
Este é um romance que recomendo vivamente, tanto pelo romance em si,
como o humor vivo e inteligente presente, como a cultura aqui inserida
eficazmente. Principalmente esta última, que é tão subtil mas ao mesmo
tempo tão importante tanto para o desenrolar e a riqueza da história,
que acabamos por nos aperceber que a temática da pintura é o que de
melhor há nesta obra.
A sinopse fez que com o inicio me surgisse um pouco confuso, mas depois
rapidamente nos localizamos e nos apercebemos de todo o enredo e toda a
teia de acontecimentos.
A personagem principal é bastante engraçada, e todas as aventuras por
que ela passa, tal como as tristezas, tornam-na não numa personagem
perfeita, mas que consegue a simpatia do leitor. Gostei bastante de
Peter Lely, que com o seu charme e talento conquista tanto as senhoras
do livro como as leitoras deste.
Anastacia, a irmã de Campbell, mas também a sua maior rival, é um trunfo
na manga de
Gwyn Cready que nos faz odiá-la, mas que no final acabamos
por dar o braço a torcer e confessarmos que afinal esta tornou tudo
ainda mais difícil e emocionante.
Os cenários... bem os cenários imaginei-os bastante fieis à época e
assim consegui saciar um pouco as minhas saudades dos romances
históricos. Este livro não se enquadra, mas pelo menos podemos viajar um
pouco para o século XVII e sermos apresentados tanto ao rei Charles II
como à sua rainha e amante.
A escrita é tão leve, interessante e alegre como as próprias
personagens, o que gere um equilíbrio e uma mistura óptima para
relaxarmos e nos deixarmos envolver por personalidades e lugares tão
fascinantes e, de certa forma, actuais.
Gostei bastantes por todas estas razões desta estreia nas obras da escritora Gwyn Cready, as quais vou querer acompanhar.
A historiadora de arte Campbell Stratford está prestes a afirmar-se no
mundo da Arte tornando-se na nova directora executiva do famoso Carnegie
Museum of Art, em Pittsburg. Para que tal aconteça está dependente do
contrato de um livro.
Tendo em conta que o seu grande amor no mundo da arte são os artistas do
século XVII, Cam resolve escrever uma fictografia - biografia
ficcionada - escandalosamente sexy e reveladora, sobre um dos
importantes artistas desse período, Anthony Van Dyck.
Decide fazer algumas pesquisas na Internet para tomar conhecimento de
factos reais que pretende entrosar com a ficção e é fortuitamente
"enviada", como se de uma máquina do tempo se tratasse, para o ateliê de
um outro artista menor, Sir Peter Lely, um pintor da corte, por quem
decide ser retratada e com quem se envolve numa noite de arrebatadora
paixão, quando o seu intuito é descobrir como é possível a mudança
temporal.
O Grémio Executivo que tem como função supervisionar as almas de
artistas já falecidos, quando toma conhecimento da intenção de um livro
escandaloso que está a ser escrito por alguém no século XXI, faz planos
para impedir a sua publicação, e o seu intermediário é o playboy Lely.
Campbell regressa a casa e descobre a traição, mas antes que se possa
virar contra o seu amante, Sir Peter aparece de surpresa no futuro e
transforma a sua vida no século XXI num verdadeiro caos.
Título Original - Flirting with Forever
Edição - Abril 2011
ISBN - 9789722045070