16 de fevereiro de 2015

Opinião Young Adult: "Primeiro Amor" de James Patterson


"Primeiro Amor" de James Patterson foi a minha segunda oportunidade com este autor. E será certamente a última. Depois de ter lido há uns anos atrás "O Diário de uma mãe" e de não ter apreciado por aí além, meti este autor a um canto. Com a chegada da Topseller no mercado e com a quantidade de livros do autor editados nestes últimos dois anos, Patterson tornou-se num dos autores mais populares da blogsfera mas nenhum livro me parecia apelativo, até ao lançamento de "Primeiro Amor". 

Primeiro AmorOs pontos positivos estavam lá: é de um género que gosto, sem cunhas de sobrenatural ou fantasia e não pertencia a nenhuma série. A capa é gira e a sinopse prometedora. Começou muito bem, fiquei surpreendida por os capítulos terem em média umas 5 páginas, prometia ser uma leitura rápida e voraz. E foi. Li o livro em pouco mais de 3 dias, o que para mim é muito bom mas não posso dizer que tenha gostado do livro. Apenas leu-se.

O livro conta a história de um amor à primeira vista entre dois adolescentes - Axi e Robinson - que por qualquer razão, demoram algum tempo a admitirem-no. A amizade entre os dois é forte e partem em busca de uma aventura que mude as suas vidas para sempre, seja para o bem ou para o mal.

"Se não me encontrares num lugar, procura noutro. 
Hei-de parar em algum lugar à tua espera."
Ao início é tudo bastante superficial e até um pouco irrealista mas a meio do livro, a trama vai ganhando substância e passa de uma história de dois adolescentes irresponsáveis a roubarem carros, para algo mais sério, abordando temas mais sérios, como o cancro. Apesar do livro ganhar contornos mais sérios  e de ser de caras o desfecho do livro, não consegui sentir a emoção que o livro pedia, ou tentar incutir no leitor. Por nenhum momento me senti afectiva com as personagens ou com a situação que lia. E eu até sou sensível a estas coisas mas aqui achei tudo um pouco forçado, quase que por obrigação. 

Outra coisa que não me agradou foi a escrita especialmente as falas do Robinson. Notei um certo padrão sempre que havia um diálogo entre ele e a Axi do género: "Estás a ouvir,Axi?", "Agora vamos roubar aquele carro, Axi", "blá blá whiskas saquetas, Axi" não sei quanto a vocês mas quando estou a falar com uma só pessoa, não digo o nome dela em cada frase! Enfim.

Acho que a principal mensagem que o livro traz é que por vezes pensamos que conhecemos tudo mas temos medo de admitir o pior que pode acontecer. Por vezes a vida perde um pouco de brilho mas continua a pedir para ser vivida. 

"Primeiro Amor" tinha mesmo todos os ingredientes e todo o potencial para se tornar um dos favoritos de 2015, e mesmo indo sem expectativas altas, o livro ficou muito aquém do esperado, sendo um livro que se esquece facilmente. 


Axi Moore era uma aluna aplicada. Mas não gostava de dar nas vistas e não contava a ninguém que o que realmente desejava era fugir de tudo. A única pessoa no mundo em quem confiava era Robinson, o seu melhor amigo, por quem estava secretamente apaixonada.

Quando finalmente decide seguir os seus impulsos e quebrar as regras, Axi convida Robinson para a acompanhar na sua longa viagem. Uma jornada intempestiva, marcada pela paixão oculta e pelo desejo de descobrir o mundo. Mas o que no início era apenas uma aventura livre e despreocupada em breve vai tomar um rumo perigoso e incontrolável.

Envolvidos numa sucessão de acontecimentos violentos e dramáticos, os protagonistas são colocados à prova das mais variadas formas. Poderá a primeira grande paixão das suas vidas sobreviver a tudo, até que a morte os separe? 
Um romance notável e extraordinariamente comovente, inspirado no próprio passado de James Patterson. Um testemunho impressionante sobre a força do primeiro amor e as suas consequências para o resto das nossas vidas.


3 comentários:

  1. Eu já não tinha grande vontade de ler este livro, agora é que a perdi mesmo!

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  2. Concordo plenamente com tudo o que disseste :)

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