3 de setembro de 2015

Opinião Contemporânea: "A Rapariga do Lago" de Carina Rosa


Neste pequeno conto, de apenas 44 páginas, já contando com as capas, contra capas, agradecimentos , etc, Carina Rosa conta-nos uma história romântica sobre uma artista e o seu músico invisual. Tendo algumas amigas invisuais e eu própria sabendo ler braile, confesso que não tenho uma visão tão trágica desta deficiência como a autora quer transmitir. Sim é uma limitação, mas os invisuais, principalmente os que nasceram ou adquiriram aquando novos, até têm uma versão mais animada da situação. Este ponto de tristeza e alguma amargura foi o único ponto negativo deste conto, que me soube tão bem como um livro.
A referência ao acidente também me pareceu ficar um pouco aquém, visto que embater contra um camião que circula em contra-mão e apenas bater com a cabeça me parece sorte a mais.
A escrita da autora é deliciosa e saboreia-se muito bem, tendo estas páginas sido lidas num instante e com muito entusiasmo. Há um rol de personagens satisfatório que por tão poucas páginas até foi bom não terem disso mais desenvolvidas, se não perder-se-ia o protagonismo dos personagens principais. Mesmo assim, Carina Rosa conseguiu inserir os 3 tempos temporais, tais como cenários variados. Gostei muito.
Parabéns!

Luísa é uma adolescente introvertida, dividida entre a paixão que sente pela arte e a carreira em medicina que os pais sonham para ela. Atormentada pela ideia de que partirá, em breve, para Praga, passa os seus dias a desenhar, inspirada pela música de um violino.
Luísa está curiosa quanto à identidade do violinista que a inspira, mas o seu interesse parece redobrar quando conhece Luís.
Ele é inesperado: vive isolado dentro da música que toca, escondendo-se do seu passado trágico e de um mundo preconceituoso. Os seus destinos vão unir-se na solidão e no amor à arte. E é ao som dos acordes do violino e por detrás de folhas de papel em branco que os dois vão viver uma paixão improvável.
Uma novela sobre o primeiro amor, o preconceito e o talento, bem como a importância da carreira e das escolhas que fazemos.

1 comentário:

  1. Tão pequenino? Pensei que tivesse mais páginas. Se uma história tão pequena consegue envolver alguém dessa maneira, então a autora é boa.

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