Este era uma lançamento já muito esperado e finalmente chegou Setembro e aqui está ele.
É um livro pequeno de 210 páginas que permitiu que o lesse num dia inteiro mas claro que também ajudou que fosse interessante e com uma premissa muito boa.
Estamos em Nova Iorque e pela mão destas 6 autoras vamos descobrir 6 histórias diferentes de adolescentes que vêem-se num apagão na cidade que nunca dorme, que está sempre iluminada, que está agora ainda mais caótica porque não há electricidade. Já conhecia (de ter lido) 3 autoras mas fiquei curiosa agora para ler mais da Tiffany Jackson pois a história dela que é logo a primeira e a maior também, foi a que mais me interessou e a que mais gostei.
Não dá para falar das seis histórias em pormenor aqui no Instagram mas no geral todos os contos acabam por terem pequenas conexões entre eles e dois deles são lgbt. Todas as personagens são não-brancas então acaba por haver muita diversidade e representividade. Tal como diz no subtítulo do livro, é um livro de amor onde vamos encontrar jovens presos no metro, presos numa biblioteca, presos num uber, todos à procura de algo que brilha mesmo durante este apagão: o amor.
Estava com receio de por ser escrito por 6 autoras e ter tão poucas páginas que as histórias e personagens não tivessem tanto desenvolvimento mas acho que melhor do que cativar a nossa atenção com muitas páginas e conseguir fazê-lo em tão poucas. Claro que fica o gostinho de ler mais destes contos, queria acompanhar mais o casal de ex-namorados do primeiro conto e o casal que se forma no último conto mas o livro é tão rico em outros aspectos que sinceramente terminei a leitura com a sensação que não faltava nada no livro.
Tal como tantos outros livros que estão a sair agora, este também é mais um livro que foi escrito durante a pandemia mas não se aflijam que não há qualquer menção ao Covid mas leiam os agradecimentos no final. De resto, fico à espera da série que irá adaptar estas histórias aos pequeno ecrã e a as autoras gostaram tanto da experiência que vão lançar mais uma colectânea de contos novamente chamada White Out que espero que a Editorial Presença também edite por cá.
Depois de alguns anos sem lançar nada, Nicola Yoon volta com um livro romântico, fofo mas também com algumas surpresas.
Aqui temos a Evie a nossa jovem que devido ao momento que está a passar (divórcio dos pais) já não acredita no amor. Para além da separação do país, este momento é uma trauma na vida dela pois foi Evie quem acabou por apanhar o pai a trair a mãe. Em consequência disso vem toda a mudança dela, da irmã e da mãe para outra casa de modo a seguirem em frente. Por conta disto tudo, Evie acaba por deixar de ser aquela romântica incurável e começa a acreditar cada vez menos no amor verdadeiro e para sempre. Para piorar Evie começa a ter visões quando vê algum casal, para além de conseguir ver como aquela história começou também consegue perceber como vai acabar. Isto não ajuda nada à sua vida pouco romântica e numa ida a uma escola de dança para devolver um livro, conhece X um rapaz de natureza livre que vai ensiná-la a amar sem medos.
Como podem ver esta história tem um toque pequenino de fantasia por causa das visões da Evie e por ter lido a sinopse já diagonal fiquei surpreendida com esta parte mas gostei imenso de como o início da história funcionou. Para além da Evie e do X temos outras personagens importantes como o pai da Evie, os amigos dela e ainda outra personagem importante que não vou desvendar quem é.
Adorei o romance e as partes da dança que é uma actividade para a qual eu não tenho muito jeito mas que gosto muito de praticar. Foi giro percorrer vários géneros de dança pela mão da autora.
O final tem bastante drama mas eu adorei, é um livro pequeno mas que se lê muito bem. Não achei tão bom quanto os outros anteriores da autora aos quais dei 5 estrelas mas não é mau de todo! Só achei que a Evie por conta da idade foi um pouco imatura com o Xavier na parte final fazendo com que o fim não seja o mais feliz de todos.
Gostei também da parte familiar e do contraste da Evie não falar com o pai por causa da traição mas ao mesmo tempo apaixonar-se pelo Xavier.
No final leiam os agradecimentos, a autora explica porque teve tanto tempo sem lançar nada e porque escreveu um livro anterior a este e que decidiu não lançar. Gostei da homenagem nas notas da autora e fico agora à espera que não passe tanto tempo para termos mais livros dela.
Portanto não sei deixem enganar por esta capa fofa, é um livro que lemos rápido mas que trata assuntos sérios como o luto e aproveitar os momentos com as pessoas enquanto estão entre nós.
Golden Boys é o primeiro livro diferente da "Clube do Autor" e confesso que estava com boas expectativas. O título manteve-se em inglês e a capa escolhida foi a mais bonita e foi com entusiasmo que comecei a ler este livro.
É um livro pequeno para quatro personagens, o que significa que achei que o autor podia ter aprofundado mais a história de cada um. Mesmo assim surpreendeu-me a maneira como as quatro histórias relacionaram-se tão bem. Claro que ao princípio ficamos um pouco confusos que personagem é qual mas depressa entramos na vida destes quatro amigos, nas suas amizades e inseguranças também. Gostei que todos têm o seu destaque e de todos serem queer, acaba por ser um livro com uma diversidade grande nesse aspecto. Um detalhe muito importante é também a saúde mental dos protagonistas mas isso já é marca do autor já que no outro livro que li dele também era uma temática abordada.
Dos quatro rapazes, o meu preferido foi o Reese, gostei do detalhe das pulseiras personalizadas para os restantes amigos, també diverti-me com o seu percurso como jovem designer e da sua viagem a Paris. O meu segundo preferido foi o Sal e gostei de ler como funciona a política americana para um novato. Os romances do livro também são muito fofos e gostei que o autor conseguisse mostrar que mesmo como melhores amigos já havia amor entre eles. Com alguns um amor romântico mas também um amor de amizade.
Não tendo já lido vários livros lgbt, acho que teria gostado mais deste. Apesar de ter gostado, vi muita inspiração do autor em outros livros que já li e por isso não consigo dar mais que 3 estrelas. Não me arrependo de o ter lido mas esperava um pouco mais devido ao hype que se fez em relação ao livro. Contudo é um livro que aconselho sem dúvida embora tenha um público alvo mais específico. Uma leitura leve, perfeita para o Verão!
Hoje trago duas opiniões de dois livros que não saíram ainda cá mas nunca se sabe... Dois romances que li este mês e que gostei bastante dos dois. Já conhecia uma das autoras e a outra foi uma estreia que gostei imenso.
Duas novidades dos últimos tempos, tão diferentes mas que gostei bastante de ambas
Começando pelo "Procura-se Namorado" um dos mais recentes lançamentos da Desrotina, já há algum tempo que andava curiosa com este livro de um autor que eu pensava que até era uma autora mas sempre achei este livro muito parecido com o "Branco, vermelho e sangue azul" então fui adiando a leitura deste exemplar até que a Desrotina o anunciou como lançamento de Junho e não resisti em voltar a Londres pelas páginas deste livro. O resumo da história é simples, temos Luc filho de duas estrelas da música rock que está sempre na primeira página dos tablóides pelos piores motivos. Como tal ele acha que a melhor forma de sair dessa situação que ameaça arruinar um emprego de sonho é arranjar um namorado falso.
O namorado falso perfeito parece ser Oliver, um advogado certinho que aceita entrar no plano de Luc e tudo até estaria bem se eles até fossem parecidos. O problema é que não podiam ser mais o oposto um do outro.
Gostei dos protagonistas mas não posso dizer que tenha adorado. Ambos têm os seus defeitos e qualidades e gostei da relação de ambos mas acho que depois da metade, o livro caiu um bocadinho no ritmo e custou-me muito mais a ler. Eu li 60% do livro praticamente em dois dias e depois demorei quase uma semana a ler os restantes 40%.
Acho que isto deveu-se a uma parte da história que acaba por não focar-se tanto no relacionamento do casal mas sim envolvendo a família do Luc. Foi interessante o autor abordar esse tema e fugir um pouco ao romance, conseguimos acompanhar realmente a fundo os problemas de Luc e toda a sua situação familiar mas ao mesmo tempo achei que se alongou demais e foi uma situação muito focada na segunda parte do livro e não foi equilibrada ao longo do mesmo.
Quando ao Oliver, ao princípio achei que a ia ser uma personagem um pouco mais chata por ser tão certinho mas vamos vendo que t tantas inseguranças quanto Luc e gostei deste contraste. Temos mais personagens como os amigos de Luc que acabam por ser mais uma componente de comédia e não são muito exploradas.
A continuação já saiu lá fora e espero que não demore muito para continuarmos a acompanhar este casal. No geral gostei da escrita do autor e fiquei curiosa para ler outros livros dele, especialmente os romances com personagens heterossexuais.
Passando à segunda novidade e totalmente diferente da primeira, "Punk 57" é um livro já bem antigo, de 2016 mas que devido ao tiktok teve um novo interesse na comunidade literária.
Já tinha lido o livro anterior da autora e tinha gostado muito apesar do assunto tabu e decidi também avançar para este com expectativas moderadas porque ouvi falar muito bem mas também muito mal, que o livro era tóxico e tinha muitos problenas. Decidi experimentar por mim mesma e só digo que o livro tem os seus problemas sim mas eu gostei imenso e é muito viciante.
O livro conta a história de Misha e Ryle, dois adolescentes que moram em cidades próximas e em nome de um projeto antigo começam a corresponder-se por carta, construindo assim uma amizade íntima entre eles. Mas ambos tem um acordo: não procurar-se nas redes sociais ou tirar fotos e até trocar números de telefone. Se a amizade funcionou até agora não precisam de mudar isso. Até que há um dia em que o destino decide juntá-los embora uma parte não saiba a identidade do outro
Os dois acabam por relacionar e a relação não podia ser mais explosiva e cheira de hormonas, com muito sexo mas também com muita confusão e discussões... Contudo a conexão de ambos é palpável e acabam sempre por voltar aos braços um do outro.
Tinha lido algumas críticas quanto à personagem masculina mas sinceramente achei a Ryle até mais problemática do que o Misha. Vê-se que é um adolescente a descobrir-se quem é, com sentimentos confusos às expectativas que têm dela e vê na arte uma forma de expressão de toda a confusão dentro de si. Gostei da autora ter abordado estes conflitos na adolescência e o importante é que Ryle vai crescendo e ficando mais madura ao longo do livro. O Misha também não é uma personagem perfeita mas eu gostei imenso dele e no geral da relação de ambos que acaba por ser o vício do livro.
Em conclusão, Penelope Douglas apresenta uma história sexy com muitas hormonas adolescentes mas até divertida de se ler. Não é um livro para levar muito a sério se não vamos passar o tempo todo a revirar os olhos mas eu acabei por gostar bastante e espero que a Quinta Essência continue a apostar nesta autora.
"The Suite Spot" já é o 4º livro que leio desta autora e adoro! É pena que não esteja publicada por cá porque tenho a certeza que faria sucesso. Esta série são livros muito leves, romances cheios de açúcar e mel mas com personagens carismáticas e histórias com profundidade. Gostei mais do primeiro do que deste mas mesmo assim este foi uma boa leitura, rápida e eficaz. O que gosto nesta autora é que ela não enrola, os livros não chegam a 300 páginas mas não fica nada por dizer nem pontas soltas e uma autora que sabem contar uma história inteira sem palha é uma boa autora para mim! Já tinha lido o primeiro no ano passado e adorado (dei 5 estrelas) e desta vez fiquei - me apenas pelas quatro porque a história toda do hotel é um bocado impossível de acontecer e inacreditável mas o romance compensou esse facto. Não é preciso ler o primeiro para ler este, são histórias completamente individuais mas eu aconselho para perceber alguns pormenores da história. Adorei a Rachel e a sua força como mãe solteira e o Mason é aquele típico personagem mais resmungão com a vida mas percebemos que apenas está perdido na vida e que Rachel poderá ser uma boa ajuda. É fácil simpatizar com a protagonista e com o casal, são personagens bem agradáveis e o romance é o típico sunshine grumpy que é um trope que não leio muito mas que quero ler mais!Se conseguirem ler em inglês não hesitem em pegar neste romance!
"Sadie on a Plate" foi um lançamento de Março que pareceu-me interessante devido ao meu gosto por talent/reality shows em livros. Ha uns anos ainda acompanhava alguns reality shows apesar de saber que de real não têm nada mas até gostava de ver alguns mas hoje em dia nem séries, nem filmes consigo ver (as minhas listas nos serviços de streaming são enormes) quanto mais programas.
Aqui temos a nossa protagonista que dá nome ao livro Sadie que é uma estrela em ascensão na cidade gastronómica de Seattle. Para além da sua carreira profissional ela namora com um famoso chef e parece que a sua vida vai ser perfeita até que o namoro acaba e Sadie precisa de sair da cidade para tentar esquecer o seu ex. Para isso nada melhor que ir para Nova York e competir no seu programa de culinária Preferido, Chef Supreme. No avião para Nova York, vamos conhecer Luke, o nosso protagonista masculino. A atração entre ele e Sadie é imediatamente mas Sadie avisa logo que não poderá contactá-lo nas próximas semanas apesar de estar impedida de dizer o porquê. Sadie pensa que nunca mais irá ver Luke até as gravações do programa no dia começarem e Luke aparecer e ter um papel importante no programa.
Como estreia desta autora posso dizer que adorei este romance. Mais uma vez super fofo, fácil de ler e com um romance que nos deixa a suspirar por um homem como o Luke, que saiba cozinhar! 😅
Adorei a parte do programa no livro e esta parte é um bocado previsível porque sabemos que a Sadie irá quase de certeza até ao final do programa. Mas eu gostei de ler sobre as provas e adorei acompanhar o romance entre eles. Também ficamos conhecer melhor o Luke que tem uma história paralela com o pai dele.
No geral mais um romance e novidade de Março que adorei ler! Espero que saia por cá!
Hoje trago quatro mini opiniões de quatro livros que li em Janeiro e que gostei de todos, embora nenhum seja memorável na minha opinião.
Começando por aquele que gostei menos, dei 2 estrelas no Goodreads e até podia ter puxado para as três apenas não fiz porque realmente este livro foi demasiado YA para mim. É o primeiro livro que leio desta autora e tem uma capa muito gira e um título ligado a uma música que gosto mas não sei, achei realmente adolescente demais e olhem que eu gosto de YA. O facto de também haver uma espécie de triângulo amoroso entre uma rapariga dividida entre outra rapariga e um rapaz também não me agradou muito dado que eu não gosto de triângulos amorosos nos livros, acho que é uma característica já tão 2012...
É um livro bom para se começar a ler em inglês se tiverem curiosidade pois é bastante simples. Eu gostei do final e da escrita mas no geral não me convenceu.
''An Emotion of great Delight'' é o segundo livro que leio da Tahereh Mafi. O outro que tinha lido foi o ''Shatter Me'' que não tinha gostado. Este é um dos poucos livros dela que não tem fantasia e como passa-se no ano de 2001, depois dos ataques do 11 de Setembro e sendo a autora muçulmana, achei que seria interessante ler este livro. No geral gostei e dei 4 estrelas. A autora escreve muito bem, o livro tem frases muito bonitas, quase poéticas. Agora vamos ao principal, depois de ler o livro, fui ler algumas reviews no Goodreads (negativas) de leitoras muçulmanas que sentiram-se ofendidas quando a autora descreve a burka de uma maneira desrespeitosa. Confesso que o excerto polémico não me tinha dito nada mas fui reler e realmente é uma frase que pode ofender muita gente e é grave uma autora muçulmana descrever um adereço tão importante na sua religião. Resumindo, gostei do livro, tem alguns problemas mas não posso dizer que me senti ofendida, pois estaria a mentir visto que não me ofendeu. Por último só tenho a falar do péssimo final, tão abrupto que eu pensei que o ebook tinha páginas a menos. Péssimo, porque não foi nem um final aberto, foi um livro sem final!
Outra autora a que voltei foi Emma Lord, depois de ter lido ''Tweet Cute'' em 2020. Este lançamento de lá fora de Janeiro chamou-me a atenção pela capa e pela sinopse. Lá está, se o da Dahlia Adler eu critiquei por ser demasiado YA, este também apesar de ser YA nem parece devido à forma como esta escrito e às personagens que apesar de serem jovens não aparentam através das atitudes indecisas. A história é engraçada com romance, teatro, uma protagonista engraçada à procura da mãe mas também achei real os assuntos abordados. Acho que gostei mais do outro que li da autora mas este também é uma boa leitura para quem quer um romance YA mas sem os clichés habituais deste tipo de livros.
''Weather Girl'' é o novo livro de Rachel Lynn Salomon, a mesma autora de ''Fala com o Ex'' que eu li no ano passado e adorei. Esse foi o primeiro livro adulto que ela lançou e este ano voltou com outro. Ao contrário do anterior, este livro é muito mais sério mas não se preocupem que continua a ser romântico e bem picante! Aqui temos uma repórter de meteorologia (adorei a profissão da protagonista) que decide juntar a sua chefe ao seu ex-marido. Isto com a ajuda de Rusell que é um jornalista de desporto. Claro que com o plano deles, ambos acabam por criar uma relação romântica.
Como tinha dito, apesar do livro ter romance, tem um tom muito mais sério que o outro da autora. Este fala muito sobre depressão da protagonista, uma doença que a mesma sofre já há uns anos. O romance aqui é assombrado então pelo medo de Ari face a esta sua faceta obscura. Este trauma já vem desde criança, pois a mãe sofria do mesmo e então Ari cresceu vendo a mãe a ser uma pessoa muito depressiva. Devido a isso tudo, Ari mostra-se uma pessoa até divertida mas sempre com aquele receio de cair numa espiral de tristeza. O final tem um plot twist engraçado e interessante que acabou por unir os dois casais. Só achei que podia haver alguns capítulos narrados pelo Russell de modo a também o conhecermos melhor, porque assim ficou demasiado perfeito. É um livro diferente do outro já publicado o que mostra que a autora consegue escrever tanto romances mais leves como também livros mais sérios. Já o tinha sentido com ''Fala com o Ex'' mas aqui confirmei que a base das histórias desta autora não são o principal, sendo as personagens o principal foco, por isso se gostam de livros em que há uma evolução das personagens vão gostar deste livro. Se quiserem um livro mais focado no romance em si, não acho que seja a leitura ideal. Por final só tenho a dizer que achei interessante que depois do último capítulo a autora faz algumas perguntas sobre o livro de modo a criar uma discussão com o leitor. Não é muito normal haver este tipo de perguntas muito menos num livro de romance, por isso achei interessante este anexo.
Com o sucesso de ''Fala com o Ex'' em Portugal, não me admiraria que este também fosse publicado cá. Fico curiosa agora é para ler os livros YA da autora para ver como são.
Mais duas opiniões de livros que li em Novembro, infelizmente nenhum deles me deixou memórias para recordar deles futuramente.
Começando por "A vida Livresca de Nina Hill", que foi um livro que gostei mas não me deslumbrou. Se tivesse lido há uns anos teria dado certamente 4 estrelas mas já li tantos livros assim, focados numa só protagonista livreira ou passados em livrarias que este acabou por não se destacar dos outros.
Mesmo assim gostei imenso das personagens, especialmente da nossa protagonista. Não gostei muito da parte do romance, houve alguns acontecimentos que não achei muita piada.
A história da família foi bem engraçada mas a autora introduziu demasiadas personagens algumas que nem valia a pena terem aparecido. Para além disso ainda tínhamos a história da livraria e dos jogos de trivia. Ou sejam demasiados plots diferentes.
No entanto acaba por ser um livro cheio de acontecimentos, não tendo momentos mortos por estar sempre algo a acontecer. É um livro que também passa várias mensagens sobre amor, amizade e família. Se gostam destes temas vão gostar sem dúvida deste livro.
É daqueles livros que dispõe bem o leitor, porque irá identificar-se com a vida de leitora da nossa personagem principal.
Eu gostei mas como não me deslumbrou acabei por só dar 3 estrelas, a puxar para as 3 estrelas e meia. Mesmo assim fico curiosa de ler outro livro da autora se me interessar a sinopse e se sair cá.
A vida de Nina Hill dava um livro. Mas está na hora de ela virar a página.
Nina Hill tem uma vida confortável: trabalha numa livraria, participa em concursos de cultura geral com uma equipa fantástica, tem uma agenda muito organizada onde anota tudo o que é importante e partilha a casa com o seu gato Phil. Filha única de uma conceituada fotógrafa que se tornou uma mãe ausente devido às constantes viagens, é nos livros que devora a toda a hora que Nina encontra o seu refúgio e os seus momentos de verdadeira felicidade.
Quando recebe a notícia da morte do pai, de quem nunca soube nada, Nina fica em choque. De um momento para o outro, o seu núcleo familiar passa a incluir um irmão, três irmãs e vários sobrinhos e sobrinhas, todos a viverem perto! E pior… Esta horda de desconhecidos parece estar cheia de vontade de conviver com ela, o que vai totalmente contra as suas tendências antissociais.
Como se essa não fosse já uma mudança suficiente na sua rotina, Nina vê-se também perante a presença cada vez mais constante de Tom, o seu maior adversário nas noites de quiz, que afinal até é um homem querido, divertido e profundamente interessado em conhecê-la melhor.
"Loveboat Taipei" era um livro que já tinha alguma curiosidade em ler e então acabei por aproveitar o audiobook e finalmente lê-lo.
Bem eu só vos digo que cheguei aos 86% e simplesmente saltei para o último capítulo. Qual foi o meu espanto quando vi que ficava tudo igual porque o livro tem continuação então muitos dos problemas a autora vai simplesmente passar para o segundo livro que eu não vou ler.
A autora até aborda assuntos interessantes como a pressão dos pais para seguirmos os sonhos que eles querem e não os nossos, a vida totalmente diferente num país e continente fora do habitual, amizades tóxicas,xenofobia, intimidade e tantos outros importantes em qualquer livro.
O que me estragou a leitura foi realmente a existência de triangulo amoroso. Com 30 anos já não tenho paciencia para isso é o facto de realmente o livro ter muitos assuntos mas não eram muito desenvolvidos. Também não fiquei fã da parte da rivalidade feminina e além disso havia certas coisas que eram irreais mas pronto eram convenientes para o livro e para a protagonista.
Eu ao princípio até gostei da Eve mas ao longo do livro fui gostando menos porque achei-a demasiado bondosa e com pouca garra para algumas coisas, apenas lutava pelos seus sonhos contra os pais.
Como disse o livro tem continuação que sai para o ano mas que não irei ler.
Sinopse pt br
Ever Wang está prestes a viver um verão inesquecível.
Os estudos sempre vieram em primeiro lugar para os pais de Everett Wang. Para eles, que deixaram a China em busca de oportunidades nos Estados Unidos, uma boa educação é a única forma de conquistar a tão sonhada estabilidade e de ser visto com respeito. Por isso, os Wang acreditam que, agora que Ever está prestes a ingressar na faculdade, é o momento perfeito para enviá-la para um programa educacional de verão em Taiwan.
Cedendo aos desejos dos pais, Ever se vê no meio de um grupo de jovens inteligentes e dedicados. No entanto, ao contrário do que os pais da garota imaginavam, o programa é, na verdade, um mercado de encontros para jovens apelidado de “Barco do Amor”. Lá, os queridinhos da América estão mais interessados em virar noites em boates e em acabar com garrafas de saquê do que em estudar mandarim e caligrafia tradicional.
Longe das rígidas regras estabelecida pelos pais, Ever experimenta a liberdade pela primeira vez ― e é simplesmente incrível. Mas o verão não é eterno, e logo ela terá que voltar para casa e para o futuro que os pais planejaram para ela. Resta saber se o gostinho da liberdade vai virar lembrança ou se o Barco do Amor vai injetá-la com a coragem necessária para seguir os próprios sonhos e se tornar o que sempre sonhou.
Dois livrinhos tão diferentes mas ambos novidade em Portugal!
A publicação de "Noiva à Distância" foi uma autêntica surpresa para mim. Primeiro porque lá fora já saiu o terceiro livro da trilogia e demoraram imenso tempo a trazer o segundo por cá e também porque quando vi a capa nem associei que era a continuação de "A Fórmula do Amor" que eu adorei. Achei a capa um pouco juvenil mais parece um livro da Jenny Han mas depois de o ler acho que adequa-se ao livro que é.
A premissa do livro é igual a tantos livros que já li, de namoro/casamento arranjado. Desta vez implica a viagem de Esme, uma rapariga do Vietname que vai para os USA para se casar com Khai que já conhecemos no primeiro livro. A relação dos dois é basicamente o que suporta o livro todo mas já sabemos logo que não vão ser fácil devido ao autismo de Khai que não consegue expressar os seus sentimentos para com a Esme. Eu gostei das personagens e gostei do desenvolvimento do casal assim como a história do pai da Esme e as cenas em que a o Quan entra (que é o protagonista do próximo livro) mas alguma coisa incomodou-me com o Khai a ter de rapidamente criar uma relação com a Esme porque lhe foi imposta quando ele próprio não consegue criar ligações devido a ser como é. Não gostei muito da história de ser a própria mãe a arranjar uma mulher para o filho quando este não queria, especialmente quando o livro é actual e passa-se nos USA, e Khai teria tempo para escolher alguém por si próprio.
As muitas indecisões do Khai acabaram com que o livro mais para o final ficasse um pouco chato porque ele não se decidia se queria ficar com a Esme ou não mas por outro lado entendo a indecisão do rapaz dado que ainda estava a explorar os seus sentimentos e de como estar numa relação com outra pessoa que não conhece há muito tempo mas que irá ser a sua parceira.
É um livro bom mas gostei mais da premissa do primeiro livro. O terceiro saiu há pouco tempo lá fora e tem tido boas reviews, espero que não demore muito para que saia cá para concluir esta série!
Depois de uma tentativa falhada de ler um thriller este mês com "Rapariga A" que não gostei nada, decidi pegar no "Arrepio" da Allie Reynolds porque pareceu-me ser um daqueles thrillers mais leves que se lê bem. Apesar de ser um livro generoso em páginas, é um livro que se lê bastante bem se gostarem de thrillers passados em ambientes fechados.
Aqui temos um grupo de amigos da adolescência, todos eles na altura eram atletas de alta competição de snowboard mas hoje em dia têm outras ocupações e nem todos estão presentes nesta reunião de fim de semana. Ausentes estão a a Odette e a Saskia que vão ser duas personagens fundamentais no livro.
De resto temos a Milla, a Heather, Dale,Brent e Curtis irmão da Saskia que está desaparecida há mais de 10 anos. Alguns membros do grupo acham que ela está morta outros ainda acreditam que continuam desaparecida.
A parte de Suspense começa logo bem cedo quando desaparecem todos os telemóveis e começa o jogo deixado por alguém. Depressa fica-se a saber que alguém daquele grupo matou Saskia e outros tantos têm muito segredos.
É um livro de mistério tipo os livros da Agatha Christie onde vão acontecendo coisas a cada um deles e todos desconfiam de todos. Eu gostei do ambiente onde se passou o livro, numa estância de neve dos Alpes franceses e do ambiente friorento e as dificuldades que eles passam à medida que a história vai desenvolvendo para algo mais macabro.
No geral não gostei muito das personagens, felizmente só temos o ponto de vista da Milla tanto na actualidade como há dez anos atrás quando tudo aconteceu e não senti necessidade de ter de todos os outros.
O desfecho foi bom e a revelação de quem fez tudo também mas no final não consigo dar mais do que 3 estrelas porque é daqueles thrillers que não me puxou pela cabeça para tentar resolver nem mexeu comigo como outros já fizeram.
É um bom thriller diferente dos thrillers de investigação ou domésticos que são mais comuns cá e recomendo mas não é o melhor livro do mundo.
Com um título tão particular e sendo um livro com poucas páginas, aventurei-me no Ebook e no audiobook deste thriller humorístico. Aqui temos a história de duas irmãs embora tenhamos o ponto de vista de uma só, que nos vai contando toda a história do livro. Korede, é uma enfermeira responsável e trabalhadora mas quando a sua irmã Ayola lhe telefona a pedir ajuda porque acabou de matar o namorado e precisa de livrar-se do corpo, a vida dela muda especialmente porque já não é a primeira vez que isto acontece. A trama e nós apresentada num tom de humor negro que não vai agradar a todos os leitores. Eu gostei em geral do livro mas não chegou às 4 estrelas. Por vezes achei a Korede um pouco snob do género achar que é melhor que a irmã, que é uma autêntica personagem em todo o livro! A Ayola acaba por ser a salvação deste Thriller, é daquelas personagens bipolares que se convivessemos no dia a dia com ela achariamos que era maluca da cabeça. Apesar do tom divertido, livro também tem partes mais sérias e com temas interessantes mas sempre ligado ao relacionamento das irmãs. O facto do livro também se passar em Lagos, capital da Nigéria dá-lhe um toque diferente da habitual espera Europa-América.
Foi uma boa estreia desta autora e é um livro que recomendo.
Apesar de não andar a comprar muitos livros, nem os que comprei este ano ando a ler mas decidi pegar no "Felix Ever After" e não me arrependi nem um pouco pois adorei esta história. Eu já calculava que ia adorar este livro pois é um YA que tem todos os ingredientes que eu gosto, representividade e uma mensagem e para mim esses são os melhores livros.
Aqui temos Felix Love, de 17 anos que é um rapaz transgénero. O pai apoiou-o na sua transição mas ele sabe que lhe custou pois de vez em quando ainda o chama pelo nome de nascimento. Apesar de morar em Nova Iorque, uma cidade muito liberal, Felix ainda sente algum receio por ser quem é, porque para além de ser transgénero também é gay e o pior disso é que nunca se apaixonou, algo irónico para alguém que tem Love como apelido. Infelizmente, o facto de não ter namorado é o menor dos problemas de Felix quando este começa a ser chantageado na Internet por um troll que ameaça revelar a sua antiga identidade. Felix tenta não ficar abalado com esta história e tenta descobrir a todo o custo descobrir quem o anda a tentar enganar.
Para além do jogo da apanhada o livro tem muito mais camadas por descobrir. O próprio autor é trans portanto acredita que esteja muito dele representado no Felix. Normalmente os livros que mais gosto são aqueles que mostram a evolução fã personagem principal e temos isso aqui da melhor maneira. Com a ajuda dos amigos e de um possível namorado, no final Felix acaba por aceitar-se completamente sem ter medo de mergulhar no passado na outra pessoa que ele um dia foi.
Infelizmente não está publicado aqui mas tenho a certeza que seria bem aceite cá em Portugal não só pelos temas que trata mas pela mensagem que passa. Uma óptima leitura para os jovens de hoje em dia.
Mais duas opiniões de livrinhos novidade lá fora e que li no último mês!
Hoje dou-vos a minha opinião sobre dois livros que li recentemente. Vamos em ordem crescente para acabar bem!
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