Mostrar mensagens com a etiqueta Mário Zambujal. Mostrar todas as mensagens

Pequeno mas concentrado! São assim os livros de Mário Zambujal.


Tal como no Dama de Espadas o sentimento que tive quando terminei foi de satisfação. Não tem muitas páginas e a escrita de Mário Zambujal é bastante fluída, aqui adicionamos-lhe um pouco de humor, romance, intriga e mistério e... voilá!

Os pontos negativos são talvez certas expressões que ele usa como: "tê-três" ou "setrece" que irritam um pouco, talvez pela falta de hábito. De resto não tenho nada a apontar.

O(s) romance(s) aqui descritos são bastante peculiares e no final temos uma surpresa, que talvez muitos adivinhem rapidamente ao longo da história, que é como a cereja no bolo.

Continuo a recomendar, principalmente por ser um escritor português.
Frase Preferida:
"Afinal as novidades são como as ondas na praia, chegam e desfazem-se continuamente, cada uma apaga as marcas da anterior." página 15

Na Avenida Vertical, nome de uma torre habitacional de 98 andares, símbolo citadino do ‘esquisito ano de 2044’, ocorrem dois misteriosos assaltos: o roubo de um helicóptero no heliporto que encima o edifício e o roubo de uma coroa de uma rainha portuguesa na Praça das Artes, uma das várias praças interiores. Nesta atmosfera de mistério desfilam as personagens principais: Antony, um historiador, a mulher Grace e o amigo escultor, James.
Segundo a editora Planeta, "Uma noite não são dias" é "uma crónica inteligente da época em que vivemos". Para além disso, a perspectiva original sobre as presumíveis evoluções que encontramos caricaturadas na prosa ágil de Mário Zambujal "leva o leitor do sorriso à gargalhada.

Edição - Maio 2011
ISBN - 9789896571757



Ler o Dama de Espadas é como estar numa taberna, a meia-luz, a ouvir um homem ansião a contar uma das suas histórias de jovem, ou de alguém que conheceu nos seus tempos.

Uma história pobre em pormenores, de resolução rápida, com linguagem "portuguesa quase brasileira" (com algum brasileirismo pelo meio), mas com bastante humor e pensamentos típicos do sexo masculino.

Achei a personagem principal bastante cómica, tal como as restantes personagens, fazendo o seu papel de "louco" muito bem.

Senti a ausência de descrições mais personalizados e em maior número. Apesar da maior parte das cenas ter lugar em solo português, muitas vezes o escritor não especifica locais ou edifícios, referindo apenas a cidade, o que torna o meio envolvente muito abstracto e vago - dificultando-nos assim um envolvimento mais próximo do acontecimento.

De qualquer maneira, os diálogos são dinâmicos e divertidos, tal como as divagações da personagem principal.

Achei que o último terço do livro foi bastante apressado. O escritor podia ter desenvolvido tanto a cena da investigação como o desenvolvimento do par Filipe/Eva.

Como primeiro livro do escritor gostei. E como primeiro livro da editora, tenho a dizer que gostei da ideia dos excertos no inicio de cada capítulo. Claro que atrasa um pouco a leitura, mas é sem dúvida diferente e original.

Concluindo, é um livro fácil e rápido de ler, apesar das figuras de estilo, em que soltamos umas risadas e outras muitas exclamações.

Com o seu admirável ritmo narrativo e clareza de escrita salpicada de humor, Mário Zambujal apresenta-nos Eva Teresa, garota de onze anos, e Filipe, rapaz de dezoito, que namora com a irmã, Rosália. Há uma grande empatia entre a pequena e o futuro cunhado, mas a vida afasta-os com a viagem da família para o Brasil. Eva torna-se mulher e Filipe acaba por se apaixonar por ela, levando-o a viajar ao seu encontro. Entre episódios imprevisíveis que enlaçam mistério e comicidade, ambos só se reencontram em Sintra onde iniciam um romance atribulado.
No seu estilo inconfundível, Mário Zambujal traz-nos uma obra em que se aliam a vontade de saborear cada passo da trama e o prazer da leitura.

Edição -
ISBN - 
Página inicial