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Os Bebés de Auschwitz foi um livro moroso de ler. Não só no espaço de tempo (comprado em Setembro de 2016, começado em Abril de 2018 e retomado agora em Junho) mas porque quando o comecei tive que fazer uma pausa, que se estendeu por mais de um ano até tomar coragem e decidir lê-lo até terminar. A vontade de fazer mais pausas foram muitas, não só pelas cenas descritas, mas porque a informação histórica é muita e eu, sendo péssima a história e a decorar datas e nomes, principalmente alemães e checos e etc, acabei por não conseguir absorver como queria essa parte da história. Confesso que os pormenores que se mantêm na minha memória são os humanos e não os registos como as datas e nomes; mas penso que aqui o importante era contar a história destas três mulheres e das suas famílias e das muitas outras milhares de famílias.
Wendy Holden perdeu um pouco no inicio por ter intercalado as três histórias e depois ter quase misturado tudo. Muitas das citações e testemunhos não são destas três protagonistas, Priska, Anka e Rachel, mas sim de "companheiras de viagens" e outras testemunhas. Digo isto para explicar o porquê de não ter dado a classificação total.
Voltando ao conteúdo, aqui não há forma de criticar algo, porque são histórias reais, relatadas e expostas com algum pormenor que mostram a repetição de cenas impossíveis de acreditar que de facto aconteceram. Cenas testemunhadas por milhares de pessoas em que apenas só algumas se arriscaram a ajudar. Estes cúmplices chocaram-me tanto como os milhares de criminosos que apoiaram Hitler. Este último é só um, mas quem aplicou todas aquelas torturas anos a fio na prática foram os soldados e outros simpatizantes.
Confesso que sabia pouco e que o facto de com este livro ter todo um rol de informação mais pormenorizada não me deixou mais descansada ou satisfeita e sim com fome de saber mais, por muito que custe ler. Mas temos que saber! Temos que ter noção, para não deixarmos que aconteça, pelo menos se um dia acontecer aqui perto de nós. Espero ser espelho daqueles que atiraram pão para dentro das carruagens. Espero ser daqueles que enfrentam os soldados, mesmo que corra o risco de levar um pontapé ou um tiro. Porque por muitos que eles fossem, os espectadores foram muitos mais! O povo é sempre maior! Mas infelizmente os cobardes também. Tal como os ignorantes.
Muita gente me disse para não ler este livro estando grávida, mas cada vez tenho mais a certeza que foi lido na altura certa. A empatia é enorme e via-me muitas vezes a sentir-me culpada por estar no meu confortável sofá, com pernas elevadas, a garrafa cheia de água ao lado enquanto aquelas mulheres no mesmo tempo de gestação que eu, com menos 50 quilos que eu, ali a passarem por tudo aquilo. A vontade é saltar para dentro do livro e ajudar ao máximo. E por isso o sentimento de culpa e impotência é enorme e o coração ainda se aperta mais. Respondi a quem me dizia para parar que perante tais histórias não podemos deixar de valorizar o muito que temos.
As histórias destas três mulheres foram as mais felizes, mas a autora podia também ter dado "protagonismo" a outras cujo final delas ou dos seus bebés não o tiveram. É triste, mas penso que também mereciam aqui um lugar mais destacado principalmente por isso, por não terem tido a mesma "sorte" de Rachel, Priska e Anka.
Mas não estou aqui para comentar a história e sim o livro, se não faria aqui uma dissertação de n páginas. Da história só espero conter o máximo de pormenores possíveis porque não quero esquecer nada.

Entre as vítimas do Holocausto enviadas para Auschwitz em 1944, três mulheres levavam consigo um segredo quando passaram pelos portões do infame campo de concentração.
Priska, Rachel e Anka estavam grávidas de poucas semanas, enfrentando um destino incerto longe dos seus maridos. Sozinhas, assustadas, e após terem perdido tantos familiares às mãos dos nazis, sentiam-se determinadas em lutar pelo que lhes restava: as vidas dos seus bebés.
Estas mulheres deram à luz em circunstâncias inimagináveis, com intervalos de semanas entre si. Quando nasceram, os bebés pesavam menos de 1,5 Kg cada, e os seus pais haviam sido assassinados pelas forças alemãs, enquanto as mães se haviam transformado em «esqueletos andantes».
Os Bebés de Auschwitz segue a incrível história das mães: primeiro em Auschwitz, onde sofreram o escrutínio cruel de Josef Mengele, o médico nazi conhecido como Anjo da Morte, que selecionava as mulheres grávidas à entrada do campo, destinando-as às câmaras de gás; depois num campo de trabalho alemão onde, esfomeadas, lutaram por esconder a sua gravidez; e, por fim, durante a viagem infernal de comboio, que durou 17 dias, até ao campo de concentração de Mauthausen, onde viriam a ser libertadas pelos Aliados.
A biógrafa Wendy Holden descreve toda a história com minúcia, destacando a coragem destas mulheres e a bondade dos desconhecidos que as ajudaram a sobreviver. "Os Bebés de Auschwitz" é um livro comovente e uma celebração da nossa capacidade de amar, ajudar e sobreviver mesmo nos contextos mais tenebrosos.
Mafi

Julho não foi tão mau como pensava que tinha sido. Li o melhor livro do ano e só por isso já valeu a pena.

Classificações e opiniões:
Amy And Roger's Epic Detour - Morgan Matson (3/5)
Blood for blood - Ryan Graudin (3/5)
O mapa que me leva a ti - J.P. Monninger  (4/5)
The Seven Husbands of Evelyn Hugo - Taylor Jenkins Reid (5/5)
Um clarão de luz - Jodi Picoult (3/5)
Falling into place - Amy Zhang (3/5)
Since you've been gone - Morgan Matson (a ler)

Livros físicos: 5
Ebooks: 2
Livro Mais Doce: The Seven Husbands of Evelyn Hugo
Livro Mais Amargo: Falling into place 
Livro Mais Longo: Blood for Blood (463 páginas)
Livro Mais Curto: Falling into place (301 páginas)
Livros "Na Fila Julho": 5/10
Livros "Na Fila 2019": 4
Autores novos: 4
Autores já lidos: 3

Ne

Um mês que começou tão bem mas depois acabei por colocar a leitura em segundo plano. Tenho As Vozes de Chernobyl a meio, mas não estou a gostar da forma como a autora/repórter está a apresentar as entrevistas. às vezes basta uma desilusão para nos tirar o prazer ou andamento da leitura.
De qualquer forma os livros que li foram muito bons, cada um à sua maneira.
Os Bebés de Auschwitz - Wendy Holden (4/5)
Horas Extraordinárias - Roni Loren (4/5)

Livros físicos: 2
Ebooks: 0
Livro Mais Doce: Horas Extraordinárias - Roni Loren
Livro Mais Amargo: Os Bebés de Auschwitz - Wendy Holden
Livro Mais Longo: Os Bebés de Auschwitz - Wendy Holden (416 páginas)
Livro Mais Curto: Horas Extraordinárias - Roni Loren (352 páginas)
Livros "Na Fila Julho": 1/8
Livros Fora do "Na Fila Julho": 1
Autores novos: 2
Autores já lidos: 0

Novo ano, nova pilha, nova tentativa de ler os livros acumulados. Bora lá!

Mafi


Nada como começar o ano novo a ler relatos horríveis do Holocausto... pelo meio romances e um thriller para desanuviar...

Ne

  1. Um novo amanhã - Dorothy Koomson
  2. Os bebés de Auschwitz - Wendy Holden 
  3. Enfeitiçado (Once Upon #1) - Nora Roberts
  4. A Love Letter From The Girls Who Feels Everything - Brittainy C. Cherry
  5. Pecados Santos - Nuno Nepomuceno
  6. A Sereia de Brighton - Dorothy Koomson
  7. Numa Ilha Deserta - Julie Johnson
  8. O Homem Que Não Ligou - Rosie Walsh

O terceiro livro que tenho em processo é o de Wendy Holden. A leitura é bastante fluída apesar da temática e do que descreve. Tenho lido um pouco dormente, talvez porque a maneira como a autora escreve esta biografia também seja um pouco gráfica e descritiva, não havendo ali um "romance" que nos faça entrar "dentro do corpo" da personagem de forma a haver uma maior empatia. Sendo três biografias num livro, quando finalmente estamos a conhecer as personagens, muda tudo e começa tudo do inicio. Falta me conhecer a terceira mãe e penso que depois tudo se vai juntar, mas como todas estas histórias são algo pesadas também decidi parar um pouco enquanto não me sinto demasiado afectada, já que prevejo que isto vai piorar. Mas este mês quero terminá-lo, sem sombra de dúvida.
Encontro-me na página 97 de 416, ou seja isto é só o inicio, a apresentação dos casais e de como as suas vidas mudaram tão drasticamente. É impressionante pensar que isto foi real e durante tanto tempo...

Este livro já começado ontem não foi começado com muito apetite. Não pela escrita, mas porque num fim de semana com bastante chuva o apetite é mais para algo mais leve e divertido. Esta obra não tem nada de divertido e se tivesse não a leria.
Entre as vítimas do Holocausto enviadas para Auschwitz em 1944, três mulheres levavam consigo um segredo quando passaram pelos portões do infame campo de concentração.
Priska, Rachel e Anka estavam grávidas de poucas semanas, enfrentando um destino incerto longe dos seus maridos. Sozinhas, assustadas, e após terem perdido tantos familiares às mãos dos nazis, sentiam-se determinadas em lutar pelo que lhes restava: as vidas dos seus bebés.
Estas mulheres deram à luz em circunstâncias inimagináveis, com intervalos de semanas entre si. Quando nasceram, os bebés pesavam menos de 1,5 Kg cada, e os seus pais haviam sido assassinados pelas forças alemãs, enquanto as mães se haviam transformado em «esqueletos andantes».
Os Bebés de Auschwitz segue a incrível história das mães: primeiro em Auschwitz, onde sofreram o escrutínio cruel de Josef Mengele, o médico nazi conhecido como Anjo da Morte, que selecionava as mulheres grávidas à entrada do campo, destinando-as às câmaras de gás; depois num campo de trabalho alemão onde, esfomeadas, lutaram por esconder a sua gravidez; e, por fim, durante a viagem infernal de comboio, que durou 17 dias, até ao campo de concentração de Mauthausen, onde viriam a ser libertadas pelos Aliados.




Este livro foi a primeira compra deste mês e posso dizer que foi um achado. Sempre tive curiosidade em lê-lo mas nunca me deu para comprá-lo mas vi uma amiga a vendê-lo por 8€ e não resisti, até porque este é daqueles livros que nunca o vi com mais de 30% de desconto, nem mesmo na feira do livro e ele custa 20€. Portanto o preço era demasiado imperdível para o deixar escapar. No fim ainda tive mais um desconto extra de amizade e só paguei 7€. ehehe
Vai ser uma leitura para 2018, ano em que pretendo ler alguns livros sobre o Holocausto. Tive a ver bem nas minhas estantes e descobrir que tenho mais livro desta temática do que pensava. 


Chegámos ao mês mais curto do ano, portanto temos menos dias para ler (ohhh!) Vamos lá ver o que calhou na rifa para este mês.

Mafi:
Sedução de Seda (The Dressmakers, #1)A Maldição do Vencedor (The Winner's Trilogy, #1)Spud (Spud, #1)Um Homem Chamado OveO Último Adeus10 Segredos para Ser Seduzida por um Lorde  (Love By Numbers, #2)

Gostava de ler o da Loretta Chase, porque já há algum tempo que não leio romance de época. "A Madição do Vencedor" é para uma leitura conjunta. O "Spud" é para o projecto world book tour que estou a participar com algumas meninas. "Um homem chamado Ove" tem filme com nomeação para os Óscares portanto quero ler e ver o filme depois. "O Último Adeus" está aqui há meses para ser lido mas pode ser que seja este mês.


Ne:

Uns dos mais recentes na biblioteca e que me fazem querer lê los ao mesmo tempo porque não sei por qual começar primeiro.


Aqui fica uma das minhas últimas pilhas, desta vez referente ao mês que passou.
Ainda não li nenhum, ohhhhh, mas espero fazê-lo brevemente.
Falta aqui o Por Um Fio que foi para uma nova dona.

Alguém me recomenda algum?


Mais uma história que eu quero conhecer mais a fundo de forma a conhecer e a preparar-me para um dia ir conhecer e prestar homenagem aos campos de concentração.
Acho que a capa está perfeita para o que a história promete.
O livro tem um tamanho considerável, com as suas 416 páginas. Mas deve ser fácil de ler. Esperemos.
Entre as vítimas do Holocausto enviadas para Auschwitz em 1944, três mulheres levavam consigo um segredo quando passaram pelos portões do infame campo de concentração.
Priska, Rachel e Anka estavam grávidas de poucas semanas, enfrentando um destino incerto longe dos seus maridos. Sozinhas, assustadas, e após terem perdido tantos familiares às mãos dos nazis, sentiam-se determinadas em lutar pelo que lhes restava: as vidas dos seus bebés.
Estas mulheres deram à luz em circunstâncias inimagináveis, com intervalos de semanas entre si. Quando nasceram, os bebés pesavam menos de 1,5 Kg cada, e os seus pais haviam sido assassinados pelas forças alemãs, enquanto as mães se haviam transformado em «esqueletos andantes».
Os Bebés de Auschwitz segue a incrível história das mães: primeiro em Auschwitz, onde sofreram o escrutínio cruel de Josef Mengele, o médico nazi conhecido como Anjo da Morte, que selecionava as mulheres grávidas à entrada do campo, destinando-as às câmaras de gás; depois num campo de trabalho alemão onde, esfomeadas, lutaram por esconder a sua gravidez; e, por fim, durante a viagem infernal de comboio, que durou 17 dias, até ao campo de concentração de Mauthausen, onde viriam a ser libertadas pelos Aliados.
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