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Opinião da Mafi: "Falsa Testemunha" de Karin Slaughter

 



Depois de uns bons anos sem ler nada desta autora (tem saído livros dela mas são de séries e eu não comecei a ler essa série nem tenho muita vontade), finalmente a HarperCollins traz o mais recente livro de Karin Slaughter que para mim é uma das melhores escritoras de thrillers! 

Um detalhe diferente é que o livro passa-de durante o Covid e este foi um aspecto que torci um bocado o nariz mas na verdade não fez assim tanta diferença embora haja bastantes referências às máscaras, álcool gel e todos os adereços que este vírus trouxe à nossa vida nos últimos dois anos. 

Aqui (e como é frequente nos livros da autora) andamos entre o passado e o presente e vários pontos de vista. 
O primeiro capítulo é logo espectacular e deixa-nos de boca aberta e é o princípio da nossa história toda que avança uns bons 25 anos depois. 

Falando do ponto forte do livro que são as personagens, aqui temos as irmãs Leigh e Callie que sofreram muito abusos no passado e na sua infância mas que felizmente conseguiram de alguma forma recuperaram um pouco deste trauma. Bem pelo menos Leigh que conseguiu tornar-se advogada, já Callie é toxicodependente que vive em estar limpa e de ressaca. 
Tudo muda quando Leigh é obrigada a aceitar um caso sobre um homem que está a ser acusado de ter violado uma rapariga. O único problema é que o homem sabe do passado destas irmãs e do segredo que elas escondem e vai fazer de tudo para as destruir ao mesmo tempo que foge à justiça. 

Ao longo das restantes 500 páginas vamos acompanhando este trio de personagens ui to interessantes e de uma forma louca. Apear de ser o vilão adorei a personagem macabra do Andrew. Adorei a força das irmãs a tentar fazer justiça e adorei o Walter por ser o ex-marido mais perfeito de sempre e por proteger a sua família. Uma das características deste livro e de todos os livros da autora que já li, é que a autora pega em personagens completamente "normais" mas que vêem-se bastantes vezes em apuros e a cometer crimes por motivos de força maior, normalmente para se defenderem, são levadas ao extremo para se protegerem a si ou aos seus entes queridos. Aqui a autora não despreza o que as irmãs fizeram no passado, dá tanto destaque a isso quanto aos crimes do Andrew. São ambos culpados. 
Se já conhecem a escrita da autora sabem que ela é bastante descritiva e não poupa nos detalhes mas nunca senti-me aborrecida apesar de achar que podia haver artes cortadas, pois até há diálogos muito semelhantes. 
O final surpreendeu-me não esperava que acabasse assim, aliás fiquei de boca aberta quando passei a página e li "epílogo", não estava mesmo a contar que a história terminasse assim! Felizmente o epílogo é longo e dá-nos algumas respostas que precisamos. 

Apesar de achar que não está ao nível "Flores Cortadas", o melhor livro da autora em opinião geral, dou cinco estrelas a este também, pela forma como me agarrou e levou-me a ler mais de 500 páginas em poucos dias. 


Uma vida comum...

Leigh Collier trabalhou arduamente para construir uma vida aparentemente normal. É advogada de defesa num prestigiado escritório de advogados em Atlanta, faria tudo pela sua filha Maddy de dezasseis anos, e está a conseguir, com sucesso, partilhar a sua educação, apesar da pandemia, depois de uma amistosa separação do seu marido Walter.

Oculta um passado devastador...
Contudo, a vida quotidiana de Leigh esconde uma infância que ninguém devia ter de suportar... uma infância toldada por segredos, devastada pela traição e, finalmente, destruída por um ato brutal de violência.

Porém, agora, o passado regressou...
Num domingo à noite, enquanto assiste a uma peça de teatro na escola da sua filha, recebe uma chamada de um dos sócios da empresa que quer que Leigh defenda um homem rico acusado de múltiplos casos de violação. Embora desconfie do caso, é evidente que não tem muitas opções se quiser manter o seu emprego. Quando se encontra cara a cara com o acusado...



 


A Sair do Forno: Isto Pode Doer de Stephanie Wrobel

 


A doer dia 31 de Maio 

Um thriller sombrio e eletrizante sobre duas irmãs: uma presa nas garras de um culto, a outra na teia das suas próprias mentiras.

Natalie Collins não tem notícias da irmã há mais de meio ano. Da última vez que falaram, Kit arrastava-se entre dias de trabalho entediantes, noites de borga e crises de choro no duche pela morte da mãe. Nessa altura, Kit disse-lhe que tinha a certeza de que a vida tinha algo mais para lhe oferecer...

E depois Kit encontrou Wisewood.

Numa ilha privada na costa do Maine, os hóspedes de Wisewood comprometem-se a estadias de seis meses. Durante este período, estão proibidos de contactar com o mundo exterior: não há Internet, não há telemóveis, não há exceções. As regras têm uma razão de ser: manter os hóspedes focados em libertarem-se dos seus medos, para que possam alcançar o seu Eu Maximizado. Natalie acha que é uma má ideia e desaconselha a irmã a ir, mas Kit está farta do cinismo dela e desaparece do mapa.

Seis meses depois, Natalie recebe um e-mail de uma conta de Wisewood a ameaçar revelar o segredo que ela tem escondido de Kit. Em pânico, Natalie ruma a norte, para encontrar a irmã e trazê-la para casa. Mas está prestes a descobrir que não é assim tão fácil sair de Wisewood.

A Sair do Forno : O Dicionário das Palavras Perdidas de Pip Williams

 


Sai dia 2 de Junho 

Em 1901, descobriu-se que faltava a palavra “escrava” no Dicionário de Inglês Oxford. Esta é a história da menina que a roubou.
Esme nasceu num mundo de palavras. Órfã de mãe e irreprimivelmente curiosa, passa a infância no Scriptorium, um barracão de jardim em Oxford onde o pai e um grupo de lexicógrafos dedicados selecionam palavras para o primeiro Dicionário de Inglês. Esme acompanha tudo a partir do seu lugar, debaixo da mesa, sem ser vista nem ouvida. Um dia, um pedaço de papel contendo a palavra “escrava” cai ao chão. Esme apanha-o e esconde-o na velha caixa de madeira da sua amiga, Lizzie, uma jovem criada de servir na casa grande. Esme começa a reunir outras palavras do Scriptorium, palavras descartadas ou negligenciadas pelos homens do dicionário. Palavras que a ajudam a entender o mundo.
Com o passar do tempo, Esme percebe que certas palavras são consideradas mais importantes do que outras, e que as que se relacionam com as experiências das mulheres acabam muitas vezes excluídas.
Como surgiram os primeiros dicionários? Quem selecionava as palavras?
E porque é que algumas palavras eram consideradas mais importantes do que outras? Pip Williams conta-nos esta história numa narrativa envolvente que é também uma maravilhosa história de amor.
É com o movimento sufragista feminino no auge e a Grande Guerra a aproximar-se a passos largos que se desenrola a ação de O Dicionário das Palavras Perdidas: uma narrativa escondida nas entrelinhas de uma história escrita por homens. Inspirada em factos reais, Pip Williams mergulhou nos arquivos do Dicionário de Inglês Oxford para contar esta história. O Dicionário das Palavras Perdidas é uma celebração deliciosa, lírica e profundamente instigante das palavras e do poder da linguagem para moldar o mundo.

A Sair do Forno: Uma Noite de Agosto de Victoria Hislop

 


Sai 2 de Junho 

Vinte e cinco de agosto de 1957. Por fim, uma cura foi encontrada e a ilha de Spinalonga fecha a colónia de leprosos. Para muitos, como Maria Petrakis, esta é uma ocasião de júbilo. Para outros tantos, como a sua irmã Anna, o momento é de angústia. Anna está casada com Andreas Vandoulakis, mas mantém uma relação com Manolis, primo do marido e antigo noivo da irmã, que deixou Maria quando esta foi diagnosticada com lepra. Agora, Anna teme que Maria queira Manolis de volta. Mas, antes disso, Andreas descobre que foi traído, e um momento de violência tem consequências devastadoras para todos, marcando-os de forma trágica.
No rescaldo da rutura das duas famílias, a questão de como retomar a normalidade torna-se premente. O estigma e o escândalo precisam de ser enfrentados e, de alguma forma, os atingidos terão de aprender a construir um futuro diferente sobre as ruínas do passado.
Victoria Hislop responde finalmente aos pedidos de milhares de leitores ansiosos por saberem que rumo levaram as vidas dos sobreviventes daquela inesquecível noite de agosto...

A Sair do Forno: O Segredo da Livraria de Paris de Lily Graham

 


Sai dia 30 de Maio 
Valerie tinha apenas 3 anos quando viu Paris pela última vez. Perante os horrores da Segunda Guerra Mundial e das perseguições nazis, foi enviada pelo avô para Inglaterra com um familiar, para longe do único lar que alguma vez conheceu. Duas décadas após o final da guerra, Valerie, já adulta e praticamente sozinha no mundo, está determinada a regressar a Paris e perceber o que aconteceu com os seus pais.

Ao saber através de um amigo que a livraria do avô está à procura de contratar alguém, Valerie responde ao anúncio e, dando um nome falso, trava conhecimento com o taciturno e rabugento Vincent, que não a reconhece. E é aí que, entre livros e a sombra de um passado com feridas difíceis de sarar, Valerie fica a conhecer a trágica história de uma Paris ocupada pelos nazis, de um amor proibido e de uma mãe disposta a sacrificar tudo pela sua filha.

A Sair do Forno: Sete Dias em Junho de Tia Williams


Não sai em Junho mas sim dia 30 de Maio 

Quando Eva Mercy e Shane Hall se cruzam num evento literário em Nova Iorque, a faísca entre os dois é inegável, deixando toda a comunidade de autores negros em polvorosa. À primeira vista, Eva e Shane nada têm em comum. Ela é uma famosa autora de fantasia erótica que vive com a filha de 12 anos. Ele é um enigmático autor de ficção literária que se esquiva às luzes da ribalta.

O que ninguém sabe é que, quinze anos antes, quando eram adolescentes, Eva e Shane passaram uma intensa semana juntos, sete dias que lhes mudaram a vida para sempre. Agora, além de não conseguirem negar a química que ainda os une, começam a ter dificuldade em continuar a esconder um passado partilhado que influenciou a escrita de ambos.

Durante uma quente semana de Junho, Eva e Shane reaproximam-se, mas ela não tem a certeza de poder confiar no homem que lhe partiu o coração e só quer que ele se vá embora rapidamente, para conseguir recuperar o equilíbrio da sua vida. Mas antes que Shane volte a desaparecer, Eva precisa que ele lhe responda a algumas das perguntas que ficaram tantos anos sem resposta.

A Sair do Forno: ''12 Horas para dizer que te amo" de Olivia Poulet e Laurence Dobiesz

 



Olhem esta capa linda 🥰

Sai em Junho. 
Sinopse em breve! 

A Sair do Forno: A Rapariga no Abismo de Charlie Gallagher

 


A cair dia 9 de Junho 

O corpo de uma rapariga foi abandonado num velho celeiro de um terreno rural no sul de Inglaterra. O assassino deixou-a fechada dentro de um contentor metálico cuidadosamente posicionada em frente a uma câmara de vídeo ligada a um smartphone. É um dos seus prazeres secretos, ficar a admirar o resultado da sua obra, a decomposição progressiva do corpo.

Porém, quando chegou a casa e ligou o ecrã, algo lhe chamou a atenção: pareceu-lhe vislumbrar o corpo da rapariga a mexer-se. Primeiro, um pequeno gesto, depois outro mais. Afinal, estava viva. Alguma coisa correu mal. Primeiro, isso começou por irritá-lo, mas depois recompôs-se. Já não conseguia conter o entusiasmo e a ideia de repetir tudo novamente.

Entretanto, a polícia recebeu a participação do desaparecimento de uma jovem com problemas de álcool. A contar com esta, é a décima sexta vez que está desaparecida. Parece uma perda de tempo. Mas a detetive Maddie Ives tem um mau pressentimento e decide investigar.

O tempo escasseia. O assassino já identificou o seu próximo alvo. E a rapariga dentro do contentor não pode esperar mais. Apenas uma ténue esperança lhe permite supor que a sua história ainda não chegou ao fim.

A Sair do Forno :"Amor a Quanto Obrigas - A novel obsession" de Caitlin Barash

 


Sai dia 1 de Junho 
Amor a Quanto Obrigas é um romance refrescante, divertido e inteligente que não vai deixar nenhum leitor indiferente.

Na história, Naomi é uma jovem livreira apostada em escrever um romance. No entanto, tem dificuldade em encontrar uma história para contar. Quando, após um sem número de encontros desastrosos, conhece Caleb - um rapaz bonito com sotaque galês e uma paciência sem igual para os seus caprichos - pensa que tropeçou finalmente num tema intemporal: o amor. E é precisamente nesse momento que entra em cena a ex-namorada de Caleb.

Se ambas se apaixonaram pelo mesmo homem, que mais terão em comum? Quanto mais fica a saber acerca de Rosemary, mais Naomi é consumida pela curiosidade. Sem dar por isso, a sua perseguição descontraída no Instagram transforma-se numa amizade baseada em falsos pretextos e torna-se o tema do seu romance nascente.

Quando as mentiras e meias verdades entram numa espiral de descontrolo, e factos e ficção são cada vez mais difíceis de distinguir, Naomi tem de decidir o que - e quem - está disposta a sacrificar para escrever o final perfeito.

A Sair do Forno: "Tudo o que restou de nós" de Adam Silvera

 




Depois do sucesso de "No Final, morrem os dois" que teve imenso tempo esgotado em Portugal, a TopSeller volta a apostar no autor Adam Silvera a solo com o livro "History is all you left me" que está previsto para dia 30 Maio! 


O Griffin acaba de perder o seu primeiro amor num trágico acidente. O Theo era o seu melhor amigo, o seu ex-namorado e a pessoa com quem se via a passar o resto da vida. Apesar de terem terminado o namoro uns meses antes, e de o Theo ter uma nova relação com o Jackson, o Griffin continuava a acreditar que iriam acabar por ficar juntos.

Agora, arrasados com a perda, o Griffi n e o Jackson aproximam-se, numa tentativa de reavivarem as memórias que partilham da pessoa que ambos amaram. Mas à medida que as conversas correm, verdades vêm à tona e o efeito é devastador.

Para conseguir reconstruir a sua vida, o Griffin terá de confrontar o passado e todas as histórias que viveu com o Theo. De contrário, poderá colocar em risco a sua felicidade e o seu próprio futuro!

Chegou à Despensa: As Musas de Alex Michaelides

 



Chegou cá a casa de oferta da Editorial Presença e agradecemos muito o exemplar. Estou muito curiosa com este livro que promete mistério e acção! Espero que não desiluda pois tem uma capa muito bonita! 

Opinião da Ne: "Culpa Minha (Culpados #1)" de Mercedes Ron

Culpa Minha é o primeiro da trilogia desta escritora espanhola que ganhou seguidores naquela aplicação agora muito em voga chamada Wattpad. Sinceramente ainda não estou convencida que seja uma boa estratégia da parte das editoras, mas escritores são escritores e histórias são histórias.

Primeiro que tudo quero também agradecer a cedência do exemplar da parte da Editorial Presença que nos tem aturado e nos tem apoiado tanto. Incansáveis! Estão nos nossos corações para sempre.

Em relação a este lançamento, podem contar com um livro novo adulto cheio de clichês e trigger warnings e tropes, mas não vai ser só isso. Com um inicio daqueles de revirar olhos e um prólogo igual ao meu do Finalmente Agosto (ou quase), a leitura vai prosseguir de forma viciante pela promessa de momentos mais interessantes e muito sexys. Sexy é o nome do meio do protagonista masculino, Nick ou Nicholas, que vai ter atributos muito evidenciados ao longo de todo o livro. Cada tshirt e calças que veste a protagonista tem que dizer quão bem lhe fica - e quem se está a queixar? Ninguém! 

O facto de ser um romance com muitas actividades, como festas nocturnas, corridas ilegais, lutas, volei, cenas familiares, vai fazer com que tenha uma linha temporal bem preenchida e por isso uma leitura bastante fluida e rápida.

A cerca de 75% começa a parte do drama, que faz parte claro, e começamos também a perceber que a actividade boa acabou há algum tempo e não vamos ter mais. E que os mesmo quatro personagens estão num loop de discotecas e de mesmos vicios e cenários. Além de que o nosso casal nem ata nem desata e o sentimento de diminuição de entusiasmo começa a aparecer. Neste ponto acho que Mercedes Ron teria ganho mais se continuasse no registo das corridas e/ou lutas ilegais, que foi o que me suscitou mais interesse já que não é uma temática que encontre muito nos romances que leio. Assim a acção centrou-se apenas nas drogas e álcool e auto-destruição de certa personagem.

Posso também acrescentar que Noah começa a contradizer-se e os seus segredos e trauma acabam por passar a hora de serem revelados. Em relação a estes a minha suspeita confirmou-se, apesar do medo do escuro ter-me suscitado suspeitas de algo ainda pior, mas como ela reagia bem aos avanços de Nicholas risquei essa hipótese. 

Os nomes dos protagonistas serem começados por N e mais masculinos que unisexo também me fez alguma confusão no inicio para identificar quem era quem.

Em relação a Jenna e Lion, são personagens que a certa altura estão ali a fazer número, o que também desmotivou um pouco a leitura. Acredito que o foco seria sempre em Noah e Nicholas, mas estes dois amigos estavam a ter grande contributo e de repente deixaram de o ter. O contrário aconteceu com Maddie (já não tenho a certeza se é este o nome da personagem), que foi uma óptima adição ao "elenco".

No geral é um romance jovem adulto cheio de adrenalina, com temáticas e trigger warnings que nos tocam no coração e aumentam imenso a empatia pelas personagens, tal como o grau de ansiedade durante a leitura. O final é super entusiasmante, mas dá um toque final ao livro, por isso ainda nem fui ler a sinopse do seguinte já que a meu ver podia terminar por aqui.

Tropes: bad-boy-good-girl, double-pov, enemies-to-lovers, forced-proximity, found-family, opostos-atraem-se, slow-burn, touch-her-and-you-die, who-did-this-to-you

Nicholas Leister foi criado para complicar a minha vida. Alto, olhos azuis, cabelo preto... Parece lindo, não é? Pois, mas se vos disser que representa tudo, mas mesmo tudo aquilo de que fujo desde que me lembro de existir… Se calhar, já não parece tão lindo assim…
Perigo. Foi esta a primeira coisa em que pensei quando o conheci e descobri que ele mantém uma vida dupla escondida do pai milionário. Como é que acabei por me apaixonar? Fácil: com aqueles olhos, ele virou o meu mundo de cabeça para baixo.

Opinião da Ne: "Os Seis de Atlas (The Atlas #1) de Olivie Blake

Primeiro que tudo obrigada à Planeta pela cedência do exemplar e por nos ter dado a honra da exclusividade em mostrar a capa portuguesa. Foi super divertido! Obrigada mesmo.

Com esta capa linda e sprayed edges amarelas e não douradas, que foram as mais faladas de todo o bookstragam, temos um livro com uma história bastante complexa. Foi lida em conjunto com mais umas meninas e ainda hoje há quem não tenha terminado.

Não consigo deixar de comparar este tipo de história com A Vida Invisível de Addie Larue de V.E. Schwab, já que é um livro que ou se adora ou se detesta. Curiosamente fiquei-me pelas três estrelas e pelo "não adorei mas também não detestei" e sem dúvida que quero ler o seguinte.

Vamos então começar pelo que não gostei assim tanto:

Os saltos temporais - principalmente em cenas que prometiam boa acção e entretenimento ou mais interacção entre os seis. Em vez de Olivie Blake esticar-se tanto nas divagações astrofísicas ou filosóficas, podia ter investido em mais dinâmica entre personagens. Mais acção e menos estudo.

A autora perde-se imenso em conversas teóricas entre Callum e Parisa (os telepatas) e às vezes até pensamentos e monólogos de um só personagem. Pessoalmente senti-me mais atraída pelos físicos e suas experiências. E nestes textos mais longos apenas me consegui concentrar nos que se dirigiam à física teórica.

A tudo isto há quem chame palha, porque dificilmente contribui para a linha de acção que a autora nos promete na sinopse - ou seja, que para esta escola são escolhidos seis pessoas talentosas, com magias e talentos respectivos e únicos, mas que no final só podem ficar cinco.

No inicio, ou nos primeiros 25%, o pior é conseguirmos perceber quem é quem. O segredo será fazer uma cábula em que encontram um pormenor característico e que vos vai fazer identificar mais facilmente esse personagem. As ilustrações que tanta gente gostam são engraçadas mas acabam por confundir mais pois estão no inicio de cada capítulo e não correspondem ao POV seguinte. Portanto não se deixem enganar e usem-nas para fazer um jogo em que a meio do livro já conseguem identificar o personagem de cada ilustração. 

Mas deixem-me ajudar:

Libby - uma dos seis escolhidos. É fisica e consegue mover objectos (um pouco mais mais terão que ler)

Nico - outro dos seis. É quase alma gémea de Libby, mas são super competitivos e odeiam-se tanto que no fundo acho que se adoram. Complementam-se em termos de dons, mas curiosamente vão seguir trajectos divergentes.

Callum - empático, um dos seis, para mim um dos vilões mais puros

Tristan - personagem mais misterioso e que contribui bastante para a acção

Parisa - telepata muito forte com moral duvidosa. uma das personagens que mais evoluiu e mais interessantes para mim

Dalton - professor e braço direito de Atlas que também contribui muito para a história

Atlas - imagino-o como um Dumbledore

Guideon - colega de quarto do Nick que tem a sua própria história paralela

Ezra - namorado de Libby

A questão dos personagens foi algo que me agradou pela positiva, já que não se cinge apenas aos sete principais, mas inclui personagens secundários tanto ou mais interessantes e que deixam abertas muitas portas para futuros desenvolvimentos. Seria interessante a autora cruzar tudo no próximo volume, em vez de depois criar spin-offs.

A certo ponto a história tem uma reviravolta que diminuiu ainda mais o meu interesse pela leitura, em vez do oposto. A minha personagem preferida manteve-se constante, mas a autora insistiu em torná-la menos do que era. Apenas pelo seu futuro e de alguns dos seis é que quero ler o seguinte volume.

Curiosamente, acabei por gostar muito mais de personagens como Parisa e Tristan e, definitivamente, a minha cena preferida inclui estes dois.

Atlas, por sua vez, desiludiu-me no final, mas Dalton ainda ficou ali no limbo. Olivia Blake sabe construir muito bem as psiques dos seus personagens e é aqui que ela ganha na sua originalidade e não na pouca magia que inclui no livro. Tenho pena porque esperava algo mais mágico e fantástico, mas não deixou de ser surpreendente, pela positiva e pela negativa, já que nos apanha desprevenidos mais que uma vez quando estamos quase a adormecer nas suas dissertações.

Um dos livros com a maior percentagem de personagens moralmente duvidosos que não lia desde Six of Crows de Leigh Bardugo.

Segredos. Traição. Sedução.
Bem-vindos à Sociedade de Alexandria.
A cada dez anos, os seis mágicos mais talentosos do mundo são escolhidos para competir por um dos cinco lugares disponíveis na exclusiva Sociedade de Alexandria. A mais importante sociedade secreta do mundo, guardiã do conhecimento perdido das maiores civilizações da Antiguidade. Este ano, a competição é mais feroz do que nunca. Os candidatos são: Libby Rhodes e Nico de Varona, inimigos inseparáveis, físicos, que controlam a matéria com a sua mente.
Reina Mori, uma naturalista que consegue intuir os segredos da própria vida. Parisa Kamali, uma telepata capaz de atravessar as profundezas do subconsciente e ver os segredos mais profundos da mente. Callum Nova, herdeiro de um império de meios de comunicação de magia, e um empático capaz de manipular os desejos de uma pessoa. E Tristan Caine, cujos poderes são um mistério até para ele próprio.
Depois de recrutados pelo misterioso Atlas Blakely, viajam para a sede da Sociedade, em Londres, onde têm um ano para estudar e inovar dentro das várias áreas esotéricas. Os eleitos terão pela frente uma vida de poder, conhecimento, riqueza e prestígio. Mas a que custo?

Opinião da Ne: "Spy x Family, vol. 1" de Tatsuya Endo

 

Esta foi a minha estreia com manga e por isso já podem imaginar o meu espanto quando os livros chegaram cá a casa. Como comprei logo três percebi que não era defeito de impressão e que era assim mesmo. Além disso a editora mete uma página a explicar no inicio (fim) do livro. O que têm a saber sobre manga é que o livro é lido de trás para a frente e do canto superior direito para a esquerda. Estranha-se mas depois entranha-se, não se preocupem. O pior é mesmo habituar-nos a agarrar no livro daquela forma.

Gostei muito das personagens e da história, tal como da arte. Apenas acho que certas expressões e sentimentos são demasiado dramáticas (ou teatrais) e acabam por ser exageradas, tal como as descrições sonoras.

As cenas de acção mais violenta estão um pouco confusas, não tendo pormenores evidentes, por isso neste aspecto acho que o autor/ilustrador falhou um pouco.

A minha personagem preferida, e a da maior parte dos leitores, é a Anya, mas também me fez confusão ser um nome tão pouco japonês. Parece-me mais da Europa do Leste. Preferia nomes mais japoneses já que é um manga.

Sei que já há série, mas primeiro quero ler os outros dois traduzidos nesta série que já vai em 10 livros.

Numa missão em que tem que se infiltrar numa escola particular, "Crepúsculo" precisa de uma esposa e de um filho.
O que ele desconhece, é que a esposa que escolheu é uma assassina e a criança que adotou é uma telepata!

 

Opinião da Ne: "O Anti- Namorado" de Penelope Ward

 

O Anti-Namorado foi lido em conjunto com as meninas do Erotic Club. Foi também mais uma oportunidade que dei a esta autora.

Logo desde o inicio que senti falta de Vi Keeland. Faltou-me aquele primeiro capítulo com aquele primeiro contacto quando se conhecem. Aqui essa parte é saltada e acabei por não sentir aquela faísca inicial.

Apesar de Carys elogiar bastante Deacon, e vice-versa, aquelas piadas ou troca delas, pareceram-me super forçadas e sem grande "flerte".

Entretanto tudo mudou e acaba por melhorar. Adorei a Sunny e esta é sem dúvida a melhor personagem deste livro. Mas, esta acaba por ser "colocada de lado" com a babysitter demasiadas vezes para Deacon e Carys terem tempo a dois. Portanto, senti um melhoramente e depois pior novamente.

O pior mesmo foi a reviravolta, ou o twist, que Penelope Ward acrescentou para dar drama a toda história, que na minha opinião foi completamente desnecessário e abrupto. Muito forçado e mal contado. A autora até deu um salto no tempo, deixando ali um buraco negro que poderia ser uma das melhores partes do livro. A partir daí a atenção foi zero e tive que me forçar a terminar o livro lendo o resto na diagonal.

Definitivamente não gosto desta autora sozinha e não sei se vou continuar a insistir. Também não sei se a tradução é a melhor, porque já li livros de Penelope Ward traduzidos em brasileiro e não achei os diálogos tão forçados e amadores. Vou talvez tentar novamente mas em inglês.

O meu vizinho Deacon é um homem extremamente atraente e sabe-o bem. Por isso, não é de estranhar que o seu apartamento se encha de gemidos deleitosos que denotam noites de grande entusiasmo com as companhias femininas que leva para casa. O problema é que a fina espessura das paredes que dividem os nossos tetos me obriga a estar demasiado a par dos seus relacionamentos, mantendo-me acordada e com a imaginação sempre a funcionar… Afinal, a minha vida amorosa é praticamente inexistente desde o nascimento da minha filha, o maior amor da minha vida.
Certo dia, depois de uma noite mal dormida devido à atividade noturna do Deacon, enchi-me de coragem e pedi-lhe que tentasse ser mais discreto. Para minha surpresa, ele não só compreendeu o meu problema como afirmou que iria mudar a cama de sítio. E para mostrar como era bom vizinho, até se ofereceu para fazer umas compras por mim.
A partir desse dia, a nossa relação mudou. O Deacon tornou-se um bom amigo, sempre pronto a ajudar, e eu descobri que ele tinha jeito para acalmar a minha bebé nas crises de choro. Se não fosse o facto de não querer assumir compromissos, ele podia ser o homem perfeito. Mas era exatamente o oposto.

 

Opinião da Ne: "Shore Desvendado" de M.G. Ferrey

Primeiro que tudo, Shore Desvendado não é para toda a gente. Se já leste Aquorea, e aqui é o mais importante, e se não gostaste assim tanto, então não vale a pena pegares neste livro.

Shore é Aquorea, por isso vão ter 90% repetidas com o POV do Kai. 

Se leste e adoraste então este livro é para ti!

Aquorea não foi o romance fantástico perfeito para mim, mas Shore foi um livro que adorei pelo que é, pelas surpresas que me trouxe, e pela perspectiva que me fez mudar a opinião deste protagonista. Adorei a capa dura, adorei a tatuagem e adorei as restantes ilustrações.

Adorei rever Petra e curiosamente Umi. Adorei as cenas extra com o Colt, claro. Adorei rever este mundo agora aos olhos de Kai. Queria mais de Aquorea claro, mas sei que não posso ter tudo já.

Se já leste Aquorea há muito tempo então relê como eu fiz e vais ver que é muito melhor, porque Shore também não é para servir de releitura. É para reveres aqueles melhores momentos do casal e para lhe acrescentar algo mais. Também não é uma continuação de Aquorea, para isso vais ter que esperar mais um pouco, ansiosamente.

É um livro que se lê bem rápido e por isso esta opinião também o é.

Kai Shore é apaixonado por Ara desde criança. Guarda com nostalgia a memória da primeira vez que a viu, que brincaram juntos e todos os momentos importantes. Porém, Kai nunca esteve com Ara, nunca a tocou. Separados pelo abismo, estão unidos por uma ligação forte e inexplicável que vai muito além do que conhecemos. Kai vive em Aquorea, uma cidade tecnologicamente avançada, que prosperou milhares de metros abaixo da Superfície.
Ara vive em Atlanta, nos Estados Unidos, mas quando, no funeral do seu avô, ela supostamente se afoga, é levada pelos portais de água, para Aquorea. Kai resgata-a, mas em choque não sabe se Ara o reconhece. Terão sido apenas como amigos imaginários para ela?
Dividido, Kai terá de decidir se quer lutar por Ara e pelo seu amor, mesmo sabendo o que a chegada dela significa para o seu povo. Num intenso conflito interno, Kai tenta mostrar a Ara tudo o que ela tem perdido, despertando-lhe os sentidos, enquanto desvenda todos os seus segredos.

Opinião da Ne: "A Hipótese do Amor" de Ali Hazelwood

Mas o que foi isto!? Que livro este! Que história! 100% a minha cara! Estou meia dormente e totalmente apaixonada por este Adam!

Adorei tudo, desde a capa à primeira página. Desde as mil e umas piadas às mil e uma cenas cheias de tensão sexual. Adorei as referências científicas, adorei as personagens com QI elevado, adorei o vilão, adorei os clichês, adorei as troopes.

Mas vamos esmiuçar isto um pouco mais porque merece:

Comecemos por esta edição da Desrotina com estas sprayed edges de uma cor. Simples mas lindo. Com o livro veio um poster que apenas serviu para usar para a foto da opinião da Mafi, mas pronto, já teve uso. Por dentro o livro tem citações e no inicio de capa capítulo tem uma hipótese engraçada - não contribuem para a história, mas são um pormenor engraçado.

Em relação a Olive e Adam, temos tensão sexual quase desde o início e como a autora gosta de nos fazer sofrer criou personagens que dificilmente avançam para aquele passo que nós gostamos. Mas quem não gosta de uma boa tensão sexual? Assim quando finalmente acontece é um capítulo do caraças que ainda por cima a autora nos oferece pelo POV de Adam como extra.

Adorei que Olive fosse uma pessoa demissexual e ainda bem que conheci o termo antes de ler o livro se não tinha sido muito mais crítica.

Ficaria mais perfeito com duplo POV ou com uma Olive com menos dúvidas, mas eu própria sou assim e revi-me tanto nesta personagem.

O vilão foi óptimo, apesar da cena que o revela é subtil mas óbvia. Eu que sou completamente despistada topei logo. Logo depois desta cena, quando um capítulo inteiro faz o nosso gosto aos olhos e à imaginação, tive receio que a autora dramatizasse demasiado, mas felizmente não. Ela sabe ir direito ao ponto.

Adorei a cena do primeiro beijo, do WC, do piquenique, bem... de todas.

Ali Hazelwood sabe bem o que gostamos e o que adorei ainda mais foram as explicações científicas, as piadas de ciência. Conseguimos entrar super bem na história e no ambiente académico e talvez por isso nos vicia tanto, ou mais.

Achei Olive um pouco insegura demais, talvez porque prefiro protagonistas mais fortes e seguras, apesar de eu própria ser assim como Olive e acabei por me rever demasiado. Por seu lado, Adam é aquela personagem masculina perfeita por dentro e por fora. Todas as suas descrições são feitas para nos apaixonarmos por ele mesmo ele sendo um cretino, mas desde o inicio que percebemos que aquele humor e o ser tão rude com os alunos era para bem deles.

Neste livro temos imensos clichês, imensas tropes, incluindo aquele de "uma cadeira" que me deu imensas vibes de ACOMAF. Que cena maravilhosa!

Preciso de um romance assim todos os meses. Melhor romance para ressacas!

Agora o dilema: leio os outros em inglês ou espero pela tradução? 

Tropes: ele-primeiro, fake-dating, forced-proximity, grumpy-sunshine, hot, i-hate-everyone-but-you, leitura-conjunta, lgbt, love-at-first-sight, slow-burn, teacher-student, who-did-this-to-you, workplace-romance

Olive Smith, uma estudante de doutoramento em Biologia, não acredita em namoros duradouros. Após terminar o relacionamento com Jeremy, percebe que a sua melhor amiga, Anh, gosta dele e decide juntá-los. Para a convencer de que não se importa e de que está feliz e a namorar, Olive precisa de o provar, mas, pressionada, entra em pânico e resolve beijar o primeiro homem que vê: Adam Carlsen, um jovem professor de outro departamento. Olive acaba por ficar chocada ao perceber que este tirano do laboratório da Universidade de Stanford, conhecido por deixar os estudantes em lágrimas, aceita manter a farsa e fingir que é, realmente, seu namorado.
Quando uma conferência científica corre mal e ameaça a carreira de Olive, Adam surpreende-a de várias formas… e uma pequena possibilidade científica, o que era apenas uma hipótese sobre o amor, transforma-se então numa experiência inesperada.

 

Opinião da Ne: "Faísca" de Guojing

Faísca foi daqueles livros que comprei por causa do marketing do Instagram. Estava-me sempre a aparecer e eu como não resisto a ilustrações ainda por cima de animais fui e comprei.

Agora que o fiz e o li confesso que estou imensamente arrependida. Não estava à espera de uma história gráfica silenciosa e por isso tenho aquela sensação que o dinheiro que paguei por ele não compensa nem metade. Ele é lido/visto em 5 minutos e paguei quase 15€ por ele. Além disso é uma história muito curta de poucas folhas (20 no máximo) e que nem se quer se encaixa bem na estante.

Claro que a história é fofa, mas tem zero de originalidade. Adorei a arte claro, mas os outros pontos negativos prevalecem. Tenho mesmo que aprender a ler sinopses e outras características dos livros antes de comprar por impulso.

Um banco sob uma árvore enorme é o único abrigo para um pequeno cão encaracolado. Ele está desalinhado, assustado e sozinho. Um dia, uma garota que vem ao parque percebe o cachorro e dia após dia tenta fazer amizade com ele.
Dia após dia, a mulher tenta – e dia após dia, o cachorro foge. Com perseverança e paciência uma faísca de amizade começa. Mas não é até que uma tempestade furiosa força os dois juntos para um encontro para a vida.

Opinião da Ne: "Faked (Ward Sisters #2) de Karla Sorensen

 

Depois de Focused parti para a leitura do Faked. Pelo último capítulo já tinha a historia toda imaginada na minha cabeça, mas Karla Sorensen trocou-me as voltas e trocou-me o plot todo. Este segundo volume não foi nada do que estava à espera e quando percebi que não ia seguir a minha linha de acção comecei por ficar desiludida. De qualquer forma continuei e ainda bem.

Este segundo volume foi muito melhor que o primeiro, talvez porque inclui as personagens do primeiro e todo o ambiente familiar e de irmãs já é conhecido.

Adorei conhecer mais de Claire, que já aparecia no primeiro, e da sua gémea Lia. Revi Molly, apesar de pouco, e conhecemos melhor Finn e Bauer. Ora eu pensava que ia ser todo um romance de Claire com Finn, mas afinal não. 

Aqui vamos ter um típico romance com um bad boy que afinal não é nada disso. Bauer é um coração de ouro, mas que tem tido azares na vida. Durante Faked vamos assisti-lo a conquistar a nossa Claire, outra querida, e vai ter muito por onde batalhar. O que me chateou foi a típica reviravolta de quando um dos protagonistas acha que não merece o outro e passa-se dos carretos, se me permitem a expressão. Claro que isto tudo é para dar aquele drama a tudo, mas não deixa de ser clichê.

De qualquer forma, a leitura é feita de forma muito fluída, com certos dilemas relacionados com os respectivos irmãos e que nos cativam do inicio ao fim.

Se querem um romance leve e docinho que não te larga nas 250 páginas então aqui tens.

Tropes: Ele Primeiro, Fake Dating, Bad Boy/Good Girl, Slow Burn, One Bed,não a mereço.

Every action has a consequence, and Claire Ward knows it. And yet, even knowing that her decision to swap places with her identical twin sister, Lia, for a night could be disastrous, she still does it.
Why?
Because it will give her an evening with the man she’s been crushing on for years, Lia’s best friend, Finn.
Miss Straight A Student has thought through all the angles, and knows the risk is worth it. And everything would have been fine, if Finn had been the one to show up at her door.
But it wasn’t.
Bauer Davis— Finn’s half brother and his exact opposite in just about every definable category is the one waiting for her instead. A professional snowboarder, Bauer is covered in ink, full of attitude, and has a chip on his shoulder the size of Mt. Olympus. The kind of bad boy that Claire has never been attracted to before.
Now the good girl is with the wrong brother for a night, and when the consequence is that they have to pretend to be together for an event, it’s nothing she could have predicted. But maybe, just maybe, what makes Bauer so bad, is exactly what Claire needs.

 

Opinião da Ne: "Focused (Ward Sisters #1)" de Karla Sorensen

 

Sabem aquelas vontades que nos dão de parar o que estamos a ler, mesmo que já tenhamos uma pilha de livro começados, e de pegar num romance leve para, sei lá, arejar as ideias? Foi o caso. É o que chamamos aqui de Pausa para KitKat. Já nem sei o que estava a ler, mas decidi pegar neste romance e acabei por não ler só este mas também o seguinte.

Como sempre estava à espera de um romance muito mais picante, mas em vez disso a autora resumiu um fim-de-semana de sexo numa frase! Por isso já podem ver que este livro trata apenas de sentimentos e drama. Tem bastante acção e os personagens secundários ajudam bastante. Temos as irmãs de Molly tal como os colegas de trabalho de Noah e de Molly. Apesar de ser um romance num ambiente de desporto, trata-se principalmente se uma segunda oportunidade por algo que aconteceu quando eram mais novos e agora que se reencontram e Noah está muito diferente a relação entre estes dois vai ser completamente diferente também.

Gostei da evolução de Noah e gostava de ter visto alguma em Molly, mas esta já é aquela irmã perfeita, profissional perfeccionista, moralmente correcta. Nada a mudar portanto.

Adorei as descrições dos sentimentos e emoções, mas achei que se repetiu um pouco. Adorei a dinâmica familiar de ambos os lados, por isso desiludiu-me quando o fim-de-semana em casa da avó de Noah não foi mais esmiuçado.

A história não é muito elaborada, mas também não é muito longa, e a cena com a chefe de Molly pareceu-me algo forçada. Mas gostei de Rick e do colega, cujo nome já não me lembro.

Como dei três estrelas não era para avançar mas o fim deste primeiro volume é uma cena do segundo por isso acabei por avançar - e ainda bem! 

Tropes: Grumpy/Sunshine, Workplace romance, Forced Proximity, Second Chance, Slow Burn, Sports Romance, I Hate Everyone But You.

You know the hot neighbor boy you crushed on all your teenage years? Imagine seeing him ten years later and he turns out to be a complete jerk, then you know how I feel.
Our last encounter was awkward, given I’d climbed into his bedroom window to turn my unrequited crush into something ... requited. That day was bad enough, but things just got worse.
Noah Griffin turned himself into one of the best football players in the country and a transfer to the Washington Wolves— the team I work for—lands him on my doorstep. The timing couldn't be worse, because my boss just handed me the opportunity of a lifetime. And that promotion rides squarely on Noah's big, muscular, condescending shoulders.
He wants nothing to do with me, and the feeling is so very mutual. But for the sake of my career, I can ignore all those things about him that drive me insane. His eyes. His mouth. His big, big … hands. Until one day, we can’t ignore them anymore.
You know what they say about the line between love and hate though? They’re so very righ.

 

A Sair do forno: "Desaparecida" de Rachel Hawkins

 


Sai dia 2 de Junho 



Se estão a reconhecer este nome de algum lado é provavelmente dos livros sobrenaturais que esta autora publicou há uns anos e que saíram em Portugal na altura em que a 1001 Mundos começou a publicar uma data de sagas (mas completou poucas).

Entretanto a autora virou-se para outros géneros, nomeadamente o YA contemporâneo e agora anda a explorar a vertente de thriller, isto é que é uma autora diversificada.

Pois bem, o seu primeiro thriller (porque entretanto já saiu outro) irá ser publicado cá pela Bertrand e é um reconto de Jane Eyre. 

Jane, recém-chegada a Birmingham, Alabama, é uma dogsitter sem dinheiro em Thornfield Estates - um condomínio fechado repleto de mansões, SUV reluzentes e donas de casa entediadas. O tipo de lugar onde ninguém vai reparar se Jane roubar, entre outras coisas, as joias descartadas nas mesinhas de cabeceira dos seus clientes abastados. Onde ninguém vai pensar em perguntar se Jane é o seu nome verdadeiro… Mas a sua sorte muda quando conhece Eddie Rochester. Recém-viúvo, Eddie é o residente mais misterioso de Thornfield Estates. A sua mulher, Bea, afogou-se num acidente de barco com a melhor amiga, e os seus corpos ficaram perdidos para sempre nas profundezas. Jane não pode deixar de ver uma oportunidade em Eddie - ele não só é rico, sério e bonito, como também lhe pode oferecer o tipo de proteção que ela sempre desejou. No entanto, enquanto Jane e Eddie se apaixonam, ela é progressivamente ensombrada pela lenda de Bea, mulher perfeita. Como pode a simples Jane alguma vez estar à altura? E conquistará o coração de Eddie antes que o seu passado - ou o dele - a venha assombrar?

Com um suspense delicioso, uma graça particular e uma refrescante sensibilidade feminina, Desaparecida vira o tabuleiro na trama habitual do romance proibido e da atração imprudente - e de uma mulher que se recusa a permanecer enterrada.

A Sair do Forno: "Até Onde as Ondas nos Levarem Saber (A)mar" de Andreia Ramos

 


Sai dia 30 de Maio 

Quando dois mundos colidem como as ondas nos rochedos...
Carolina é uma recém-licenciada em enfermagem que decide mudar-se para Peniche após a morte precoce da mãe. O seu objectivo? Procurar algo que sempre viveu no seu imaginário: um pai.
Alex é um amante de surf que viu o seu sonho profissional destroçado após uma lesão.
Como irá ela lidar com a presença do desportista teimoso, frio e distante quando se cruzarem? Pior. Como enfrentará a atracção inegável que sente por ele enquanto reaprende a viver?
E Alex? Conseguirá aprender a confiar, abrir o seu coração e dar um passo para o desconhecido?
Luto. Abandono. Amizade. Amor.
Duas vidas entrelaçadas.
Duas histórias.
Até onde os levarão as ondas?

A Sair do Forno: Ilusões Perfeitas de Nora Roberts

 


Sai dia 2 de Junho 

As vidas perfeitas podem ser uma ilusão...

A família Bigelow parece ter uma vida de sonho. Contudo, as aparências enganam e, por detrás de portas fechadas, Zane e Britt vivem aterrorizados. O pai mantém um controlo férreo sobre a família, e as crianças aprenderam a esconder o medo do resto do mundo. Até ao dia em que Zane comete o erro de discutir com o pai. As consequências separam a família e deixam uma marca indelével.

Anos mais tarde, Zane regressa à cidade onde cresceu determinado a ultrapassar o medo do passado. E basta um olhar para ele perceber que, sob uma aparência alegre e descontraída, Darby McCrae esconde um trauma profundo e doloroso.

Quando as trevas do passado os alcançam, Zane e Darby terão de enfrentar juntos os seus demónios. Conseguirão encontrar forças para superar os medos e defender aqueles que amam?

A Sair do Forno: As Raparigas de Papel de Louise O'Neill

 



Sai dia 2 de Junho 

Quando as mulheres são criadas para o prazer dos homens, a beleza é o primeiro dever de cada rapariga.
Num mundo em que as raparigas já não nascem de forma natural, são criadas em escolas, treinadas nas artes de agradar aos homens até que estejam preparadas para o mundo exterior. Quando terminam a formação, as raparigas com a melhor pontuação tornam-se «companheiras», autorizadas a viver com um marido e a gerar filhos rapazes até que deixem de ser úteis.

Para as raparigas deixadas para trás, o futuro — como concubina ou professora — é sombrio.
As melhores amigas freida e isabel têm a certeza de que serão escolhidas como companheiras, até porque estão entre as melhores e mais bem avaliadas. Mas, à medida que a intensidade do último ano começa a aumentar, isabel faz o impensável e deixa de se preocupar com o aspeto físico até ficar… gorda. É neste ambiente feminino fechado, de tensão e competitividade, que chegam os rapazes, ansiosos por escolher uma noiva. E freida tem de lutar pelo futuro, mesmo que isso signifique trair a única amiga, o único amor que alguma vez conheceu.

Numa escrita compulsiva e mordaz, Louise O’Neill faz uma crítica à sociedade atual, onde a beleza se tornou uma obsessão e as raparigas são, desde muito novas, cada vez mais sexualizadas e julgadas pelo aspeto físico.

Este livro foi anteriormente publicado com o título As Filhas de Eva. 



Opinião da Mafi: "Teremos sempre o verão" de Jenny Han


Lido em 2013 


Este terceiro livro da trilogia acabou por ser o melhor de todos, ou pelo menos aquele que me deu mais vontade de ler. 



No primeiro livro tivemos Belly e Conrad como um casal, no segundo a moça decidiu que afinal gostava mais do irmão deste, Jeremiah. No terceiro livro ficamos a saber com quem ela fica realmente e sinceramente tanto com um ou com o outro Isabella estava bem entregue, apesar de não ser merecedora de nenhum dos dois, in my opinion.

"Sempre teremos o verão" começa com uma bomba: Jeremiah pede Belly em casamento!! Ao princípio fiquei: "what the f*ck? olha estes dois agora armados em adultos!" sim, porque a Belly é a personagem mais imatura de sempre, não aparentando ter 19 anos. Mas surpresa das surpresas ela aceita porque o ama muito e não consegue esperar até ter 30 anos e agora que já está na faculdade é óbvio que a altura ideal e mais perfeita para casar é agora neste momento, sem pensar no amanhã, claro! Porque todas as raparigas adolescentes querem casar com esta idade.
As páginas seguintes são as habituais recomendações e avisos dos pais, de Steven e de Conrad que tentam de tudo para que este enlace não se concretize. Mas nem assim eles conseguem convencer os dois jovens a anularem o casamento que acaba por não se concretizar porque na véspera Belly descobre que afinal o amor infinito que sentia por Jeremiah também se aplica ao seu irmão. Really? E pronto já não há casório para ninguém, Belly gosta dos dois irmãos e por ela até era um casamento a três, mas claro que irmão que é irmão não partilha a sua dama com ninguém, ora essa! Num confronto entre os dois, temos direito a declarações como: "you're dead to me!"  Ouch isso não se diz assim da boca para fora a um irmão de sangue, ainda por cima por causa da Belly! Mas eu compreendo as hormonas estão aos saltos e o rapaz viu a sua noite de núpcias arruinada pelo próprio irmão, ninguém merece isso. 

Ao fim de isto tudo pensei: "olha querem ver que afinal a moça ficou sem nenhum?!" Mas não, era injusto e assim no epílogo vemos que a Belly fez a escolha certa, escolheu o seu primeiro amor.

Não é uma trilogia que me faça ter saudades, a autora ainda é muito verde tanto na escrita como na construção de enredos e personagens, sendo tudo muito cliché, mas pronto são livros leves, muito fáceis de ler, ideais para o verão. 



Opinião da Ne: "Teremos Sempre o Verão (Summer #3)" de Jenny Han

Finalmente o terceiro e último foi lido. Não posso falar muito porque nem demorei assim tanto. Três dias, três livros. Eles de facto são muito leves e lêem-se muito bem. Os capítulos são curtos, muita actividade.

Comecei sem grandes expectativas e já com teorias, porque o final do segundo entrega-nos tudo de bandeja para o terceiro. A autora colocou ali uma reviravolta muito mal aproveitada e a partir daí nada desenrola bem. Continua também a encher o livro de flashbacks, o que acaba por ser o costume e nada que nos surpreenda. Se calhar ficaria surpreendida se ela por uma vez só nos desse Presente. O que me acabou por chatear foi que algumas cenas de Belly com um dos rapazes pareceram ser inventadas de repente para ajudar o final que ela decidiu para este livro.

Sinceramente, este terceiro foi lido já meio contrariada, porque tanto as cenas como as personagens já não estava a fazer grande sentido. A meu ver, a trilogia podia ter sido toda adaptada num único filme.

Conrad, um dos rapazes, foi definitivamente uma personagem muito mal construída e isto nota-se ainda mais neste volume. É sempre aquele personagem que está ausente e não contribui, mas depois é também aquele que toda a gente está sempre a perguntar por ele e o que ele diz é que conta. Este tipo de coisas irrita-me tanto nos livros como na vida real. Mas aqui parece demasiado irrealista.

Em Teremos Sempre o Verão deixamos de ter o POV de Jeremiah para ter o de Conrad, que por sua vez não coincidiu em nada com a personagem que nos tem sido apresentada pelos POVs de Belly - será que era o objectivo e ele nos foi pintado de forma mais romantizada?

Gostei das cenas de amigas, faculdade e de quando ela volta para a casa da praia, mas Steven foi completamente posto de lado e Belly continuou imatura e dramática.

- SPOILERS - 

É um romance super inocente em que todos se relacionam sexualmente menos a protagonista. Por isso se estavam à espera de mais que beijos então desenganem-se. Tanto no namoro como no noivado não há mais que um ou dois beijos decentes. Achei muito fraco e encontrei zero química entre ela e Conrad. Com Jeremiah até achei mais mas no inicio.

Conclusão: 

Não posso dizer que foi uma perda de tempo porque me manteve entretida e durou pouco, mas tal como a outra trilogia dela não adorei a história nem o romance. Não sei se voltarei a ler mais desta autora. Só se me esquecer como foi o caso desta. 

Opinião dos anteriores: O Verão Em Que Me Apaixonei e Sem Ti Não Há Verão

Pode um primeiro amor durar para sempre?
Juntos há dois anos, Belly e Jeremiah tornaram-se inseparáveis. A relação está mais forte do que nunca, apesar dos erros cometidos.

Prestes a conseguir o seu final feliz, e com a certeza de que Jeremiah é a sua alma gémea, Belly ruma à casa de praia, o lugar perfeito para parar e respirar. Mas o reencontro com Conrad desperta a nostalgia de um primeiro grande amor que se guardou em segurança. Será que a relação com Jeremiah tem mesmo futuro? E terá Belly realmente esquecido Conrad?
Não é possível fugir ao destino, nem apressá-lo. Mas agora chegou o tão aguardado momento em que Belly tem de decidir, de uma vez por todas, qual dos dois irmãos conquistou definitivamente o seu coração. Neste verão, nada ficará como dantes.