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Book Bingo da Quarentena: Actualização #1 e Mini Opiniões

Passaram-se uns dias desde que comecei este Book Bingo mas já completei uns quantos quadrados, por isso aqui está a primeira actualização e também umas mini-opiniões dos livros lidos.


Livros lidos:


Book With Road Trip/Book with a Map - Wanderlove de Kirsten Hubbard

Este é um livro que já conheço há muitos anos, talvez há uns 7 anos e quis sempre lê-lo. Como estou a participar em outro desafio de ler livros que se passem noutros países e este é um deles, acabei por juntar o útil ao agradável e lê-lo também aqui para o Book Bingo. Só ia lê-lo para uma categoria mas como  livro tem algumas ilustrações e tem um mapa no meio, aproveite e juntei também para a categoria de Livro com mapa. Eu achei este livro bem OK, fala da jornada de uma rapariga que vai em viagem para a América Central e temos toda a sua aventura lá. Não achei nada de especial, não achei a personagem principal interessante nem o romance do livro. Também esperava mais dos países que ela visita (Guatemala e Belize). 2/5 estrelas.

Book with a mystery - O Silêncio de Fiona Barton

Há alguns anos li o primeiro livro desta autora ''A Viúva'' e gostei muito. Entretanto a a Planeta publicou mais dois livros desta autora e só queria lê-los porque gostei muito do primeiro e não porque propriamente gostava da sinopse. Bom, decidi ler agora ''O Silêncio'' porque apeteceu-me ler um thriller depois de tantos livros YA seguidos. O livro não é mau e li bem até à página 100 mas depois começou a tornar-se chato. Só lá depois da página 280 é que começou a melhorar para mim e adorei o twist final que acabou por salvar o livro para mim. 3/5 estrelas. 

Compilações: ''Amor&ódio Irresistíveis'' e ''Apenas Amigos'' de Christina Lauren



Nunca tinha lido nada desta autora, os lançamentos cá em Portugal nunca me entusiasmaram, ao contrário dos seus chick lits que pareciam ser muito promissores.
Este livro apesar de ter uma premissa muito semelhante ao ''Odeio-te e Amo-te'' de Sally Thorne que eu gostei mas não adorei, tem o seu próprio mérito até que gostei bem mais deste. 
Tudo começa com uma competição entre Evie e Carter, rivais em duas agências de talentos diferentes mas que são unidas numa fusão. Como só há um lugar vago para a próxima promoção, os dois agentes passam de um dia para o outro de amigos coloridos a rivais. 
O que gostei mais do livro foi a evolução das personagens. Porque embora eles tivessem competindo, acabam por perceber que os sentimentos que nutrem um pelo outro são bem mais fortes do que uma simples promoção e um salário melhor. Gostei que o livro tivesse os dois pontos de vista pois dá para relacionar-mos melhor com o casal do que só tivéssemos o ponto de vista da Evie. Eu sempre ouvi que os outros livros da autora - nomeadamente da série ''Irresistível'' - tinham muitas cenas eróticas mas aqui isso não acontece com tanta frequência. A verdade é que também não temos assim tanto romance, porque a maior parte do livro é a competição entre eles mas eu gostei disso. Acho que o problema do livro é não ter nenhuma reviravolta dramática ou assim, até porque todo aquele mistério do chefe era um bocado previsível. 
''Amor&Ódio Irresistíveis'' é mesmo um romance leve com uma mistura de romance, comédia e drama. Gostei tanto que não perdi tempo a ler outro livro desta dupla de autoras.

Vale tudo no trabalho e no amor? O novo romance da autora bestseller do New York Times, Christina Lauren, é uma comédia romântica e sexy que mergulha fundo no dilema do amor moderno. Carter e Evie sentem uma afinidade imediata e uma forte tensão sexual ao conhecerem-se, embora o despontar de um romance seja pouco provável em virtude de ter lugar numa festa de Halloween. No entanto, nem o facto de ambos serem agentes de talentos de firmas concorrentes em Hollywood é suficiente para apagar o fogo.Porém, quando as duas agências se fundem - fazendo com que os dois concorram ao mesmo cargo -, tudo se torna imprevisível. O que poderia ter sido o nascer de um belo romance transforma-se numa guerra declarada de sabotagem mútua.

38889689''Apenas Amigos'' prometia ser outro livro muito bom e embora eu não tenha adorado, também não desgostei mesmo que o livro não tenha sido nada daquilo que eu pensava. A verdade é que o título original é ''Rommies'' e eu não li a sinopse então eu pensava que era sobre dois amigos que eram colegas de quarto e que iam-se apaixonar. xD
O livro não podia ser mais diferente do que eu pensava dado que trata de um casamento de conveniência. Ao contrário do outro livro aqui só temos um ponto de vista, o da Holland que é salva de um assalto no metro por Calvin, um emigrante ilegal que toca violino no metro e é extremamente talentoso. A verdade é que Holland tem passado os últimos tempos obcecada com Calvin, quem ela pensava que era ''Jack'', nome que lhe deu porque nunca te coragem de falar com ele. De modo a agradecer-lhe, Holland apresenta Calvin e Robert, o seu tio que está a dirigir um musical e precisa de um músico. O problema é a ilegalidade de Calvin no país e Holland percebe que a única solução é eles casarem para ele conseguir um visto de residência. 
Este livro não conseguiu cativar-me tanto como anterior. Desta vez como só temos um ponto de vista, achei a Holland por vezes um bocado chata e mesmo que ela tivesse apaixonada pelo Calvin, achei que ela própria nem sabia bem no que se estava a meter. A verdade é que ambos começam a desenvolver um romance mas não senti grande química entre os dois. 
Achei este livro com mais altos e baixos, começou muito bem mas para o meio ficou um bocado aborrecido sendo que só para o fim melhorou um pouco. O final foi meio súbito parecia que as autora tinham limite de páginas e já tinham chegado ao fim e não podiam escrever mais. Ficou um pouco estranho. Tirando isso, é um mais um livro bom mas ao contrário do primeiro que é um pouco mais divertido, este é mais romântico e dramático. Mesmo assim também recomendo e espero conseguir ler mais livros destas autoras! 


Compilações: ''A list of cages'' e ''Uma Razão para respirar''


É engraçado como às vezes estamos anos para ler um certo livro e no final acabamos por ler dois livros com conteúdo muito semelhante, quase a seguir um ao outro. Foi  o que aconteceu com estes dois livros: ''A list of cages'' que eu já tinha aqui para ler desde 2017 e ''Uma razão para respirar'' que só saiu agora em Portugal mas já foi editado em 2011. Li os dois no espaço de 3 semanas e por isso achei curioso esta coincidência dos livros serem tão parecidos. 

A List of Cages''A list of cages'' era um livro que eu já ouvia falar muito no youtube e portanto adquiri a minha cópia quando o encontrei a bom preço. É o primeiro livro desta autora e penso que até hoje ainda não editou mais nenhum livro. A autora é terapeuta e trabalhou com adolescentes e é bem evidente esse seu trabalho passado neste livro. Aqui os protagonistas são Adam e Julian mas a história foca-se mais em Julian. No passado chegaram a ser irmãos numa família adoptiva mas depois separaram-se porque Julian acabou por ir viver com o seu tio que reivindicou a custódia de Julian.
Passado um tempo eles reencontram-se e Adam começa a perceber que Julian sofre abusos em casa e tenta ajudá-lo embora Julian recuse a ser ajudado porque sabe que ainda só vai trazer mais problemas para ele. O livro tem situações muito pesadas e é importante referir que Julian só tem 14 anos ou seja ainda não está perto de maioridade ou de conseguir ser emancipado. Adam é o oposto e vai ser o seu ponto de abrigo. O livro é basicamente isto embora depois haja pequenas histórias paralelas com as personagens secundárias que são amigos e familiares de Adam. É um livro que se lê muito bem porque os capítulos são curtos mas eu achei a história pesada. Eu gostei da história e acredito que seja até uma realidade de muitas crianças e adolescentes mas não é um livro que propriamente recomende por ter algumas situações gráficas de abuso físico contra uma criança. 


48353176. sy475 ''Uma razão para respirar'' é o primeiro livro de uma trilogia que saiu agora pela Editorial Presença. Fui às cegas para este livro e na minha ideia pensava que era um romance adolescente. Não podia estar mais enganada. Se no livro acima temos um menino que sofre com o tio. Aqui temos uma rapariga que sofre com a tia. Depois de a mãe alcoólica a ter abandonado, Emma vai viver com os tios e os primos mas a sua vida não é nada fácil com uma tia controladora e má que não hesita em bater-lhe por tudo e por nada. A vida de Emma só melhora com a amizade de Sara, personagem que eu adorei e com Evan, o rapaz por quem Emma apaixona-se mas que não deixa ele entrar na sua complicada vida.
O livro trata de assuntos complicados como a negligência familiar e os maus tratos. Não sei se foi por ler este em português mas custou-me muito mais ler este do que o ''A list of cages'' embora ambos sejam livros difíceis. Uma coisa que ficou a faltar em ambos os livros é uma explicação para os tios serem como são mas como este livro é ainda o primeiro de uma trilogia espero que a vida da Carol (tia da Emma) seja explorado. 
Eu fiquei literalmente em choque com o final do livro, já há muito tempo que não ficava de boca aberta porque ainda faltava umas páginas para acabar e de repente dá-se o final! Acaba num momento de cortar a respiração e sinceramente não vou esperar até que a Presença lance cá os outros livros, porque fiquei mesmo com uma vontade enorme de ler o resto e sendo livros já tão antigos não faz sentido esperar para ler em português quando nem são novidades. 
Embora seja um romance young adult, trata de assuntos muito importantes que alguns adolescentes também passam e portanto recomendo a sua leitura.

Compilações: ''O Último Adeus'' e ''Guarda-me para sempre''


O mês de Agosto e agora o início de Setembro foram pontuados por dois livros YA da Topseller que já tinha para ler aqui ao tempo e que ambos tratam (de duas maneiras diferentes) o luto por alguém familiar. 

32314583Em ''O último adeus'' temos a Alex, 18 anos que para enfrentar o luto do suicídio do seu irmão, começa a escrever num diário para libertar a sua dor, a pedido do seu terapeuta. O problema é quando Alex e mesmo a sua mãe começam a sentir uma presença em casa. Não sabendo se é o fantasma do seu irmão Tyler ou uma alucinação, Alex tenta entender o que levou  o seu irmão a terminar com a vida quando parecia feliz. O livro vai-se alternando entre as entradas no diário e alguns episódios no passado onde podemos conhecer melhor o Tyler e o presente. A narrativa é bem simples mas não me emocionou assim muito. Mesmo assim eu gostei bastante do livro e como já tinha lido uma trilogia sobrenatural desta autora foi bom ler algo completamente diferente. Vamos também entendendo porque é que a Alex se sente tão culpada do que aconteceu ao seu irmão. No final é importante ler a nota da autora que passou o mesmo que a protagonista e embora inspirado nas suas próprias vivências, o livro não é autobiográfico. 

Cynthia Hand oferece-nos uma lindíssima e comovente história sobre amor, perda, culpa e superação. Como superar a ausência e a culpa se não dissermos o último adeus? A morte está à nossa volta. Nós não prestamos atenção. Até que somos obrigados a fazê-lo. A última vez que Lex se sentiu feliz foi antes. Quando ela tinha uma família coesa. Um namorado que amava. Amigos que não temiam que ela se passasse a qualquer momento. Agora ela é apenas a rapariga cujo irmão se suicidou. E Lex sente que é assim que vai ser vista para sempre. Ela tenta seguir com a sua vida, mas há um segredo que a impede, algo que ela nunca disse a ninguém: o seu irmão, Tyler, deixou-lhe uma mensagem na noite em que se suicidou. E esta ideia persegue-a como uma sombra. À medida que o tempo avança, Lex começa a descobrir que os fantasmas não têm de ser reais para nos impedirem de avançar. 

35695100. sy475 ''Guarda-me para sempre'' foi o primeiro livro que li este mês e em comparação com o livro acima, gostei mais deste. Ainda há um segundo livro que não é uma continuação directa e que gostava de ler mas parece que a Topseller esqueceu-se desta autora, ou então este não vendeu assim tão bem. A capa remete para algo mais romântico mas o livro não tem nada de romântico. 
Aqui temos Juliet que sempre escreveu cartas para a sua mãe. Agora, mesmo com a morte desta, ela continua a escrever a deixá-las no cemitério. Do outro lado temos Declan Murphy que é o típico bad boy da escola mas que apenas é incompreendido e também sofre com a morte da sua irmã mais nova. Um dia, Declan descobre uma das cartas de Juliet e responde, iniciando uma troca de correspondência anónima. O problema é que Juliet e Declan até se conhecem pois estudam na mesma escola. 
Gostei imenso que tivessemos o ponto de vista tanto da Juliet como do Declan, conseguimos perceber melhor os seus sentimentos e a sua dor. Eu até acabei por gostar mais do Declan e da história de vida dele mas para o final com algumas descobertas da Juliet sobre a mãe também fez com que simpatizasse muito com ela. 
O livro tem uma notória evolução na trama e também no desenvolvimento das personagens. À medida que vão falando pelas cartas e depois para os emails, começam a aperceber-se que tem muito em comum e que talvez até se conheçam na vida real. A parte final - após a revelação - é muito boa e li num ápice. Como disse o livro não tem nada de romântico embora acabe por ser uma história de amor entre dois adolescentes, embora seja bem mais do que isso. Gostei bastante e recomendo sem dúvida. 

Duas vidas que se cruzam por acaso.
Um grande amor que nasce nas entrelinhas.
Juliet ainda não conseguiu aceitar a morte da mãe. Quatro meses depois, continua a escrever-lhe cartas, deixando-as junto à campa, numa tentativa desesperada de manter a mãe viva e bem perto de si.
Declan é o tipo de rapaz que todos temem. Depois de se meter novamente em sarilhos, é obrigado a prestar serviço comunitário no cemitério local. Além da sua má reputação, ele enfrenta também os demónios do passado. Quando Declan lê uma das cartas que Juliet deixou no cemitério, decide também ele escrever-lhe. Nasce assim uma relação magnética e inexplicável. As palavras que trocam por carta, dia após dia, são libertadoras e reconfortantes, e o amor vai nascendo nas entrelinhas do acaso.
Até ao dia em que a vida real ameaça quebrar todo o encanto. Juliet e Declan estão prestes a descobrir coincidências terríveis que os mudarão para sempre.
Muito mais do que uma história de amor!
Uma viagem apaixonada pela magia dos acasos, que nos mostra que o destino pode ser, simultaneamente, cruel e fantástico.

Compilações: ''Um clarão de luz'' e ''Devo-te a felicidade''




Dois livros tão diferentes de duas autoras preferidas.

Um Clarão de LuzJá há muitos anos que sou fã de Jodi Picoult e apesar de ainda ter alguns livros que foram saindo nos últimos anos por ler, não resisti em ler esta novidade deste ano, pela Presença. 
Aqui a autora apresenta-nos a história de um atirador que invade e refugia-se numa clínica de aborto no Missisippi fazendo outros pacientes e médicos reféns. Toda a acção do livro é passada num único dia, aliás em algumas horas onde a história vai-se desenrolando de trás para a frente. Para além da narrativa ser contada no inverso, também e contada através de vários pontos de vista dos reféns e também da polícia que está cá fora em negociações com o atirador. Como em todos os livros da Jodi, temos personagens muito diversas em tudo, especialmente na sua opinião em relação aos abortos. A minha personagem preferida foi a Wren mas também gostei da Janine e da Beth. A forma como a autora escreve, elucida-nos muito sobre as leis restritas deste Estado americano. No final é importante e obrigatório ler a nota da autora onde aprofunda mais as leis e mostra como os Estados Unidos em certas coisas, andam para trás em vez de avançarem com o tempo. A nota também mostra bem a pesquisa exaustiva de Jodi na escrita deste livro onde falou com 151 mulheres e assistiu a diversos abortos em várias fases de gestação. Só dou 3 estrelas devido ao formato da narrativa que não gostei e porque embora seja um livro com uma tema muito interessante, gostava mais que o livro tivesse avançado para mais algo para além do atirador. O caso da Beth podia ter ido a tribunal que teria sido muito interessante de ler, visto que a Jodi escreve sempre muito bem cenas de tribunais. Não desgostei mas achei que podia ser melhor mas não é de todo um mau livro, só não está entre os melhores dentro da vasta de livros fantásticos que esta autora tem. 

Um dia quente de outono começa como qualquer outro no Centro - uma clínica que presta cuidados de saúde reprodutiva a mulheres. Como habitualmente, os seus funcionários acolhem as pacientes que ali se encontram para aconselhamento e tratamentos. de repente, pelo final da manhã, um homem armado entra nas instalações e começa a disparar, causando feridos e fazendo reféns.
O agente de polícia Hugh McElroy, especialista em negociar a libertação de reféns, estabelece um perímetro de segurança e traça um plano para comunicar com o atirador. ao olhar sub-repticiamente para as mensagens recebidas no seu telemóvel, apercebe-se, horrorizado, de que Wren, a sua filha de apenas quinze anos, se encontra no interior da clínica.
Wren não está só. Ela vai partilhar as horas seguintes, sob um clima de grande tensão, com outras pessoas : uma enfermeira em pân ico, que tem de se autocontrolar para salvar a vida de uma mulher ferida; um médico que põe a sua fé à prova como nunca antes acontecera; uma ativista pró -vida, que se tinha feito passar por paciente e é agora vítima da mesma raiva que ela própria sentia; uma jovem que quer abortar. e o próprio atirador, completamente transtornado, a querer ser ouvido.
Uma narrativa que equaciona a complexa temática dos direitos das mulheres grávidas e dos direitos dos seres que elas estão a gerar, além de refletir sobre o significado de ser boa mãe e bom pai. 

46743682. sy475 Passando para esta novidade da Quinta Essência, foi com imensa surpresa que vi o mais recente livro da Sophie Kinsella a sair já cá em Portugal, visto que a QE demora quase dois anos a lançar os livros mais recentes. 
Para quem leu as minhas opiniões aos livros mais recentes da Sophie Kinsella, sabe que andava um pouco desiludida com a autora porque todas as personagens femininas pareciam a mesma: divertidas sim, mas também muito trapalhonas e mentirosas, algo que me incomodava imenso. Andava a pedir já um livro mais sério da Sophie e finalmente parece que ela ouviu-me porque ''Devo-te a felicidade'' foi tudo aquilo que desejei!
Aqui temos a Fixie que não consegue não ajudar. Sente necessidade em ajudar, arrumar, endireitar...tudo e todos que precisem de algum apoio. Mas por mais que ela queira ajudar e por melhores que sejam as suas intenções Fixie não é levada a sério por aqueles que mais ama: a sua família. O seu lema de vida é ajudar a sua família, principalmente o pequeno negócio familiar que gere com os seus irmãos e a sua mãe. 
Quando, por puro acaso, salva o computador de um estranho - Seb - este fica-lhe a dever um favor, favor esse que Fixie nunca pensou em pedir visto que nunca voltaria a ver Sebastian. Mas quando Fixie precisa de impressionar uma antiga paixão da escola, recorre a Sebastian e começam uma troca de favores infinita mas também o começo de algo mais entre os dois. 
Eu adorei a Fixie! Ela é a típica personagem que engole demasiados sapos e não reage com medo de magoar os sentimentos das outras pessoas, mesmo que isso a faça sofrer ainda mais. Deu-me muita raiva  a maneira como os irmãos a tratavam e só me apetecia dar um grito para ver se Fixie acordava e reagia! 
Para além da Fixie, todos os personagens mostram uma evolução ao longo do livro, o que é óptimo e a autora não deixa nenhuma ponta solta, atando todos os nós soltos das várias personagens. Pela primeira vez nos livros desta autora, não achei o romance nada de especial, aliás não há quase romance nenhum entre o casal, sendo que o livro é mais focado na vida familiar da Fixie e eu adorei isso por ser diferente, e por mostrar que as famílias de sangue às vezes são tóxicas e nem sempre serão o nosso maior apoio, muitas vezes pelo contrário.
No fim a Fixie consegue impor-se e mostrar a sua força e adorei isso. Claro que esta parte foi um bocado cliché mas mesmo assim gostei de ver a Fixie a revelar-se contra a sua família. 
Um excelente livro desta autora, adorei completamente e vai estar no top de melhores leituras deste ano, de certeza.

Fixie Farr tem uma compulsão terrível: a de arranjar tudo… Seja a endireitar de um quadro, tratar de uma nódoa quase invisível ou auxiliar um amigo em apuros, ela é simplesmente incapaz de não agir. O mesmo se aplica ao negócio de família que gere com os irmãos, ainda que, em segredo, sinta por vezes que tudo recai sobre si.
E quando um belo desconhecido lhe pede para ela olhar um instante pelo seu computador portátil, não é de admirar que ela diga que sim. Agradecido, Sebastian acaba por lhe rabiscar uma nota de dívida (que, evidentemente, ela não irá cobrar).
Ou será que vai?
É que Ryan, por quem Fixie tem um fraquinho, precisa de ajuda. E quem melhor do que Sebastian para o ajudar? Só que agora é ela que tem uma dívida para com ele e Fixie não está habituada a ver-se nessa situação. Após uma sucessão de notas de dívida, de favores insignificantes e ajudas preciosas… Fixie depressa dá por si dividida entre o passado confortável e o futuro que julga merecer.
Terá ela coragem de "dar um jeito" à sua própria vida e lutar por aquilo que verdadeiramente quer?

Compilações: ''Amy and Roger's Epic Detour'' e ''O mapa que me leva a ti''


3º Livro do Book Bingo - Um livro que se passe no Verão
4º livro do Book Bingo - Autor nunca lido


Mais dois livros lidos para o Book Bingo e mais importante, mais dois livros da estante lidos. 

9725419O ''Amy and Roger's Epic Detour'' já o tinha cá desde 2015 portanto soube mesmo bem finalmente lê-lo. O problema é não ter gostado assim tanto dele. Quer dizer gostei mas não adorei. 
Achei que o livro ia ter muito mais romance e não teve quase nenhum. É mais um livro de auto-descoberta destes dois adolescentes (mais da Amy) depois de uma situação recente que a marcou do que propriamente um romance YA. 
O livro é recheado de ilustrações sobre a jornada dos dois pelos Estados Unidos e gostei dessa parte e de ver diferentes culturas americanas tão díspares a cada Estado e cidade que passavam. 
Gostei muito do Roger mas a Amy por incrível que pareça não me irritou. Só achei que toda aquela história com a ex-namorada do Roger era desnecessárias mas compreendo que ele também tivesse que ter uma história dele e não só a Amy, se não ficava apenas como personagem secundária. A mãe da Amy irritou-me um pouco mas no fim lá redimiu-se. 
É um YA mediano, já foi lançado há originalmente há quase 10 anos e portanto na altura foi um dos primeiros livros deste género e sairem e por isso ficou tão popular. Como era o primeiro livro da autora e já tendo lido mais um dela, este não é o melhor dela e por isso leva 3 estrelas.



36610956. sy475 ''O mapa que me leva a ti'' foi a minha escolha para a categoria de autor nunca lido. Também já tinha este livro há 1 ano e meio para ler e na altura comprei-o porque era novidade! Este livro tem uma base semelhante com o livro acima e foi por isso que decidi juntá-los nesta opinião. Aqui também temos um casal em viagem mas em vez de ser de carro e pela América, é por comboio pela Europa. 
Aqui temos Heather que parece já ter a vida toda construída. Mas antes de aceitar um cargo importante no Banco da América, decide embarcar numa viagem pela Europa com as suas duas melhores amigas da faculdade. Num comboio rumo a Amesterdão conhece Jack, um viajante aventureiro, totalmente diferente de Heather e os dois apaixonam-se. 
As razões da viagem de Jack não poderiam ser mais diferentes das de Heather. Com ele, traz o diário do avô que fez uma viagem pela Europa depois da Segunda Guerra. Jack decide cumprir o mesmo itinerário que o avô e os planos de Heather mudam quando decide acompanhá-lo. 
Gostei logo deste livro ao início, adoro viajar e tendo há pouco tempo feito uma viagem semelhante (mas mais pequena) por 3 países da Europa, consegui logo relacionar-me com o livro. 
Obviamente que já calculava que o casal ia separar-se para depois reencontrar-se. Esta parte era previsível mas acabou por perder algum encanto do livro em mim. Portanto a parte pós-viagem já não foi tão boa mas mesmo assim estava curiosa pelo motivo de Jack ter desaparecido sem rasto. O final foi pouco agridoce porque queria mais história depois do reencontro mas pronto fica em aberto e à imaginação do leitor. Mesmo assim foi um livro que gostei bastante e foi uma lufada de ar fresco ler um romance contemporâneo de um autor. O autor tem só mais um livro que irá ser editado este ano em Outubro e se for publicado cá, lerei de certeza. 




Compilações: ''Vox''e 'The Poet X''


Porque decidi juntar estes dois livros tão diferentes num só post? Não é por ambos o títulos acabarem em ''X'' mas sim porque as palavras são uma presença essencial tanto num como noutro. 


''Vox'' tem sido dos livros mais bem falados dos últimos tempos e não é por menos. Tem uma premissa interessante, um título apelativo (que ainda bem que não foi traduzido) e uma capa que chama a atenção com cores garridas que se contrastam entre si.
A temática é futurista mas podia ser actual. Aqui estamos numa América onde as mulheres só podem falar 100 palavras por dia, depois de um grupo de fanáticos religiosos ter conseguido cegar toda a gente com o seu discurso e ideologia religiosa. Um novo presidente foi eleito, novas leis foram decretadas e as mulheres para além de não poderem trabalhar, foram reduzidas a uma centena de palavras diárias. 
A nossa protagonista é Jean que sempre foi avisada por colegas e amigas que algo de mal ia acontecer mas na altura não quis saber e agora arrepende-se do que não conseguiu mudar na altura. Por isso quando tem a hipótese de trabalhar para o Governo e poder mudar alguma coisa (nem que seja na sua família), Jean decide agarrar a oportunidade que lhe foi dada.
O início do livro é brutal e prendeu-me logo. À medida que a narrativa foi avançando, o livro tornou-se menos uma distopia e mais um romance. Não esperava tanto foco na vida amorosa da protagonista e confesso que também não sou muito dada a assuntos de ciências e laboratórios (sou mais letras eheh) portanto houve umas partes que não me puxaram muito a minha atenção.
Gostei dos assuntos que o livro aborda e das várias mensagens que passa e nos fazem reflectir mas acho que o livro perdeu algum potencial que tinha e a autora perdeu-se um pouco com o rumo da história. Esperava que a Jean fosse mais revolucionária mas foi uma protagonista mais contida, embora tenha conseguido com sucesso mudar as coisas. Mesmo assim esperava algo mais explosivo e bombástico e não um final tão morno. 
Acho que a grande mensagem é que quando pensamos que algo não pode acontecer porque é impossível de acontecer por ser tão abusurdo e ilógico e que ninguém irá seguir essa linha de pensamento, é precisamente quando há mais probabilidades de algo acontecer. 
Gostei é um livro que aconselho mas podia ser melhor. 

Estados Unidos da América. Um país orgulhoso de ser a pátria da liberdade e que faz disso bandeira. É por isso que tantas mulheres, como a Dra. Jean McClellan, nunca acreditaram que essas liberdades lhes pudessem ser retiradas. Nem as palavras dos políticos nem os avisos dos críticos as preparavam para isso. Pensavam: «Não. Isso aqui não pode acontecer.»
Mas aconteceu. Os americanos foram às urnas e escolheram um demagogo. Um homem que, à frente do governo, decretou que as mulheres não podem dizer mais do que 100 palavras por dia. Até as crianças. Até a filha de Jean, Sonia. Cada palavra a mais é recompensada com um choque elétrico, cortesia de uma pulseira obrigatória.
E isto é apenas o início.


''The Poet X'' foi um livro que peguei por acaso em ebook e que foi uma autêntica surpresa. Gosto imenso da capa e tem tudo a ver com a nossa protagonista: Xiomara. Uma adolescente com descendência dominicana que vive nos Estados Unidos mas que não se sente de todo integrada. Ela é diferente das colegas, há muito tempo que o seu corpo ganhou formas, mas ela não consegue lidar com a sua sexualidade numa casa extremamente religiosa, sob o olhar da mãe. Xiomara cresceu a ser calada porque falava alto demais, porque dizia aquilo que não era suposto dizer. Agora em adolescente vive contrariada consigo mesma e tenta descobrir a sua identidade através da poesia. 
The Poet XO livro é todo escrito em formato de verso, algo muito diferente do que estou habituada a ler. Para além de proporcionar uma leitura rápida e muito fluída, foi um livro muito interessante de acompanhar. 
Gostei imenso da Xiomara e acredito que este livro seja importante para muitas raparigas de descendência latina que vivem com machismo diariamente. Não digo quem em outras culturas não aconteça, mas aqui é bem presente que a cultura dominicana é muito de machismo e objectificação das mulheres e de na própria família, rapazes e raparigas são tratados de maneira diferente. As raparigas são ensinadas a limpar e a tratar da casa, enquanto que os rapazes são mais protegidos pelas mães. 
Outro aspecto importante do livro é a importância dada à religião, neste caso à religião católica, onde é obrigatório a presença semanal na missa e uma boa relação com os padres da igreja. 
Gostei muito da evolução da Xiomara, eu nem sou muito fã de poesia mas adorei como a autora conseguiu misturar os poemas que a Xiomara escrevia com a sua história pessoal. Não são poemas para serem declamados como numa peça de teatro. São poemas para serem lidas em voz alta por todos. Poemas de palavras sentidas, de frases curtas, de temas tabu. O espectacular do livro é que autora consegue falar de tudo de maneira fluída mas não parece que toca ao de leve nos assuntos. Vai mesmo a fundo e faz o leitor pensar em vários temas. Gostei e recomendo e é uma leitura muito fácil para quem não está habituado a ler em inglês.

A young girl in Harlem discovers slam poetry as a way to understand her mother’s religion and her own relationship to the world. Debut novel of renowned slam poet Elizabeth Acevedo.
Xiomara Batista feels unheard and unable to hide in her Harlem neighborhood. Ever since her body grew into curves, she has learned to let her fists and her fierceness do the talking.
But Xiomara has plenty she wants to say, and she pours all her frustration and passion onto the pages of a leather notebook, reciting the words to herself like prayers—especially after she catches feelings for a boy in her bio class named Aman, who her family can never know about. With Mami’s determination to force her daughter to obey the laws of the church, Xiomara understands that her thoughts are best kept to herself.
So when she is invited to join her school’s slam poetry club, she doesn’t know how she could ever attend without her mami finding out, much less speak her words out loud. But still, she can’t stop thinking about performing her poems.
Because in the face of a world that may not want to hear her, Xiomara refuses to be silent.

Compilações: ''O Homem que pensei que eras'' e ''Olha por mim''



Não sei o que se passa comigo mas até ando a conseguir ler bastante. O problema é escrever as opiniões portanto aqui estão mais duas num post só. Como também não adorei estes livros, não tenho assim grande coisa a dizer mas li ambos no espaço de uma semana, o que neste momento é um feito para mim. Podem clicar nas capas para lerem as sinopses. 

40584319Começando com o livro da Planeta, desde que saiu que o queria ler. A sinopse era interessante e apesar da capa não ser das minhas preferidas também não desgosto. Li este livro num dia e meio mas não posso dizer que tenha adorado. Começou muito bem, muito envolvente e a deixar-me curiosa para a súbita separação entre Mark e Anna mas depois do motivo ter sido revelado, o entusiasmo desceu um bocadinho. É difícil falar deste livro sem dar nenhum spoiler mas só posso dizer que não concordei nada com as atitudes do Mark. Um casamento é para durar na saúde e na doença, e o Mark quebrou logo essa promessa com a Anna. O final acabou por estragar ainda mais a história, depois de tanta tragédia pensei que ainda fosse ter um final feliz mas a autora seguiu por outro caminho. Não é um romance mau, se não me tivesse prendido a atenção logo ao início não tinha lido em menos de 48 horas mas achei que algumas atitudes do Mark eram mesmo egoístas. Mas pronto cada um lida com que lhe está a acontecer de maneira diferente mas sinceramente se uma pessoa está em vias de morrer, não é preferível passar junto daqueles que mais ama? Acho que o livro até aborda um tema que não é nada fácil e uma situação que até pode acontecer na vida real, com um final que se calhar muitas vezes é o mais verdadeiro, mas em época natalícia queria ler algo mais leve e neste momento este livro não foi a melhor escolha para esta altura. Dou-lhe 3 estrelas e meia.


43183791Depois de ter lido o livro anterior, segui para esta novidade fresquinha da Bertrand. Nunca tinha ouvido falar deste livro, nem desta escritora mas como li numa review que o livro se passava no Natal e pelo facto de autora ser italiana (nacionalidade que leio muito raramente), decidi apostar nele. Aqui temos Eilidh que enfrenta uma crise na sua vida. Depois de alguns tratamentos fracassados para engravidar, da traição do marido e de uma relação conturbada com os pais, Elidh decide abandonar tudo e voltar para a Escócia. Lá irá reencontrar pessoas que em tempos lhe foram muito queridas e também reencontra-se a si mesma. 
Este livro foi diferente do que pensava que ia ser. Não sei se era da própria escrita da autora ou da tradução mas a própria escrita não me empolgava a ler o livro, tanto que este livro tem menos páginas do citado acima e levei 5 dias a acabá-lo com algum esforço admito.
Outro ponto que não estava à espera foi a parte sobrenatural do livro. O livro não é de fantasia mas tem um toque de realismo mágico, como os livros da Sarah Addisson Allen, que em tempos adorei. Aqui não é tão bom mas até gostei da personagem da Elizabeth. Quanto ao resto das personagens, gostei da Eilidh e nota-se bem que a personagem enfrenta uma depressão e adorei o Jamie e a pequena Maisie. Achei que o romance demorou muito tempo a desenvolver-se e depois quando finalmente aconteceu foi tudo muito depressa. Detestei os pais da Eilidh assim como as fofoqueiras da vila. Lá está, mais uma vez não é um livro mau mas é daqueles livros que não consigo dar 4 estrelas porque sei que daqui a uns tempos não me vou lembrar de nada. É o primeiro livro de uma série mas todos têm personagens diferentes, se continuar a ser cá lançado e se não tiver mais nada para ler, talvez dê uma segunda oportunidade a esta escritora. Para já leva 3 estrelas. 




Compilações: ''Dry Spell'' e ''Arrancada''



2 contos tão diferentes entre si mas que adorei! 

''Dry Spell'' deu para matar saudades de Vi Keeland. Espero mesmo que a Topseller lance mais livros desta autora em 2019, pois é uma autora que quero continuar a acompanhar e que felizmente lança muitos livros todos os anos! 
Dry SpellEste conto é muito pequeno e pela capa dá logo para perceber que é apimentado. Temos Ava que está na seca há 1 ano e nos últimos tempos tem saído com Evan que parece não querer dar os primeiros passos para algo mais sexual. Portanto Ava decide arriscar e aparecer de surpresa em casa de Evan, digamos apenas meia despida. O problema é quando entra em casa de Evan...
Bem mais do que isto não posso contar se não já estou a falar do conto inteiro. Não me importava nada que isto fosse o início de um livro mais longo, pois a história tinha imenso potencial. Atenção eu adorei mas quando chegou a melhor parte já estava o conto a acabar. Mesmo assim em menos de meia centena de páginas, esta autora consegue fazer-nos rir e ficar com calores. ehehe 

Ava was dating the perfect man. They’d met on opposite sides of the courtroom. After two weeks of arguing over a high profile case, the sparks burning so hot, she thought for sure the dapper district attorney would nail her to the wall when they stepped into the elevator alone at the end of the trial.
But instead he asked her out. And one nice date led to two, two led to three, and eventually after five nice dates—she was ready to break her very long dry spell. Although Evan wasn’t making any moves. So Ava decided to take matters into her own hands and surprise him with a late night booty call. He was surprised all right…

Arrancada
Passando a outro conto que li este mês. ''Arrancada'' é uma prequela de ''Flores Cortadas'',o último livro que li em Novembro e um dos melhores livros que li este ano. Foi a minha estreia com Karin Slaughter e que estreia meus amigos. Um livro violento, gráfico, até macabro, com direito a tudo do mais nojento que o ser humano pode ter e fazer a outras pessoas. 

''Arrancada'' não é tão gráfico mas mesmo assim não deixa de arrepiar (especialmente os últimos parágrafos''. Mesmo não sendo muito violento, a autora consegue ter a proeza de conseguir incomodar o leitor. Isso só mostra a qualidade da escrita de Karin Slaughter. 
Esta novella conta a história de Julia Caroll, uma personagem que vai ser muito importante no livro que já referi. Sinceramente tanto faz lerem este conto antes ou depois do Flores Cortadas mas como li depois, acho que faz mais sentido assim. Não dá para contar muito mais do que isto, acompanhamos um pouco da vida de Julia e o seu último dia de vida. 

Uma bonita jovem caminhava pela rua quando de repente...
Julia Carroll sabe que muitas histórias começam assim. Bela e inteligente, com os seus dezanove anos, recém chegada à universidade, deveria viver despreocupadamente. Mas tem medo. Porque na sua cidade estão a desaparecer raparigas muito jovens. Primeiro foi Beatrice Oliver, uma estudante. Em seguida, Mona Sem Sobrenome, uma jovem sem abrigo. Ambas desaparecidas em plena rua. Ambas sem deixar rasto.
Julia está decidida a averiguar os motivos por trás destes desaparecimentos. E não quer ser a próxima... 

 

Compilações: ''Leah on the Offbeat''' e ''Second Chance Summer''


Dois livrinhos lidos em Outubro e que gostei bastante! 


Leah on the Offbeat (Creekwood, #2)Depois de ter adorado ''Os altos e baixos do meu coração'' que li em Maio, não demorei muito tempo a ler o mais recente livro a solo da Becky Albertalli. Designado como uma continuação de ''O Coração de Simon contra o Mundo'' temos aqui Leah, a melhor amiga de Simon. Embora seja uma continuação, este livro pode ser perfeitamente lido sozinho mas se vão apanhar spoilers do primeiro livro em relação ao Simon, portanto aconselho a ler por ordem.
Ora bem confesso que ao princípio não estava a gostar muito da Leah. Parecia que ela é que era a vítima de tudo (tanto pela sua aparência física, como pelas dificuldades que tinha em casa) e que todos os outros é que tinham sorte. Felizmente o livro foi evoluindo e comecei a gostar mais dela mas mesmo assim prefiro a Molly. Algo que adorei foi a amizade da Leah com o Simon. Super amorosos e foi mesmo bom ter a presença do Simon no livro, deu para matar saudades desta personagem. Além disso ele não está lá só por estar, tem até algum protagonismo num enredo secundário portanto foi muito bom podermos continuar a acompanhar o percurso do Simon depois do livro anterior. Gostei também da mãe da Leah e do padrasto e fiquei com a sensação que a autora quis mesmo mostrar que às vezes os adultos também têm dificuldades mas que só querem  o melhor para os filhos.
Uma questão importante aqui é a sexualidade da Leah. Ela é bissexual e gostei como a autora tratou do tema já que não é muito comum termos personagens assim. Mesmo assim não me consegui envolver muito com o romance da Leah. Um livro que é fofinho e que passa várias mensagens importantes sobre a amizade e aceitação pessoal. Espero que a Porto Editora publique-o cá em Portugal.



Second Chance SummerOutro livro que também li em Outubro foi o ''Second Chance Summer'' que comprei em Dezembro de 2015 e que disse aqui neste post que o ia ler no verão de 2016. Como podem ver falhei só um pouco esta promessa e foi lido agora no Outono de 2018 :P 
A minha edição tinha quase 500 páginas portanto demorei um pouco a ler este livro mas passado o início foi lido com gosto. 
Aqui temos a estória de Taylor que no dia do seu aniversário recebe a notícia horrível que o seu pai está doente e com pouco tempo de vida. Um dos seus últimos desejos é passar o último verão na antiga casa de férias que têm. 
Taylor não passa férias nesse sítio desde os seus 12 anos e definitivamente nunca pensou em voltar. Até porque a última vez que passou lá o verão, a relação com a sua ex-melhor amiga e com a sua primeira paixão não acabou muito bem. 
Este é um livro tipicamente YA. Com muitos jovens, muitos amores e ''desamores'' e conflitos. Como não é passado em ambiente escolar, mas sim num sítio de férias, é tudo mais leve e não nos faz revirar tanto os olhos. Na verdade o livro não tem personagens irritantes ou pelo menos nenhuma delas irritou-me e até consegue passar algumas mensagens importantes devido à condição do pai da Taylor e as suas ex-relações com Lucy e Henry. Até os irmãos de Taylor têm algum destaque e gostei disso. 
O final emocionou-me. Não chorei mas já meio que esperava. Gostei bastante e estou contente por ter ainda mais 2 livros da autora por ler (que sabe-se lá quando os irei pegar).

Compilações: ''Um,dó,li,tá'' e ''Meu''




Nada como ter uma data de opiniões atrasadas e ser tudo ''farinha do mesmo saco'' e puder compilar tudo num só post! :P 


''Um, Dó, Li, Tá'' foi o primeiro livro que li e foi quase há um mês portanto os pormenores mais específicos já não estarão muito vivos na minha memória mas de uma coisa sei: fiz muito bem em adquirir toda a colecção já lançada cá e só agora começar a ler. Como a Topseller já apanhou a publicação original, agora tudo à espera de novos livros e eu ainda tenho muitas aventuras de Helen Grace para desfrutar. 
Um, Dó, Li, Tá (Helen Grace, #1)Normalmente fujo de séries muito longas e até nem tenho tido muita sorte com séries policiais que têm um detective único (por exemplo não gostei muito do ''Boneca de Trapos'' e nem consegui acabar o ''A Rapariga no Gelo'' mas felizmente tive sorte com este primeiro livro. 
O primeiro volume apresenta-nos um assassino em série com uma mente doentia e obcecada no jogo de vida ou morte. A única forma de escapar é matar o outro par. Tudo começa com um par , Amy e Sam mas à medida que os dias passam mais duplas vão sendo sequestradas e obrigadas a jogar este jogo de extremos. Helen Grace, a nossa detective principal aos poucos vai descobrindo que há uma conexão entre as vítimas e a sua vida pessoal, especialmente com o seu passado e terá de resolver este enigma o mais depressa possível antes que o assassino faça mais vítimas inocentes. 
Adorei o ambiente macabro da história e gostei imenso de algumas descrições, especialmente aquela da piscina. Só é mesmo possível entender a ligação das vítimas com a Helen à medida que se vai avançando na história, portanto o livro não é nada previsível. Vou sem dúvida continuar a seguir esta série, que dizem que só melhora daqui para a frente portanto valeu a pena ter esperado estes anos todos para poder ler a primeira aventura de Helen Grace! 


Outro livro que li em Setembro foi ''Meu'' uma novidade da Bertrand e  foi tal o vício que li-o em 2 dias! 
MeuNão recomendo nada este livro para quem foi mãe há pouco tempo ou está grávida. Acho que se tivesse numa destas duas condições o livro teria tido mais impacto em mim mas mesmo assim adorei!
Sasha preparou todo o seu parto como um sonho. No melhor hospital da cidade, parto natural, com o marido do lado dela a encorajá-la com frases bonitas e calmantes. O pior é que nada disso aconteceu e Sasha viu-se no pior hospital da cidade numa cesariana de emergência. Não se lembra de quase nada do parto e pior...não reconhece o filho que teve. Tudo começa quando lhe apresentam um bebé do sexo masculino quando Sasha tinha a certeza que teria uma menina. Convencida que o seu bebé foi trocado, irá fazer de tudo no hospital para poder reaver a sua filha...mesmo que ninguém acredite nela. 
Adorei este thriller! É rápido de se ler e não tem partes mortas embora haja alguma repetição dos momentos de ''este filho não é meu! Mas será que é?", a trama desenvolve-se de uma maneira em que começamos a desconfiar de todos, da Sasha, do marido, das enfermeiras, das outras mães...e gostei disso! Estava um pouco receosa com o desfecho e de como a autora ia resolver tudo, porque bem podia deitar tudo abaixo mas gostei de como tudo se resolveu e de como principalmente fazia sentido.
Gostei imenso desta aposta da Bertrand (editora que não leio muito) e gostei de saber que é a estreia desta autora australiana. 


Compilações: 'Alex, Approximately'' e '' The Sky is everywhere''


Mais dois livrinhos unidos aqui no compilações. Um que já queria ler há imenso tempo (quase 7 anos), outro que só descobri o ano passado. Uma autora estreante e outra repetente. Um livro leve e outro mais pesado. 


34927042''Alex, Approximately'' foi o primeiro livro que li da autora Jenn Bennett. Não está publicado cá mas descobri que já saiu no Brasil. Foi uma boa estreia. É o típico romance young adult de verão, que deixa o coração aconchegado mas que se calhar daqui a uns meses ou mesmo um ano, já não nos vamos lembrar de grande coisa do livro. 
Para quem gosta de cinema vai adorar todas as referências a filmes mais antigos. 
O livro foca-e em Bailey que vai passar uma temporada com o pai numa cidade costeira que só por coincidência é a mesma cidade onde vive Alex, o seu grande amigo online que ela não conhece. Arranja um emprego de verão num museu e lá conhece Grace que torna-se sua amiga e Porter, um rapaz que ela não suporta. Ao mesmo tempo que tenta descobrir a localização de Alex na esperança de o encontrar, começa a também descobrir que Porter afinal até é um rapaz mais interessante do que ela pensava. Eu gostei do livro mas o facto de ele ser 90% previsível (aliás a sinopse spoila o livro) se calhar estragou um pouco a leitura do livro mas como pelo meio tem algumas mensagens importantes e as personagens até lidam com os seus problemas e traumas e há um certo desenvolvimento, o facto de ser previsível até é algo desculpável. Tenho pelo menos mais um ebook desta autora que lerei quando quiser algo mais descontraído. 
Classic movie fan Bailey “Mink” Rydell has spent months crushing on a witty film geek she only knows online as Alex. Two coasts separate the teens until Bailey moves in with her dad, who lives in the same California surfing town as her online crush.
Faced with doubts (what if he’s a creep in real life—or worse?), Bailey doesn’t tell Alex she’s moved to his hometown. Or that she’s landed a job at the local tourist-trap museum. Or that she’s being heckled daily by the irritatingly hot museum security guard, Porter Roth—a.k.a. her new archnemesis. But life is a whole lot messier than the movies, especially when Bailey discovers that tricky fine line between hate, love, and whatever it is she’s starting to feel for Porter.
And as the summer months go by, Bailey must choose whether to cling to a dreamy online fantasy in Alex or take a risk on an imperfect reality with Porter. The choice is both simpler and more complicated than she realizes, because Porter Roth is hiding a secret of his own: Porter is Alex…Approximately. 


Há dois anos li ''Eu dou-te o Sol'' da autora Jandy Nelson, publicado pela Presença. Foi um livro que gostei muito embora fosse um livro um pouco pesado, muito diferente do livro que falei acima. Já nessa altura conhecia o primeiro livro que a autora tinha lançado o ''The Sky is everywhere'' mas como o seu segundo romance teve mais sucesso, a Presença nunca chegou a editar cá o primeiro. Portanto passado quase 7 anos li finalmente o livro ''The Sky is everyhere''
23168945Este livro é um livro que lida com o luto. Não há grande história e o livro centra-se mais nos sentimentos das personagens e na superação do luto e portanto embora seja um livro mais pesado foi um livro que gostei. Temos Lennie que está a passar uma fase difícil. Foi abandonada pela mãe, nunca sabendo o paradeiro desta e agora a irmã também morreu, deixando Lennie num vazio sem fim. Embora tenha a ajudar da avó e do seu tio, Lennie não consegue ultrapassar esta morte recente. Tudo piora quando começa a falar com Toby, o namorado da irmã e começa a ter sentimentos por ele. Ao mesmo tempo conhece Joe, o novo integrante da banda da escola, que deixa Lennie muito confusa por ele parecer gostar dela. 
Gostei muito mais da relação da Lennie com o Joe. Primeiro porque entre eles não havia qualquer passado e começou por uma simples amizade. A relação da Lennie com  Toby não era correcta mas também não era incorrecta porque estavam os dois a sofrer e meio que viam um no outro um apoio. 
Para além do triângulo amoroso tenho de destacar a avó, adorei a personagem e os conselhos que ela dava e adorei a parte em que a Lennie apercebe-se que não é ela a única sofrer com a morte da irmã e que a avó para além de ter perdido uma filha que a deixou com as netas, também tinha perdido uma neta. Por vezes temos de parar e pensar que os outros que nos rodeiam também estão a passar pelo mesmo e se calhar também precisam de ajuda e apoio. 
De resto, o livro não tem muito mais história para contar. É daqueles livros que foca-se muito mais no desenvolvimento das personagens do que numa história e embora eu goste de livros assim, achei este livro semelhante ao outro da autora e gostava de ler algo mais leve e diferente dela. Infelizmente não saiu mais nenhum livro desde 2015 pelo que me resta esperar por um novo lançamento. 


Adrift after her sister Bailey's sudden death, Lennie finds herself torn between quiet, seductive Toby—Bailey's boyfriend who shares her grief—and Joe, the new boy in town who bursts with life and musical genius. Each offers Lennie something she desperately needs... though she knows if the two of them collide her whole world will explode.
Join Lennie on this heartbreaking and hilarious journey of profound sorrow and mad love, as she makes colossal mistakes and colossal discoveries, as she traipses through band rooms and forest bedrooms and ultimately right into your heart.
As much a celebration of love as a poignant portrait of loss, Lennie's struggle to sort her own melody out of the noise around her is always honest, often uproarious, and absolutely unforgettable.

 

Compilações: ''A última mentira'' e ''À Beira do Colapso''


Decidi juntar estes 2 thrillers que li em Junho porque sinceramente embora não sejam maus, deixaram a desejar. Para lerem as sinopses basta clicar nas capas.



39932325Ultimamente tem-se abatido não só lá fora mas como cá também a onda dos thrillers domésticos ou seja, que envolvam ou um casal ou uma homem/mulher que tem problemas psicológicos, alguma fobia ou uma dependência alcoólica. Depois das mulheres nos comboios, barcos, à janela ou sei lá mais onde, aqui o nosso suspeito é Will, marido de Iris que pensa que tem o marido perfeito: fiel, atencioso, verdadeiro. Iris não poderia estar mais enganada quando numa manhã sabe da morte do marido aquando da queda de um avião. Confusa com o facto do marido lhe mentir sobre o destino para que ia viajar, Iris começa a tentar encontrar respostas para as muitas dúvidas e perguntas que começam a aparecer. Depressa começa a perceber que o marido ao longo do casamento sempre escondeu o seu passado e que ela nunca conheceu um amigo dele. 

O livro ao início estava com um ritmo bom e embora a Iris tivesse  irritado-me com os seus ''O meu Will'', a história até parecia ter potencial. À medida que vamos desenrolando a trama eu já tinha percebido tudo e acho que foi por isso que não gostei assim tanto. No fim a Iris irritou-me um pouco com a conversa de perdoar e esquecer e embora a última frase seja muito boa e o final seja digno, achei que a Iris podia ter mostrado mais força e não ser tão fraca em relação ao marido, porque não me venham com a conversa que com  não sei quantos anos de casamento e nunca percebeu que o marido não tinha amigos ou familiares? Por favor, poupem-me.


40220025Depois de no ano passado ter lido e adorado ''Ao fechar a porta'', foi com bastante entusiasmo que peguei neste novo livro desta autora. ''À Beira do Colapso'' mais uma vez não é mau e gostei mais do que do livro acima, mas em comparação com o primeiro da autora, é mais fraquinho e é um thriller mais normal e por sua vez ou pouco mais aborrecido. O que me espantou em ''Ao fechar a porta'' foi a carga psicológica muito forte que o livro tem, ao ponto de eu ter de parar de ler para respirar. Por isso esperava algo semelhante com este, mesmo que pela sinopse, visse logo que ia ser uma história diferente. 
''À beira do colapso'' não é tão intrigante nem assustador como o outro mas também tem os seus pontos positivos. Para começar gostei imenso da Cass e da forma como a autora trabalhou o assunto da demência e da Cass esquecer-se das coisas. Com o histórico da doença na sua família e à medida que a situação ira piorando para a nossa protagonista, era dificil acreditar na inocência dela e confesso que o ''twist'' foi uma surpresa porque não me tinha passado pela cabeça essa hipótese embora faça todo o sentido. Todo o mistério da mulher assassinada acaba por não ser a grande questão do livro mas sim o ponto inicial. As personagens secundárias, incluindo o marido de Cass e a melhor amiga simplesmente nunca me convenceram e depois do final, o meu instinto estava certo. 
Não é um livro viciante como o primeiro mas é um bom thriller que para algumas pessoas será muito óbvio e para outras não tanto. Para mim não foi e ainda bem porque assim, consegui gostar ainda mais dele.