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Tinha ouvido muitas críticas positivas e portanto estava com as expectativas lá no alto. 

Comecei a ler com muito entusiasmo já sabendo praticamente a história inteira do livro de ler tantas reviews. 
Bem, eu gostei deste livro mas posso dizer que só comecei a gostar dele do meio para o fim que foi quando o Nick e a Naomi lá começaram a entender-se. 
A primeira parte é só eles às turras e até percebo quem ache esta parte divertida mas eu achei muito estúpida e irritou-me profundamente... 
Uma coisa é certa, fez-me reflectir na relação que tenho com o meu namorado e como não somos um casal que discuta ou guarde ressentimentos um com outro, é a razão para não ter achado muita piada às turras deles. Até porque na segunda parte do livro que é quando o casal começa realmente a falar (!) e a aperceberem-se que a falta de comunicação entre eles é que os tinha levado a quase uma ruptura, foi o meu momento de dizer: finalmente já estão a falar!
Posto isto, realmente a segunda metade do livro, que é quando a Naomi e o Nicholas voltam a apaixonar-se foi a minha preferida. Foi bom ler um romance onde os protagonistas não só já se conhecem, como também já estão juntos, apenas estão a redescobrir o parceiro e o que os fez ficar juntos da primeira vez. 
Nós temos acesso ao primeiro encontro da Naomi e do Nicholas e tive pena não termos mais flashbacks de outros encontros, intercalando com a relação desgastada, seria mais interessada mas pronto. 
Foi uma boa estreia desta autora. 

Quanto a este recomendo a quem goste de uma boa história de amor mas desta vez ao contrário. 

Sinopse 
Naomi e Nicholas foram feitos um para o outro. São aquele casal irritante de tão perfeito. São lindos e sempre amorosos e apaixonados. Entre eles, há uma química incrível… mesmo quando se odeiam de morte.

Naomi é encantadora e inteligente. Nicholas não podia ser mais atencioso. O casamento está marcado para daí a três meses. O único problema? Já não se suportam!
Podiam sempre cancelar a festa iminente – só que quem o fizer vai ter de arcar com todos os custos (e, acreditem, são muitos). E é quando ambos se apercebem disto que começa o verdadeiro braço de ferro, em que vale tudo: desde as inofensivas partidas e sabotagem até à mais cruel chantagem emocional. Agora que já não têm nada a perder, podem finalmente abandonar a fachada da perfeição e serem simplesmente... eles próprios.
E não é que se estão a divertir um com o outro como nunca?
Quando o Amor é Fogo é uma história hilariante e ao mesmo tempo enternecedora que explora a importância da confiança e da comunicação entre um casal e mostra que, havendo amor, tudo se ultrapassa... (até mesmo uma sogra metediça!)




 




Neste livro temos um casal que passa de amigos a namorados. Não é tipo de casal que mais goste de ler, prefiro de inimigos a namorados, acho mais piada mas achei esta história muito fofa e querida. 

Temos então o nosso casal Alex e Poppy que apesar de serem melhores amigos não podiam ser mais diferentes em tudo. Alex é mais introvertido, gosta de ficar por casa a ler (é cá dos nossos!) e Poppy é mais dada a saídas e mais extrovertida. Todos os anos vai de férias juntos até ao dia em que algo acontece e a amizade esfria, deixando de falar durante dois anos. Com saudades das férias e da amizade com Alex, Poppy faz um convite para umas últimas férias juntos e para surpresa dela, este aceita.  
A relação entre Poppy e Alex é o grande ponto da história que vai alternando entre o presente e as férias do passado. Não dá para contar muito da história sem dar spoilers porque realmente é um livro com apenas duas personagens principais mas vamos descobrindo mais sobre a personalidade de casa um e o porquê de eles terem se separado. Ao longo do livro também vamos percebendo então que sempre foi mais do que amizade para ambos e que muitas vezes prolongamos situações fáceis de resolver com sinceridade e honestidade. Ainda assim apesar de também dar 4 estrelas a este livro, gostei mais do "Beach Read".

 


A leitura perfeita para o dia dos namorados


Em "O Amor não morreu" nós conhecemos a Florence Day, uma ghostwriter de uma autora muito famosa, a Ann Nichols. Por causa da sua última relação ter corrido tão mal, Florencece tem dois problemas: neste momento encontra-se com um  bloqueio de escrita e passou a acreditar que o amor morreu para ela.

Ah e só mais uma coisinha : Florence vê fantasmas.

Para além das duas situações que Florence enfrenta no momento, chega a pior notícia que podia ter:o seu pai morreu.

Portanto Florence agora vai ter que enfrentar o luto e acabar um manuscrito enquanto não pára de pensar no seu novo editor.

A forma de como é tratado o luto, o funeral e a perda de alguém é feito de uma maneira que eu nunca tinha lido. Não diria divertida porque já estaria a exagerar mas é feito de forma leve e caricata.

Na organização do funeral na cidade natal de Florence, ela encontra o seu editor meio perdido e sim ele está morto, portanto mais uma situação para a Florence lidar.

É um livro que se lê muito bem mas que tem certas páginas que se repetem um pouco no mesmo assunto o que pode ficar um bocadinho aborrecido.

Sem dúvida que o mais gostei foi o romance e estava curiosa de como a autora ia resolver tudo. Foi um pouco previsível mas ao menos teve um final feliz.

Outra coisa que adorei foram as referências da autora às séries, filmes e livros. Tudo muito actual, especialmente na parte dos livros e autores, bem conhecidos aqui do bookstagram. Esqueci-me só de dizer que a família da Florence são personagens secundárias importantes da história e que deram ao livro camadas diferentes desde a comédia como tristeza. Embora não pareça, é um livro que nos levanta algumas questões e põe o leitor a pensar sobre as mensagens que a autora está a tentar passar.

Gosteo recomendo, já tinha lido um livro desta autora (Geekrella) que tinha gostado muito e sem dúvida que este também foi uma boa surpresa. 

 


Crystal Chen é uma influenciadora digital que tem o corpo fora do padrão aceite pela sociedade mas que mesmo assim conseguiu construir uma carreira  contra os estereótipos do mundo fitness. Com o fim da sua última relação, a sua paciência para homens é nula e conhecer Scott não ajuda muito. 

Primeiro ele invade o seu espaço pessoal no ginásio e depois mostra-se como alguém muito arrogante e convencido. Pelo menos é aparência porque Crystal cedo percebe que afinal ela e Scott tem mais em comum do que pensam. Fora do ginásio os dois começam um relação de amizade com algumas faíscas pelo meio.  

Paralelamente ao relacionamento, Crystal continua na sua batalha contra o preconceito e a tentar superar o cyberbullying que sofre espalhando a melhor mensagem que pode sobre amor próprio. 

A escrita da autora é muito boa, para além de apresentar bem as personagens principais, o livro tem os seus momentos de humor mas também momentos mais sérios. 

Para além do casal principal eu adorei o casal da terceira idade e a história do casamento, foi diferente e bem original. 

Aqui temos um enemies to lovers um pouco cliché mas sem dúvida com várias mensagens importantes e que não dá para parar de ler. Gostei imenso da Crystal ser uma influencer porque conseguimos identificar-nos com a protagonista e adorei a definição que ela deu para a profissão da irmã que adivinhem...é um bookstagrammer e a protagonista do próximo livro!

O romance é muito bom e o Scott é um fofo, só achei que a ideia que a Crystal meteu na cabeça do Scott ainda querer voltar para a ex-namorada foi um pouco exagerada pois no livro ele nunca dá a indicação disso e só falou dela uma vez. Houve outras situações em que ela também foi um pouco injusta com Scott e isso é capaz de irritar alguns leitores mas como depois tudo acaba sempre bem deixamos passar. 

Estou ansiosa para o livro da Tara por passar-se no mundo dos livros e espero mesmo que a Desrotina pensei em públicá-lo




Como é um volume de uma série, um dos meus critérios de classificação é sempre comparar com os livros anteriores e não gostei tano do "O Erro" como gostei de "O Pacto". Apesar de ter gostado muito das personagens principais, o Logan e a Grace, não senti aquela mesma empatia para com este casal como senti com a Hannah e o Garett. Na verdade, todos os quatros amigos são bem diferentes uns dos outros mas pronto, gostei mais da personalidade do casal anterior do que este. O livro começa ainda no decorrer dos eventos de ''O pacto" só que aqui claro na perspectiva do Logan. Achei muito engaçado este detalhe e confirmou-se aquilo que já se suspeitava: no livro anterior, o Logan nutria sentimentos pela Hannah. Curioso de ver este detalhe novamente já que o início do 1º livro isto também acontece mas desta vez por parte da personagem principal feminina. Detesto insta-love nos livros mas repetir a mesma fórmula também torna o livro um pouco previsível. No entanto, gostei imenso do Logan e de como ele resolveu o seu erro para com a sua amada. 
Não sei se cheguei a mencionar na opinião anterior mas é engraçado vermos como são explicadas as situações que dão origem aos títulos dos livros desta série. Aqui o Logan não comete só um erro mas vários, aliás alguns até em pensamento mas com muita perseverança lá consegue desculpar-se pelas suas acções o que já diz muito da personagem em si. 
A Grace não me disse muito como personagem, mas não foi uma má protagonista, pelo contrário teve uma grande evolução ao longo do livro e não perdoou logo o Logan, tal como eu queria. A amizade com a Ramona foi interessante de ser ver e gostei de como a autora abordou o tema de amizade de conveniência e que muitas vezes basta muito pouco para estragar uma grande amizade, assim como basta pouco para provar que uma amizade é mais forte do que se parece. Por falar em amizade foi também muito importante continuar a acompanhar o grupo de amigos da equipa de hockey. Gostei de ver novamente o Garrett e tenho quase a certeza que o próximo livro vai ser sobre o Dean que me parece também muito bem. 

John Logan, universitário, pode ter as mulheres que quiser. Para esta estrela de hóquei a vida é um desfile de festas e engates. No entanto, por trás do seu sorriso matador e charme descontraído esconde-se um desespero crescente sobre o que terá de enfrentar após terminar o curso. Um encontro escaldante com a caloira Grace Ivers é, de facto, a distração de que ele precisa. Mas, quando um erro impensado a afasta, Logan resolve gastar o seu último ano a provar-lhe que vale a pena uma segunda oportunidade- Agora terá de apostar mais alto... Depois de um ano como caloira, Grace está de volta à Universidade de Briar, mais velha, mais madura. E já não é a borboleta tranquila que era quando se envolveu com John. Se Logan espera que ela implore e rasteje a seus pés como todas as suas outras conquistas, pode esperar sentado. Quere-a de volta? Vai ter que trabalhar por isso. Desta vez é Grace quem vai ao colante... E ela tenciona guiar de forma selvagem.





 

 "Percebe a Dica, Dani Brown" foi também um livro que li num dia. É o segundo livro da irmãs Brown e dos três foi o meu favorito. 

Aqui temos a segunda irmã Brown, Danika que é assumidamente bisexual mas que não quer nenhuma relação para além do físico. O que acontece é que fica presa num elevador e é salva por Zafir, um ex-jogador de rugby. O momento da salvação é filmado e torna-se viral na net e como forma de capitalizar esse momento, Danika e Zafir fingem que são namorados para a media e para os novos fãs que andam obcecados com este romance. 

Claro que o fingimento depressa torna-se realidade e Dani e Zafir vão ter de enfrentar os seus problemas no passado e dar uma oportunidade um ao outro. 

Eu adorei este livro e por isso dei 5 estrelas. Esta autora escreve tão bem e consegue misturar de uma forma muito boa, Romance, comédia, drama e cenas sexys. As personagens são bem construídas e há espaço para desenvolver o passado dos protagonistas com o actual romance. Já tinha gostado do primeiro livro mas achei este ainda melhor. A dinâmica entre as três irmãs também é muito engraçada e mal posso esperar para vocês conhecerem também a Eve Brown!




Em "O Pacto" acompanhamos a nossa protagonista, Hannah Wells que após um adolescência conturbada  finalmente encontrou alguma estabilidade na faculdade. Focada na sua carreira musical, sente-se atraída pelo colega de faculdade, Justin,  embora sem coragem para dar o primeiro passo. 

Por outro lado temos Garrett Graham, o popular jogador de hóquei, que devido às suas notas baixas, a sua carreira como jogador profissional encontra-se em risco. 

À primeira vista, este resumo parece a premissa de muitos romances new adults e a verdade é que Elle Kennedy não é muito original na base deste romance ou de protagonistas, embora apresente algumas diferenças que tornam "O Pacto" um livro de destaque no meio de tantos outros.

Primeiro, a bagagem emocional que Hannah traz do seu passado e o facto de sabermos logo na primeira página o seu grande segredo e o porquê de não se sentir à vontade em assuntos de sexo e sedução. A outra coisa que gostei foi o facto de a Hannah interessar-se por outra pessoa e só gradualmente começar a gostar de Garrett. Foi bom ver estes diferenciais e ver toda a dinâmica do pacto entre os dois e como o acordo entre a Hannah e o Garrett vai deixando de ser o foco principal da trama. Gostei que o início que era apenas uma troca de favores entre os dois, se tornasse numa amizade inesperada e depois num romance, o livro teve uma evolução e tudo fez sentido.

Gostei imenso da Hannah e da sua personalidade, principalmente da atenção que foi dada à música, que notou-se perfeitamente que era um escape para aquilo que lhe tinha acontecido. Também gostei de ver como ela lidou com toda a situação e embora se mostrasse confiante na pessoa que era e em alguns aspectos da sua vida, foi também interessante ver o seu lado frágil. Tornou a personagem muito mais dimensional e com vários aspectos por explorar.

Também gostei do Garrett, da sua personalidade e dos seus problemas familiares que enfrenta e a pressão que sente em seguir as pegadas do pai. Não era uma personagem com tanto por explorar como a Hannah mas não deixou de ter crédito no livro, principalmente com o seu sentido de humor ou o seu lado mais bad-boy.

Outro ponto positivo e que gosto sempre quando os autores fazem isto, foi a introdução de personagens secundárias que serão protagonistas nos próximos livros que espero que a Topseller publique rápido. 

Embora com alguns clichés e um pouco longo (mais de 400 páginas), achei um romance fofo, com personagens bem caracterizadas e estou curiosa para ler o segundo livro. 


Hannah Wells, uma jovem bem sucedida nos estudos mas não tanto a nível amoroso. Hannah fará de tudo para ter um encontro, mesmo que isso signifique o não tão estudioso e um pouco infantil, irritante e pretensioso Garret Graham. Tudo o que Garret sempre quis foi jogar hockey profissionalmente mas os seus estudos ameaçam o seu sonho. Portanto pedir ajuda a Hannah em troca de um encontro não parece assim tão mal certo?
 


Lido em 2017

Aqui temos uma jovem, a Samantha, que é aquela típica adolescente americana que para além de ser boa aluna, é popular na escola, tendo o seu grupinho de amigas e é convidada para as melhores festas e tudo mais. O que as amigas e mais ninguém sabe (só a mãe), é que Samantha sofre de OCD, uma transtorno psicológico e que é medicada para controlar pensamentos mais negativos e situações que a deixem muito em baixo. Samantha esconde este segredo com medo e vergonha do que possam pensar dela e também com medo de perder o seu estatuto social na escola. Refugia-se no desporto, precisamente na natação, onde espera conseguir uma bolsa para a faculdade. 

A vida de Samantha muda quando um dia conhece Caroline, uma rapariga muito diferente das suas amigas perfeitas. Caroline não liga muito à aparência e não parece interessar-se por festas mas as duas meio que travam uma amizade e Caroline mostra a Samantha um clube secreto da escola, um grupo de poesia. A partir daqui Samantha começa não só a interessar-se mais por poesia mas também encontra na escrita um escape para a sua fragilidade emocional. E não fosse isto um livro young-adult, claro que também temos direito a um romance.

Gostei bastante deste livro embora tenha lido algumas opiniões negativas quanto a forma como a autora representou a doença. Nesse prisma não posso falar, felizmente não sofro disso mas tirando essa parte eu adorei tudo neste livro, desde a história até as personagens. Compreendi bem os sentimentos da Sam, de ter medo que as pessoas não compreendessem a sua doença, que as amigas se afastassem dela (se bem que com aquele grupo de amigas mais vale ter inimigos) mas também houve vezes que me apeteceu dizer-lhe para abrir os olhos e deixar de sofrer com o que os outros pensam dela. Mas lembrei-me que também já fui adolescente e também já pensei assim.

Gostei muito da componente poética do livro, não ligo muito a poesia mas achei esta parte do livro muito gira, tanto o clube secreto como as actividades deles de escreverem vários poemas e desafiarem a escrita uns dos outros. Quanto ao romance também foi muito fofinho e gostei da parte diferencial de eles já se conhecerem. O AJ é aquela personagem masculina que eu digo que só deve existir nos livros porque é perfeito.

O melhor deste livro é o twist que eu não estava de todo a espera! Muito bem jogado pela autora! Fiquei pasma quando li, foi muito bom ser surpreendida de uma maneira tão positiva.  Não esperava que o livro seguisse pelo caminho de como a mente pode enganar-nos mas achei interessante.

Em suma, embora não possa identificar-me com a maioria dos problemas retratados aqui, gostei imenso de ler este livro. A leitura flui muito bem e o inglês é muito fácil de se ler portanto se tiverem a começar a ler nesta língua, aconselho este livro.


 

 

 


Esperava lágrimas mas não chorei.


Este era um dos lançamentos em Portugal que mais estava ansiosa. A Presença fez a vontade dos leitores portugues e este menino que só estava previsto para 2023 foi antecipado.


Comecei logo a baixar as expectativas quando a Ne começou a ler e parou na página 105 mas como temos gostos diferentes esperei que a minha experiência de leitura fosse melhor.


Foi um bocadinho mas mesmo assim este livro desiludiu-me um pouco. Fala de uma maneira de ultrapassar o luto de forma diferente mas esperava mais profundidade. O livro é muito pequeno nem chega a 300 páginas e aqui sinto que o autor podia ter esticado mais a história.

Basicamente vamos acompanhando a história de Jules e do Sam quando ainda eram namorados e agora o pós-morte. Houve alturas em que gostei da Jules mas outras não simpatizei muito com ela. Cada um lida com o luto à sua maneira mas não sei, não consegui criar empatia a 100%.

Quanto ao Sam gostei dele e gostei da história da ligação dos telemóveis, o final é o melhor do livro. As personagens secundárias não são muito exploradas, gostei do Oliver mas podia ter mais destaque no livro. Mesmo a Jules ela é uma personagem muito rasa na história, só sabemos que ela é namorada do Sam e conhecemos uma amiga dela mas não sabemos nada para além disso, dos seus interesses e hobbies, é apenas Sam e os passatempos dele.


Compreendo quem não goste pois acaba por ser a mesma coisa em várias páginas, apenas o telefonemas e conversas deles em várias situações. Tornar-se chato. Apesar de não ter adorado,gostei e dou umas 4 estrelas (pequeninas).




 



Um romance muito cliché mas que adorei! 

A estreia desta autora foi muito aguardada devido ao sucesso imediato que teve e não desiludiu. Durante seis anos temos um jovem casal, Percy e Sam que passam as férias juntos e  assim começa a história de amor na adolescência. Os anos passam e o que resta são apenas memórias e lembranças desses dias quentes. O resto é apenas dor do que aconteceu e o que os levou à separação mas também de alguma saudade. 

Agora de volta a Barry's Bay para o funeral da mãe de Sam, Percy vai ter que reencontrar-se com o seu passado ao voltar a Barry’s Bay para o funeral da mãe de Sam, Percy tem a chance de se reencontrar com Sam e explicar o terrível erro que cometeu e tem a oportunidade de refazer um laço que foi quebrado há muito tempo. 

Este livro foi lido num ápice pois a história prende-nos pela sua simplicidade da escrita mas também pelas personagens. Como disse acima é uma história de amor cliché, de friends to lovers no passado e agora no presente de um ex-casal que tenta ser feliz novamente. 

Gostei muito tanto das partes do passado como do presente. Foi engraçado ver as atitudes quando eram mais jovens e agora quando são mais adultos. Ainda temos um terceiro elemento muito importante na história, o irmão de Sam que acaba por ser a outra ponta de um triângulo amoroso. Não dá para contar muito mais sem fazer spoiler mas digo que é um romance sobre amor, amizade mas também sobre crescer e sermos responsáveis nas nossas próprias acções. Um livro que nos faz pensar no destino, nas nossas próprias escolhas que fazemos no dia a dia que trazem consequências para o nosso futuro mas também deixam marcas em outras pessoas. Adorei e já estou ansiosa para que a topseller publique o próximo livro da autora que sai em Maio de 2023. 




 


Quando anunciámos os direitos de compra deste livro, a capa ainda nem tinha sido anunciada e demorou quase um ano e meio a sair cá em Portugal mas finalmente chegou Outubro e a Molly, a nossa Camareira do Regency Grand  Hotel estava connosco.
Desengane-se quem acha que este livro é um thriller, não o chega a ser está mais para o género de cozy crime. Aqui temos a Molly, uma personagem muito peculiar, uma funcionária exemplar com um coração humilde mas nada burra como às vezes pode parecer. Com quase nenhuns amigos e pouca habilidade social, a Molly vive com a avó que é sua única parente próxima. A relação das duas é dos pontos fortes do livro, adorei a senhora e a educação que deu à Molly.
Pela total falta de adaptar-se às situações e interpretar o que estava a acontecer A Molly acaba por ser a suspeita de um crime que acontece no hotel e a partir desse momento a sua vida organizada vira do avesso.
Contudo o mistério acaba por estar sempre em segundo plano, resolver realmente o que aconteceu nao é o principal é mais inocentar a Molly de um crime que não cometeu. O final pegou-me de surpresa porque não estava à espera do plot twist mas ao mesmo tempo fica um pouco de final aberto então foi um final surpreendente mas que não me deixou totalmente satisfeita.
Apesar de ter adorado o livro só houve um detalhe que fiquei intrigada por a autora não abordar. Claramente todo o jeito desajeitado da Molly é sinal de alguma síndrome de Asperger e/ou Autismo mas nada é falado no livro. Acho que a autora preferiu que a Molly fosse especial mesmo assim.
O romance do livro é leve mas muito fofo e o Juan Manuel é uma personagem que também gostaria de ver só em livro.
Falando do núcleo das personagens secundárias, a equipa do hotel é engraçada mas achei um bocadinho cheia de estereótipos. Temos a chefe que não gosta da Molly e via-se perfeitamente que o rapaz do bar não era amigo dela. Bem via-se perfeitamente para o leitor porque para a Molly não era assim tão evidente!

"A Camareira" é um livro cheio de teorias por resolver, com uma personagem principal fantástica e com uma escrita que nos prende não só para resolver o mistério mas sim pela própria personagem principal. Uma óptima estreia desta autora e um livro que recomendo bastante. 






Será assim tão simples começar de novo?

Recomeçar muitas vezes pode ser doloroso e Colleen mostra bem aqui nesta tão aguardada sequela de "Isto Acaba Aqui".

Esta review vai ser a quente pois foi apenas há minutos que terminei de ler o livro.

Ponto positivo, ao contrário do primeiro temos aqui ponto de vista duplo em capítulo alternados o que deixou-me muito contente por ter também a visão do Atlas.

Até podia dizer que tinha tido saudades do Atlas e da Lily mas reli na semana passada o livro anterior pois já não me lembrava de quase nada desde a primeira vez que li-o, em 2017.

Quanto a este vamos por partes mas começando pela conclusão. Gostei! Se adorei? Não. Apesar de ser um livro pequeno não senti que este livro fosse genuíno como os outros da autora. Aliás o livro começa com a uma nota da autora a explicar porque escreveu a continuação. Para agradar aos fãs. Acredito que seja isso mas que milhares de dólares e pressão da editora para escrever outro sucesso também esteja em causa. São suposições claro mas foi o que senti durante a leitura. O primeiro livro trouxe sofrimento e este traz alegria e história de amor do Atlas e da Lily. Traz de volta todas as personagens que não gostamos do primeiro livro, traz dor e mágoa mas também apresenta-nos um núcleo de personagens ligadas ao Atlas absolutamemte fantástico. Se o primeiro livro era mais sobre a Lily este é claramente mais focado no Atlas. Vamos conhecer o seu passado não só pela visão dele mas por outros personagens, vamos ver a sua evolução enquanto ser humano e também constatamos que muita coisa pode ter mudado menos uma: o seu amor pela Lily.

Não vou fazer spoilers e não posso dizer mais nada. A escrita da Colleen como sempre é viciante e agarra-nos mas não vou mentir ao dizer que lá para o meio senti-me um pouco aborrecida. Foi breve este aborrecimento (talvez uns 2/3 capítulos) e depois foi sempre a abrir até ao final.

Não consigo dar 5 estrelas como o primeiro mas é sem dúvida uma boa continuação e um casal que vou ter sempre em memória.

E vocês, estão curiosos com esta sequela?




 



Ingredientes:

- Ovos

- Farinha

- Frutos Secos

- Rum

- Vinho do Porto

- Tâmaras e Cerejas Marrasquino


Misturar os capítulos curtos entre a vida de dois irmãos Benny e Byron, adicionar personagens enigmáticas como Covey e verter tudo para uma tigela. Levar ao forno e aqui temos o resultado: Bolo Negro.


Este é o primeiro livro desta autora e foi um livro que me surpreendeu imenso. Já há muito tempo que não lia nenhum romance a acompanhar uma família e adorei conhecer os irmãos que vão descobrir o passado misterioso da mãe, adorei visitar a Jamaica daquele tempo e descobri mais sobre a cultura dos anos 50 e 60. Nunca tinha ouvido falar sobre  emigrantes chineses naquela parte das Caraíbas e muito menos que tinham sido servos.

Esta história, saída de um livro de receitas, leva-nos para duas personagens principais que acabam por descobrir em adultos a sua própria identidade através da narração da mãe que revela-lhes um segredo: têm uma irmã.

Este é o ponto de partida mas o livro tem muitos mais temas que são exploradas ao longo de 400 páginas com capítulos bem curtos e uma linguagem muito acessível.

Temos racismo, homofobia e violência sexual e também as vivências dos dois irmãos que acabam por ter vidas completamente diferentes onde Byron consegue sucesso numa área muito difícil e onde há poucos negros a singrarem. Por outro lado temos a irmã Benny que não tem tanta sorte na vida profissional. Gostei muito da narrativa do presente com os dois irmãos mas acho que a narrativa do passado (da mãe) acaba por see o grande trunfo do livro. Fez-me lembrar um pouco os livros da Lesley Pearse quando a autora anda entre o passado e o presente. Apesar do livro ainda ter algumas personagens, não é nada confuso e é um livro que emociona e que nos mostra que o conceito de família e de casa é algo em constante mudança.

Uma história de luto, saudade mas também de amor que recomendo imenso.




 


Lido nas minhas férias em Agosto, já lá vão uns bons meses que esta opinião devia ter saído. Mas a preguiça vai-se instalando e a vontade de escrever vai passando. Demorou mas aqui está.

Como eu disse já passou um bom tempo depois de ter terminado esta leitura mas nem por isso já esqueci o quanto gostei dela. Não sei deixem enganar pelo título em que possam pensar que é um romance daqueles mais normais porque não é.
A capa já mostra que o livro é passado numa outra época, numa altura em que as mulheres não tinham as mesmas possibilidades de hoje em dia. Aqui temos a nossa protagonista, Elizabeth Zott uma cientista mas também uma mulher muito à frente do seu tempo. Frustra-se com a pouca liberdade que lhe dão no trabalho mas também é lá que vai conhecer o amor da sua vida, o Calvin. Ele dá-lhe oportunidade de ela mostrar o que consegue fazer no laboratório. É o único e por isso o amor deles torna-se aindaaos bonito por todo o apoio ser só dele.
A vida muda e Elizabeth acaba por ver-se sozinha com uma filha muito curiosa e com um cão que percebe tudo e aprende palavras.
Adorei o cão e a explicação do nome que deram, fartei-me de rir com ele e com a Mad. Um bom ingrediente a juntar à história da Elizabeth que é uma inspiração. Apesar de ser ficção a autora conseguiu mostrar tão bem a força da Elizabeth em ir contra o mundo e mostrar que as mulheres também conseguem ser inteligentes, trabalhar e ter filhos e tomar conta de uma casa sem o apoio do marido.
A narrativa é espetacular e tem diálogos muito bons mas que nos deixam a pensar. Eu adorei a Elizabeth, a sua força e determinação em não ser encaixada numa ideia de mulher que ela não é. Por mais Elizabeths neste mundo.
Sem dúvida um óptima aposta da Leya, aconselho o livro a toda a gente, não vão arrepender-se!




Para quem não sabe fica já a saber a Taylor Jenkins Reid é talvez a minha autoria favorita e uma que já conheço há muito tempo ainda nem ela era popular como agora. Já li todos os livros publicados em Portugal e tenho várias edições em português e inglês.
Com lançamento mundial não resisti em ler o novo livro com muito entusiasmo. O livro não é nenhuma obra prima como é o "Sete Maridos" mas é bom. Ao contrário dos outros aqui não há uma atmosfera de glamour do cinema ou música, há apenas ténis e se vocês forem fãs vão adorar este livro. Aqui o desporto é o grande foco contado pelos treinos dados pelo pai e pelas competições que a Carrie faz. Está personagem não vao agradar a toda gente. Eu gostei da garra dela e da determinação de ser a melhor. Nunca treinei desporto de alta competição mas acredito que tenhamos de ter mesmo muita força para chegarmos aos topo. Alguns leitores irão achá-la arrogante e é uma personagem que não vai agradar a todos, assim como este livro.
É um daqueles livros que não dá para falar muito sem fazer spoiler, eu gostei da história da Carrie e de saber a descendência dela e da menção à Daisy Jones mas não se tornou um favorito da autora por focar-se muito no desporto e não tanto na história de vida da Carrie como eu pensava.
Mesmo assim aconselho para os fãs da autora mas não esperem uma Evelyn Hugo porque essa so há uma.



 


Este era uma lançamento já muito esperado e finalmente chegou Setembro e aqui está ele.

É um livro pequeno de 210 páginas que permitiu que o lesse num dia inteiro mas claro que também ajudou que fosse interessante e com uma premissa muito boa.

Estamos em Nova Iorque e pela mão destas 6 autoras vamos descobrir 6 histórias diferentes de adolescentes que vêem-se num apagão na cidade que nunca dorme, que está sempre iluminada, que está agora ainda mais caótica porque não há electricidade. Já conhecia (de ter lido) 3 autoras mas fiquei curiosa agora para ler mais da Tiffany Jackson pois a história dela que é logo a primeira e a maior também, foi a que mais me interessou e a que mais gostei.

Não dá para falar das seis histórias em pormenor aqui no Instagram mas no geral todos os contos acabam por terem pequenas conexões entre eles e dois deles são lgbt. Todas as personagens são não-brancas então acaba por haver muita diversidade e representividade. Tal como diz no subtítulo do livro, é um livro de amor onde vamos encontrar jovens presos no metro, presos numa biblioteca, presos num uber, todos à procura de algo que brilha mesmo durante este apagão: o amor.

Estava com receio de por ser escrito por 6 autoras e ter tão poucas páginas que as histórias e personagens não tivessem tanto desenvolvimento mas acho que melhor do que cativar a nossa atenção com muitas páginas e conseguir fazê-lo em tão poucas. Claro que fica o gostinho de ler mais destes contos, queria acompanhar mais o casal de ex-namorados do primeiro conto e o casal que se forma no último conto mas o livro é tão rico em outros aspectos que sinceramente terminei a leitura com a sensação que não faltava nada no livro.

Tal como tantos outros livros que estão a sair agora, este também é mais um livro que foi escrito durante a pandemia mas não se aflijam que não há qualquer menção ao Covid mas leiam os agradecimentos no final. De resto, fico à espera da série que irá adaptar estas histórias aos pequeno ecrã e a as autoras gostaram tanto da experiência que vão lançar mais uma colectânea de contos novamente chamada White Out que espero que a Editorial Presença também edite por cá.



Depois de alguns anos sem lançar nada, Nicola Yoon volta com um livro romântico, fofo mas também com algumas surpresas.

Aqui temos a Evie a nossa jovem que devido ao momento que está a passar (divórcio dos pais) já não acredita no amor. Para além da separação do país, este momento é uma trauma na vida dela pois foi Evie quem acabou por apanhar o pai a trair a mãe. Em consequência disso vem toda a mudança dela, da irmã e da mãe para outra casa de modo a seguirem em frente. Por conta disto tudo, Evie acaba por deixar de ser aquela romântica incurável e começa a acreditar cada vez menos no amor verdadeiro e para sempre. Para piorar Evie começa a ter visões quando vê algum casal, para além de conseguir ver como aquela história começou também consegue perceber como vai acabar. Isto não ajuda nada à sua vida pouco romântica e numa ida a uma escola de dança para devolver um livro, conhece X um rapaz de natureza livre que vai ensiná-la a amar sem medos.

Como podem ver esta história tem um toque pequenino de fantasia por causa das visões da Evie e por ter lido a sinopse já diagonal fiquei surpreendida com esta parte mas gostei imenso de como o início da história funcionou. Para além da Evie e do X temos outras personagens importantes como o pai da Evie, os amigos dela e ainda outra personagem importante que não vou desvendar quem é.

Adorei o romance e as partes da dança que é uma actividade para a qual eu não tenho muito jeito mas que gosto muito de praticar. Foi giro percorrer vários géneros de dança pela mão da autora.

O final tem bastante drama mas eu adorei, é um livro pequeno mas que se lê muito bem. Não achei tão bom quanto os outros anteriores da autora aos quais dei 5 estrelas mas não é mau de todo! Só achei que a  Evie por conta da idade foi um pouco imatura com o Xavier na parte final fazendo com que o fim não seja o mais feliz de todos. 

Gostei também da parte familiar e do contraste da Evie não falar com o pai por causa da traição mas ao mesmo tempo apaixonar-se pelo Xavier. 

No final leiam os agradecimentos, a autora explica porque teve tanto tempo sem lançar nada e porque escreveu um livro anterior a este e que  decidiu não lançar. Gostei da homenagem nas notas da autora e fico agora à espera que não passe tanto tempo para termos mais livros dela.

Portanto não sei deixem enganar por esta capa fofa, é um livro que lemos rápido mas que trata assuntos sérios como o luto e aproveitar os momentos com as pessoas enquanto estão entre nós.







Quando li a sinopse deste livro, quis imediatamente lê-lo e sabia que se ouvisse o audiobook seria ainda melhor. Calculei logo que fosse muito divertido e não me enganei pois este livro é de chorar a rir. 

Lá está como ouvi o audiobook, diverti-me muito mais com os sons e sotaques das personagens e tenho a certeza que este factor ajudou muito para que tivesse adorado o livro. Nunca tinha lido nada deste autor mas fiquei fã só com um livro e curiosa para ler mais obras dele. 

Aqui temos uma mistura de romance, comédia e tragédia muito peculiar que envolve um assassinato, um casamento e uma data de tias dispostas a proteger a sua sobrinha!

Tudo começa quando Meddelin Chan acaba por matar acidentalmente o seu blind date. Ela realmente não fez por mal, se a sua mãe não se tivesse intrometido na sua vida amorosa, nada disto tinha acontecido. O problema é que ela estava sozinha com a vítima e agora todos vão pensar que ela realmente matou-o com um propósito. Mas não há problema, porque Meddelin tem não sei quantas tias tão intrometidas quanto a sua mãe e estão prontas para ajudar a livrar-se do corpo...ou então não! 😂

Depressa percebem que descartar um cadáver não é assim tão fácil, especialmente quando é acidentalmente enviado num frigorífico para o bolo de casamento em que Meddy, mãe e as tias estão a trabalhar! E claro que pode sempre piorar quando o ex-namorado de Meddy (que ela ainda gosta) aparece de surpresa no casamento e parece que ambos ainda podem ter um futuro juntos...isto se Meddy não for acusada de assassinato claro. 

Isto é mais um resumo do que uma opinião mas é difícil dizer mais do que adorei este livro sem fazer spoiler. Vocês vão-se fartar de rir com esta família e vão adorar a representividade que o livro tem. Espero que vos tenha aguçado o apetite para ler este livro tão caricato. Eu adorei e fartei-me de rir com as reviravoltas desta história.





Golden Boys é o primeiro livro diferente da "Clube do Autor" e confesso que estava com boas expectativas. O título manteve-se em inglês e a capa escolhida foi a mais bonita e foi com entusiasmo que comecei a ler este livro.

É um livro pequeno para quatro personagens, o que significa que achei que o autor podia ter aprofundado mais a história de cada um. Mesmo assim surpreendeu-me a maneira como as quatro histórias relacionaram-se tão bem. Claro que ao princípio ficamos um pouco confusos que personagem é qual mas depressa entramos na vida destes quatro amigos, nas suas amizades e inseguranças também. Gostei que todos têm o seu destaque e de todos serem queer, acaba por ser um livro com uma diversidade grande nesse aspecto. Um detalhe muito importante é também a saúde mental dos protagonistas mas isso já é marca do autor já que no outro livro que li dele também era uma temática abordada. 

Dos quatro rapazes, o meu preferido foi o Reese, gostei do detalhe das pulseiras personalizadas para os restantes amigos, també diverti-me com o seu percurso como jovem designer e da sua viagem a Paris. O meu segundo preferido foi o Sal e gostei de ler como funciona a política americana para um novato. Os romances do livro também são muito fofos e gostei que o autor conseguisse mostrar que mesmo como melhores amigos já havia amor entre eles. Com alguns um amor romântico mas também um amor de amizade.

Não tendo já lido vários livros lgbt, acho que teria gostado mais deste. Apesar de ter gostado, vi muita inspiração do autor em outros livros que já li e por isso não consigo dar mais que 3 estrelas. Não me arrependo de o ter lido mas esperava um pouco mais devido ao hype que se fez em relação ao livro. Contudo é um livro que aconselho sem dúvida embora tenha um público alvo mais específico. Uma leitura leve, perfeita para o Verão!


 


 


Hoje trago duas opiniões de dois livros que não saíram ainda cá mas nunca se sabe... Dois romances que li este mês e que gostei bastante dos dois.  Já conhecia uma das autoras e a outra foi uma estreia que gostei imenso. 


 Este primeiro livro desta autora foi mesmo uma agradável surpresa.  Não sei porquê mas ia mesmo com ideias que não ia ser nada de especial mas adorei. Ainda é possível ler romances divertidos com algum drama mas sem serem demasiado complicados e aqui está a prova. A autora tem mais dois livros já a sair do Forno que vou querer ler de certeza. Aqui temos a Harper,  estudante de medicina dentária que tem a sua vida toda planeada mas também alguns (muitos) problemas de ansiedade. Entra Dan, estudante também de odontologia do primeiro ano do curso e com um legado familiar pesado nas costas.  Apesar de saber que a sua vida irá passar por arrancar dentes, na verdade Dan não quer nada disto, ao contrário de Harper que sonha para esta profissão. Claro que os dois irão apaixonar-se. 
O problema é que Harper é um pouco mais complicada do que as raparigas normais e não quer mesmo que nenhuma  distração a afaste dos seus estudos e do seu objectivo final e o amor por vezes pode ser uma grande obstáculo. 

Gostei tanto deste casal. Como personagens individuais adorei tanto a Harper como o Dan. Ambos são bem desenvolvidos mas de maneira diferente pois o problema da Harper é bem mais difícil de superar que o do Dan. Mesmo assim adorei todo o apoio que ele lhe dá e a paciência que ele tem para ela. É um romance muito bem construído que aborda muitos assuntos importantes especialmente desgaste enquanto estamos ainda a estudar.  A autora aborda os temas de ansiedade e pressão de uma maneira séria mas sem nunca fugir também ao romance entre o casal. É tudo muito equilibrado e foi por isso que fiquei fã desta autora logo neste livro. 


Este é o terceiro livro que leio desta autora mas é o seu primeiro YA.  Normalmente está autora lança sempre um romance adulto em Janeiro e outro a meio do ano. Decidi apostar neste YA que saiu agora este ano pois achei a sinopse interessante embora eu e livros com viagens no tempo não nos demos muito bem.  Se não forem bem explicados são livros normalmente confusos porque causa das linhas do tempo mas felizmente (e porque não há assim tantas viagens no tempo, aliás pelo contrário estão presos no tempo) a narrativa fluiu muito bem. 
Aqui temos Barret que depois de um dia péssimo em que tudo corre mal incluindo ela pegar fogo a uma pessoa, quando acorda no dia a seguir vê-se presa no mesmo dia. Mais ninguém tem memória do dia anterior porque para as outras pessoas não aconteceu nada, só ela é que está a repetir o mesmo dia. Sem explicação e em pânico tenta perceber o que está a acontecer e é nas suas deduções que percebe que Miles, um rapaz da sua universidade também está preso no tempo.  Embora ela esteja há dias, ele está há meses sem sair do mesmo dia! 

O mote do livro é engraçado e claro que temos um romance entre os protagonistas mas tirando isso gostei mesmo de ler este livro. Estava com receio que fosse muito repetitivo porque é o mesmo dia vezes sem conta em vários capítulos mas é engraçado irmos acompanhando o mesmo dia de maneiras diferentes, para além do facto que há histórias paralelas incluindo os protagonistas e que talvez sejam a solução para eles saírem do loop infinito em que se encontram. 
Esta parte já é spoiler e não vou desvendar o que acontece mas gostei da história paralela entre a Barret e a sua amiga do passado. 
Embora eu goste dos livros desta autora, tenho um problema com os livros dela que também tive aqui: são sempre demasiado longos para a história que a autora escreve,  neste acabei por sentir que chegando a uma parte enrolou um bocadinho (normalmente é sempre ali na meta dos 60% do livro).  Posto isto gostei imenso das personagens e apesar de ser um YA,  a acção passa-se numa faculdade e os protagonistas já são um pouco mais adultos portanto acaba por não ter tantos clichés nem ser tão estereotipado como tantos outros livros YA que se passem no liceu por exemplo. Fiquei fã também desta vertente da autora e quero ainda este ano ler o outro livro dela que comprei na Amazon a um preço espectacular (capa dura a 4,40€).  Entretanto a Leya já comprou os direitos de mais um livro da autora cá em Portugal, o "Weather Girl"  onde podem ler a minha opinião aqui. 






Duas novidades dos últimos tempos, tão diferentes mas que gostei bastante de ambas




Começando pelo "Procura-se Namorado" um dos mais recentes lançamentos da Desrotina, já há algum tempo que andava curiosa com este livro de um autor que eu pensava que até era uma autora mas sempre achei este livro muito parecido com o "Branco, vermelho e sangue azul" então fui adiando a leitura deste exemplar até que a Desrotina o anunciou como lançamento de Junho e não resisti em voltar a Londres pelas páginas deste livro. O resumo da história é simples, temos Luc filho de duas estrelas da música rock que está sempre na primeira página dos tablóides pelos piores motivos. Como tal ele acha que a melhor forma de sair dessa situação que ameaça arruinar um emprego de sonho é arranjar um namorado falso. 

O namorado falso perfeito parece ser Oliver, um advogado certinho que aceita entrar no plano de Luc e tudo até estaria bem se eles até fossem parecidos. O problema é que não podiam ser mais o oposto um do outro. 

Gostei dos protagonistas mas não posso dizer que tenha adorado. Ambos têm os seus defeitos e qualidades e gostei da relação de ambos mas acho que depois da metade, o livro caiu um bocadinho no ritmo e custou-me muito mais a ler. Eu li 60% do livro praticamente em dois dias e depois demorei quase uma semana a ler os restantes 40%.

Acho que isto deveu-se a uma parte da história que acaba por não focar-se tanto no relacionamento do casal mas sim envolvendo a família do Luc. Foi interessante o autor abordar esse tema e fugir um pouco ao romance, conseguimos acompanhar realmente a fundo os problemas de Luc e toda a sua situação familiar mas ao mesmo tempo achei que se alongou demais e foi uma situação muito focada na segunda parte do livro e não foi equilibrada ao longo do mesmo. 

Quando ao Oliver, ao princípio achei que a ia ser uma personagem um pouco mais chata por ser tão certinho mas vamos vendo que t tantas inseguranças quanto Luc e gostei deste contraste. Temos mais personagens como os amigos de Luc que acabam por ser mais uma componente de comédia e não são muito exploradas. 

A continuação já saiu lá fora e espero que não demore muito para continuarmos a acompanhar este casal. No geral gostei da escrita do autor e fiquei curiosa para ler outros livros dele, especialmente os romances com personagens heterossexuais.






Passando à segunda novidade e totalmente diferente da primeira, "Punk 57" é um livro já bem antigo, de 2016 mas que devido ao tiktok teve um novo interesse na comunidade literária.

Já tinha lido o livro anterior da autora e tinha  gostado muito apesar do assunto tabu e decidi também avançar para este com expectativas moderadas porque ouvi falar muito bem mas também muito mal, que o livro era tóxico e tinha muitos problenas. Decidi experimentar por mim mesma e só digo que o livro tem os seus problemas sim mas eu gostei imenso e é muito viciante.

O livro conta a história de Misha e Ryle, dois adolescentes que moram em cidades próximas e em nome de um projeto antigo começam a corresponder-se por carta, construindo assim uma amizade íntima entre eles. Mas ambos tem um acordo: não  procurar-se nas redes sociais ou  tirar fotos e até trocar números de telefone. Se a amizade funcionou até agora não precisam de mudar isso. Até que há um dia em que o destino decide juntá-los embora uma parte não saiba a identidade do outro 

Os dois acabam por relacionar e a relação não podia ser mais explosiva e cheira de hormonas, com muito sexo mas também com muita confusão e discussões... Contudo a conexão de ambos é palpável e acabam sempre por voltar aos braços um do outro. 

Tinha lido algumas críticas quanto à personagem masculina mas sinceramente achei a Ryle até mais problemática do que o Misha. Vê-se que é um adolescente a descobrir-se quem é, com sentimentos confusos às expectativas que têm dela e vê na arte uma forma de expressão de toda a confusão dentro de si. Gostei da autora ter abordado estes conflitos na adolescência e o importante é que Ryle vai crescendo e ficando mais madura ao longo do livro. O Misha também não é uma personagem perfeita mas eu gostei imenso dele e no geral da relação de ambos que acaba por ser o vício do livro. 

Em conclusão, Penelope Douglas apresenta uma história sexy com muitas hormonas adolescentes mas até divertida de se ler. Não é um livro para levar muito a sério se não vamos passar o tempo todo a revirar os olhos mas eu acabei por gostar bastante e espero que a Quinta Essência continue a apostar nesta autora. 



 



Depois de todo o hype no tiktok e afins, finamente temos este livro em Portugal!
Eu já tinha muita curiosidade e por isso não demorei muito a pegar neste livro que foi a leitura ideal nestes dias quentes de Verão!

Adorei a história da Piper e do Brendan, um romance  entre dois opostos que se atraem apesar de serem muito diferentes: Piper é uma rapariga inconsciente das suas acções, que vive em função da sua imagem nas redes sociais e de uma vida de aparências, tudo a cargo do padrasto que decide dar-lhe uma lição de humildade ao mandá-la para a terra dos seus avós a fim de ter um choque de realidade e uma nova perspectiva do dinheiro e da vida. De arrasto leva a sua irmã Hannah, uma das personagens secundárias e que é a protagonista do segundo livro que espero que não demore muito a sair em Portugal. Falando já das irmãs, foi engraçado ver a dinâmica entre ambas mas parece-me que o livro da Hannah vai ser mais calmo e não tão cheio de peripécias como a Piper.Eu adorei a personalidade da Piper e fez-me lembrar um pouco as protagonistas dos livros da Sophie Kinsella, sempre meio malucas mas muito divertidas e com bom coração. Ia a medo de achar a personagem um pouco tonta e parva mas não, gostei mesmo dela e da sua personalidade contagiante. 

Gostei da acção na pequena cidade costeira de Westport , além de conhecermos pessoas do passado das irmãs, iremos encontrar também Brendan, um jovem que já passou por muito mas continua com o seu trabalho honesto e com uma humilde. Claro que Brendan será um desafio para Piper e vice-versa já que está não está habituada a uma vida mais simples e Brendan não acha muita piada às extravagâncias de Piper. 


O relacionamento deles foi muito engraçado de acompanhar porque temos momentos de implicâncias mas também teve momentos divertidos e a partir do momento em que começa o romance, dá-se uma conexão verdadeira entre eles e fica tudo mais romântico mas também muito sexy, com várias cenas muito picantes. Claro que boa podia faltar um pouco de drama que surge mais para o final e sinceramente desta parte não gostei muito porque foi um pouco desnecessário e por falta de comunicação mas no final tudo acaba bem como acontece num bom romance. 

Gostei imenso deste livro, nunca tinha lido nada da Tessa Bailey e encontrei uma história bem escrita, com personagens engraçadas e carismáticas e um romance muito prazeroso de ler. Fico agora a aguardar o livro da Hannah onde espero ter a mesma experiência de leitura que tive com este. 

Uma comédia romântica sobre uma socialite de Hollywood que é exilada numa pequena cidade, onde bate de frente com um morador mal-humorado e sexy que pensa que ela não pertence ali.

Piper Bellinger é uma das socialites mais influentes no meio social de Beverly Hills com uma reputação que a persegue... literalmente. Os fotógrafos andam sempre atrás dela à espera que cometa mais uma loucura e, quando se trata de Piper, não é preciso esperar muito.

Quando, numa noite regada de demasiado champanhe, organiza por impulso uma festa que rapidamente fica fora de controlo, o padrasto decide que esta é a gota de água. Tira-lhe o dinheiro e exila-a para Westport, uma cidadezinha costeira com cerca de dois mil habitantes, na esperança de incutir alguma noção de responsabilidade em Piper ao fazê-la assumir o bar deixado pelo falecido pai.

Ao chegar a Westport, conhece Brendan, um pescador corpulento e barbudo (bastante charmoso, por sinal), capitão do seu próprio barco, que está convencido de que ela não aguentará sequer uma semana num sítio que é uma antítese de tudo o que gosta e representa.

Mas Piper está decidida a provar ao padrasto e a Brendan que estão errados e que ela não é assim um peixe tão fora de água! Mesmo que, para isso, precise de cuidar de uma espelunca e morar num apartamento minúsculo...

Nesta divertidíssima e original comédia romântica, a extrovertida rainha da festa e o pescador rabugento são dois opostos que fazem de tudo para não se atrair.



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