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Sai dia 3 de Novembro 

Constantinopla, século XV. Idaho, século XXI. Argos, uma nave interestelar, no futuro. Um romance sobre crianças a caminho da idade adulta, em mundos de perigo, que encontram resiliência, esperança e - um livro.

Anna, uma órfã de 13 anos, vive dentro das muralhas de Constantinopla, numa casa de mulheres que bordam vestes paroquiais. Alegre, insaciável e curiosa, Anna aprende a ler e encontra um livro, a história de Éton, cujo maior desejo é tornar-se um pássaro e voar para um paraíso utópico no céu.

É este livro que Anna lê à sua irmã doente, enquanto as muralhas do único sítio que conheceu na vida são bombardeadas na queda de Constantinopla. Fora das muralhas está Omeir, um rapaz de aldeia, a muitos quilómetros de casa, recrutado para o exército invasor, juntamente com os seus adorados bois. Os caminhos de Anna e Omeir estão prestes a cruzar-se.

Quinhentos anos mais tarde, numa biblioteca do Idaho, Zeno, um octogenário que aprendeu grego quando foi prisioneiro de guerra, dirige cinco crianças numa encenação da história de Éton, que foi preservada, contra todas as expectativas, até aos dias de hoje. Entre as estantes da biblioteca está uma bomba, ali deixada por Seymour, um adolescente problemático e idealista. E, num futuro não muito distante, na nave interestelar Argos, Konstance está sozinha num compartimento, a escrever a história de Éton, que o seu pai lhe contou. Konstance nunca esteve na Terra.

Este é um livro em que os vários tempos e lugares refletem a nossa enorme ligação - entre nós mesmos, com outras espécies, e com os que vieram antes de nós e aqueles que habitarão o mundo depois de já não estarmos aqui.

Dedicado aos «bibliotecários de outrora, de agora e dos anos por vir», Uma Cidade nas Nuvens relembra-nos o valor do ato primordial do amor: cuidar - dos livros, da Terra, do coração humano.



Se há livro pelo qual eu estava em pulgas para ler era o "Toda a luz que não podemos ver". Desde que soube que a Presença tinha comprados os direitos que aguardei (e aguardei) pelo lançamento que teimava em não chegar! Mas finalmente lá veio ele neste mês solarengo de Maio e agora que ele está lido, posso dizer que gostei muito mas não adorei. 

Numa multiplicidade de narrativas paralelas entre si, Anthony Doerr prova em "Toda a luz que não podemos ver" como é um bom contador de histórias.
Sou suspeita em falar sobre livros com a temática da Segunda Guerra Mundial. Dentro do período da História, é um dos períodos que mais gosto de ler, 

25458847Aqui acompanhamos um menino orfão - Werner - que vê-se envolvido no movimento nazista sem ter grande saída e uma menina cega - Marie Laure - que vive com o pai que trabalha no Museu de História Natural de Paris.

As duas linhas da história durante grande parte do livro são contadas separadamente, alternando-se em capítulos curtos. A narrativa do livro é bastante lenta, detalhada, intimista. Doerr gosta de escrever até ao detalhe mais mínimo, o que pode aborrecer os leitores mais impacientes (como eu).

A estória não é original, portanto são as personagens que fazem o livro. A minha preferida foi Marie-Laure, com a sua coragem que apresenta ao longo de toda a obra. Não é uma personagem complexa mas revela várias camadas de personalidade ao longo da obra e é fácil criarmos empatia com a mesma. Werner é outra personagem que irá ter o carinho do leitor, um menino preso à escola nazi, sem ter grande escolha mas que no fundo sabe que não se integra com os ideais do Nazismo. 
A paixão pelos rádios foi interessante de se ler. Não me lembro de ter lido nada assim e o autor foi inteligente em centrar o hobby de Werner nos rádios e o de Marie Laure nos livros clássicos, pois em tempos de guerra, o primeiro era um meio de comunicação necessário e nem sempre possível e o segundo era uma forma de esquecer o que se vivia. E é sempre bom lermos livros que falam de outros livros.

As personagens que fazem o livro vão para além das centrais. Há uma panóplia de personagens secundárias que são fundamentais à leitura. Como o pai de Marie-Laure que carrega consigo um bem valioso - um diamante que segundo as lendas carrega uma maldição; ou como Frederick, companheiro de escola de Werner que se interessa por pássaros e não se adapta ao regime militar, sendo vítima da força dos mais velhos.
A história do diamante foi fascinante para mim, ao principio até achei-a desconexa com o livro, e com toda a carga da maldição, já estava a pensar que ainda teríamos uma vertente sobrenatural no livro, mas não houve nada disso e gostei mesmo desta história, que depois faz todo o sentido. 

Posto os pontos positivos, passo aos negativos que não me fazem dar pontuação máxima ao presente livro. Como já referi, a lentidão da narrativa tornou o livro um pouco frustrante para mim, principalmente a partir do meio. Sabem quando temos aquela sensação que o clímax está quase a chegar e querem mesmo chegar a esse momento do livro? Aqui, o clímax é bem evidente, mas teimava em não chegar! As páginas passavam, os capítulos seguiam mas parecia que tudo desenrolava-se tão lentamente! Quando finalmente dá-se o encontro entre os protagonistas, pessoalmente fiquei um pouco insatisfeita, esperava muito mais daquele momento e principalmente da duração do mesmo. Quando lerem vão entender. Houve também capítulos (principalmente os da Marie Laure) que pareciam iguais e dava a sensação que a estória não desenvolvia. 

Os capítulos finais são um mimo para os leitores que acompanham o drama e a tragédia das 500 páginas anteriores. Gosto de livros em que conhecemos as personagens durante todas as fases da sua vida, e tal como acontece aqui, ficamos a conhecer tão bem essas personagens que diríamos que deixam de ser fictícias e bem podiam ser reais. 
É uma leitura que aconselho sem dúvida.

Marie-Laure é uma jovem cega que vive com o pai, o encarregado das chaves do Museu Nacional de História Natural em Paris. Quando as tropas de Hitler ocupam a França, pai e filha refugiam-se na cidade fortificada de Saint-Malo, levando com eles uma joia valiosíssima do museu, que carrega uma maldição. Werner Pfenning é um órfão alemão com um fascínio por rádios, talento que não passou despercebido à temida escola militar da Juventude Hitleriana. Seguindo o exército alemão por uma Europa em guerra, Werner chega a Saint-Malo na véspera do Dia D, onde, inevitavelmente, o seu destino se cruza com o de Marie-Laure, numa comovente combinação de amizade, inocência e humanidade num tempo de ódio e de trevas.

Marie-Laure é uma jovem cega que vive com o pai, o encarregado das chaves do Museu Nacional de História Natural em Paris. Quando as tropas de Hitler ocupam a França, pai e filha refugiam-se na cidade fortificada de Saint-Malo, levando com eles uma joia valiosíssima do museu, que carrega uma maldição. Werner Pfenning é um órfão alemão com um fascínio por rádios, talento que não passou despercebido à temida escola militar da Juventude Hitleriana. Seguindo o exército alemão por uma Europa em guerra, Werner chega a Saint-Malo na véspera do Dia D, onde, inevitavelmente, o seu destino se cruza com o de Marie-Laure, numa comovente combinação de amizade, inocência e humanidade num tempo de ódio e de trevas.

A iluminar as livrarias dia 6 de Maio! 
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