Uma origem de um livro já antigo!

Julia Becket acredita no destino. Ela tinha apenas cinco anos quando viu Greywethers pela primeira vez, mas soube de imediato que aquela era a sua casa. Vinte e cinco anos depois, tornou-se finalmente sua proprietária. Mas Julia depressa começa a suspeitar de que existe algo de poderoso e inexplicável por detrás da sua decisão radical de abandonar Londres e começar de novo numa pequena aldeia. Os novos vizinhos são calorosos e acolhedores, muito particularmente Geoff, o aristocrático proprietário de Crofton Hall, com quem sente uma ligação imediata. Mas a vida tal como ela a conhecia acabou, e outra bem diferente está prestes a começar. Uma vida que inclui Mariana, que habitou aquela mesma casa trezentos anos antes e cujo destino ficou tragicamente por cumprir. A história de Mariana vai- se revelando a pouco e pouco, apoderando-se da sua vida como um feitiço. Ao longo dos séculos que separam as duas jovens, uma promessa de amor eterno aguarda o desfecho que o destino lhe negou. Conseguirá Julia desvendar no presente os enigmas do passado? Será que Mariana esteve sempre à sua espera?
Apontem na agenda dia 12 de Fevereiro!
Sem erros e sem falhas, este livro até deu gosto de ler. Isto juntamente com a história tipo 2 em 1, este livro foi um dos melhores dos últimos meses.

Adorei os pontos em que as duas histórias se cruzam e reconhecem, e aqui não me estou a referir à memória genética de Carrie, mas sim quando personagens do século XVIII e do século XIX se comportam da mesma forma - dica: leiam a última cena e depois vejam se não a encontram pelo meio. Delicioso!
Achei os pergonsagens bastante cativantes, uns mais que outros claro!
Acho que a presença do Stuart foi uma ideia um pouco fraca para fazer com que as duas épocas se assemelhassem. Sinceramente a autora podia ter arranjado melhor forma, tal como podia ter arranjado melhor diminutivo para esta personagem.
A minha personagem preferida foi, portanto, Sophia. Carrie não lhe fica atrás, mas penso que a vida desta é bastante facilitada, enquanto que Sophia tem que batalhar muito mais, principalmente na época em que vive.
Adorei todo o enredo das história, principalmente as do século XVIII, com toda a desconfiança/confiança entre os Homens, tal como o patriotismo tão bem retratado.
Em relação à capa, acho que esta não faz justiça ao conteúdo. No meu caso aconteceu mesmo deixar-me reticente para lhe pegar.
Concluindo, não há muito a dizer do livro, pois há pouca coisa a assinalar de mau e tudo nele é bom ou excelente.

Carrie McClelland é uma escritora de sucesso a braços com o pior inimigo de qualquer artista: um bloqueio criativo. Em busca de inspiração, ela decide mudar de cenário e visitar a Escócia, onde se apaixona pelas belas paisagens e pelo Castelo de Slain, um lugar em ruínas que lhe transmite uma inexplicável sensação de pertença e bem-estar. Tudo parece atraí-la para aquele lugar, até mesmo o seu coração, que vacila sempre que encontra Graham Keith, um homem que acaba de conhecer mas lhe é, também, estranhamente familiar. Com o castelo como cenário e uma das suas antepassadas - Sophia - como heroína, Carrie começa o seu novo romance. E rapidamente dá por si a escrever com uma rapidez invulgar e com um imaginário tão intrigante que a leva a perguntar-se se estará a lidar apenas com a sua imaginação. Será a "sua" Sophia tão ficcional como ela pensa? À medida que a sua escrita ganha vida própria, as memórias de Sophia transportam Carrie para as intrigas do século XVIII e para uma incrível história de amor perdida no tempo. Depois de três séculos de esquecimento, o "segredo de Sophia" tem de ser revelado.
Título Original - The Winter Sea
Edição - Junho 2012
ISBN - 9789892319445