luz diferente que mais uma vez nos corrige as ideias que nos foram colocadas na cabeça.
Adorei o pouco romance que encontramos neste livro, porque juntamente com a relação entre a mesma raça, também pode haver amizade e amor entre raças diferentes, e aqui encontramos inúmeros casos desses.
Achei que o namorado de Starr andou ali um pouco perdido no fim, mas gostei bastante dele e das suas atitudes.
O Ódio Que Semeias é um poço de boas surpresas, óptimas personagens, maravilhosas atitudes. Tem também o seu lado negro que não deixa de ser bom porque torna este livro importante de ler. Acho que a primeira citação que encontramos na contra-capa é o melhor elogio a esta obra e é sem dúvida a melhor descrição para a história de Starr e de muitos adolescentes e até mesmo adultos que não merecem nada do que as vida lhes trás.
Preparem-se para sofrerem, mas para terminarem com um coração sarado e derretido.
"Cartas de amor na sua forma mais simples"
Starr tem 16 anos e move-se entre dois mundos: o seu bairro periférico e problemático, habitado por negros como ela, e a escola que frequenta numa elegante zona residencial de brancos.O frágil equilíbrio entre estas duas realidades é quebrado quando Starr se torna a única testemunha do disparo fatal de um polícia contra Khalil, o seu melhor amigo. A partir daí, pairam sobre Starr ameaças de morte: tudo o que ela disser acerca do crime que presenciou pode ser usado a seu favor por uns, mas sobretudo como arma por outros. 

Como o outro não me está mesmo a cativar decidi fazer nova pausa já que o mês ameaça terminar e ainda não li grande coisa do Na Fila de Março.
Nova leitura, novo marcador!
Starr tem 16 anos e move-se entre dois mundos: o seu bairro periférico e problemático, habitado por negros como ela, e a escola que frequenta numa elegante zona residencial de brancos.
O frágil equilíbrio entre estas duas realidades é quebrado quando Starr se torna a única testemunha do disparo fatal de um polícia contra Khalil, o seu melhor amigo.
A partir daí, pairam sobre Starr ameaças de morte: tudo o que ela disser acerca do crime que presenciou pode ser usado a seu favor por uns, mas sobretudo como arma por outros.

Estou desgraçada mas ao mesmo tempo abençoada! Fevereiro foi só tentações e não resisti a quase nenhuma. Tenho mesmo que pegar nuns quantos agora em Março porque já comecei a adquirir este mês também.


Terceiro mês, terceira lista de livros que esperamos ler a partir de amanhã.
Desejem-nos boa sorte que nós desejamos-vos, como sempre, boas leituras!

Mafi

Ne


A Mafi gostou, espero concordar com ela.

Em Janeiro já conseguimos ler ou adquirir algumas novidades apetitosas mas como sempre outras tantas ainda ficaram no papel. Venham ver o que entrou na nossa wishlist: 

Mafi:

3771259737789680A Última SaídaProcura-se Homem (sem Compromisso)

Ne: 

Apenas estes, por enquanto... 

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2017 teve os seus momentos altos e os seus momentos baixos. Foi um ano em que fui generosa com bastantes livros e dei muitas 4 e 5 estrelas mas também foi o ano em que desisti de mais livros, alguns mesmo quando já tinha lido mais de metade. No geral foram mais de 100 leituras, com uma média de 300 páginas por livro, o que não é muito. 2018 vai ser para ler livros antigos da estante, alguns deles calhamaços. Mais uma vez os ebooks ajudaram-me a ler mais e já não consigo ler só livros em papel. 

Sem qualquer ordem de preferência:
''Um Homem Chamado Ove'' foi o 1º livro a receber 5 estrelas e foi um de dois livros que me fizeram chorar no final. Ainda não consegui ver o filme. 
Seguiu-se ''Se eu Fosse tua'' de Meredith Russo que se lesse hoje não dava as 5 estrelas. Gostei e acho que é um livro importante mas não me marcou muito como os outros que irei enunciar. ''Isto acaba aqui'' está não só no top 10 mas também no top 5 de 2017 e foi o outro livro que me fez derramar umas lágrimas, adorei e é um livro que me inspira e foram várias as vezes que me lembrei dele e de algumas passagens do mesmo. O ano também foi benéfico em thrillers e de todos que li o que mais me marcou e me fez ficar ''mal da cabeça'' foi ''Aqueles que merecem morrer'' de Peter Swanson. Muito bom, com um ritmo brutal e um dos melhores finais que já li. Aguardo novas obras do autor em Portugal. Depois de anos a ouvir falar bem deste autor, finalmente alguma editora se decidiu em trazer Benjamin Alire Saénz para Portugal. Li dois livros dele: ''Aristotle and Dante Discover the Secrets of the Universe'' e ''A lógica inexplicável da minha vida''. Infelizmente não consegui escrevinhar nenhuma opinião de jeito para vocês mas digo-vos só que o autor tem mais de 60 anos e para a idade que tem, escreve sobre sentimentos dos adolescentes de uma forma muito poética e bonita, sem tornar as personagens parvas/chatas/irritantes como em tantos outros livros que andam por aí. Embora só tenha 2 livros publicados, Nicola Yoon entra também nesta lista com o seu ''O Sol também é uma estrela'' adorei este romance e gosto muito como a autora traz personagens de etnias diferentes para os seus livros, sem ter medo de misturar culturas. Outro livro que não fiz opinião mas por achar que tudo  o que escrevesse não faria jus a este clássico foi ''A História de uma Serva'' de Margaret Atwood. Não sei como é possível que este livro, publicado originalmente em 1985, consiga ser tão actual mas a verdade é que o é e eu adorei ler. Foi talvez o livro mais diferente que li este ano, mas marcou-me bastante. De estreias de 2017, o livro mais falado foi ''O Ódio que Semeias'' de Angie Thomas, um livro sobre a comunidade afro-americana e que também traz ao de cima, assuntos importantes. Foi uma estreia muito boa. Por fim, este ano li mais ''Não Ficção'' do que nos anos anteriores e por isso destaco o discurso ''Todos Devemos ser Feministas'' de Chimamanda Ngozi Adiche. Um discurso importante e que acho que todas as mulheres vão se identificar, leiam que é muito bom. 

Olhando para este top, percebi que a maioria dos livros, foram novidades de 2017 o que mostra que as editoras andam a publicar coisas de que gosto. Em 2018 quero ver se não me tento tanto com as novidades e se encontro tantos livros de 5 estrelas nos mais de 100 livros que tenho por ler na estante. 

Top 10 sem ordem:
1 - Um Homem Chamado Ove - Fredrik Backman (Editorial Presença,2016)
2 - Se eu fosse tua - Meredith Russo (Nuvem de Tinta, 2017)
3 - Isto acaba Aqui - Colleen Hoover (Topseller, 2017)
4- Aqueles que merecem morrer - Peter Swanson (Editorial Presença, 2017)
5 - Aristotle and Dante Discover the Secrets of the Universe - Benjamin Alire Saénz
6 - A Lógica Inexplicável da Minha Vida - Benjamin Alire Saénz (Topseller, 2017)
7 - O Sol também é um estrela - Nicola Yoon (Editorial Presença, 2017)
8 - A História de uma Serva - Margaret Atwood (Bertrand, 2013)
9 - O ódio que semeias - Angie Thomas (Editorial Presença, 2017)
10 - Todos devemos ser feministas - Chimamanda Ngozi Adichie (Dom Quixote, 2015)


Lançado em Setembro pela Editorial Presença, ''O Ódio que Semeias'' é um livro obrigatório que nos dá uma chapada na cara e acorda-nos para uma realidade actual.

Este era um dos livros que eu mais tinha expectativa. Para além das boas opiniões de fora, era um livro que eu sabia que iria ser algo único, do qual eu nunca tinha lido nada semelhante. Não me enganei. Acreditem que não é cliché quando digo isto, é mesmo a mais pura verdade. Não é comum ler livros escritos por autores negros. Aliás, assim de repente, só me lembro da Dorothy Koomson e da Nicola Yoon. A Dorothy tem sempre personagens negras mas mas escreve livros mais adultos. Este é um YA, virado para os jovens e com potencial para abrir muitos olhos e mentalidades e poder mudar um bocado a visão de quem um dia irá governar este mundo.

Hoje em dia lidamos com demasiado ódio em todo o lado: é ataques terroristas, é guerras, é crises políticas entre o Ocidente e o Oriente, é refugiados. Ainda assim, como não nos afecta directamente, parece que continuamos a dormir ou de olhos fechados. Este livro tem a capacidade de acordar-nos um pouco. Não tem a solução para todos estes problemas mas pelo menos serve para consciencializar a maneira como o ódio, o racismo e as desigualdades sociais ainda estão tão presentes hoje em dia. 

O tema do livro é a o assassinato de um jovem, Khalil, e a testemunha de Starr, a nossa protagonista. Inspirado em eventos semelhantes que ocorreram há pouco mais de 2 anos nos USA, ''O Ódio que Semeias'' levanta muitas questões. É um livro forte, com bastantes alusões a hábitos, expressões,  influências e referências destas comunidades, como por exemplo Tupac, uma das inspirações deste livro e autor de uma parte do  título original: ''THUGLIFE'' que significa The Hate U Give Little Infants Fuck Everbody

Através da visão desta adolescente de 16 anos, conseguimos entender bem o que é a injustiça. O que é sentirmos-nos impotentes perante uma sociedade que despreza se a cor da tua pele for escura. É um livro que revela que mostra bem que ''white privilege is real'', ou seja por mais que digam, quem é branco tem privilégios que muitos não tem, mesmo que se insista que há igualdade social. Tudo isto não passa-se só na América mas no mundo inteiro. 

Esta dualidade é nos dada em primeira pessoa pela Starr, vive num bairro que é o seu mundo, onde pode ser quem é, mas que não é reconhecida além de ''ser filha do dono da mercearia''. Depois temos a Starr da escola onde frequenta, uma escola onde são quase todos brancos. Ali, Starr sabe que não deve falar demasiado alto, tem de comportar-se de uma demasiada maneira. Mas ali é popular, é conhecida e acarinhada pelas amigas, professores e pelo namorado que é branco. Vive numa crise constante por nunca conseguir ser a Star verdadeira, por nunca conseguir misturar os seus dois mundos.


Embora a morte de Khalid seja o tema recorrente ao longo do livro, a evolução da Starr é o grande trunfo do mesmo. Começamos com uma Starr assustada e abalada para uma Starr rebelde que procura justiça e não descansa enquanto não a tiver. 

Seria injusto mencionar só o papel da Starr quando todo o núcleo de personagens secundárias é tão forte e improtante quanto ela. A família da Starr é magnífica e até os criminosos do bairro são importantes na história. Talvez o único ponto fraco do livro tenha sido a história das amigas, especialmente a Haley que irritou-me profundamente. Tirando isso, mais nada me incomodou no livro, até o romance é bom, especialmente pelo facto da Starr ser negra o namorado não e como isso também afecta a comunidade afro. 

Gostei imenso deste livro, para mim está no top de livros de 2017. Aconselho a toda a gente, acho que todos podemos aprender um bocadinho com este livro. A autora está de parabéns pelo seu trabalho de estreia e a fasquia para o próximo livro está elevadíssima! 


Starr tem 16 anos e move-se entre dois mundos: o seu bairro periférico e problemático, habitado por negros como ela, e a escola que frequenta numa elegante zona residencial de brancos.
O frágil equilíbrio entre estas duas realidades é quebrado quando Starr se torna a única testemunha do disparo fatal de um polícia contra Khalil, o seu melhor amigo.
A partir daí, pairam sobre Starr ameaças de morte: tudo o que ela disser acerca do crime que presenciou pode ser usado a seu favor por uns, mas sobretudo como arma por outros.
Um poderoso romance juvenil, inspirado pelo movimento Black Lives Matter e pela luta contra a discriminação e a violência.





O mês de Setembro foi mais ou menos por aqui, vamos ver se no próximo é melhor

Mafi:
A Elizabeth DesapareceuUm Anjo Caído (The Rules of Scoundrels, #4)Deixei-te IrThe Hate U GiveO Poder das Pequenas Coisas

Basicamente tudo o que não consegui ler em Setembro, transitou para Outubro. Vamos lá ver se é neste mês que pego nestes meninos.

Ne


As leituras andam muito paradas por isso mais vale não ter grande expectativas. Tudo o que vier a mais é bónus!




O livro que saiu ese ano e mais tem gerado falatório, inclusivé com os direitos já vendidos para o cinema e as filmagens já a começar também vai chegar cá! Esperemos que não demore muito. A editora responsável por trazer "The Hate U Give" até cá é a Presença! Em Português o título ficou ''O Ódio que Semeias''



Starr tem 16 anos e move-se entre dois mundos: o seu bairro periférico e problemático, habitado por negros como ela, e a escola que frequenta numa elegante zona residencial de brancos.
O frágil equilíbrio entre estas duas realidades é quebrado quando Starr se torna a única testemunha do disparo fatal de um polícia contra Khalil, o seu melhor amigo.
A partir daí, pairam sobre Starr ameaças de morte: tudo o que ela disser acerca do crime que presenciou pode ser usado a seu favor por uns, mas sobretudo como arma por outros.
Um poderoso romance juvenil, inspirado pelo movimento Black Lives Matter e pela luta contra a discriminação e a violência.

Sai dai 20 de Setembro! 

Mais um mês,  mais uma fila de leituras.


Mafi:

Everything Leads to YouEvery Last WordThe Sun Is Also a StarThe Hate U GiveBeastAristotle and Dante Discover the Secrets of the Universe (Aristotle and Dante Discover the Secrets of the Universe, #1)It's Kind of a Funny StorySymptoms of Being HumanA Filha do CapitãoAmor e Gelato


Em Agosto a aposta é voltar em força no inglês.

Ne:


Eu também queria investir no inglês, mas nem no português quanto mais. Bora lá aproveitar as férias para pôr a leitura em dia!
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