Mostrar mensagens com a etiqueta Compilações. Mostrar todas as mensagens

 


Lido nas minhas férias em Agosto, já lá vão uns bons meses que esta opinião devia ter saído. Mas a preguiça vai-se instalando e a vontade de escrever vai passando. Demorou mas aqui está.

Como eu disse já passou um bom tempo depois de ter terminado esta leitura mas nem por isso já esqueci o quanto gostei dela. Não sei deixem enganar pelo título em que possam pensar que é um romance daqueles mais normais porque não é.
A capa já mostra que o livro é passado numa outra época, numa altura em que as mulheres não tinham as mesmas possibilidades de hoje em dia. Aqui temos a nossa protagonista, Elizabeth Zott uma cientista mas também uma mulher muito à frente do seu tempo. Frustra-se com a pouca liberdade que lhe dão no trabalho mas também é lá que vai conhecer o amor da sua vida, o Calvin. Ele dá-lhe oportunidade de ela mostrar o que consegue fazer no laboratório. É o único e por isso o amor deles torna-se aindaaos bonito por todo o apoio ser só dele.
A vida muda e Elizabeth acaba por ver-se sozinha com uma filha muito curiosa e com um cão que percebe tudo e aprende palavras.
Adorei o cão e a explicação do nome que deram, fartei-me de rir com ele e com a Mad. Um bom ingrediente a juntar à história da Elizabeth que é uma inspiração. Apesar de ser ficção a autora conseguiu mostrar tão bem a força da Elizabeth em ir contra o mundo e mostrar que as mulheres também conseguem ser inteligentes, trabalhar e ter filhos e tomar conta de uma casa sem o apoio do marido.
A narrativa é espetacular e tem diálogos muito bons mas que nos deixam a pensar. Eu adorei a Elizabeth, a sua força e determinação em não ser encaixada numa ideia de mulher que ela não é. Por mais Elizabeths neste mundo.
Sem dúvida um óptima aposta da Leya, aconselho o livro a toda a gente, não vão arrepender-se!




Para quem não sabe fica já a saber a Taylor Jenkins Reid é talvez a minha autoria favorita e uma que já conheço há muito tempo ainda nem ela era popular como agora. Já li todos os livros publicados em Portugal e tenho várias edições em português e inglês.
Com lançamento mundial não resisti em ler o novo livro com muito entusiasmo. O livro não é nenhuma obra prima como é o "Sete Maridos" mas é bom. Ao contrário dos outros aqui não há uma atmosfera de glamour do cinema ou música, há apenas ténis e se vocês forem fãs vão adorar este livro. Aqui o desporto é o grande foco contado pelos treinos dados pelo pai e pelas competições que a Carrie faz. Está personagem não vao agradar a toda gente. Eu gostei da garra dela e da determinação de ser a melhor. Nunca treinei desporto de alta competição mas acredito que tenhamos de ter mesmo muita força para chegarmos aos topo. Alguns leitores irão achá-la arrogante e é uma personagem que não vai agradar a todos, assim como este livro.
É um daqueles livros que não dá para falar muito sem fazer spoiler, eu gostei da história da Carrie e de saber a descendência dela e da menção à Daisy Jones mas não se tornou um favorito da autora por focar-se muito no desporto e não tanto na história de vida da Carrie como eu pensava.
Mesmo assim aconselho para os fãs da autora mas não esperem uma Evelyn Hugo porque essa so há uma.



 


Este era uma lançamento já muito esperado e finalmente chegou Setembro e aqui está ele.

É um livro pequeno de 210 páginas que permitiu que o lesse num dia inteiro mas claro que também ajudou que fosse interessante e com uma premissa muito boa.

Estamos em Nova Iorque e pela mão destas 6 autoras vamos descobrir 6 histórias diferentes de adolescentes que vêem-se num apagão na cidade que nunca dorme, que está sempre iluminada, que está agora ainda mais caótica porque não há electricidade. Já conhecia (de ter lido) 3 autoras mas fiquei curiosa agora para ler mais da Tiffany Jackson pois a história dela que é logo a primeira e a maior também, foi a que mais me interessou e a que mais gostei.

Não dá para falar das seis histórias em pormenor aqui no Instagram mas no geral todos os contos acabam por terem pequenas conexões entre eles e dois deles são lgbt. Todas as personagens são não-brancas então acaba por haver muita diversidade e representividade. Tal como diz no subtítulo do livro, é um livro de amor onde vamos encontrar jovens presos no metro, presos numa biblioteca, presos num uber, todos à procura de algo que brilha mesmo durante este apagão: o amor.

Estava com receio de por ser escrito por 6 autoras e ter tão poucas páginas que as histórias e personagens não tivessem tanto desenvolvimento mas acho que melhor do que cativar a nossa atenção com muitas páginas e conseguir fazê-lo em tão poucas. Claro que fica o gostinho de ler mais destes contos, queria acompanhar mais o casal de ex-namorados do primeiro conto e o casal que se forma no último conto mas o livro é tão rico em outros aspectos que sinceramente terminei a leitura com a sensação que não faltava nada no livro.

Tal como tantos outros livros que estão a sair agora, este também é mais um livro que foi escrito durante a pandemia mas não se aflijam que não há qualquer menção ao Covid mas leiam os agradecimentos no final. De resto, fico à espera da série que irá adaptar estas histórias aos pequeno ecrã e a as autoras gostaram tanto da experiência que vão lançar mais uma colectânea de contos novamente chamada White Out que espero que a Editorial Presença também edite por cá.



Depois de alguns anos sem lançar nada, Nicola Yoon volta com um livro romântico, fofo mas também com algumas surpresas.

Aqui temos a Evie a nossa jovem que devido ao momento que está a passar (divórcio dos pais) já não acredita no amor. Para além da separação do país, este momento é uma trauma na vida dela pois foi Evie quem acabou por apanhar o pai a trair a mãe. Em consequência disso vem toda a mudança dela, da irmã e da mãe para outra casa de modo a seguirem em frente. Por conta disto tudo, Evie acaba por deixar de ser aquela romântica incurável e começa a acreditar cada vez menos no amor verdadeiro e para sempre. Para piorar Evie começa a ter visões quando vê algum casal, para além de conseguir ver como aquela história começou também consegue perceber como vai acabar. Isto não ajuda nada à sua vida pouco romântica e numa ida a uma escola de dança para devolver um livro, conhece X um rapaz de natureza livre que vai ensiná-la a amar sem medos.

Como podem ver esta história tem um toque pequenino de fantasia por causa das visões da Evie e por ter lido a sinopse já diagonal fiquei surpreendida com esta parte mas gostei imenso de como o início da história funcionou. Para além da Evie e do X temos outras personagens importantes como o pai da Evie, os amigos dela e ainda outra personagem importante que não vou desvendar quem é.

Adorei o romance e as partes da dança que é uma actividade para a qual eu não tenho muito jeito mas que gosto muito de praticar. Foi giro percorrer vários géneros de dança pela mão da autora.

O final tem bastante drama mas eu adorei, é um livro pequeno mas que se lê muito bem. Não achei tão bom quanto os outros anteriores da autora aos quais dei 5 estrelas mas não é mau de todo! Só achei que a  Evie por conta da idade foi um pouco imatura com o Xavier na parte final fazendo com que o fim não seja o mais feliz de todos. 

Gostei também da parte familiar e do contraste da Evie não falar com o pai por causa da traição mas ao mesmo tempo apaixonar-se pelo Xavier. 

No final leiam os agradecimentos, a autora explica porque teve tanto tempo sem lançar nada e porque escreveu um livro anterior a este e que  decidiu não lançar. Gostei da homenagem nas notas da autora e fico agora à espera que não passe tanto tempo para termos mais livros dela.

Portanto não sei deixem enganar por esta capa fofa, é um livro que lemos rápido mas que trata assuntos sérios como o luto e aproveitar os momentos com as pessoas enquanto estão entre nós.







Quando li a sinopse deste livro, quis imediatamente lê-lo e sabia que se ouvisse o audiobook seria ainda melhor. Calculei logo que fosse muito divertido e não me enganei pois este livro é de chorar a rir. 

Lá está como ouvi o audiobook, diverti-me muito mais com os sons e sotaques das personagens e tenho a certeza que este factor ajudou muito para que tivesse adorado o livro. Nunca tinha lido nada deste autor mas fiquei fã só com um livro e curiosa para ler mais obras dele. 

Aqui temos uma mistura de romance, comédia e tragédia muito peculiar que envolve um assassinato, um casamento e uma data de tias dispostas a proteger a sua sobrinha!

Tudo começa quando Meddelin Chan acaba por matar acidentalmente o seu blind date. Ela realmente não fez por mal, se a sua mãe não se tivesse intrometido na sua vida amorosa, nada disto tinha acontecido. O problema é que ela estava sozinha com a vítima e agora todos vão pensar que ela realmente matou-o com um propósito. Mas não há problema, porque Meddelin tem não sei quantas tias tão intrometidas quanto a sua mãe e estão prontas para ajudar a livrar-se do corpo...ou então não! 😂

Depressa percebem que descartar um cadáver não é assim tão fácil, especialmente quando é acidentalmente enviado num frigorífico para o bolo de casamento em que Meddy, mãe e as tias estão a trabalhar! E claro que pode sempre piorar quando o ex-namorado de Meddy (que ela ainda gosta) aparece de surpresa no casamento e parece que ambos ainda podem ter um futuro juntos...isto se Meddy não for acusada de assassinato claro. 

Isto é mais um resumo do que uma opinião mas é difícil dizer mais do que adorei este livro sem fazer spoiler. Vocês vão-se fartar de rir com esta família e vão adorar a representividade que o livro tem. Espero que vos tenha aguçado o apetite para ler este livro tão caricato. Eu adorei e fartei-me de rir com as reviravoltas desta história.





Golden Boys é o primeiro livro diferente da "Clube do Autor" e confesso que estava com boas expectativas. O título manteve-se em inglês e a capa escolhida foi a mais bonita e foi com entusiasmo que comecei a ler este livro.

É um livro pequeno para quatro personagens, o que significa que achei que o autor podia ter aprofundado mais a história de cada um. Mesmo assim surpreendeu-me a maneira como as quatro histórias relacionaram-se tão bem. Claro que ao princípio ficamos um pouco confusos que personagem é qual mas depressa entramos na vida destes quatro amigos, nas suas amizades e inseguranças também. Gostei que todos têm o seu destaque e de todos serem queer, acaba por ser um livro com uma diversidade grande nesse aspecto. Um detalhe muito importante é também a saúde mental dos protagonistas mas isso já é marca do autor já que no outro livro que li dele também era uma temática abordada. 

Dos quatro rapazes, o meu preferido foi o Reese, gostei do detalhe das pulseiras personalizadas para os restantes amigos, també diverti-me com o seu percurso como jovem designer e da sua viagem a Paris. O meu segundo preferido foi o Sal e gostei de ler como funciona a política americana para um novato. Os romances do livro também são muito fofos e gostei que o autor conseguisse mostrar que mesmo como melhores amigos já havia amor entre eles. Com alguns um amor romântico mas também um amor de amizade.

Não tendo já lido vários livros lgbt, acho que teria gostado mais deste. Apesar de ter gostado, vi muita inspiração do autor em outros livros que já li e por isso não consigo dar mais que 3 estrelas. Não me arrependo de o ter lido mas esperava um pouco mais devido ao hype que se fez em relação ao livro. Contudo é um livro que aconselho sem dúvida embora tenha um público alvo mais específico. Uma leitura leve, perfeita para o Verão!


 


 


Hoje trago duas opiniões de dois livros que não saíram ainda cá mas nunca se sabe... Dois romances que li este mês e que gostei bastante dos dois.  Já conhecia uma das autoras e a outra foi uma estreia que gostei imenso. 


 Este primeiro livro desta autora foi mesmo uma agradável surpresa.  Não sei porquê mas ia mesmo com ideias que não ia ser nada de especial mas adorei. Ainda é possível ler romances divertidos com algum drama mas sem serem demasiado complicados e aqui está a prova. A autora tem mais dois livros já a sair do Forno que vou querer ler de certeza. Aqui temos a Harper,  estudante de medicina dentária que tem a sua vida toda planeada mas também alguns (muitos) problemas de ansiedade. Entra Dan, estudante também de odontologia do primeiro ano do curso e com um legado familiar pesado nas costas.  Apesar de saber que a sua vida irá passar por arrancar dentes, na verdade Dan não quer nada disto, ao contrário de Harper que sonha para esta profissão. Claro que os dois irão apaixonar-se. 
O problema é que Harper é um pouco mais complicada do que as raparigas normais e não quer mesmo que nenhuma  distração a afaste dos seus estudos e do seu objectivo final e o amor por vezes pode ser uma grande obstáculo. 

Gostei tanto deste casal. Como personagens individuais adorei tanto a Harper como o Dan. Ambos são bem desenvolvidos mas de maneira diferente pois o problema da Harper é bem mais difícil de superar que o do Dan. Mesmo assim adorei todo o apoio que ele lhe dá e a paciência que ele tem para ela. É um romance muito bem construído que aborda muitos assuntos importantes especialmente desgaste enquanto estamos ainda a estudar.  A autora aborda os temas de ansiedade e pressão de uma maneira séria mas sem nunca fugir também ao romance entre o casal. É tudo muito equilibrado e foi por isso que fiquei fã desta autora logo neste livro. 


Este é o terceiro livro que leio desta autora mas é o seu primeiro YA.  Normalmente está autora lança sempre um romance adulto em Janeiro e outro a meio do ano. Decidi apostar neste YA que saiu agora este ano pois achei a sinopse interessante embora eu e livros com viagens no tempo não nos demos muito bem.  Se não forem bem explicados são livros normalmente confusos porque causa das linhas do tempo mas felizmente (e porque não há assim tantas viagens no tempo, aliás pelo contrário estão presos no tempo) a narrativa fluiu muito bem. 
Aqui temos Barret que depois de um dia péssimo em que tudo corre mal incluindo ela pegar fogo a uma pessoa, quando acorda no dia a seguir vê-se presa no mesmo dia. Mais ninguém tem memória do dia anterior porque para as outras pessoas não aconteceu nada, só ela é que está a repetir o mesmo dia. Sem explicação e em pânico tenta perceber o que está a acontecer e é nas suas deduções que percebe que Miles, um rapaz da sua universidade também está preso no tempo.  Embora ela esteja há dias, ele está há meses sem sair do mesmo dia! 

O mote do livro é engraçado e claro que temos um romance entre os protagonistas mas tirando isso gostei mesmo de ler este livro. Estava com receio que fosse muito repetitivo porque é o mesmo dia vezes sem conta em vários capítulos mas é engraçado irmos acompanhando o mesmo dia de maneiras diferentes, para além do facto que há histórias paralelas incluindo os protagonistas e que talvez sejam a solução para eles saírem do loop infinito em que se encontram. 
Esta parte já é spoiler e não vou desvendar o que acontece mas gostei da história paralela entre a Barret e a sua amiga do passado. 
Embora eu goste dos livros desta autora, tenho um problema com os livros dela que também tive aqui: são sempre demasiado longos para a história que a autora escreve,  neste acabei por sentir que chegando a uma parte enrolou um bocadinho (normalmente é sempre ali na meta dos 60% do livro).  Posto isto gostei imenso das personagens e apesar de ser um YA,  a acção passa-se numa faculdade e os protagonistas já são um pouco mais adultos portanto acaba por não ter tantos clichés nem ser tão estereotipado como tantos outros livros YA que se passem no liceu por exemplo. Fiquei fã também desta vertente da autora e quero ainda este ano ler o outro livro dela que comprei na Amazon a um preço espectacular (capa dura a 4,40€).  Entretanto a Leya já comprou os direitos de mais um livro da autora cá em Portugal, o "Weather Girl"  onde podem ler a minha opinião aqui. 






Duas novidades dos últimos tempos, tão diferentes mas que gostei bastante de ambas




Começando pelo "Procura-se Namorado" um dos mais recentes lançamentos da Desrotina, já há algum tempo que andava curiosa com este livro de um autor que eu pensava que até era uma autora mas sempre achei este livro muito parecido com o "Branco, vermelho e sangue azul" então fui adiando a leitura deste exemplar até que a Desrotina o anunciou como lançamento de Junho e não resisti em voltar a Londres pelas páginas deste livro. O resumo da história é simples, temos Luc filho de duas estrelas da música rock que está sempre na primeira página dos tablóides pelos piores motivos. Como tal ele acha que a melhor forma de sair dessa situação que ameaça arruinar um emprego de sonho é arranjar um namorado falso. 

O namorado falso perfeito parece ser Oliver, um advogado certinho que aceita entrar no plano de Luc e tudo até estaria bem se eles até fossem parecidos. O problema é que não podiam ser mais o oposto um do outro. 

Gostei dos protagonistas mas não posso dizer que tenha adorado. Ambos têm os seus defeitos e qualidades e gostei da relação de ambos mas acho que depois da metade, o livro caiu um bocadinho no ritmo e custou-me muito mais a ler. Eu li 60% do livro praticamente em dois dias e depois demorei quase uma semana a ler os restantes 40%.

Acho que isto deveu-se a uma parte da história que acaba por não focar-se tanto no relacionamento do casal mas sim envolvendo a família do Luc. Foi interessante o autor abordar esse tema e fugir um pouco ao romance, conseguimos acompanhar realmente a fundo os problemas de Luc e toda a sua situação familiar mas ao mesmo tempo achei que se alongou demais e foi uma situação muito focada na segunda parte do livro e não foi equilibrada ao longo do mesmo. 

Quando ao Oliver, ao princípio achei que a ia ser uma personagem um pouco mais chata por ser tão certinho mas vamos vendo que t tantas inseguranças quanto Luc e gostei deste contraste. Temos mais personagens como os amigos de Luc que acabam por ser mais uma componente de comédia e não são muito exploradas. 

A continuação já saiu lá fora e espero que não demore muito para continuarmos a acompanhar este casal. No geral gostei da escrita do autor e fiquei curiosa para ler outros livros dele, especialmente os romances com personagens heterossexuais.






Passando à segunda novidade e totalmente diferente da primeira, "Punk 57" é um livro já bem antigo, de 2016 mas que devido ao tiktok teve um novo interesse na comunidade literária.

Já tinha lido o livro anterior da autora e tinha  gostado muito apesar do assunto tabu e decidi também avançar para este com expectativas moderadas porque ouvi falar muito bem mas também muito mal, que o livro era tóxico e tinha muitos problenas. Decidi experimentar por mim mesma e só digo que o livro tem os seus problemas sim mas eu gostei imenso e é muito viciante.

O livro conta a história de Misha e Ryle, dois adolescentes que moram em cidades próximas e em nome de um projeto antigo começam a corresponder-se por carta, construindo assim uma amizade íntima entre eles. Mas ambos tem um acordo: não  procurar-se nas redes sociais ou  tirar fotos e até trocar números de telefone. Se a amizade funcionou até agora não precisam de mudar isso. Até que há um dia em que o destino decide juntá-los embora uma parte não saiba a identidade do outro 

Os dois acabam por relacionar e a relação não podia ser mais explosiva e cheira de hormonas, com muito sexo mas também com muita confusão e discussões... Contudo a conexão de ambos é palpável e acabam sempre por voltar aos braços um do outro. 

Tinha lido algumas críticas quanto à personagem masculina mas sinceramente achei a Ryle até mais problemática do que o Misha. Vê-se que é um adolescente a descobrir-se quem é, com sentimentos confusos às expectativas que têm dela e vê na arte uma forma de expressão de toda a confusão dentro de si. Gostei da autora ter abordado estes conflitos na adolescência e o importante é que Ryle vai crescendo e ficando mais madura ao longo do livro. O Misha também não é uma personagem perfeita mas eu gostei imenso dele e no geral da relação de ambos que acaba por ser o vício do livro. 

Em conclusão, Penelope Douglas apresenta uma história sexy com muitas hormonas adolescentes mas até divertida de se ler. Não é um livro para levar muito a sério se não vamos passar o tempo todo a revirar os olhos mas eu acabei por gostar bastante e espero que a Quinta Essência continue a apostar nesta autora. 



 


Hoje trago a opinião de dois thrillers, bem diferentes, um publicado já há muitos anos, outro mais recente. O melhor é que gostei dos dois da mesma forma. 

Começando pelo "Deixei-te ir" este livro apareceu em tantos "Na Fila" mas nunca chegava a vez dele, até que sem planeamento comecei a ler num dia à noite e logo no mesmo dia cheguei à página 200. No dia seguinte acabei-o. Portanto eu tive o livro durante 6 anos na estante para lê-lo em menos de 24 horas. A história prendeu-me logo desde o início pelo núcleo de personagens. Gostei bastante logo da Jenna e estava desejosa para descobrir mais sobre todo o seu mistério da fuga. Ao mesmo tempo gostei de ver a parte policial, muito bem escrita pela autora (no final do livro percebemos o porquê). O núcleo dos polícias - Ray e Kate - é muito bem explorado e gostei da dinâmica desta dupla e de eles até mencionarem outros casos em que estão a trabalhar. Voltando ao ponto de vista da Jenna, a parte da sua nova vida é um bocadinho aborrecida apesar de ter ali uns indícios de romance mas o primeiro plot twist acaba por mudar tudo e fazer com que a leitura fique ainda mais viciante. 
A segunda parte com a introdução de uma nova personagem acaba por mudar o rumo do livro para uma vertente um pouco mais agressiva. Foi também aqui que acabei por adivinhar o resto do livro todo mas isso não invalidou que não tivesse desfrutado do resto do livro porque vem o fiz. 
No final é importante ler a nota de autora. Este foi o seu primeiro livro mas lá a autora explica que já foi policia e que a ideia para a premissa do livro surgiu de um caso real. 
Confesso que os restantes livros da autora publicados pela Cultura nunca me tinham chamado a atenção mas vou tentar ver as sinopses para ver qual me agrada mais e saber se foi só um boa estreia ou se a autora mantém a qualidade na restante obra publicada. 

"Acusação" é um thriller que começa com uma premissa interessante, temos Nick um jovem rapaz que está à procura de namorado e decide ir num blind date com uma pessoa que acaba por não aparecer. Qi acaba por aparecer é outra pessoa e os dois acabam por passar a noite juntos. Aqui é o ponto de saída da nossa história e vamos perceber que no dia a seguir quando Nick acorda e não se lembra de nada, que alguma coisa de má aconteceu a ele. Juntamente com a ajuda do seu irmão Tony e da cunhada, eles abrem um processo contra essa pessoa que abusou sexualmente Nick. O mistério do livro é que vamos percebendo que o próprio Nick não está a contar toda a verdade para a polícia. 
A partir daqui vamos acompanhar a vida dos quatro personagens principais - Nick, Tony, Julia e o detective - e em dois momentos temporais no presente e no passado que é quando ocorre o abuso sexual. 
A escrita da autora é cativante e o livro tem algumas reviravoltas, já o li há algum tempo e pensando melhor acho que não gostei tanto como achava que tinha gostado. Ficamos intrigadas com o papel da Julia que é a cunhada nesta história toda e vamos vendo a forma como o Tony quer proteger a todo o custo o irmão é fazer justiça pelas próprias mãos, embora nem sonhe que o irmão esteja a omitir alguns factos daquela noite fatídica. Eu gostei do tema do aviso sexual em homens homossexuais, acho que nunca tinha lido isso num livro pelo menos de thriller e aconselho o livro mas sem dúvida que entre os dois thrillers gostei bem mais do de cima. 


"The Suite Spot" já é o 4º livro que leio desta autora e adoro! É pena que não esteja publicada por cá porque tenho a certeza que faria sucesso. Esta série são livros muito leves, romances cheios de açúcar e mel mas com personagens carismáticas e histórias com profundidade. Gostei mais do primeiro do que deste mas mesmo assim este foi uma boa leitura, rápida e eficaz. O que gosto nesta autora é que ela não enrola, os livros não chegam a 300 páginas mas não fica nada por dizer nem pontas soltas e uma autora que sabem contar uma história inteira sem palha é uma boa autora para mim! Já tinha lido o primeiro no ano passado e adorado (dei 5 estrelas) e desta vez fiquei - me apenas pelas quatro porque a história toda do hotel é um bocado impossível de acontecer e inacreditável mas o romance compensou esse facto. Não é preciso ler o primeiro para ler este, são histórias completamente individuais mas eu aconselho para perceber alguns pormenores da história. Adorei a Rachel e a sua força como mãe solteira e o Mason é aquele típico personagem mais resmungão com a vida mas percebemos que apenas está perdido na vida e que Rachel poderá ser uma boa ajuda. É fácil simpatizar com a protagonista e com o casal, são personagens bem agradáveis e o romance é o típico sunshine grumpy que é um trope que não leio muito mas que quero ler mais!Se conseguirem ler em inglês não hesitem em pegar neste romance!



"Sadie on a Plate" foi um lançamento de Março que pareceu-me interessante devido ao meu gosto por talent/reality  shows em livros. Ha uns anos ainda acompanhava alguns reality shows apesar de saber que de real não têm nada mas até gostava de ver alguns mas hoje em dia nem séries, nem filmes consigo ver (as minhas listas nos serviços de streaming são enormes) quanto mais programas. 

Aqui temos a nossa protagonista que dá nome ao livro Sadie que  é uma estrela em ascensão na cidade gastronómica de Seattle. Para além da sua carreira profissional ela namora com um famoso chef e parece que a sua vida vai ser perfeita até que o namoro acaba e Sadie precisa de sair da cidade para tentar esquecer o seu ex. Para isso nada melhor que ir para Nova York e competir no seu programa de culinária Preferido, Chef Supreme. No avião para Nova York, vamos conhecer Luke, o nosso protagonista masculino. A atração entre ele e Sadie é imediatamente mas Sadie avisa logo que não poderá contactá-lo nas próximas semanas apesar de estar impedida de dizer o porquê. Sadie pensa que nunca mais irá ver Luke até as gravações do programa no dia começarem e Luke aparecer e ter um papel importante no programa. 

Como estreia desta autora posso dizer que adorei este romance. Mais uma vez super fofo, fácil de ler e com um romance que nos deixa a suspirar por um homem como o Luke, que saiba cozinhar! 😅

Adorei a parte do programa no livro e esta parte é um bocado previsível porque sabemos que a Sadie irá quase de certeza até ao final do programa. Mas eu gostei de ler sobre as provas e adorei acompanhar o romance entre eles. Também ficamos conhecer melhor o Luke que tem uma história paralela com o pai dele.

No geral mais um romance e novidade de Março que adorei ler! Espero que saia por cá!



 


Hoje trago quatro mini opiniões de quatro livros que li em Janeiro e que gostei de todos, embora nenhum seja memorável na minha opinião. 


Começando por aquele que gostei menos, dei 2 estrelas no Goodreads e até podia ter puxado para as três apenas não  fiz porque realmente este livro foi demasiado YA para mim. É o primeiro livro que leio desta autora e tem uma capa muito gira e um título ligado a uma música que gosto mas não sei, achei realmente adolescente demais e olhem que eu gosto de YA. O facto de também haver uma espécie de triângulo amoroso entre uma rapariga dividida entre outra rapariga e um rapaz também não me agradou muito dado que eu não gosto de triângulos amorosos nos livros, acho que é uma característica já tão 2012...

É um livro bom para se começar a ler em inglês se tiverem curiosidade pois é bastante simples. Eu gostei do final e da escrita mas no geral não me convenceu.



''An Emotion of great Delight'' é o segundo livro que leio da Tahereh Mafi. O outro que tinha lido foi o ''Shatter Me'' que não tinha gostado. Este é um dos poucos livros dela que não tem fantasia e como passa-se no ano de 2001, depois dos ataques do 11 de Setembro e sendo a autora muçulmana, achei que seria interessante ler este livro. No geral gostei e dei 4 estrelas. A autora escreve muito bem, o livro tem frases muito bonitas, quase poéticas. Agora vamos ao principal, depois de ler o livro, fui ler algumas reviews no Goodreads (negativas) de leitoras muçulmanas que sentiram-se ofendidas quando a autora descreve a burka de uma maneira desrespeitosa. Confesso que o excerto polémico não me tinha dito nada mas fui reler e realmente é uma frase que pode ofender muita gente e é grave uma autora muçulmana descrever um adereço tão importante na sua religião. Resumindo, gostei do livro, tem alguns problemas mas não posso dizer que me senti ofendida, pois estaria a mentir visto que não me ofendeu. Por último só tenho a falar do péssimo final, tão abrupto que eu pensei que o ebook tinha páginas a menos. Péssimo, porque não foi nem um final aberto, foi um livro sem final! 

Outra autora a que voltei foi Emma Lord, depois de ter lido ''Tweet Cute'' em 2020. Este lançamento de lá fora de Janeiro chamou-me a atenção pela capa e pela sinopse. Lá está, se o da Dahlia Adler eu critiquei por ser demasiado YA, este também apesar de ser YA nem parece devido à forma como esta escrito e às personagens que apesar de serem jovens não aparentam através das atitudes indecisas. A história é engraçada com romance, teatro, uma protagonista engraçada à procura da mãe mas também achei real os assuntos abordados. Acho que gostei mais do outro que li da autora mas este também é uma boa leitura para quem quer um romance YA mas sem os clichés habituais deste tipo de livros. 



''Weather Girl'' é o novo livro de Rachel Lynn Salomon, a mesma autora de ''Fala com o Ex'' que eu li no ano passado e adorei. Esse foi o primeiro livro adulto que ela lançou e este ano voltou com outro. Ao contrário do anterior, este livro é muito mais sério mas não se preocupem que continua a ser romântico e bem picante! Aqui temos uma repórter de meteorologia (adorei a profissão da protagonista) que decide juntar a sua chefe ao seu ex-marido. Isto com a ajuda de Rusell que é um jornalista de desporto. Claro que com o plano deles, ambos acabam por criar uma relação romântica.

Como tinha dito, apesar do livro ter romance, tem um tom muito mais sério que o outro da autora. Este fala muito sobre depressão da protagonista, uma doença que a mesma sofre já há uns anos. O romance aqui é assombrado então pelo medo de Ari face a esta sua faceta obscura. Este trauma já vem desde criança, pois a mãe sofria do mesmo e então Ari cresceu vendo a mãe a ser uma pessoa muito depressiva. Devido a isso tudo, Ari mostra-se uma pessoa até divertida mas sempre com aquele receio de cair numa espiral de tristeza. O final tem um plot twist engraçado e interessante que acabou por unir os dois casais. Só achei que podia haver alguns capítulos narrados pelo Russell de modo a também o conhecermos melhor, porque assim ficou demasiado perfeito. É um livro diferente do outro já publicado o que mostra que a autora consegue escrever tanto romances mais leves como também livros mais sérios. Já o tinha sentido com ''Fala com o Ex'' mas aqui confirmei que a base das histórias desta autora não são o principal, sendo as personagens o principal foco, por isso se gostam de livros em que há uma evolução das personagens vão gostar deste livro. Se quiserem um livro mais focado no romance em si, não acho que seja a leitura ideal. Por final só tenho a dizer que achei interessante que depois do último capítulo a autora faz algumas perguntas sobre o livro de modo a criar uma discussão com o leitor. Não é muito normal haver este tipo de perguntas muito menos num livro de romance, por isso achei interessante este anexo. 

Com o sucesso de ''Fala com o Ex'' em Portugal, não me admiraria que este também fosse publicado cá. Fico curiosa agora é para ler os livros YA da autora para ver como são. 



Mais duas opiniões de livros que li em Novembro, infelizmente nenhum deles me deixou memórias para recordar deles futuramente.



Começando por "A vida Livresca de Nina Hill", que foi um livro que gostei mas não me deslumbrou. Se tivesse lido há uns anos teria dado certamente 4 estrelas mas já li tantos livros assim, focados numa só protagonista livreira ou passados em livrarias que este acabou por não se destacar dos outros.

Mesmo assim gostei imenso das personagens, especialmente da nossa protagonista. Não gostei muito da parte do romance, houve alguns acontecimentos que não achei muita piada. 

A história da família foi bem engraçada mas a autora introduziu demasiadas personagens  algumas que nem valia a pena terem aparecido. Para além disso ainda tínhamos a história da livraria e dos jogos de trivia. Ou sejam demasiados plots diferentes. 

No entanto acaba por ser um livro cheio de acontecimentos, não tendo momentos mortos por estar sempre algo a acontecer. É um livro que também passa várias mensagens sobre amor, amizade e família. Se gostam destes temas vão gostar sem dúvida deste livro. 

É daqueles livros que dispõe bem o leitor, porque irá identificar-se com a vida de leitora da nossa personagem principal. 

Eu gostei mas como não me deslumbrou acabei por só dar 3 estrelas, a puxar para as 3 estrelas e meia. Mesmo assim fico curiosa de ler outro livro da autora se me interessar a sinopse e se sair cá. 

A vida de Nina Hill dava um livro. Mas está na hora de ela virar a página.

Nina Hill tem uma vida confortável: trabalha numa livraria, participa em concursos de cultura geral com uma equipa fantástica, tem uma agenda muito organizada onde anota tudo o que é importante e partilha a casa com o seu gato Phil. Filha única de uma conceituada fotógrafa que se tornou uma mãe ausente devido às constantes viagens, é nos livros que devora a toda a hora que Nina encontra o seu refúgio e os seus momentos de verdadeira felicidade.

Quando recebe a notícia da morte do pai, de quem nunca soube nada, Nina fica em choque. De um momento para o outro, o seu núcleo familiar passa a incluir um irmão, três irmãs e vários sobrinhos e sobrinhas, todos a viverem perto! E pior… Esta horda de desconhecidos parece estar cheia de vontade de conviver com ela, o que vai totalmente contra as suas tendências antissociais.

Como se essa não fosse já uma mudança suficiente na sua rotina, Nina vê-se também perante a presença cada vez mais constante de Tom, o seu maior adversário nas noites de quiz, que afinal até é um homem querido, divertido e profundamente interessado em conhecê-la melhor.






"Loveboat Taipei" era um livro que já tinha alguma curiosidade em ler e então acabei por aproveitar o audiobook e finalmente lê-lo.

Bem eu só vos digo que cheguei aos 86% e simplesmente saltei para o último capítulo. Qual foi o meu espanto quando vi que ficava tudo igual porque o livro tem continuação então muitos dos problemas a autora vai simplesmente passar para o segundo livro que eu não vou ler.

A autora até aborda assuntos interessantes como a pressão dos pais para seguirmos os sonhos que eles querem e não os nossos, a vida totalmente diferente num país e continente fora do habitual, amizades tóxicas,xenofobia, intimidade e tantos outros importantes em qualquer livro. 

O que me estragou a leitura foi realmente a existência de triangulo amoroso. Com 30 anos já não tenho paciencia para isso é o facto de realmente o livro ter muitos assuntos mas não eram muito desenvolvidos. Também não fiquei fã da parte da rivalidade feminina e além disso havia certas coisas que eram irreais mas pronto eram convenientes para o livro e para a protagonista. 

Eu ao princípio até gostei da Eve mas ao longo do livro fui gostando menos porque achei-a demasiado bondosa e com pouca garra para algumas coisas, apenas lutava pelos seus sonhos contra os pais. 

Como disse o livro tem continuação que sai para o ano mas que não irei ler. 

Sinopse pt br

Ever Wang está prestes a viver um verão inesquecível.


Os estudos sempre vieram em primeiro lugar para os pais de Everett Wang. Para eles, que deixaram a China em busca de oportunidades nos Estados Unidos, uma boa educação é a única forma de conquistar a tão sonhada estabilidade e de ser visto com respeito. Por isso, os Wang acreditam que, agora que Ever está prestes a ingressar na faculdade, é o momento perfeito para enviá-la para um programa educacional de verão em Taiwan.


Cedendo aos desejos dos pais, Ever se vê no meio de um grupo de jovens inteligentes e dedicados. No entanto, ao contrário do que os pais da garota imaginavam, o programa é, na verdade, um mercado de encontros para jovens apelidado de “Barco do Amor”. Lá, os queridinhos da América estão mais interessados em virar noites em boates e em acabar com garrafas de saquê do que em estudar mandarim e caligrafia tradicional.


Longe das rígidas regras estabelecida pelos pais, Ever experimenta a liberdade pela primeira vez ― e é simplesmente incrível. Mas o verão não é eterno, e logo ela terá que voltar para casa e para o futuro que os pais planejaram para ela. Resta saber se o gostinho da liberdade vai virar lembrança ou se o Barco do Amor vai injetá-la com a coragem necessária para seguir os próprios sonhos e se tornar o que sempre sonhou. 



 

Dois livrinhos tão diferentes mas ambos novidade em Portugal!

A publicação de "Noiva à Distância" foi uma autêntica surpresa para mim. Primeiro porque lá fora já saiu o terceiro livro da trilogia e demoraram imenso tempo a trazer o segundo por cá e também porque quando vi a capa nem associei que era a continuação de "A Fórmula do Amor" que eu adorei. Achei a capa um pouco juvenil mais parece um livro da Jenny Han mas depois de o ler acho que adequa-se ao livro que é.

A premissa do livro é igual a tantos livros que já li, de namoro/casamento arranjado. Desta vez implica a viagem de Esme, uma rapariga do Vietname que vai para os USA para se casar com Khai que já conhecemos no primeiro livro. A relação dos dois é basicamente o que suporta o livro todo mas já sabemos logo que não vão ser fácil devido ao autismo de Khai que não consegue  expressar os seus sentimentos para com a Esme. Eu gostei das personagens e gostei do desenvolvimento do casal assim como a história do pai da Esme e as cenas em que a o Quan entra (que é o protagonista do próximo livro) mas alguma coisa incomodou-me com o Khai a ter de rapidamente criar uma relação com a Esme porque lhe foi imposta quando ele próprio não consegue criar ligações devido a ser como é. Não gostei muito da história de ser a própria mãe a arranjar uma mulher para o filho quando este não queria, especialmente quando o livro é actual e passa-se nos USA, e Khai teria tempo para escolher alguém por si próprio. 

As muitas indecisões do Khai acabaram com que o livro mais para o final ficasse um pouco chato porque ele não se decidia se queria ficar com a Esme ou não mas por outro lado entendo a indecisão  do rapaz dado que ainda estava a explorar os seus sentimentos e de como estar numa relação com outra pessoa que não conhece há muito tempo mas que irá ser a sua parceira. 

É um livro bom mas gostei mais da premissa do primeiro livro. O terceiro saiu há pouco tempo lá fora e tem tido boas reviews, espero que não demore muito para que saia cá para concluir esta série! 

Depois de uma tentativa falhada de ler um thriller este mês com "Rapariga A" que não gostei nada, decidi pegar no "Arrepio" da Allie Reynolds porque pareceu-me ser um daqueles thrillers mais leves que se lê bem. Apesar de ser um livro generoso em páginas, é um livro que se lê bastante bem se gostarem de thrillers passados em ambientes fechados.

Aqui temos um grupo de amigos da adolescência, todos eles na altura eram atletas de alta competição de snowboard mas hoje em dia têm outras ocupações e nem todos estão presentes nesta reunião de fim de semana. Ausentes estão a a Odette e a Saskia que vão ser duas personagens fundamentais no livro.

De resto temos a Milla, a Heather, Dale,Brent e Curtis irmão da Saskia que está desaparecida há mais de 10 anos. Alguns membros do grupo acham que ela está morta outros ainda acreditam que continuam desaparecida.

A parte de Suspense começa logo bem cedo quando desaparecem todos os telemóveis e começa o jogo deixado por alguém. Depressa fica-se a saber que alguém daquele grupo matou Saskia e outros tantos têm muito segredos.

É um livro de mistério tipo os livros da Agatha Christie onde vão acontecendo coisas a cada um deles e todos desconfiam de todos. Eu gostei do ambiente onde se passou o livro, numa estância de neve dos Alpes franceses e do  ambiente friorento e as dificuldades que eles passam à medida que a história vai desenvolvendo para algo mais macabro.

No geral não gostei muito das personagens, felizmente só temos o ponto de vista da Milla tanto na actualidade como há dez anos atrás quando tudo aconteceu e não senti necessidade de ter de todos os outros.

O desfecho foi bom e a revelação de quem fez tudo também mas no final não consigo dar mais do que 3 estrelas porque é daqueles thrillers que não me puxou pela cabeça para tentar resolver nem mexeu comigo como outros já fizeram.

É um bom thriller diferente dos thrillers de investigação ou domésticos que são mais comuns cá e recomendo mas não é o melhor livro do mundo. 


Com um título tão particular e sendo um livro com poucas páginas, aventurei-me no Ebook e no audiobook deste thriller humorístico. Aqui temos a história de duas irmãs embora tenhamos o ponto de vista de uma só, que nos vai contando toda a história do livro. Korede, é uma enfermeira responsável e trabalhadora mas quando a sua irmã Ayola lhe telefona a pedir ajuda porque acabou de matar o namorado e precisa de livrar-se do corpo, a vida dela muda especialmente porque já não é a primeira vez que isto acontece. A trama e nós apresentada num tom de humor negro que não vai agradar a todos os leitores. Eu gostei em geral do livro mas não chegou às 4 estrelas. Por vezes achei a Korede um pouco snob do género achar que é melhor que a irmã, que é uma autêntica personagem em todo o livro! A Ayola acaba por ser a salvação deste Thriller, é daquelas personagens bipolares que se convivessemos no dia a dia com ela achariamos que era maluca da cabeça. Apesar do tom divertido, livro também tem partes mais sérias e com temas interessantes mas sempre ligado ao relacionamento das irmãs. O facto do livro também se passar em Lagos, capital da Nigéria dá-lhe um toque diferente da habitual espera Europa-América.

Foi uma boa estreia desta autora e é um livro que recomendo.



Apesar de não andar a comprar muitos livros, nem os que comprei este ano ando a ler mas decidi pegar no "Felix Ever After" e não me arrependi nem um pouco pois adorei esta história. Eu já calculava que ia adorar este livro pois é um YA que tem todos os ingredientes que eu gosto, representividade e uma mensagem e para mim esses são os melhores livros.

Aqui temos Felix Love, de 17 anos que é um rapaz transgénero. O pai apoiou-o na sua transição mas ele sabe que lhe custou pois de vez em quando ainda o chama pelo nome de nascimento. Apesar de morar em Nova Iorque, uma cidade muito liberal, Felix ainda sente algum receio por ser quem é, porque para além de ser transgénero também é gay e o pior disso é que nunca se apaixonou, algo irónico para alguém que tem Love como apelido. Infelizmente, o facto de não ter namorado é o menor dos problemas de Felix quando este começa a ser chantageado na Internet por um troll que ameaça revelar a sua antiga identidade. Felix tenta não ficar abalado com esta história e tenta descobrir a todo o custo descobrir quem o anda a tentar enganar.

Para além do jogo da apanhada o livro tem muito mais camadas por descobrir. O próprio autor é trans portanto acredita que esteja muito dele representado no Felix. Normalmente os livros que mais gosto são aqueles que mostram a evolução fã personagem principal e temos isso aqui da melhor maneira. Com a ajuda dos amigos e de um possível namorado, no final Felix acaba por aceitar-se completamente sem ter medo de mergulhar no passado na outra pessoa que ele um dia foi.

Infelizmente não está publicado aqui mas tenho a certeza que seria bem aceite cá em Portugal não só pelos temas que trata mas pela mensagem que passa. Uma óptima leitura para os jovens de hoje em dia. 

 Mais duas opiniões de livrinhos novidade lá fora e que li no último mês! 


Este era talvez um dos meus lançamentos mais antecipados de 2021. Adoro a capa e gostei da sinopse, é daqueles livros que as personagens fingem que namoram por algum objectivo mas nunca tinha lido com duas raparigas então fiquei intrigada em conhecer esta história. 
O livro apesar de ser temática Lgbt é um YA cliché, temos a rapariga popular da escola - Hani - que finalmente percebe que também gosta de raparigas. O seu grupo de amigos não aceita bem esta revelação dado que ela nunca tinha dado indicação de ser bisexual, visto que teve sempre namorados. 
 Ishu por outro lado é o oposto completo de Hani. Ela é uma superdotada aluna que espera entrar  numa boa faculdade. Mas Ishu concorda em ajudar Hani no seu plano de namoro falso se Hani a ajudar a se tornar mais popular para que ela tenha mais capacidades sociais. 
Apesar do pacto mutuamente benéfico, elas começam a desenvolver sentimentos reais uma pelo outra. 
Como já tinha dito acima, o livro é cliché na sua premissa mas não é por isso que deixa de ser bom. Primeiro de tudo gostei que a Hani e Ishu não fossem propriamente inimigas, aliás elas quase não se conhecem são meramente colegas de escola,logo aí já é algo fresco à velha história batida de inimigos que fingem namorar. Depois a autora aborda vários assuntos importantes para além da sexualidade como por exemplo racismo e religião. As duas personagens principais são muito bem construídas e apesar de serem bastante diferentes acabam por completar-se. O livro é muito curto de se ler mas não sentimos que faltou algo, toda a história é bem desenvolvida tanto o relacionamento das duas como a reação das personagens principais com a familia e amigos. Sinceramente adorei este livro e fiquei curiosa para ler mais da autora.
                                  

Mas se quiserem um romance de inimigos que depois apaixonam-se também tenho uma indicação para vocês e este livrinho. Aqui temos duas inimigas do ensino médio, uma cheerleader e uma da equipa de basquetebol. 
Aqui temos Scottie, uma jogadora que ainda está a tentar esquecer a ex-namorada
 Devido a uma situação a sua vida cruza-se com a de Irene, a cheerleader super popular mas também com uma reputação de ser má. A relação das duas não começa bem pois elas simplesmente não se dão mas Scottie quer mesmo esquecer a ex-namorada e deixar de ser piada na escola então vem aí o plano do namoro 
Apesar do livro também ser bastante cliché dentro do género YA eu achei piada à picardias do casal principal e ao desenvolvimento pessoal de cada uma. Não é tão bom como o livro anterior mas mesmo ass dentro do mesmo género é um livro que irá agradar a maioria dos leitores. 

 


Passaram-se uns dias desde que comecei este Book Bingo mas já completei uns quantos quadrados, por isso aqui está a primeira actualização e também umas mini-opiniões dos livros lidos.

Debut - Between Perfect and Real de Ray Stoeve



Ainda não li muitos livros com personagens trans mas curiosamente este ano estão a sair muitos lá fora que me interessam. 
Este era um deles e apesar de achar esta capa um pouco feia, o que interessa é o interior e esse é maravilhoso.
Basicamente conhecemos Dean, uma rapariga que finalmente chega à conclusão de algo que pensava e sentia há muito tempo:um rapaz. Ao princípio ela/ele pensava apenas que era lésbica, embora continuasse a nunca se sentir bem no seu corpo mas aqui vamos descobrir a aceitação de Dean consigo própria(o) e o início do processo de transição e a relação dela/dele com a namorada, amigos e família.
Acho que não houve nada que não gostasse neste livro, como o título diz é um real e vemos Dean a tentar deixar de ser perfeita(o) e a começar a viver aquilo que realmente ele é. Aconselho bastante. 

Been on your tbr for too long - Meet Cute Diary de Emery Lee




Apesar de este livro só ter saído em Maio deste ano, ele já está na minha tbr desde o ano passado quando ainda nem tinha capa,portanto decidi ler para esta categoria. 
Aqui temos mais uma história de um rapaz transgénero mas desta vez já com transição completa. O nosso rapaz é Noah que gere o popular blog - Meet Cute Diary - onde aí vai publicando histórias felizes de pessoas como ele que encontraram o amor. Só há um pequeno problema, as histórias são todas falsas, fruto da sua imaginação. Mas o blog é tão conhecido e Noah é tão acarinhado pelos seus seguidores que nem os comentários dos haters e dos trolls o desanima.Até que Noah começa a receber cada vez ameaças de como sabem que o blog é ficção e ameaçam acabar com o blog se Noah não contar a verdade. 
No geral a base do livro é esta e a história gira muito à volta do blog o que achei um pouco repetitivo. Pelo meio temos Drew, que inicia uma relação com Noah e temos bastante do romance deles os dois. 
Apesar de ser um livro Lgbt achei que o autor criou as personagens de uma forma um pouco estereotipada, tão comuns a qualquer livro YA (até um mini triângulo amoroso) Mesmo assim gostei de outra personagem secundária que vão ganhando cada vez mais destaque mas não posso revelar muito pois é spoiler. No geral foi uma leitura agradável neste mês de Orgulho Lgbt. 

Bisexual Rep




No ano passado li o primeiro livro desta autora e fiquei muito impressionada com a capacidade de conseguir contar uma história bem desenvolvida em tão poucas páginas. Fiquei fã e portanto fiquei logo interessada em ler este segundo livro, que era para ter saído no ano passado mas por causa do Covid foi adiado para este ano. 
Mais uma vez a autora surpreendeu-me. Apesar de neste livro não termos tanta coisa a acontecer, a capacidade de não encher o livro com palha e coisas que não interessam é realmente uma habilidade. 
Aqui temos a nossa protagonista, Zara, filha de emigrantes do Paquistão. Os pais são trabalhores honestos mas infelizmente o visto de cidadania está atrasado aos anos, fazendo com que não sejam cidadãos americanos. Por isso mesmo Zara tenta ser exemplar em tudo para não arranjar problemas seja com a polícia ou outra entidade. O problema é quando envolve-se numa discussão com outro rapaz da escola que estava a fazer-lhe bullying e é aqui que os verdadeiros problemas de Zara começam. 
Se tem problemas com xenofobia e bullying, este livro não é para vocês. Aborda vários assuntos sensíveis que tocam o leitor. Fiquei sensibilizada com a Zara e em como tudo pode correr mal mesmo ela não tendo culpa e nada possa fazer para salvar a sua família. 
Gostei também da abordagem da sexualidade da Zara e do da ligação com a sua religião. Não é a primeira vez que leio um livro que liga a orientação sexual (neste caso bisexual) ao Islão e gostei da forma como a autora lidou com o tema e a aceitação da família. 
Como sempre, ter ouvido o audiobook fez-me gostar mais do livro, nem que seja pelos sotaques das nacionalidades que é tão giro de ouvir! 
Aguardo ansiosamente pelo próximo livro! 


Estas foram as primeiras leituras para este desafio, seguem-se mais três! 

Hoje dou-vos a minha opinião sobre dois livros que li recentemente. Vamos em ordem crescente para acabar bem! 

 


Já há quase um ano que queria ler este livro e finalmente li-o e posso dizer que não desiludiu em nada! 
É um livro curto em que ouvi o audiobook (que só tem 6 horas e conseguem ler bem num dia) e sem dúvida que quero ler mais livros deste autor se forem tão bons como este! 
Cada vez mais aprecio autores que conseguem contar uma boa história sem palha alguma. Este é um perfeito exemplo de um livro cativante deste o início até ao fim com boas personagens, romance, drama, amizade, família, referências ao mundo pop, enfim com tudo o que um leitor gosta, sem qualquer parte morta ou histórias por acabar. Aqui temos a história de Amir que é gay e muçulmano e sabe que a sua família não apoia a sua decisão então foge para Roma. Lá irá viver uma aventura mas o que ele não esperava era que a sua família fosse atrás dele, que ele vivesse novas aventuras com amigos e um novo amor e que fosse interrogado pela polícia no aeroporto. 
É daqueles livros YA que dá vontade de entrar na história e ser também amiga destas personagens e viver também esta aventura. Obrigada ao autor por me fazer viajar até Roma sem sair de casa, adorei e aconselho o livro a toda a gente!




Com um livro já publicado cá em Portugal (esgotado de momento) fiquei surpreendida quando a TopSeller pegou nesta autora mas ainda bem que o fez pois adorei este livro e já quero ler o próximo que sai dia 31 de Maio. 
Com uma capa tão fofa e colorida, desenganem-se se acham que vão encontrar um livro leve e fofo. Pelo contrário, temos muito drama, uma família difícil e muitos problemas da nossa Audrey (referência a Audrey Hepburn). Ao contrário da estrela de cinema, aqui a nossa Audrey não tem uma vida glamourosa, muito pelo contrário. C uma mãe alcoólica e passar por uma separação difícil, o pai abandonou-as por outra família, Audrey outrora amante de filmes românticos, já acha todas as comédias românticas uma estupidez e falsidade, pois nada de perfeito acontece na sua vida. Mesmo assim para fugir aos caos familiar, arranja trabalho no cinema chique da sua cidade de modo a mão passar tanto tempo em casa. 
Lá conhece um rapaz - Harry - fã de terror que irá mostrar-lhe que afinal coisas boas também podem acontecer-lhe...ou talvez não. 
Adorei este livro, adorei o quão real é, identifiquei-me muito com a Audrey...apesar de já não ser adolescente revi-me muito nos seus pensamentos sobre muitas coisas. 
O final para mim foi perfeito pois nem sempre a vida e o amor são como nos filmes onde tudo acaba num final feliz e perfeito. 5 estrelas! 



Página inicial