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Este era uma lançamento já muito esperado e finalmente chegou Setembro e aqui está ele.

É um livro pequeno de 210 páginas que permitiu que o lesse num dia inteiro mas claro que também ajudou que fosse interessante e com uma premissa muito boa.

Estamos em Nova Iorque e pela mão destas 6 autoras vamos descobrir 6 histórias diferentes de adolescentes que vêem-se num apagão na cidade que nunca dorme, que está sempre iluminada, que está agora ainda mais caótica porque não há electricidade. Já conhecia (de ter lido) 3 autoras mas fiquei curiosa agora para ler mais da Tiffany Jackson pois a história dela que é logo a primeira e a maior também, foi a que mais me interessou e a que mais gostei.

Não dá para falar das seis histórias em pormenor aqui no Instagram mas no geral todos os contos acabam por terem pequenas conexões entre eles e dois deles são lgbt. Todas as personagens são não-brancas então acaba por haver muita diversidade e representividade. Tal como diz no subtítulo do livro, é um livro de amor onde vamos encontrar jovens presos no metro, presos numa biblioteca, presos num uber, todos à procura de algo que brilha mesmo durante este apagão: o amor.

Estava com receio de por ser escrito por 6 autoras e ter tão poucas páginas que as histórias e personagens não tivessem tanto desenvolvimento mas acho que melhor do que cativar a nossa atenção com muitas páginas e conseguir fazê-lo em tão poucas. Claro que fica o gostinho de ler mais destes contos, queria acompanhar mais o casal de ex-namorados do primeiro conto e o casal que se forma no último conto mas o livro é tão rico em outros aspectos que sinceramente terminei a leitura com a sensação que não faltava nada no livro.

Tal como tantos outros livros que estão a sair agora, este também é mais um livro que foi escrito durante a pandemia mas não se aflijam que não há qualquer menção ao Covid mas leiam os agradecimentos no final. De resto, fico à espera da série que irá adaptar estas histórias aos pequeno ecrã e a as autoras gostaram tanto da experiência que vão lançar mais uma colectânea de contos novamente chamada White Out que espero que a Editorial Presença também edite por cá.



Depois de alguns anos sem lançar nada, Nicola Yoon volta com um livro romântico, fofo mas também com algumas surpresas.

Aqui temos a Evie a nossa jovem que devido ao momento que está a passar (divórcio dos pais) já não acredita no amor. Para além da separação do país, este momento é uma trauma na vida dela pois foi Evie quem acabou por apanhar o pai a trair a mãe. Em consequência disso vem toda a mudança dela, da irmã e da mãe para outra casa de modo a seguirem em frente. Por conta disto tudo, Evie acaba por deixar de ser aquela romântica incurável e começa a acreditar cada vez menos no amor verdadeiro e para sempre. Para piorar Evie começa a ter visões quando vê algum casal, para além de conseguir ver como aquela história começou também consegue perceber como vai acabar. Isto não ajuda nada à sua vida pouco romântica e numa ida a uma escola de dança para devolver um livro, conhece X um rapaz de natureza livre que vai ensiná-la a amar sem medos.

Como podem ver esta história tem um toque pequenino de fantasia por causa das visões da Evie e por ter lido a sinopse já diagonal fiquei surpreendida com esta parte mas gostei imenso de como o início da história funcionou. Para além da Evie e do X temos outras personagens importantes como o pai da Evie, os amigos dela e ainda outra personagem importante que não vou desvendar quem é.

Adorei o romance e as partes da dança que é uma actividade para a qual eu não tenho muito jeito mas que gosto muito de praticar. Foi giro percorrer vários géneros de dança pela mão da autora.

O final tem bastante drama mas eu adorei, é um livro pequeno mas que se lê muito bem. Não achei tão bom quanto os outros anteriores da autora aos quais dei 5 estrelas mas não é mau de todo! Só achei que a  Evie por conta da idade foi um pouco imatura com o Xavier na parte final fazendo com que o fim não seja o mais feliz de todos. 

Gostei também da parte familiar e do contraste da Evie não falar com o pai por causa da traição mas ao mesmo tempo apaixonar-se pelo Xavier. 

No final leiam os agradecimentos, a autora explica porque teve tanto tempo sem lançar nada e porque escreveu um livro anterior a este e que  decidiu não lançar. Gostei da homenagem nas notas da autora e fico agora à espera que não passe tanto tempo para termos mais livros dela.

Portanto não sei deixem enganar por esta capa fofa, é um livro que lemos rápido mas que trata assuntos sérios como o luto e aproveitar os momentos com as pessoas enquanto estão entre nós.






Depois de dois livros (e filmes) de sucesso, a autora Nicola Yoon esta de volta com um novo livro e mais uma vez sairá cá pela Presença em Setembro! 

Fiquem com a sinopse traduzida:


Evie Thomas não acredita mais no amor. Especialmente depois que a coisa mais estranha ocorre em uma tarde normal: ela testemunha um beijo de um casal e é dominada por uma visão de como seu romance começou...e como isso vai acabar. Afinal, mesmo as maiores histórias de amor terminam com um coração partido, eventualmente.

Enquanto Evie tenta entender o que está a acontece, ela conhece um rapaz chamado X. X é tudo o que Evie não é: aventureiro, apaixonado ousado. Sua filosofia é dizer sim a tudo - inclusive entrar em uma competição de dança de salão com uma rapariga que ele acabou de conhecer.

Apaixonar-se por X definitivamente não era o que Evie tinha em mente. Se as suas desilusões lhe ensinaram alguma coisa, é que ninguém escapa do amor ileso. Mas enquanto ela e X dançam um em torno do outro, Evie é forçada a questionar tudo o que ela pensava que sabia sobre a vida e o amor. No final das contas, o amor vale o risco?

 




Já imaginaram ler um livro de seis autoras diferentes? É esta proposta de "Blackout" que nos traz 6 histórias passadas no mesmo período. 6 autoras diversas, apenas duas elas publicadas cá em Portugal. Angie Thomas com "O Ódio que semeias" e Nicola Yoon com "Tudo, tudo e nós" e "O Sol também é uma estrela". Autoras da Presença, editora também deste livro que sairá já em Setembro,  no dia 7!

Estamos em Nova Iorque, em pleno verão, e uma onda de calor deixa a cidade às escuras. Mas enquanto a confusão se instala, outra energia começa a produzir faíscas...
É verão na cidade que nunca dorme. Uma onda de calor invade Nova Iorque, subitamente, e um apagão apanha todos desprevenidos: multidões invadem as ruas, o metro deixa de funcionar e há filas e filas de carros nas estradas. O sol põe-se e a escuridão abraça a cidade. Mas seis jovens casais começam a sentir outra espécie de eletricidade no ar…

Um primeiro encontro. Amigos de longa data. Ex-namorados cheios de ressentimento. Duas raparigas que parecem feitas uma para a outra. Dois rapazes que se escondem por detrás de máscaras. E um namoro onde as dúvidas não param de surgir.

Debaixo de um céu tão escuro quanto as ruas, numa cidade em que todos parecem estar perdidos, há 12 pessoas que se vão encontrar. Os sentimentos iluminam-lhes o caminho, as relações transformam-se, o amor ganha vida e surgem novas possibilidades - até ao maravilhoso culminar daquela noite, numa festa a céu aberto, em Brooklyn.

Envolvente, apaixonante e inesquecível, este romance interliga as histórias de seis casais, numa celebração de amor, esperança e força, pelas mãos de seis das mais aclamadas autoras YA da atualidade.




Não podia faltar o resumo das nossas leituras do mês.

Leituras da Mafi:


Classificações e opiniões:

13 envelopes azuis - Maureen Johnsson (2/5)
A Mulher à Janela - A.J. Finn (5/5)
Virgem - Radhika Sanghani  (3/5)


Livros físicos: 7
Ebooks: 1
Livro Mais Doce: A mulher à Janela
Livro Mais Amargo: 13 Envelopes Azuis 
Livro Mais Longo: A mulher à Janela (488 páginas) 
Livro mais curto: Virgem (264 páginas) 
Livros dos ''Na Fila 2018'': 3
Livros "Na Fila Março": 4
Autores novos: 5
Autores já lidos: 3

Leituras da Ne:


Classificações e opiniões:

15 - Boneco de Pano - Daniel Cole (4/5)
16 - Caraval - Stephanie Garber (4/5)
17 - O Sol Também É Uma Estrela - Nicola Yoon (2/5)
18 - Quase Adulta - Jami Attenberg (2/5)
19 - Doces Silêncios - Deborah Smith (3/5)
20 - Deixa-me Odiar-te - Anna Premoli (4/5)
21 - O Ódio que Semeias - Angie Thomas (4/5)

Livros físicos: 4
Ebooks: 3
Livro Mais Doce: "Caraval"
Livro Mais Amargo: "Quase Adulta"
Livro Mais Longo: "Caraval" (376 páginas)
Livro Mais Curto: "Quase Adulta"
Livros dos ''Na Fila 2018'': 1 (ai que desgraça)

Livros "Na Fila Março": 3 (3,5 conta?)
Autores novos: 5
Autores já lidos: 2

CONTINUO A NÃO SER FÃ

À semelhança do outro título da autora que já tinha lido e classificado com duas estrelas, Tudo, Tudo... e Nós, Este livro também não me convenceu. Achei a história de Natasha e Daniel bastante real e dramática, no sentido positivo, mas a forma como a autora a contou acabou por ser demasiado filosófica e extensa. Assim temos algo que se passa apenas num dia e que irá fazer render páginas e páginas, com alguns flashbacks pelo meio.

Os primeiros "capítulos explicativos", que a autora mistura no meio dos do Presente e do Passado, foram os piores. Para mim foi algo decisivo para cortar o interesse inicial da leitura, interesse esse que se manteve sempre muito em baixo de forma.

Gostei dos confrontos entre as personagens principais e até entre estas e as secundárias, incluindo a cena do pai e irmão de Daniel. Estas sim valeram a pena porque contribuíram para um pouco mais de acção e menos conversa.

As temáticas continuam a ser boas, mas as personagens parecem-me sempre tão pouco desenvolvidas. Natasha ainda me surpreendeu algumas vezes com as suas atitudes muito adultas e as suas frases inspiradoras (como a da imagem). Curiosamente o meu "eu de hoje" identificou-se bastante com esta personagem, mas o meu "eu de antigamente" identificou-se e gostou muito mais de Daniel.

Este personagem é de facto bastante ingénua, sonhadora, mas estraga tudo com a questão da poesia. Daniel e Natasha são o oposto um do outro, o que em certas partes dá algum ênfase à sua nova relação, mas o amor instantâneo mais uma vez me pareceu muito fácil, apesar que neste livro foi unilateral e não bilateral como o outro. Encontrei alguns pontos em comum nas duas histórias por isso aconselho a lerem as duas bem espaçadas. As personagens são diferentes mas Nicola Yoon não resiste.

Cada capítulo tem um desenho que supostamente pretende simbolizar uma estrela ou um sol. São pormenores engraçados, mas nada de transcendente.

Posso dizer que o que mais gostei foram os pormenores históricos, que aparecem mais para a frente, que acabam por ser curiosidades interessantes e que nos deixam satisfeitos ao ler, mesmo não tendo nada haver com a história.

Detestei os capítulos com POVs que não fossem do casal protagonista, principalmente do pai desta. Não gosto mesmo os autores têm que incluir histórias paralelas, contadas por outro personagem, quando podem muito bem inclui-la ou contá-la pelos protagonistas. Assim dá a ideia que mais uma vez querem encher e espessar o livro. Mas para quê? Quantidade não é qualidade!

Sinceramente não sei se vou voltar a ler mais alguma coisa de Nicola Yoon. Já percebi que não nos compreendemos e por isso não acho que valha a pena ir à terceira ronda. Já dei as duas oportunidades da praxe.

Natasha: Sou uma garota que acredita na ciência e nos fatos. Não acredito na sorte. Nem no destino. Muito menos em sonhos que nunca se tornarão realidade. Não sou o tipo de garota que se apaixona perdidamente por um garoto bonito que encontra numa rua movimentada de Nova York. Não quando minha família está a 12 horas de ser deportada para a Jamaica. Apaixonar-me por ele não pode ser a minha história.Daniel: Sou um bom filho e um bom aluno. Sempre estive à altura das grandes expectativas dos meus pais. Nunca me permiti ser o poeta. Nem o sonhador. Mas, quando a vi, esqueci de tudo isso. Há alguma coisa em Natasha que me faz pensar que o destino tem algo extraordinário reservado para nós dois.O Universo: Cada momento de nossas vidas nos trouxe a este instante único. Há um milhão de futuros diante de nós. Qual deles se tornará realidade?

Mais um ebook para variar.
Natasha: Sou uma garota que acredita na ciência e nos fatos. Não acredito na sorte. Nem no destino. Muito menos em sonhos que nunca se tornarão realidade. Não sou o tipo de garota que se apaixona perdidamente por um garoto bonito que encontra numa rua movimentada de Nova York. Não quando minha família está a 12 horas de ser deportada para a Jamaica. Apaixonar-me por ele não pode ser a minha história.
Daniel: Sou um bom filho e um bom aluno. Sempre estive à altura das grandes expectativas dos meus pais. Nunca me permiti ser o poeta. Nem o sonhador. Mas, quando a vi, esqueci de tudo isso. Há alguma coisa em Natasha que me faz pensar que o destino tem algo extraordinário reservado para nós dois.
O Universo: Cada momento de nossas vidas nos trouxe a este instante único. Há um milhão de futuros diante de nós. Qual deles se tornará realidade?
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2017 teve os seus momentos altos e os seus momentos baixos. Foi um ano em que fui generosa com bastantes livros e dei muitas 4 e 5 estrelas mas também foi o ano em que desisti de mais livros, alguns mesmo quando já tinha lido mais de metade. No geral foram mais de 100 leituras, com uma média de 300 páginas por livro, o que não é muito. 2018 vai ser para ler livros antigos da estante, alguns deles calhamaços. Mais uma vez os ebooks ajudaram-me a ler mais e já não consigo ler só livros em papel. 

Sem qualquer ordem de preferência:
''Um Homem Chamado Ove'' foi o 1º livro a receber 5 estrelas e foi um de dois livros que me fizeram chorar no final. Ainda não consegui ver o filme. 
Seguiu-se ''Se eu Fosse tua'' de Meredith Russo que se lesse hoje não dava as 5 estrelas. Gostei e acho que é um livro importante mas não me marcou muito como os outros que irei enunciar. ''Isto acaba aqui'' está não só no top 10 mas também no top 5 de 2017 e foi o outro livro que me fez derramar umas lágrimas, adorei e é um livro que me inspira e foram várias as vezes que me lembrei dele e de algumas passagens do mesmo. O ano também foi benéfico em thrillers e de todos que li o que mais me marcou e me fez ficar ''mal da cabeça'' foi ''Aqueles que merecem morrer'' de Peter Swanson. Muito bom, com um ritmo brutal e um dos melhores finais que já li. Aguardo novas obras do autor em Portugal. Depois de anos a ouvir falar bem deste autor, finalmente alguma editora se decidiu em trazer Benjamin Alire Saénz para Portugal. Li dois livros dele: ''Aristotle and Dante Discover the Secrets of the Universe'' e ''A lógica inexplicável da minha vida''. Infelizmente não consegui escrevinhar nenhuma opinião de jeito para vocês mas digo-vos só que o autor tem mais de 60 anos e para a idade que tem, escreve sobre sentimentos dos adolescentes de uma forma muito poética e bonita, sem tornar as personagens parvas/chatas/irritantes como em tantos outros livros que andam por aí. Embora só tenha 2 livros publicados, Nicola Yoon entra também nesta lista com o seu ''O Sol também é uma estrela'' adorei este romance e gosto muito como a autora traz personagens de etnias diferentes para os seus livros, sem ter medo de misturar culturas. Outro livro que não fiz opinião mas por achar que tudo  o que escrevesse não faria jus a este clássico foi ''A História de uma Serva'' de Margaret Atwood. Não sei como é possível que este livro, publicado originalmente em 1985, consiga ser tão actual mas a verdade é que o é e eu adorei ler. Foi talvez o livro mais diferente que li este ano, mas marcou-me bastante. De estreias de 2017, o livro mais falado foi ''O Ódio que Semeias'' de Angie Thomas, um livro sobre a comunidade afro-americana e que também traz ao de cima, assuntos importantes. Foi uma estreia muito boa. Por fim, este ano li mais ''Não Ficção'' do que nos anos anteriores e por isso destaco o discurso ''Todos Devemos ser Feministas'' de Chimamanda Ngozi Adiche. Um discurso importante e que acho que todas as mulheres vão se identificar, leiam que é muito bom. 

Olhando para este top, percebi que a maioria dos livros, foram novidades de 2017 o que mostra que as editoras andam a publicar coisas de que gosto. Em 2018 quero ver se não me tento tanto com as novidades e se encontro tantos livros de 5 estrelas nos mais de 100 livros que tenho por ler na estante. 

Top 10 sem ordem:
1 - Um Homem Chamado Ove - Fredrik Backman (Editorial Presença,2016)
2 - Se eu fosse tua - Meredith Russo (Nuvem de Tinta, 2017)
3 - Isto acaba Aqui - Colleen Hoover (Topseller, 2017)
4- Aqueles que merecem morrer - Peter Swanson (Editorial Presença, 2017)
5 - Aristotle and Dante Discover the Secrets of the Universe - Benjamin Alire Saénz
6 - A Lógica Inexplicável da Minha Vida - Benjamin Alire Saénz (Topseller, 2017)
7 - O Sol também é um estrela - Nicola Yoon (Editorial Presença, 2017)
8 - A História de uma Serva - Margaret Atwood (Bertrand, 2013)
9 - O ódio que semeias - Angie Thomas (Editorial Presença, 2017)
10 - Todos devemos ser feministas - Chimamanda Ngozi Adichie (Dom Quixote, 2015)


Da mesma autora de ''Tudo, tudo e nós'' que eu adorei mas a Ne já não gostou tanto, li em Agosto o ''O Sol Também é Uma Estrela'' que saiu agora em Portugal.

Wook.pt - O Sol Também é Uma EstrelaO livro conta a história da Natasha, uma jovem de 16 anos que aos 8 anos se mudou com a família para os Estados Unidos. O pai, que tinha o sonho de se tornar num actor, veio primeiro para os USA e passado uns anos, a restante família da Natasha (ela e a mãe) seguiram os passos do pai, sendo que o irmão mais novo já nasceu com cidadania americana. O que acontece é que tanto a Natasha como os restantes familiares são emigrantes ilegais e estão em vias de serem deportados, portanto o livro começa no último dia de Natasha na América, tentando apelar aos serviços de migração para que não seja deportada.

Numa dessas reuniões com um advogado ela conhece Daniel, filho de pais coreanos e que já tem toda a vida planeada (pelos pais claro). Com uma educação rigorosa, os pais de Daniel sonham que ele torne-se um médico e entre para as melhores faculdades do país, Claro que não é nada disto que Daniel ambiciona, sendo que o ele realmente quer fazer da vida é ser poeta, algo inaceitável para os pais.

Quando Daniel e Natasha encontram-se pela primeira vez, não temos aqui o típico amor a primeira vista (e ainda bem). O que achei curioso neste livro é o Daniel ser todo sonhador e romântico (daí querer ser poeta) e a Natasha (talvez pela situação em que se encontra) não tem tempo para romances e é muito mais pragmática e ''resolvida da vida'', até porque é ela que tenta com que a família não seja deportada, enquanto a mãe dela já aceitou o destino de serem expulsos do país.

O livro é contado não só pelo ponto de vista da Natasha e do Daniel mas também pelo ponto de vista de todas as pessoas com quem eles se cruzam, desde a segurança da embaixada dos USA, até ao advogado, Não são pontos de vista muito longos e a maior parte nem passa de um capítulo, apenas ficamos com a visão de todas as pessoas a quem a vida de Natasha e Daniel tocaram naquele dia. Gostei bastante deste detalhe, como o livro se passa num só dia, conseguimos ter uma visão global de tudo. Há até uma personagem e um momento que são depois muito importantes no final do livro. Quantas vezes já não andámos na rua e olhámos para uma certa pessoa e imaginámos como seria a sua vida? Aqui a autora faz isso e adorei este outro lado da história. 

Todos estes pequenos pontos de vista também mostram uma filosofia do livro: a do universo (e daí o título). Aqui acabamos por reflectir que todas as nossas acções tem uma consequência e pode não ser directamente na nossa vida, mas pode influenciar a vida de alguém.

O romance também incita a reflexão de um amor racial entre uma negra e um asiático. Gostei disso e das questões que a autora levanta. 
Acho que ainda assim o mais importante aqui é o assunto da emigração da Natasha, de como ela se sente americana, porque desde os 8 anos que só conhece esta cultura e não tem muitas lembranças da sua vida anterior,embora por lei ela seja jamaicana. Faz-nos pensar realmente o que é afinal a nossa nacionalidade, aquela que está escrita num papel ou aquela que sempre conhecemos. 

Apesar de ser um romance (tal como o outro livro da autora) achei este segundo livro muito melhor, aborda muitos temas e passa muitas mensagens, para não falar das características das personagens que são bem diferentes dos típicos livros young-adult contemporaneos. 

Tendo já lido todos os livros desta autora, é esperar que ela escreva mais algum pois sem dúvida que quero ler mais coisas de Nicola Yoon.

A história de uma rapariga, um rapaz e o universo.
Natasha: Sou uma rapariga que acredita na ciência e nos factos. Não acredito no destino. Ou nos sonhos que nunca se concretizam. Não sou de todo aquele tipo de rapariga que encontra um rapaz simpático numa rua nova-iorquina cheia de gente e se apaixona por ele. Não quando a minha família está a doze horas de ser deportada para a Jamaica. Apaixonar-me por ele não será a minha história.

Daniel: Sou o bom filho, o bom estudante, correspondendo sempre às elevadas expectativas dos meus pais. Nunca fui o poeta. Ou o sonhador. Mas quando a vejo, esqueço tudo isso. Algo em Natasha faz-me pensar que o destino nos reserva, a ambos, alguma coisa muito mais extraordinária.

O universo: Cada momento das nossas vidas conduziu-nos a este momento único. Há um milhão de futuros perante nós. Qual deles se tornará realidade?





Vem aí mais um livro desta autora!

Sai dia 15 de Novembro pela Editorial Presença!


Como já disse mil vezes nos posts anteriores sobre este livro, quando vi o trailer do filme tomei a decisão de comprá-lo e lê-lo antes de ver a adaptação. Só agora consegui concretizar a primeira parte.
Começando pela capa, acho-a muito infantil, mesmo para o género de livro. Mas o meu livro veio com a capa do filme por cima o que me parece uma melhoria.
Logo no inicio percebemos que os capítulos vão ser todos demasiado curtos, com páginas como estas a "encher chouriços". Eu não sei que mal faz os livros serem finos. É porque assim parece pior cobrar 18€ por eles? Pois eu acho que é mau nas duas situações de qualquer forma.
Antes de Olly e Madeline se conhecerem temos vários capítulos que nos introduzem à sua mãe e à sua enfermeira. Continuo sem perceber o porquê da mãe não sair de casa também. Solidariedade para com a filha?

Achei também Madeline muito infantil para os seus 18 anos. Talvez pelo facto de não sair de casa, mas de qualquer forma ela fala com outras pessoas pela internet, não deveria haver uma evolução? E não estuda pela internet?

Também achei que a relação deles começou muito rápido. Os adolescentes não costumam ser um pouco mais tímidos? Olly foi bastante rápido a dar-lhe o email e Madeline a ir logo falar com ele. Não houve ali um pingo de hesitação. E a cena anterior, do bolo - mais palha para encher. De resto, a relação deles continuou bastante rápida, mas tenho que "dar o braço a torcer" na questão do amor entre eles parecer bastante genuíno.

Admiro a capacidade da personagem principal não entrar em depressão, fazendo e comendo as mesmas coisas durante tanto tempo. Vendo as mesmas pessoas todos os dias, fazendo as mesmas coisas à mesma hora todas as semanas.

Em relação a Olly, também não fiquei muito convencida quanto à história familiar ou aos seus dotes ginastas. Não achei que tivessem muito contributo para a história, mas deve-me estar a passar qualquer coisa ao lado. Em relação à família acho mesmo que a autora devia ter desenvolvido aquilo muito mais se queria incluir algum conteúdo. Claro que pela perspectiva de Maddy é mais complicado, mas se escolher ter só um POV então tem que dar a volta à questão.

- Spoilers -

O melhor de tudo foi mesmo a revelação final!
Não foi a fuga, não foi a perda da virgindade, não foi o quase morte (que ocupou duas páginas com duas frases!). Foi sim a descoberta da não-doença de Maddy e da doença da mãe.

Também gostei do tipo de linguagem entre eles, mesmo na troca de mensagens. Aqui está um exemplo de diálogo por sms que vale a pena ler, o que não aconteceu na obra que li anteriormente A Química dos Nossos Corações. Apesar da fraca classificação e de não ter ido para os meus favoritos e de nem achar que valesse a pena fazer uma adaptação cinematográfica, concordo que este livro é mais do que as poucas palavras que aqui encontramos. Digamos apenas que gosto de livros mais desenvolvidos, como mais para ler, mais emoção, mais acção.

De qualquer forma, o livro, apesar de ser lido tão facilmente, acaba por ser mesmo pela falta de texto na maior parte das páginas. Penso até que foi uma homenagem ao livro do Principezinho tão falado nesta obra que tem uma estrutura semelhante de pouco texto e muitos desenhos.

Maddy é alérgica ao mundo. Sair da casa esterilizada onde vive pode matá-la. Mas quando Olly se muda para a casa ao lado, Maddy apercebe-se de que existe mais vida para além daquela que conhece. Só há um primeiro amor e Maddy está disposta a arriscar para ver até onde este sentimento a pode levar.
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