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"Fiz-lhe O Olhar, sim, ela batizou-o assim nos tempos da secundária, e inclinei-me para lhe dar um abraço. O Olhar era parte reprovador, parte exasperação, parte adoração."
Acabadinho mesmo agora o 19° livro do mês. Este estava difícil e foi terminado a ferros mas ajudou ler um pouco na diagonal. Teve que ser e duvido que tenha perdido muito.
Infelizmente não foi romance para mim, como disse nas stories a história deles tinha tudo para ser um romance fantástico, mas a autora preferiu enrolar e dar primazia às inseguranças dos protagonistas. Achei mesmo desnecessário o que Franny fez a Hayes. Nem sei como ele lhe deu tantas oportunidades.
Ainda por cima tornou-os mais burros (ela que diz) do que eles são, já que há cenas em que não acho que seja burrice e ela chama-os mesmo assim.
Também não gostei dos fins abruptos de certas cenas mas adorei o romance paralelo LGBTQ+ e a amizade pura entre as três amigas.
A outra história que decorre sobre a árvore genealógica de Franny (definitivamente não gosto desta alcunha) parece quase ter mais importância do que a principal mas no final não dá em grande coisa.
Gostei sim dos "passeios" por Nova Iorque, viagem de sonho para mim, em que a autora coloca os protagonista a turistar pela cidade.
Espero que gostem mais do que eu, mas infelizmente não consigo dar mais que duas estrelas a este romance (ainda bem que foi emprestado).
Adorei o marcador e os inícios dos capítulos ❤️
 
Francesca Doyle está seminua numa das linhas de metro mais movimentadas de Nova Iorque. Ah, e acabou de perder o emprego. E não, não é um pesadelo. É mesmo realidade. Pode dizer-se que está a ter a pior manhã da sua vida. Até que um atraente estranho a salva ao dar-lhe um casaco Gucci para se tapar e tentar recuperar alguma dignidade.
É sem dúvida um gesto bonito mas ela só quer esquecer a humilhação e seguir em frente com a sua vida. Mas alguém posta o momento na internet, e de repente Franny e o Sexy de Fato são sensações virais. Parece que toda a cidade está a torcer para que aquele encontro digno de comédia romântica se transforme em amor verdadeiro. Todos exceto o suposto casal.
Franny e Hayes não podiam ser uma combinação mais desastrosa. Ela é extravagante, tagarela e criativa. Ele é sério, tímido e vive para os números. No entanto, Nova Iorque parece não conseguir mantê-los afastados. Quando um encontro de sexta-feira à noite os leva a passarem quarenta e oito horas juntos, Franny e Hayes arriscam e deixam todos os sentimentos platónicos para trás.
Só que o mundo de Franny está prestes a ser virado do avesso (outra vez!). Conseguirá ela encontrar a coragem para confiar em si e finalmente ter a vida - e o amor - que sempre quis?

 
Um romance altamente recomendado de uma escritora igualmente recomendada. Decidi começar por este porque a capa e o livro têm me aparecido imensas vezes pelo bookstagram. Foi uma leitura intensa, lida sofregamente em que comecei depois de almoço e parei às 3 da manhã, mas não chegou às cinco estrelas. 
O título por explicar fala de Lukov, o protagonista masculino, que nos cativa a 100%. Um verdadeiro lindo e maldisposto de coração de gelo que vai sendo derretido aos poucos até incendiar. Portanto daqui já podem contar com a trope grumpy vs sunshine.
Sendo um slow burn muito, mas mesmo muito lento, e tendo começado a ler o livro a pensar num romance novo adulto erótico, acabei por desmoralizar. Tem temáticas pesadas porque fala maioritariamente na pressão e sacrifício a nível pessoal e físico dos atletas de alta competição, pressão essa deles próprios e dos treinadores ou até do público; desta forma a minha atenção foi sendo bem distraída, mas sempre à espera que eles se entendessem, já que a tensão está lá e Mariana Zapata vai-nos fazendo acreditar que é aquele momento, só que afinal não foi nem esse nem nos seguintes. De qualquer forma, é um livro super engraçado que me fez rir às gargalhadas com a troca de galhardetes entre o Ivan e a Jasmina, mas também entre esta e os irmão e a mãe. Digamos que é uma família bem disposta e Ivan vai se meter mesmo lá no meio. Sendo este um solitário, por razões que a autora conta e explica, vamos acompanhando a um abraço colectivo imaginário que irá ajudar a derreter o gelo que já falei deste personagem. Adorei portanto todos os momentos à mesa e queria mais de Karina, mas percebi o porquê da sua ausência.
O primeiro capítulo não nos deixa dúvida do que vamos esperar, ou que tipo de história vamos ler - aqui vamos ter um enemies to lovers desportivo bem puro. Curiosamente quando estava a ler lembrei-me imensas vezes do livro Odeio-te e Amo-te de Sally Thorne; a relação é muito parecida, mas aqui a parte da amizade é mais longa.
Também vamos ter muitas lições feministas (principalmente da mãe de Jasmine), mas depois temos uma protagonista super frágil emocionalmente e depois fisicamente que acaba por ser levada ao colo, literal e figurativamente, pelo protagonista masculino. Tendo apenas um ano para se preparar para a competição, os múltiplos contratempos reduziram o espaço de tempo para menos de seis meses (?), o que me acabou por parecer demasiado irrealista, principalmente com a natureza desses contratempos.
Não percebi bem a relação de Ivan com os pais; de início pareciam ausentes, ausência essa que ele compensou com companheiros, mas depois a autora coloca-os lá como se sempre lá tivessem estado!
Também achei a reacção de Ivan às cartas um pouco exageradas, tal como o drama entre Jasmine e o pai.
Imaginava a personagem de Lee muito mais rígida mas Mariana Zapata cria-a de forma a que não conseguimos deixar de gostar dela. Achei também que a autora colocou muito pensamento durante os diálogos, acabando por "interromper" um diálogo/uma conversa bem intensa tipo jogo de ténis e fazendo-nos ter que esperar imenso pela próxima resposta/jogada. Este esmiuçar de análise de cada palavra é da parte de Jasmine.
Suspeito imenso que a autora é fã de Aladin, não só pelo nome da protagonista mas por uma última cena final.
Este livro foi lido com tradução de português do Brasil mas estou ansiosa pela tradução portuguesa da Editorial Presença. Vou de certeza reler!
Vou querer ler mais desta autora, mas pelo menos já vou preparada para os preliminares bem extensos e o clímax bem demorado. O próximo em principio será o Kulti.

Se alguém perguntasse a Jasmine Santos como ela descreveria os últimos anos de sua vida em uma única palavra, ela, definitivamente, usaria uma com quatro letras.
Depois de dezessete anos e incontáveis promessas e ossos quebrados, ela sabe que as portas para competir na patinagem artística estão começando a se fechar.
Mas a oferta mais incrível de sua vida surge por meio de um cara arrogante e idiota que ela passou a última década desejando poder lançar na direção de um autocarro em movimento. Então, Jasmine compreende que precisará reconsiderar tudo.
Inclusive Ivan Lukov.

Esta série não é sobre uma assassina em série, é sobre um anjo vingador.

Esta série não é sobre sexo, é sobre amor verdadeiro.
Esta série é sobre amor, vingança, justiça, sobrevivência e vocês vão adorar!
Temos Einstein, Confúcio, Shakespeare e Voltaire e adorei cada uma das citações que iniciam cada capítulo!
Esta série é sobre "uma assassina em série que divide a casa com um detective de homicídios e um agente do FBI", sobre "um herói amado por um monstro", e isto mesmo assim descreve de forma muito fraca o que aqui temos.
Esta escritora inspira-me e saber que ela já faleceu só me fez ler esta história de forma mais sôfrega. Os meus TW são violência/negligência pediátricas e violação, mas de alguma forma esta história fez me querer ler cada vez mais, sentir cada vez mais, porque isto pode ser ficção mas sei que há histórias iguais. Há monstros iguais no mundo real e não consegui deixar de desejar que justiça assim pudesse acontecer e ser tão real como estas atrocidades.
The Risk, o primeiro livro, inicia-nos e apresenta-nos. O segundo, Sidetracker, entretém-nos. Scarlet Angel apaixona-nos. Mas o quarto, All the Lies aperta-nos o coração de forma bem cruel. Li cada capítulo com medo do que viria (obrigada à @elisbeta pelos avisos). Depois temos o último, Paint it All Red, que dá um final a esta história mas que acabou por ser o que menos surpreendeu, já que não perdoaria a autora se o final fosse diferente. Mesmo assim ainda reservou uma surpresa pelo meio que me fez querer ler tudo do início.
Uma série com duplo POV, com representação LGBTQ+ que adorei, muitos tropes, cliffhangers e muitos TW. Cada livro tem entre as 100 e as 200 páginas, sendo o último maior com 170 mais ou menos, mas é uma das histórias mais completas que já li ultimamente.
É um thriller romântico que me fez perceber, mais que outros, que definitivamente adoro este género!
Amei Lana e Logan - representam o ying e o yang, a perfeição de como os opostos se encaixam perfeitamente. Adorei Hadley e Jake por serem quem são e representarem o que representam. Adorei Marcus e Robert que estiveram tão presentes. Uma série cheia de personagens com tantas cicatrizes, passados tão horríveis, mas que de maneira mórbida e estranha me fizeram querer saber cada vez mais pormenores para os perceber ainda mais e aumentar exponencialmente a empatia que tive por eles.
Lana e Logan, Jake e Hadley também têm uma característica que este ano tem feito a diferença entre adorar o livro ou detestá-lo: o intelecto. Todos eles são super inteligentes e logo aí há atracção para com eles. Mas Lana... Lana é uma personagem espetacular, uma sobrevivente, uma mulher cheia de coragem e um coração doce mesmo depois de tudo o que passou, uma das personagens mais moralmente duvidosas que conheci, mas que por isso mesmo a faz brilhar mesmo com toda a escuridão do seu coração. Vamos assisti-la a renascer das cinzas, qual fénix, com a ajuda do seu Logan que é uma estrela linda de se ver. Os loiros não me atraem, mas facilmente ignorei esse pormenor porque ele representa a pureza e a bondade, a justiça e a verdade.
Tem cenas de sexo que apimentam tudo, mas curiosamente o que me atraiu foi a relação deles, os segredos e a luta interior. 
Tem imensos vilões. Nossa! Mais que os bons, o que foi algo original e refrescante em relação a todos os outros livros. Tem cenas cruas e cruéis, mas cenas lindas e emocionantes.
Era capaz de estar aqui a falar destes livros por horas. Leiam porque é uma série linda e depois do primeiro não vão parar até ao final do último.
A autora faleceu num acidente de aviação, mas deixou-nos várias obras com vários pseudónimos e conto lê-las todas, mas segundo outras fãs esta é a melhor e só tenho pena de não a ter lido mais cedo.
They took too much.
Left too little.
I had nothing to lose...until him.
*****************
~Lana~
I didn't expect him.
I didn't want to fall in love.
But I can't let him go.
Logan Bennett makes the world a safer place.
He's brilliant.
He's a hero.
He locks away the sick and depraved.
But while he's saving lives, I'm taking them. Collecting the debts that are owed to me.
Ten years ago, they took from me. They left me for dead.
They should have made sure I stayed dead.
Now I'm taking from them.
One name at a time.
I've trained for too long.
I've been patient.
I can't stop now.
Revenge is best served cold...
They never see me coming, until I paint their walls red.
Logan doesn't know how they hurt me. He doesn't know about the screams they ignored. He doesn't know how twisted that town really is.
He just knows people are dying.
He doesn't know he's in love with their killer.
No one suspects a dead girl.
And Logan doesn't suspect the girl in his bed.
They're looking for a monster.
Not a girl who loves red.
Not a girl in love.
I'm a faceless nightmare.
At least until I tell them the story they've pretended never happened.
But in the end, will Logan choose them? Or will we watch them burn together?
 

No âmbito da leitura conjunta do Erotic Club e finalmente saindo em português, acabei por finalmente ler este livro em formato físico, apesar de o ter em ebook há uns tempos.
Desta autora apenas tinha lido o Paixão Proibida e lembro-me de ter gostado, pelo menos mais que este. O que não gostei de Punk 57 começa logo no título. Não penso que tenha sido o melhor porque além do significado estar presente, é um pouco irrelevante para a história principal, além de que engana, porque Punk é uma coisa, 57 é outra.
Apesar de ser um livro com muitas páginas, a história em si bem "espremida" poderia ter sido muito mais curta, mas Penelope Douglas acrescentou ali muitos acontecimentos semelhantes, canções bem compridas e cartas. Comparadas com as de Colleen Hoover, estas letras de músicas ou de poesia estão a quilómetros de distância - talvez o sentido se tenha perdido com a tradução, mas senti zero ao ler aquilo até que acabei mesmo por saltar essas partes.
Gostei das partes eróticas mas pareceu-me tudo tão fácil, mas por outro lado estamos a falar de adolescentes, com muitas hormonas e muita coisa a descobrir, por isso acabou por ser mais real. De qualquer forma ninguém pode negar a química entre Ryen e Misha. A questão dos nomes baralhou-me um pouco, até porque eles não vão ser eles e vão haver muito mais. Apesar disso, a história não é muito original e conseguimos adivinhar tudo do início, a questão é que quis continuar a ler apesar de tudo.

POSSÍVEL SPOILER NO PRÓXIMO CAPÍTULO

Gostei principalmente dos temas abordados como o bullying, os distúrbios alimentares, assédio sexual, luto (trigger warnings), mas também o significado da amizade verdadeira, confiança, amor, almas gémeas, amor familiar, etc. Não posso negar que não é um livro bem complexo e recheado de temas reais e personagens realistas, só achei um pouco rebuscado as ligações familiares, a liberdade dos jovens e até o espaço físico - é tudo retratado de alguma forma muito próxima e foi difícil imaginar as deslocações.
"Ela pode ser um pesadelo, mas isto é muito melhor que qualquer sonho."
Em relação à história em si, a sinopse conta-nos apenas o início e não nos prepara para o resto. Adorei a cena em que ele a vê pela primeira vez e a surpresa seguinte. Foi aí que a história me agarrou muito mais. Estava à espera de uma troca de cartas diferente, mais ao estilo das Cartas Picantes de Vi Keeland, mas assim também resultou, apesar de ser mais "palha". Retratou bem o crescimento da relação deles e a sua inocência, e funcionou bem como base para o que iria acontecer depois, apesar de serem ambas pessoas completamente diferentes e servindo para acrescentar drama. Sinceramente, agora que terminei, acho que a autora complicou demais um romance que teria funcionado melhor se fosse mais simples, já que as complicações que acrescentou foram resolvidas de forma demasiado rápida depois da longa espera. Não consigo explicar melhor, mas espero que percebam o que quero dizer depois de lerem.
De qualquer forma, é um romance jovem adulto que entretém imenso, lê-se muito bem, apesar de uns erros de revisão que podemos encontrar ao longo de todo o livro. Há muitas personagens, de várias faixas etárias, com quem nos podemos relacionar e sentir empatia, tem bastante cenas eróticas e de expectativa e muita acção, por isso é sem dúvida uma boa leitura de verão. Eu apenas estava à espera de mais depois de toda a publicidade e hype.
Durante anos, Misha Lare e Ryen Trevarrow escreveram cartas um ao outro. Tudo graças a um engano dos seus professores da escola primária, que pensaram que eram do mesmo sexo e os designaram como amigos por correspondência.
Não pararam de escrever desde então. Só têm três regras: nada de redes sociais, números de telefone, ou fotografias.
Mas Misha não escreve há três meses. Algo está errado. Será que ele morreu? Foi detido? Conhecendo Misha, nenhuma das duas hipóteses é de descartar.
Sem ele por perto, Ryen está a enlouquecer.
Ele pode ter desaparecido para sempre.
Ou pode estar à sua frente, e ela nem sequer saberia.
Tinham uma coisa boa. Porquê arruiná-la?
Como costume, este livro foi lido com a Bruna. Chegámos ao terceiro livro publicado em Portugal desta série de Kim Stone. Já depois de o terminar, entretanto, saiu a notícia que o quarto iria ser publicado pela Quinta Essência.
Achei este terceiro livro diferente do primeiro e do segundo já que Kim também vai ter que adaptar os seus conhecimentos e instintos a uma situação de rapto e não de homicídio. Ainda por cima duplo.
Continuei a adorá-la, porque adoro sempre uma protagonista forte e inteligente e corajosa. Gosto sempre da dinâmica com a sua equipa apesar daqui estar mais discreta.
Também vamos ter mais um caso paralelo que achei muito interessante e que acabou por dar protagonismo a outro personagem.
Os capítulos são curtos e não há tanto drama nem alusão ao Passado de Kim como nos anteriores, por isso acaba por haver mais acção e fluiu melhor ainda. Angela Marsons escreve de forma a que quem não leu os anteriores possa ler este sem lacunas pois repete alguma informação. Para mim acabou por ser um ponto negativo porque não preciso de relembrar nada e fica a faltar alguma bagagem dos livros anteriores.
Os capítulos em que o POV é dos vilões enerva-me sempre imenso, ao ponto de me aborrecer, acabando sempre por ansiar e preferir ler POVs de Kim. 
Sem dizer muito sobre o que acontece para evitar spoilers, fiquei um pouco desiludida com os vilões. Gosto mais de vilões que ferem pelo psicológico, como no segundo livro, e menos dos que o fazem mais fisicamente. Aqui temos um pouco de tudo, até vilões que não o são totalmente, o que acabou por compensar e como disse acabou por ser o que gostei mais dos três apesar disto.
Enquanto lia este com a Bruna estava a ler O Homicídio Perfeito de Holly Jackson com a Ninz o que acabou por me baralhar um pouco com tanta pista e acontecimento. Vou tentar não voltar a ler dois policiais/thrillers ao mesmo tempo na próxima vez.
Resta-me agora esperar pelo próximo e que a editora continue a apostar em Kim Stone.

Charlie e Amy têm nove anos e são as melhores amigas. Num dia aparentemente igual a tantos outros, desaparecem sem deixar rasto. Para as suas famílias, começa então o pior dos pesadelos. Saberão por SMS que os seus piores receios se confirmam: as meninas foram raptadas. Numa segunda mensagem, o raptor inicia um leilão. O casal que oferecer mais dinheiro, voltará a ver a sua filha. O casal que ficar para atrás, não.
Ainda que em segredo, a guerra entre as duas famílias começa. A detetive Kim Stone sabe que a contagem decrescente também: cada segundo conta, cada hesitação pode ditar a morte das crianças. O mistério por detrás do rapto pode estar na negra teia de segredos que o passado destas famílias esconde. Mas o relógio não pára. E alguém vai pagar o derradeiro preço.

Primeira, e espero que última, desistência do mês. Quem me conhece sabe que eu antigamente não conseguia desistir de um livro. Por muito que não gostasse ía até ao fim. E sei que há muitos leitores assim. Mas há uns anos para cá com uma TBR de km decidi que não, não estava para isto. Não gosto, não estou com o mood, não estou a sentir... Então Next! Às vezes faço pausa, outras vezes desisto mesmo, que é o caso do Faz de Conta. Felizmente ele é emprestado pela Mafi por isso não há a questão do chorar o dinheiro que gastei e assim a consciência também não pesa muito.

Este livro foi uma leitura conjunta com a @ninzworldbook e a @books.1904 🤩 somos super compatíveis e mesmo para o mau tivemos lá umas para as outras. Super divertidas.

Em relação ao livro, este foi o primeiro que li da autora, mas foi tão à confiança que tenho ali mais dois dela para ler. Infelizmente não sou compatível com capítulos dedicados a explorar a mesma temática, sempre num monólogo. Adorei as trocas de mensagens tanto com homens como com a melhor amiga, senti empatia pela protagonista e de maneira estranha gostei do trabalho dela. Mas o meu problema foi com as descrições super longas que nada tinham de importante para a história. Capítulos cheios de porque é que ela odiava homens. Ok, o primeiro capítulo a modo de introdução até achei piada, mas depois começou a ter mais desses capítulos a falar do mesmo que a história propriamente dita.

Ainda continuei à espera da parte da Gretel, onde melhorou um pouco mas depois lá vinham aqueles capítulos de auto-ajuda que me faziam revirar os olhos.

Também achei April algo instável mentalmente, mas dei o "desconto" por ter tido certos traumas, que são os trigger warnings deste livro e que me fizeram confusão (e a quem não fizer não tem coração), mas nada disso me fez gostar da leitura porque este tipo de romance não é compatível com os meus gostos.

Ainda vou dar uma segunda oportunidade no Isto Só Acontece nos Filmes, que é o que tenho em formato físico. Já me disseram que é melhor mas que mesmo assim não é uma leitura espetacular. Assim sempre vou com expectativas mais baixas.

April é simpática, é bonita e considera-se uma pessoa relativamente normal. No entanto, não consegue passar do quinto encontro romântico. Sempre que pensa que encontrou um homem em quem pode confiar, ele acaba por partir-lhe o coração. E deixá-la furiosa. Ela está farta da forma como os homens tratam as mulheres, e não percebe porque é que as mulheres continuam a querer ser amadas por eles e a fazer tudo para lhes agradar.
Se ao menos pudesse ser mais parecida com Gretel… Ela é exatamente o que todos os homens querem: uma mulher perfeita e descomplicada. É linda, descontraída, divertida, nunca se apega demasiado nem traz consigo qualquer carga emocional.
Só que Gretel não é real. E April está a fazer-se passar por ela. Assim que April «se torna» Gretel, os encontros passam a ser muito mais divertidos, sobretudo depois de ela começar a sair com Joshua, que não faz a mínima ideia do que se está a passar. Agora é April quem assume o controlo. Mas será ela capaz de controlar os seus sentimentos? E à medida que se aproxima cada vez mais de Joshua, será possível continuar a fazer de conta?

Sabem aqueles livros que sabemos que vamos ler de uma assentada? Aqueles livros que guardamos para ler mais tarde porque sabemos que vão ser tão bons e por isso preferimos esperar por um momento em que precisemos mais dele? Corações Feridos é um desses livros.

Já o tinha na versão brasileira, porque na altura adorei a capa, mas como ainda estava desiludida desde o Layla nunca lhe peguei. Agora a Topseller publicou e decidi que era hora de o ler em português.

Como já me conheço, e na leitura conjunta dividiram apenas em duas metas, preparei-me para lhe pegar apenas no dia da discussão da primeira meta. Tendo já essa experiência com outras leituras viciantes noutros clubes de leitura, esta é sempre a maneira mais segura porque assim leio, discuto e posso continuar até ao fim. Neste caso nem esperei pela meia-noite e em menos de 24 horas foi lido do início ao fim, todas as palavrinhas, algumas relidas.

"Por vezes, acredito que as personalidades são mais moldadas pelo mal que nos infligem do que pela bondade com que nos tratam."

Esta citação retrata tão bem a protagonista Beyah. Desde a primeira página manteve-se sempre fiel a si mesma, mas com uma bagagem bem grande e pesada às suas jovens costas. Começa com uma cena que vai mudar a sua vida, mas que nos poupa ao seu Passado, que depois irá sendo contado a pouco e pouco, mas que apenas com o primeiro capítulo conseguimos conhecê-lo quase na totalidade. Com os seus cabelos castanhos e olhos verdes, esta jovem vai representar muitos outros na questão das indecisões e decisões da vida, mas a sua alma é uma alma já bastante velha e sofrida e por isso é que a adorei e adorei ler a sua história. Esta é contada na primeira pessoa, mas Colleen como sempre tem o dom da palavra e soube expressar muito bem todos os seus medos, indecisões, arrependimentos e, principalmente, a sua força e inteligência.

Quando se muda para o Texas, quase sentimos o calor que se sente a arder na pele e o cheiro do mar. Fala-nos de muitos nascer do sol, preteridos aos pôr-do-sol, o que já diz muito sobre a história de Beyah e Samson. É talvez um dos romances mais leves da autora mas que tem sempre o seu quê de sofrimento da parte dos personagens; a empatia não foi só com a protagonista mas também com os seus "novos" familiares, tanto que uma das primeiras lágrimas foi de felicidade, numa cena com o pai e Sara.

Adorei Sara por romper com os esterótipos de menina rica. Não há aqui mean girls, mas sim uma miúda que mostra que mesmo tendo tudo o que é material, mas também familiar, não deixa de ter um coração de ouro e foi sem dúvida umas das prendas que a autora deu a Beyah e aos leitores. Adorei isso e todas as outras lições de vida que Colleen colocou nestas páginas. 

Falemos de Samson. Se gostam daqueles protagonistas lindos e misteriosos aqui o têm. Não vai revelar nada, excepto no final, o que nos faz criar mil teorias sobre o que ele verdadeiramente esconde. Acabei por descobrir um dos segredos, mas a verdadeira revelação que deu A reviravolta à história não a adivinhei e a autora colocou-a ali logo depois de um capítulo tão bom, tornando o choque muito maior.

A ligação com Beyah é bastante forte desde que se cruzam pela primeira vez, mas vamos poder assistir e acompanhar ao fortalecimento do laço que os une. É um dos amores mais puros que já li, tal como os seus corações. Apaixonei-me por este casal desde o início porque eles pareceram-me tão perfeitos um para o outro, e só vai ficando melhor à medida que avançamos.

Não estava à espera do final, mas também não pensei muito nele porque fui degustando capítulo a capítulo. Há um certo gap que não estava à espera, mas mesmo assim depois de acontecer pareceu-me o mais certo e o mais realista.

Como na maior parte dos romances românticos de Colleen Hoover, o nosso coração ou está a bater a mil ou pára de repente. Ou temos os olhos secos por nem piscarmos, ou estão a lacrimejar ao máximo. As emoções estão sempre ao rubro e por isso é que adoro estes romances dela! Depois de Layla, sem dúvida fizemos as pazes!

Sem dúvida um romance clichê de romance de verão, passado na praia, numa região de ricos, mas com protagonistas muito peculiares, sem fazer mas com grandes dramas, que nos fazem pensar que aquelas realidades existem e que nós devíamos dar mais valor ao que temos na nossa vida. E dar graças pela sorte que temos. Também gostei da referência aos distúrbios alimentares, que apesar de leve teve presença e marcou.

Com uma vida cheia de obstáculos, Beyah só pode contar consigo própria para alcançar um futuro melhor. Mas a poucos meses de concretizar os seus planos e deixar para trás um passado que preferia esquecer, um acontecimento inesperado obriga-a a seguir um novo rumo e procurar a única saída possível. É assim que, de um momento para o outro, se vê na Península Bolivar, no Texas, a passar os meses de verão com o pai, que mal conhece, decidida a deixar avançar os dias sem levantar grandes ondas.
Tudo muda quando conhece Samson, o vizinho da casa ao lado, que exerce sobre ela um estranho fascínio, apesar de nada terem em comum, pois ela vem de uma vida de pobreza e negligência e ele de uma família rica e privilegiada. No entanto, a convivência fá-los perceber que, apesar das suas diferenças, há uma tristeza inerente que os une e atrai.
É inegável que a ligação entre eles é intensa, mas os dois já traçaram o seu rumo e não querem perder o pé numa relação sem futuro. Só não estavam à espera de que a corrente pudesse arrastá-los para um mar profundo de emoções…

 

Fonte: Editorial Presença
Imagem: Editorial Presença

Os Jogos da Herança foi uma das nossas descobertas mais animadas e excitadas. Quando descobrimos que a Editorial Presença tinha comprado os direitos da trilogia fizemos grande festa e por isso quando finalmente saiu e vimos a capa escolhida o entusiasmo foi um pouco abaixo mas mesmo assim queríamos por tudo ler.

Tentámos resistir a ler sobre ele, mas não conseguimos e por isso aqui estamos nós. A mim juntou-se a Mafi, a Teresa e a Vanessa, cada uma com o seu ritmo (tempo) de leitura; e acabei por seguir o post da @fofocaliterária já que ela soube escolher muito bem os rapazes e consegui imaginá-los muito melhor. Em relação a Avery não há muitas descrições dela, apenas comparações e mais para o fim é que sabemos que ela é loira. Até lá só se sabia que tem olhos cor de avelã e bom gosto em espécimes do género masculino.

Falando neles, quando lemos este primeiro volume os quatro irmãos Hawthorne tomam conta de quase todas as páginas, mas não pensem que váo encontrar uma adolescente que só sabe descrever os cabelos e os abdominais (apesar de o ter feito pontualmente) durante todo o livro. Eles vão tomar conta porque esta história é sobre eles e não sobre Avery, apesar do papel dela ser super importante. Mas é através da experiência dela que os vamos conhecer, a Nash, Grayson, Jameson e Xander, mais uns que outros porque sim temos um trio amoroso. Duplo!

Confesso que me agarrei mais ao mistério e pistas e quebra cabeças que ao romance e ainda bem porque este último não é o foco de todo! Aqui senti vibes de Um de Nós Mente, Os Seis de Atlas e outros livros do género em que temos imensos personagens suspeitos, vivos e mortos, e suspeitamos de todos eles. Também temos vários vilões e até ao final Libby não me convenceu, apesar de ter sentido pena dela no início. Esta e Nash acabam por estar demasiado ausentes o que levanta suspeitas tanto para o desenlace do mistério como se haverá alguma história paralela.

Adorei Max. Fartei-me de rir com ela e tenho pena que Avery não a tenha ido buscar para estar naquela casa com ela. O meu lado romântico já a emparalhou e tudo com um certo personagem e estou na esperança que a autora se tenha lembrado do mesmo.

Mesmo tento adorado (e talvez por ter sabido a pouco) acho que Jennifer Lynn Barnes poderia ter desenvolvido mais partes, principalmente no inicio. Se ela fosse uma Olivia Blake (d'Os Seis de Atlas) tinha tornado este primeiro livro em três. Xander e Jameson até têm um pouco de Tristan e Callum.

Confesso que não lhe peguei logo que o adquiri porque não senti ser o momento; e agora ainda tenho mais certeza em ter esperado porque este final de mês de Junho foi dedicado a thrillers e policiais e este primeiro volume dos The Inheritance Games é algo mais desse género literário mas ali com um romance novo adulto misturado bem leve.

Se gostam de Dan Brown então vão gostar deste primeiro livro. É um pouco menos desenvolvido mas a protagonista é super inteligente e tem que resolver bastantes enigmas. Este foi o ponto que mais gostei, porque gosto muito mais quando os protagonistas têm um QI mais elevado. E não é só por se dizer, mas a própria autora tem textos inseridos em diálogos bastante bonitos e mais intelectuais que mostram essa inteligência, tanto dela como Grayson ou até Xander, por exemplo.

Um thriller YA contemporâneo com um toque de romance que vos vai agarrar desde a primeira página. A escrita de Jennifer Lynn Barnes é muito fluída e todo o enredo, cenários e personagens são super cativantes.

Avery Grambs tem o seu futuro muito bem planeado: vai conseguir sobreviver ao secundário, ganhar uma bolsa de estudo e fugir dali. Mas o destino troca-lhe as voltas. a vida muda… num segundo. Quando o multimilionário Tobias Hawthorne morre e deixa toda a sua fortuna a Avery, os planos caem por terra e ela pergunta-se: Mas quem é Tobias Hawthorne, de quem nunca ouvi falar, e por que razão me fez sua herdeira?
Estão tão espantados quanto Avery, quando, a páginas tantas, vem a segunda surpresa: para receber a herança, ela tem de se mudar, de malas e bagagens, para a Casa Hawthorne, local onde Tobias Hawthorne viveu e que espelha a sua personalidade. Em cada canto, há puzzles, códigos secretos, passagens escondidas, enigmas… E, nessa casa, estão quatro rapazes perigosos, magnéticos e inteligentíssimos. Quem são? Os netos de Hawthorne, que esperavam herdar a fortuna do avô…
Fechados na Casa Hawthorne, Avery e os quatro netos deserdados vão travar uma luta desigual por aquela fortuna. Os Jogos da Herança não são uma brincadeira de crianças… a regra é simples: nesta vertigem de vida ou morte, onde é preciso decifrar mistérios a cada passo, quem ganhar fica com… tudo. Quão longe estão dispostos a ir para vencer?

 


Foi preciso reler uma segunda vez (total de três leituras em dois anos) para escrever esta opinião literária. Por esta primeira frase já percebem o quanto gostei deste livro e o que gosto mais dele é que cada vez que o leio gosto mais e cada vez que o termino mais depressa quero reler.

Tate e Miles são de longe um dos casais com mais química que li. A sua atracção é enorme e eles não a negam, mas o que nos vai fazer sofrer a eles e a nós é o porquê de eles não poderem ter mais que isso. Amor Cruel não é um romance habitual de Colleen Hoover já que é um dos que tem mais erótico, talvez mais que o Maybe Someday. Adoro! Esta escritora tem um dom para os sentimentos. É letrista e poeta ao mesmo tempo sem ser lamechas e aqui se vê tão bem este ponto. Vamos ter duplo POV, mas no inicio o POV de Miles vão se passar no Passado e por isso vamos ter duas linhas temporais bem distantes mas que culminam no mesmo final! Já critiquei livros pela falta desta linha de pensamento porque assim é que faz sentido, assim é que nos prende.

Amor Cruel é um livro muito quente mas também nos vai fazer chorar as pedras da calçada. Miles é sem dúvida um protagonista com coração muito negro e triste, mas à medida que o dele vai mudar para cores mais vivas, o de Tate vai ter o destino inverso. Esta dualidade de caminhos em que eles estão sempre unidos faz um par perfeito de diferentes sentimentos e sofrimentos.

O primeiro beijo deles... Minha santa! Que visão. Aquela descrição, aquele slow até ao acontecimento é quase palpável e visível. Depois todos os encontros deles vão ser mais mas não mais do mesmo. Bem apimentado sem ter descrição em excesso e por isso super delicioso do início ao fim. Já falei na química entre eles ser enorme?

Contrabalançando temos os tais POVs de Miles que além de super queridos e aquecedores de coração, escritos de forma cantada, vão também ajudar na destruição das nossas emoções. As mais sensíveis e empáticas vão chorar!

Achei engraçado haver uma cena com Miles que é a capa do Desgrace da Brittainy C. Cherry. Vão ver e ler e digam-me se não concordam!

Desta terceira vez achei que o livro é demasiado curto para o quão bom é. Se tiverem tempo vão lê-lo num dia, o que vos vai deixar com um sentimento igual a quando vos dão a fatia mais pequena do bolo e vocês estiveram a babar-se por ele desde o início da festa. Mas por outro lado acaba por ser um óptimo romance para ressacas literárias e ainda estou aqui a rezar que Colleen Hoover escreva um livro com Corbin e outro com Ian. Que espécimes masculinos tão mal aproveitados; e no caso de Corbin ele também tem ali uma história para contar, por isso porque não?

Tate é enfermeira e muda-se para São Francisco, para casa do irmão Corbin, para estudar e trabalhar. Miles é piloto-aviador e mora no mesmo prédio de Corbin. Depois de se conhecerem de forma atribulada, Tate e Miles acabam por se aproximar e dar início a uma relação exclusivamente física. Para que esta relação exista, Miles impõe a Tate duas regras:
«Não faças perguntas sobre o meu passado. Não esperes um futuro.»
Tate aceita o desafio de manter uma relação distante, sem nenhum compromisso, nem sequer o da amizade. A relação alimenta-se assim da atração mútua entre os dois.
Miles nunca fala de si nem do seu passado, e comporta-se perante Tate de acordo com as regras que ele definiu. Será Miles capaz de desvendar o que se esconde por detrás desta necessidade tão grande de se distanciar emocionalmente dos outros?
E poderá algo tão cruel transformar-se numa relação bonita e duradoura?

 

Era uma vez um ARC (advanced copyright) que se tornou um dos meus romances preferidos de Junho e até do primeiro semestre deste ano. Confesso que a capa não me cativou mas não consegui resistir a uma autora com o nome da minha filha, tal como não consegui resistir a tropes tão tentadoras como GirlNextDoor ou EnemiesToLovers.

Este romance tem tudo o que podemos pedir para uma leitura que tanto tem de sexy como de angustiante.

As personagens são lindas e completas, a tensão sexual é palpável, cenas eróticas na medida certa, twists em abundância, um protagonista masculino muito sexy e cheio de contras, uma protagonista feminina terra a terra com um coração de ouro e cheio de prós. Tal como Charlie, também eu adoro listas e se fizesse uma de prós e contras All Kinds of Wrong teria um lado completamente vazio, porque aqui não há contras nenhuns.

Aurora Jane sabe o que são preliminares literários e a importância que eles têm para tornar tudo muito mais intenso. É um romance cheio de clichés, mas adorei que ele me surpreendesse constantemente.

Connor é perfeito por ser tão imperfeito, mas não consegui deixar de me sentir atraída por ele e pelo seu Passado. Adorei acompanhar a sua evolução e partiu-me o coração assisti-lo a cometer erros. Charlie por sua vez é o oposto de Connor e por isso encaixaram perfeitamente. Também ela tem Passado, e que surpresa ele foi, e a autora soube apresentar-nos uma personagem super realista com o seu quotidiano e a sua patologia.

Para além de Charlie e Connor também me apaixonei por Liv (quero uma melhor amiga assim) e torço por um segundo livro sobre Liv e Luc (começo a perceber um padrão de casais com a mesma inicial no nome). Adorei Luc, adorei Andrew, adorei Ben e até adorei o Dr. Fielman! Não dá para não gostar de ninguém e todo o livro é recheado de momentos tão bons!

Como podem ver adorei cada página deste romance e foi pegar e nunca mais largar. Mesmo na última página não consegui fechar o ebook porque estava à espera que milagrosamente aparecem mais páginas.

Aurora Jane excita-nos, amolece-nos o coração, faz-nos sofrer, mas no final de tudo faz-nos rir e ser muito felizes, porque All Kinds of Wrongs é um romance que enche corações e se não encher é porque não tem coração!

Adorei o privilégio de ler este livro avançado e estou ansiosa por saber o que toda a gente vai achar quando ler e se se vão apaixonar como eu.

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Once upon time, there was an ARC (Advanced Reader’s Copy) that quickly became one of my favourite novels of June – perhaps even of the first half of this year. I admit that I didn’t particularly care for the cover, but I couldn’t resist an author sharing my daughter’s name – the same way I couldn’t resist tropes as tempting as Girl Next Door or Enemies to Lovers.

This novel has everything you could want from a book that is as sexy as is heart-breaking.

The characters are delightful and complex, you could cut the sexual tension with a knife, it has just the right amount of erotic scenes, and plot twists aplenty, a male protagonist that is both sexy and complicated, and a female protagonist who is down-to-earth, has a heart of gold and full of positivity. Like Charlie, I also love making lists, and if I had to write one for
All Kinds of Wrong, the “Con” section would be completely empty – because I can’t find any.

Aurora Jane understands literary foreplay, and how important they are to make the reading much more intense. Sure, this novel makes liberal use of clichés, but, somehow, it managed to surprise me at every turn.

Connor is perfect in his imperfection, and I couldn’t stop myself from being drawn to him and his Past. I loved to follow his development and growth, and my heart would break whenever he made a mistake. Charlie, on the other hand is the total opposite of Connor, and that makes them fit perfectly. She also has a Past (and what a surprise it turns out to be) – but the author manages to give us a character that is very realist, in both her daily life and pathology.

On top of Charlie and Conner, I also completely fell in love with Liv – I want a best friend like her – which made me pray for a second book that focuses on Live and Luc (I’m seeing a pattern here, with couples sharing the first letter in their names). I loved Luc, I loved Andrew, I loved Ben and I even loved Dr. Fieldman. It’s impossible not to love all the characters – and the book is filled with amazing moments.

In case it wasn’t obvious, I loved every single page of this novel, and once I picked it up, I couldn’t put it down. Even after the story was over, I couldn’t close my ebook – instead, I kept turning pages, in hope that some more would miraculously appear.

Aurora Jane knows how to thrill, how to melt your heart, how to make you suffer, but also how to make you happy – because All Kinds of Wrongs is a novel that will fill your heart with joy (and if it doesn’t, it’s probably because you don’t have a heart to begin with).

I am ever so grateful for the privilege of reading this Advanced Copy, and eager to see others reading it, and see if they, too, will fall in love with it as much as I did.

I’m a romantic girl. Small town vibes. I wear flowery dresses and illustrate underwear.
So when I meet my new neighbor, I’m nice to him, but he’s rude and arrogant. In less than two minutes, I want to strangle him already.
Except… he’s really hot. The dark, mysterious type, you know?
And we’re always meeting in the hallway.
And the walls are very thin.
And he looks at me like he wants to eat me.
The problem is, he’s broken and I don’t know if I’m enough to fix him up.
I mean, I’m probably the wrongest person for that.

 

"To all the girls who said fuck Prince Charming, give me a scarred knight."

Neste segundo livro da série Twisted a leitura foi um pouco menos viciante, principalmente no meio. Tem mais cenas eróticas do que o Twisted Love, mas curiosamente não me atraíram muito por se desviarem do erótico habitual.

O drama familiar de Bridget é algo fraquinho e a meu ver a autora deveria se ter mantido apenas pelo drama do Presente e dela vir a ser rainha  e não se poder casar com a plebe. Mas quando se vira para se sentir culpada pela morte da mãe, do pai e a quase morte do avô acaba por parecer muito exagerado.

O contrário acontece com Rhys, que dado o seu Passado na guerra poderia ter desenvolvido mais os seus traumas, mas gostei que ele não desenvolvesse indecisões sobre vir a ser da realeza se ficasse com Bridget.

Também achei que faltaram muito mais cenas com as quatro amigas, por isso quando finalmente há uma cena, incluindo Alex, delirei completamente.  Essa cena e a cena em que Bridget confronta certa personagem/personalidade foram as melhores.

O meio foi algo monótono, mas o final foi de longe melhor e compensou o resto. Principalmente porque encontramos aqueles ovinhos da Páscoa para os próximos livros. A vontade de ler o seguinte é enorme!

Adorei Andreas. É daqueles personagens que surgem e nem damos nada por elas, mas depois até nos surpreende e neste caso até me fez rir e deu-me vontade de saber mais sobre ele. Talvez um spin-off?

Neste volume foi onde notei mais a diferença de idades, pelo que me lembro é quase 10 anos, o que ainda é bastante e me fez imaginar a princesa bastante jovem. No Twisted Love há alguma diferença e aconteceu o mesmo.

Agora tenho que ir ali pegar e devorar o próximo: a história de Josh e Jules!

Estóico, taciturno e arrogante, o guarda-costas de elite Rhys Larsen tem duas regras: 
1) Proteja seus clientes a todo custo 
2) Não se envolva emocionalmente. Sempre. Ele nunca foi tentado a quebrar essas regras... até ela. Bridget von Ascheberg. Uma princesa com uma veia teimosa que combina com a sua e um fogo oculto que reduz suas regras a cinzas. Ela não é nada que ele esperava e tudo que ele nunca soube que precisava. Dia após dia, centímetro por centímetro, ela quebra suas defesas até que ele se depara com uma verdade que ele não pode mais negar: ele jurou protegê-la, mas tudo o que ele quer é arruiná-la. Leve ela. Porque ela é dele. Sua princesa. Seu fruto proibido. Todas as suas fantasias depravadas.
*** 
Real, obstinada e presa pelas correntes do dever, a princesa Bridget sonha com a liberdade de viver e amar como quiser. Mas quando seu irmão abdica, ela de repente se depara com a perspectiva de um casamento sem amor e politicamente conveniente e um trono que ela nunca quis. E enquanto ela navega pelos meandros - e traições - de seu novo papel, ela também deve esconder seu desejo por um homem que ela não pode ter. Seu guarda-costas. Seu protetor. Sua ruína final. Inesperado e proibido, o amor deles é um amor que pode destruir um reino... e condenar os dois.


Serpent and Dove é o primeiro de uma trilogia de fantasia que há mais de um ano que estava ansiosa para ler. A promessa de um bom romance com muita química, aventura e magia sempre foi para mim a receita perfeita.

Infelizmente até a meio não temos grandes acontecimentos. A química é muito pouca e acabei por ficar um pouco (muito) desiludida, já que estava à espera de algo do género do From Blood and Ash que tem perigo, aventura, mas no meio disso tudo tem um slow burn cheio de química e com surpresas finais.

Aqui também temos um slow burn quase indoseável, em que Reid é extremamente púdico e sempre super corado, o que para mim teve zero de atracção ou conexão. Por seu lado Lou é uma lufada de ar fresco e a única personagem (ok, Coco também) que anima a história e esta leitura. A dinâmica entre as duas amigas óptima!

Lou é aquela protagonista cheia de coragem e que sofre o livro todo, já para não falar no seu passado que nos vai sendo dado em pequenos flashbacks.

Gostei do conceito de magia de Shelby Mahurin em que leva o conceito de causa-efeito a outro nível. Também nos apresenta diferentes tipos de magia e bruxas (branca, vermelha, etc), a rivalidade entre elas e humanos, o que aumentou ainda mais o interesse nesta vertente.

Também gostei das descrições do humanos enfeitiçados, o que deu um toque mais dark à história mas anulando ainda mais o romance.

Em Serpent and Dove, ou traduzido A Serpente e a Pomba, temos uma espécie de Inquisição e muita religião, mas como a maior parte é contada pelo POV de Lou acabamos por ver aos olhos hereges (iguais aos meus) mesmo quando ela vai à missa.

Nos últimos 25% do livro acontece a maior parte da acção, o que finalmente me fez ficar entusiasmada com a leitura. De qualquer forma as mudanças de atitude de Reid acabam por ser muito abruptas, estando num momento super convencido que odiar e matar bruxas é lei e de repente decide que ama uma e não a quer matar - o que acaba por ser estranho e algo falso. Esta alteração era esperada mais no inicio e o romance partir daí, mas eles acabam por ser inimigos mais tempo do que me agradou. De qualquer forma, os acontecimentos na catedral, na floresta, no castelo, são bons tal como todos os segredos que nos vão sendo revelados, a ligação entre personagens inesperadas e as últimas reviravoltas na história.

Continuo a ter altas expectativas que o segundo será melhor e espero que a autora aproveite não só os protagonistas como as personagens secundárias.

Também gostei do facto de haver um vilão e muitos personagens de moral duvidosa. Gostei do duplo POV, acho que é sempre um ingrediente de sucesso garantido.

Coco é sem dúvida uma óptima personagem, tal como Ansel. O nome deste personagem dá-me vontade de ir rever o filme de Ansel e Gretel e acabo por os imaginar um pouco assim; tal como também me dá vontade de ir reler as cenas da Manon da saga Trono de Vidro.

No geral, é um bom romance fantástico, mas a espera e as expectativas foi longa e altas, respectivamente. Além disso comecei a ler em inglês e depois intercalei com brasileiro, o que pode ter contribuído para quebrar aquela ligação inicial que depois faz com que não largue, mas agora chego à conclusão que foi mesmo a história e o romance que não resultaram para mim. Prefiro protagonistas fortes e seguros de si.

Gostei mas estava à espera de mais. Culpo principalmente Reid que é demasiado dependente, com fraca personalidade, ruivo, e passa-lhe despercebida muita coisa (QI baixo?). A química é zero no inicio e de repente temos ali um capítulo que ela aparece e depois outro mais picante. E depois já estão apaixonados loucamente. Sei que me estou a repetir, mas este primeiro volume não foi nada do que estava à espera. Vou ver se o próximo melhora.

Juntos como um só, para amar, honrar ou queimar. Pássaro e serpente é o primeiro livro de uma trilogia deslumbrante que une bruxaria, fantasia, perigos e um amor proibido. A pré-venda acompanha um lindo pingente de serpente e um marcador de páginas. Há dois anos, Louise le Blanc precisou fugir de seu clã e se escondeu na cidade de Cesarina, deixando para trás toda a magia e vivendo de tudo que pudesse roubar. No entanto, a cidade é cheia de perigos e mistérios para alguém como ela. Na região, caçadores da Igreja caminham pela cidade, venerados como verdadeiros homens santos. E o arcebispo, o rigoroso patriarca da Igreja, parece ser violento. Lá, bruxas como Lou são temidas, caçadas... e, então, queimadas.

Reid Diggory vive sua vida com base em um versículo: não permitirás que uma bruxa viva. Fanático caçador de bruxas para a igreja, Reid dedicou toda sua vida erradicando o ocultismo e fazendo com que o arcebispo da cidade, seu pai, ficasse orgulhoso de suas ações. Mas quando chega o momento e a oportunidade de capturar uma bruxa, um ladrão o engana e seu alvo consegue escapar. Com a intenção de levá-la a julgamento, Reid acredita que ela não escapará novamente. Mas quando Lou dá um golpe perverso e o engana outra vez, em um escândalo público, os dois são forçados a uma situação inimaginável: o casamento. O casamento com um caçador poderia proporcionar uma proteção verdadeira às bruxas – se Lou conseguisse convencê-lo de que não é uma. No entanto, à medida que o tempo passa, seu segredo se torna cada vez mais difícil de ser mantido escondido. Apesar do perigo que Reid representa à sua sobrevivência, complexos sentimentos de Lou por Reid começam, lentamente, a nascer.

Incapaz de mudar o que realmente é, Lou precisará fazer uma escolha.

Culpa Minha é o primeiro da trilogia desta escritora espanhola que ganhou seguidores naquela aplicação agora muito em voga chamada Wattpad. Sinceramente ainda não estou convencida que seja uma boa estratégia da parte das editoras, mas escritores são escritores e histórias são histórias.

Primeiro que tudo quero também agradecer a cedência do exemplar da parte da Editorial Presença que nos tem aturado e nos tem apoiado tanto. Incansáveis! Estão nos nossos corações para sempre.

Em relação a este lançamento, podem contar com um livro novo adulto cheio de clichês e trigger warnings e tropes, mas não vai ser só isso. Com um inicio daqueles de revirar olhos e um prólogo igual ao meu do Finalmente Agosto (ou quase), a leitura vai prosseguir de forma viciante pela promessa de momentos mais interessantes e muito sexys. Sexy é o nome do meio do protagonista masculino, Nick ou Nicholas, que vai ter atributos muito evidenciados ao longo de todo o livro. Cada tshirt e calças que veste a protagonista tem que dizer quão bem lhe fica - e quem se está a queixar? Ninguém! 

O facto de ser um romance com muitas actividades, como festas nocturnas, corridas ilegais, lutas, volei, cenas familiares, vai fazer com que tenha uma linha temporal bem preenchida e por isso uma leitura bastante fluida e rápida.

A cerca de 75% começa a parte do drama, que faz parte claro, e começamos também a perceber que a actividade boa acabou há algum tempo e não vamos ter mais. E que os mesmo quatro personagens estão num loop de discotecas e de mesmos vicios e cenários. Além de que o nosso casal nem ata nem desata e o sentimento de diminuição de entusiasmo começa a aparecer. Neste ponto acho que Mercedes Ron teria ganho mais se continuasse no registo das corridas e/ou lutas ilegais, que foi o que me suscitou mais interesse já que não é uma temática que encontre muito nos romances que leio. Assim a acção centrou-se apenas nas drogas e álcool e auto-destruição de certa personagem.

Posso também acrescentar que Noah começa a contradizer-se e os seus segredos e trauma acabam por passar a hora de serem revelados. Em relação a estes a minha suspeita confirmou-se, apesar do medo do escuro ter-me suscitado suspeitas de algo ainda pior, mas como ela reagia bem aos avanços de Nicholas risquei essa hipótese. 

Os nomes dos protagonistas serem começados por N e mais masculinos que unisexo também me fez alguma confusão no inicio para identificar quem era quem.

Em relação a Jenna e Lion, são personagens que a certa altura estão ali a fazer número, o que também desmotivou um pouco a leitura. Acredito que o foco seria sempre em Noah e Nicholas, mas estes dois amigos estavam a ter grande contributo e de repente deixaram de o ter. O contrário aconteceu com Maddie (já não tenho a certeza se é este o nome da personagem), que foi uma óptima adição ao "elenco".

No geral é um romance jovem adulto cheio de adrenalina, com temáticas e trigger warnings que nos tocam no coração e aumentam imenso a empatia pelas personagens, tal como o grau de ansiedade durante a leitura. O final é super entusiasmante, mas dá um toque final ao livro, por isso ainda nem fui ler a sinopse do seguinte já que a meu ver podia terminar por aqui.

Tropes: bad-boy-good-girl, double-pov, enemies-to-lovers, forced-proximity, found-family, opostos-atraem-se, slow-burn, touch-her-and-you-die, who-did-this-to-you

Nicholas Leister foi criado para complicar a minha vida. Alto, olhos azuis, cabelo preto... Parece lindo, não é? Pois, mas se vos disser que representa tudo, mas mesmo tudo aquilo de que fujo desde que me lembro de existir… Se calhar, já não parece tão lindo assim…
Perigo. Foi esta a primeira coisa em que pensei quando o conheci e descobri que ele mantém uma vida dupla escondida do pai milionário. Como é que acabei por me apaixonar? Fácil: com aqueles olhos, ele virou o meu mundo de cabeça para baixo.

Primeiro que tudo obrigada à Planeta pela cedência do exemplar e por nos ter dado a honra da exclusividade em mostrar a capa portuguesa. Foi super divertido! Obrigada mesmo.

Com esta capa linda e sprayed edges amarelas e não douradas, que foram as mais faladas de todo o bookstragam, temos um livro com uma história bastante complexa. Foi lida em conjunto com mais umas meninas e ainda hoje há quem não tenha terminado.

Não consigo deixar de comparar este tipo de história com A Vida Invisível de Addie Larue de V.E. Schwab, já que é um livro que ou se adora ou se detesta. Curiosamente fiquei-me pelas três estrelas e pelo "não adorei mas também não detestei" e sem dúvida que quero ler o seguinte.

Vamos então começar pelo que não gostei assim tanto:

Os saltos temporais - principalmente em cenas que prometiam boa acção e entretenimento ou mais interacção entre os seis. Em vez de Olivie Blake esticar-se tanto nas divagações astrofísicas ou filosóficas, podia ter investido em mais dinâmica entre personagens. Mais acção e menos estudo.

A autora perde-se imenso em conversas teóricas entre Callum e Parisa (os telepatas) e às vezes até pensamentos e monólogos de um só personagem. Pessoalmente senti-me mais atraída pelos físicos e suas experiências. E nestes textos mais longos apenas me consegui concentrar nos que se dirigiam à física teórica.

A tudo isto há quem chame palha, porque dificilmente contribui para a linha de acção que a autora nos promete na sinopse - ou seja, que para esta escola são escolhidos seis pessoas talentosas, com magias e talentos respectivos e únicos, mas que no final só podem ficar cinco.

No inicio, ou nos primeiros 25%, o pior é conseguirmos perceber quem é quem. O segredo será fazer uma cábula em que encontram um pormenor característico e que vos vai fazer identificar mais facilmente esse personagem. As ilustrações que tanta gente gostam são engraçadas mas acabam por confundir mais pois estão no inicio de cada capítulo e não correspondem ao POV seguinte. Portanto não se deixem enganar e usem-nas para fazer um jogo em que a meio do livro já conseguem identificar o personagem de cada ilustração. 

Mas deixem-me ajudar:

Libby - uma dos seis escolhidos. É fisica e consegue mover objectos (um pouco mais mais terão que ler)

Nico - outro dos seis. É quase alma gémea de Libby, mas são super competitivos e odeiam-se tanto que no fundo acho que se adoram. Complementam-se em termos de dons, mas curiosamente vão seguir trajectos divergentes.

Callum - empático, um dos seis, para mim um dos vilões mais puros

Tristan - personagem mais misterioso e que contribui bastante para a acção

Parisa - telepata muito forte com moral duvidosa. uma das personagens que mais evoluiu e mais interessantes para mim

Dalton - professor e braço direito de Atlas que também contribui muito para a história

Atlas - imagino-o como um Dumbledore

Guideon - colega de quarto do Nick que tem a sua própria história paralela

Ezra - namorado de Libby

A questão dos personagens foi algo que me agradou pela positiva, já que não se cinge apenas aos sete principais, mas inclui personagens secundários tanto ou mais interessantes e que deixam abertas muitas portas para futuros desenvolvimentos. Seria interessante a autora cruzar tudo no próximo volume, em vez de depois criar spin-offs.

A certo ponto a história tem uma reviravolta que diminuiu ainda mais o meu interesse pela leitura, em vez do oposto. A minha personagem preferida manteve-se constante, mas a autora insistiu em torná-la menos do que era. Apenas pelo seu futuro e de alguns dos seis é que quero ler o seguinte volume.

Curiosamente, acabei por gostar muito mais de personagens como Parisa e Tristan e, definitivamente, a minha cena preferida inclui estes dois.

Atlas, por sua vez, desiludiu-me no final, mas Dalton ainda ficou ali no limbo. Olivia Blake sabe construir muito bem as psiques dos seus personagens e é aqui que ela ganha na sua originalidade e não na pouca magia que inclui no livro. Tenho pena porque esperava algo mais mágico e fantástico, mas não deixou de ser surpreendente, pela positiva e pela negativa, já que nos apanha desprevenidos mais que uma vez quando estamos quase a adormecer nas suas dissertações.

Um dos livros com a maior percentagem de personagens moralmente duvidosos que não lia desde Six of Crows de Leigh Bardugo.

Segredos. Traição. Sedução.
Bem-vindos à Sociedade de Alexandria.
A cada dez anos, os seis mágicos mais talentosos do mundo são escolhidos para competir por um dos cinco lugares disponíveis na exclusiva Sociedade de Alexandria. A mais importante sociedade secreta do mundo, guardiã do conhecimento perdido das maiores civilizações da Antiguidade. Este ano, a competição é mais feroz do que nunca. Os candidatos são: Libby Rhodes e Nico de Varona, inimigos inseparáveis, físicos, que controlam a matéria com a sua mente.
Reina Mori, uma naturalista que consegue intuir os segredos da própria vida. Parisa Kamali, uma telepata capaz de atravessar as profundezas do subconsciente e ver os segredos mais profundos da mente. Callum Nova, herdeiro de um império de meios de comunicação de magia, e um empático capaz de manipular os desejos de uma pessoa. E Tristan Caine, cujos poderes são um mistério até para ele próprio.
Depois de recrutados pelo misterioso Atlas Blakely, viajam para a sede da Sociedade, em Londres, onde têm um ano para estudar e inovar dentro das várias áreas esotéricas. Os eleitos terão pela frente uma vida de poder, conhecimento, riqueza e prestígio. Mas a que custo?

 

Esta foi a minha estreia com manga e por isso já podem imaginar o meu espanto quando os livros chegaram cá a casa. Como comprei logo três percebi que não era defeito de impressão e que era assim mesmo. Além disso a editora mete uma página a explicar no inicio (fim) do livro. O que têm a saber sobre manga é que o livro é lido de trás para a frente e do canto superior direito para a esquerda. Estranha-se mas depois entranha-se, não se preocupem. O pior é mesmo habituar-nos a agarrar no livro daquela forma.

Gostei muito das personagens e da história, tal como da arte. Apenas acho que certas expressões e sentimentos são demasiado dramáticas (ou teatrais) e acabam por ser exageradas, tal como as descrições sonoras.

As cenas de acção mais violenta estão um pouco confusas, não tendo pormenores evidentes, por isso neste aspecto acho que o autor/ilustrador falhou um pouco.

A minha personagem preferida, e a da maior parte dos leitores, é a Anya, mas também me fez confusão ser um nome tão pouco japonês. Parece-me mais da Europa do Leste. Preferia nomes mais japoneses já que é um manga.

Sei que já há série, mas primeiro quero ler os outros dois traduzidos nesta série que já vai em 10 livros.

Numa missão em que tem que se infiltrar numa escola particular, "Crepúsculo" precisa de uma esposa e de um filho.
O que ele desconhece, é que a esposa que escolheu é uma assassina e a criança que adotou é uma telepata!

 

 

O Anti-Namorado foi lido em conjunto com as meninas do Erotic Club. Foi também mais uma oportunidade que dei a esta autora.

Logo desde o inicio que senti falta de Vi Keeland. Faltou-me aquele primeiro capítulo com aquele primeiro contacto quando se conhecem. Aqui essa parte é saltada e acabei por não sentir aquela faísca inicial.

Apesar de Carys elogiar bastante Deacon, e vice-versa, aquelas piadas ou troca delas, pareceram-me super forçadas e sem grande "flerte".

Entretanto tudo mudou e acaba por melhorar. Adorei a Sunny e esta é sem dúvida a melhor personagem deste livro. Mas, esta acaba por ser "colocada de lado" com a babysitter demasiadas vezes para Deacon e Carys terem tempo a dois. Portanto, senti um melhoramente e depois pior novamente.

O pior mesmo foi a reviravolta, ou o twist, que Penelope Ward acrescentou para dar drama a toda história, que na minha opinião foi completamente desnecessário e abrupto. Muito forçado e mal contado. A autora até deu um salto no tempo, deixando ali um buraco negro que poderia ser uma das melhores partes do livro. A partir daí a atenção foi zero e tive que me forçar a terminar o livro lendo o resto na diagonal.

Definitivamente não gosto desta autora sozinha e não sei se vou continuar a insistir. Também não sei se a tradução é a melhor, porque já li livros de Penelope Ward traduzidos em brasileiro e não achei os diálogos tão forçados e amadores. Vou talvez tentar novamente mas em inglês.

O meu vizinho Deacon é um homem extremamente atraente e sabe-o bem. Por isso, não é de estranhar que o seu apartamento se encha de gemidos deleitosos que denotam noites de grande entusiasmo com as companhias femininas que leva para casa. O problema é que a fina espessura das paredes que dividem os nossos tetos me obriga a estar demasiado a par dos seus relacionamentos, mantendo-me acordada e com a imaginação sempre a funcionar… Afinal, a minha vida amorosa é praticamente inexistente desde o nascimento da minha filha, o maior amor da minha vida.
Certo dia, depois de uma noite mal dormida devido à atividade noturna do Deacon, enchi-me de coragem e pedi-lhe que tentasse ser mais discreto. Para minha surpresa, ele não só compreendeu o meu problema como afirmou que iria mudar a cama de sítio. E para mostrar como era bom vizinho, até se ofereceu para fazer umas compras por mim.
A partir desse dia, a nossa relação mudou. O Deacon tornou-se um bom amigo, sempre pronto a ajudar, e eu descobri que ele tinha jeito para acalmar a minha bebé nas crises de choro. Se não fosse o facto de não querer assumir compromissos, ele podia ser o homem perfeito. Mas era exatamente o oposto.

 

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