Livro não traduzido em Portugal. Edição do Brasil
Faz parte do ser humano desiludirmos-nos ou pior desiludir alguém. Cortar relações, sejam elas de trabalho, amizade e de amor. Partir o coração de outra pessoa. É intrínseco e muitas vezes involuntário, não é a nossa vontade mas é o que achamos o mais correcto.
Brie de certeza que não pensa desta forma. É uma rapariga normal, com três melhores amigas, uma família à primeira vista perfeita e uma vida pacata em São Francisco. Até que o seu mundo transforma-se quando Jacob, o seu namorado, acaba com ela, deixando-a literalmente de coração partido, a causa da sua morte.
O que não funcionou para mim no livro? Logo após a morte de Brie, é introduzido Patrick, um rapaz que também morreu jovem e que torna-se o braço direito de Brie, ajudando-a no seu período de luto. Pouco a pouco vamos ficando curiosas com o motivo de morte de Patrick e porque este é tão protector quando a Brie e parece conhecê-la tão bem. As últimas cinquenta páginas tomam um caminho que não me agradou e acho que a autora meteu os pés pelas mãos, querendo introduzir uma história de reencarnação e de almas gémeas que não ficou muito bem explicada na minha opinião. Foi pena esta última parte do livro, porque até aqui o livro estava a ser não só uma leitura agradável, com uma escrita envolvente e simples, como a autora conseguiu apelar (falando por mim claro) a uma reflexão profunda sobre o quanto a vida é curta.
Não é um livro superficial como possa dar a entender. Apesar de alguns pontos negativos, no geral o saldo é positivo e faz-nos pensar. E é sempre positivo quando os livros nos marcam de alguma maneira.
Pouco antes de completar 16 anos, Brie Eagan morre, literalmente, depois de ouvir do namorado que ele não a ama mais. E acaba descobrindo que o amor é ainda mais complicado do que ela poderia imaginar em vida. Com a ajuda de Patrick, uma alma perdida residente, Brie precisa passar pelos cinco estágios do luto até restaurar sua fé no amor e estar pronta para encarar a vida após a morte.






