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Opinião Contemporânea: "Odeio-te e Amo-te" de Sally Thorne

outubro 17, 2018 Inês Santos 0 Comments


Odeio-te e Amo-te foi um dos romances do género que me lembro de ler com melhor jogo de palavras. os diálogos são bastante coloridos, com respostas bastante inteligentes, o que aumenta imenso a fasquia para os seguintes, como veio a acontecer com o romance de Erin Lyon que li posteriormente e que em breve vou publicar a minha opinião. A comparação é inevitável e às vezes desejamos não ter lido o anterior para podermos aproveitar melhor a leitura dos próximos, mas a vida é assim. Também não resisti e fazer comparações com o romance À Flor da Pele de Helena Hunting (opinião em breve) em que ambos os protagonistas masculinos são maníacos das limpezas e da organização, um patológico o outro nem por isso. Como vêem quando leio algo o meu cérebro desvia-se imenso a fazer este tipo de ligações e combinações nas várias peças que compõem um romance contemporâneo.
Achei as descrições dos momentos e dos sentimentos bastante originais, quase como se se tratasse de um poema descritivo. Ao inicio estranhei, mas depois comecei a esperar por estas descrições que normalmente tendemos a ler na diagonal.
O ambiente profissional cria todo um cenário diferente para este romance se desenrolar. Este último não começa no inicio, já que primeiro a autora nos apresenta cada personagem e cada dinâmica que podemos encontrar. Aos poucos e poucos vão surgindo então as oportunidades que nos vão levantando o véu do que esperamos encontrar: cenas engraçadas, cheias de tensão e atracção entre estes dois. Vendo tudo pelos olhos de Lucy as cenas ainda são mais queridas e empáticas, e, apesar de vermos o que ela não vê, é tudo pintado de forma bastante colorida.
Lucy e Joshua são rivais dentro da mesma empresa, que foi resultado de uma fusão, mas que conseguem estar distintas, mesmo que o objectivo seja diferente. Até os chefes são diferentes, mas estes dois trabalham diariamente frente a frente, ainda por cima rodeados de espelhos, o que achei um pormenor engraçado, já que Sally Thorne os aproveita muito bem.
Para cada livro temos que estar com um certo espírito, se não estes pequenos pormenores que tanto fazem a diferença vão nos escapar ou não os vamos valorizar tanto. Mas neste caso o meu humor estava no ponto certo e por isso acabei por apreciar muita coisa que noutras ocasiões me iria irritar de certeza.
Josh tem muitos segredos o que vai aumentar a atracção por ele exponencialmente quando sabemos que por detrás daquele belo espécime masculino não está uma personalidade nem fútil nem oca. Ambos os protagonistas são bem descritos, bem dotados de inteligência, como provam os seus currículos e certas cenas desta história. A autora fez bem o seu trabalho e não passa por cima de nenhum detalhe, que apesar de serem pequenos fazem toda a diferença na construção de uma boa história, com personagens interessantes e uma boa base. Não é um livro profundo cheio de drama, mas é um livro real, do quotidiano, com bons ingredientes para uma leitura rápida, satisfatória e que deixou saudades. Tenho imensa pena de não haver sequela, porque adorei conhecer este casal e acompanhá-los nesta luta.
Para além destes dois, há personagens que contribuem para certas cenas chaves, como a família de Lucy, que encontramos bastantes vezes ao longo das páginas. Normalmente não sou adepta de cenas muito familiares, mas neste caso, como Lucy não tem amigas, ela apenas se poderia refugiar com a família.
O final já era previsível, mas quem não gosta de um final feliz como este? Quando já nos apaixonámos por Joshua e ele como sempre nunca desiludindo? Joshua é um exemplo do altruísmo escondido que só se revela quando ele quer.
Em resumo, este é um livro muito fofo que nos faz suspirar constantemente, torcer as mãos em expectativa e torcer para que o próximo capítulo seja tão amoroso e divertido como o anterior. Sei que vou relê-lo e que no final vou ter todo o conjunto se emoções que tive como da primeira vez.


Lucy Hutton e Joshua Templeman odeiam-se. Não, não se trata de mera antipatia. Eles odeiam-se de morte. Quando são forçados a trabalhar juntos, a hostilidade entre ambos atinge níveis alarmantes. Basta ver a password do computador dela, por exemplo. Ou então observá-lo após cada confronto, enquanto desenha misteriosos símbolos na agenda. Joshua é irritantemente meticuloso (a ponto de usar sempre as camisas numa sequência específica), e desprovido de sentimentos. Lucy, pelo contrário, é divertida, espalhafatosa e excêntrica (a ponto de ter uma colecção de bonecos secreta).Mas a fasquia sobe ainda mais quando é anunciada uma promoção. Pois… há apenas UM lugar. E apenas UM deles poderá ocupá-lo. Se Lucy vencer, passará a ser chefe de Joshua. Se for Joshua a vencer, Lucy jura que vai pedir a demissão. Agora que a tensão está no auge, o comportamento de ambos torna-se cada vez mais estranho. E quando, no elevador da empresa, trocam um beijo capaz de derreter as paredes de aço que os rodeiam, surgem as dúvidas: será que se odeiam de verdade? Ou não passará tudo de um maquiavélico jogo?

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