Às de Espadas foi o primeiro livro que li da nova chancela da Infinito Particular, a Desrotina.
A expectativa era muita, não só pelo marketing feito por eles mas porque este romance foi altamente recomendado. Mas mais uma vez isso raramente corre bem e acabei o livro um pouco desiludida.
Adoro a capa, adoro as sprayed edges, adoro que ouçam os leitores e tragam os mais pedidos, mas de facto a história não me cativou, mesmo sendo solidaria e tendo tido empatia com os personagens.
Gostei bastante dos capítulos iniciais de Chiamaka porque apesar do jogo que fazia e da personagem que vestiu, parecia-me que sabia bem o que queria, mas depois ao longo do livro fui-me apercebendo que afinal ela era tudo aquilo que ela não era e apenas de vestia e produzia para se encaixar. Mesmo assim não correu bem... nunca corre. As cenas dos pesadelos e do Passado dela foram as que me cativaram mais e depois tudo o que aconteceu com o melhor amigo e Belle também.
Em relação a Devon já não gostei tanto. Muito drama e depois acabou por ficar meio apático. As cenas sobre o pai dele pareceram metidas um pouco à pressa no meio da história, não achei que tivesse grande contexto. A introdução de novas personagens foi ara aumentar as suspeitas, mas no fim são "acrescentos" que não acrescentaram nada também.
Por falar em fim, a seguir à uma certa atitude de Devon, este foi bastante óbvio. Por essa altura os vilões também já tinham sido descobertos, só ficando à espera do que se passaria de seguida ou se haveria mais algum vilão não revelado.
No geral lê-se muito bem. A escrita de Faridah é muito directa com alguma acção e discursos abundantes, mas talvez por ser young-adult já não me cativa tanto como antigamente. Claro que não posso negar que as temáticas estão lá bem presentes, mas a meu ver foram abordadas demasiado directamente ou de forma um pouco amadora, o contrário de autoras como Angie Thomas, que nos contam histórias com a mesma temática mas de forma mais realista e chocante e que nos fazem reagir de forma mais forte. Aqui talvez tenha sido por não achar os protagonistas com características fortes.
De qualquer forma recomendo a sua leitura principalmente por não haver em Portugal mais literatura deste gênero.
Quando dois alunos da elitista escola privada Niveus, Devon Richards e Chiamaka Adebayo, são seleccionados para fazer parte dos delegados de turma, parece que o seu ano está a começar da melhor maneira. Afinal, não só fica ótimo no currículo para a faculdade, como os coloca oficialmente na corrida para orador de final de ano.
Porém, logo após o anúncio ser feito, alguém intitulado Ases começa a enviar mensagens de texto anónimas para revelar segredos sobre os dois que viram as suas vidas de cabeça para baixo e ameaçam os seus futuros cuidadosamente planeados.
O Ases não dá sinais de querer parar, e o que parecia uma brincadeira doentia, rapidamente se transforma num jogo perigoso, com todas as cartas contra eles. Serão Devon e Chiamaka capazes de pará-lo antes que as coisas se tornem incrivelmente mortais?




