20 de dezembro de 2015

Opinião Contemporânea: "Um verdadeiro príncipe" de Suzanne Brockman



Não sei se sou eu que ando a começar a ficar enjoada do YA (omg é o fim do mundo em cuecas) mas a verdade é que ando a pegar em livros contemporâneos adultos e acho que tenho feito escolhas acertadas.

Esta foi mais uma delas. O livro já habitava na estante também há mais de 1 ano e apesar de ser de bolso e da harlequin levou quase 5 dias a ser lido pois a estória era mais detalhada do que eu pensava. Foi a minha estreia com a autora e posso dizer que pelo menos irei ler o outro livro que tenho dela por cá (que nem sei se pertence ou não a esta série). Vi agora que é o 3º e que a série no seu original tem 11 livros. 

Um verdadeiro príncipe"Um verdadeiro príncipe" apresenta-nos Joe, um oficial SEAL que após uma missão arriscada em território de guerra é convidado gentilmente para a sua missão mais difícil: fazer-se passar por um princípe que curiosamente tem muito das suas semelhanças físicas (ou vice-versa). No meio disto tudo, claro que viverá um romance com a assistente do príncipe, Veronica.

Começando pelo que gostei, no geral foi uma leitura que me entreteve em viagens de transportes e tudo o que me distraia da rotina de Lisboa já é um ponto positivo. Não posso  dizer que tenha adorado o livro porque isso não aconteceu. Até fiquei surpreendida com o rumo que o livro tomou. Esperava muito mais cenas de sexo que não aconteceram e ainda bem pois isto é um falso julgamento e um preconceito que toda a gente tem com os livros da Harlequin; que são todos eróticos. Este é um bom exemplo de um livro que no geral tem umas 5 cenas sexuais e tudo até bem escrito (dentro do possível). Como disse fiquei surpreendida por o romance ter demorado tanto tempo a acontecer, a autora levou o seu tempo a introduzir o plot e só depois centrou-se no romance entre as personagens. Gostei que o livro não andasse à volta do romance entre o Joe e a Veronica e que se centrasse mais no enredo principal, fazer do Joe uma imitação perfeita do Príncipe.
Quanto ao que não gostei, não tive grande paciência para as indecisões amorosas do Joe e da Veronica e dos seus males entendidos. Outra coisa que me fez confusão é ler estes livros que são contemporâneos mas que já têm 20 anos e ver como tanto mudou em duas décadas. Aquando do lançamento deste livro (1996) aqui fala-se em faxes, pagers e ainda é mencionado o presidente dos USA, o Bill Clinton! Apenas faz confusão porque hoje em dia sabemos que ninguém usa fax, as gerações mais jovens nem sabem o que é um pager e muito menos quem é o Bill Clinton. Mas a culpa disto é da Harlequin que edita livros do século passado! As últimas cenas finais com o Joe a fazer o acto heróico do século também era desnecessária mas enfim, deu para perceber a ideia do herói salvar a donzela em apuros. 
O que me fez impressão foi a menção a grupos terroristas e temos de ter em atenção que na altura em que o livro foi publicado (1996) ainda nem tinha acontecido os ataques às torres gémeas e hoje em dia o terrorismo é um assunto mediático. Dá que pensar. 

Resumindo, um livro pequeno em tamanho mas que até consegue ter algum sumo no seu conteúdo sem ser o típico romance banal da harlequin. 
A sua missão aparentemente fácil revelara-se… quase impossível! Veronica St. John enfrentava o maior desafio da sua vida. Em apenas dois dias, tinha de ensinar a um desagradável membro das Forças Especiais do Exército como agir para se fazer passar por um príncipe europeu que estava a ser ameaçado por um grupo de terroristas. Era uma missão complicada, no entanto Veronica tinha a certeza de que conseguiria concretizá-la… até conhecer Joe. Apesar de fisicamente ser muito parecido com o bonito príncipe, o tenente Joe Catalanotto não tinha nada a ver com o afectado aristocrata. Tudo nele, desde a arrogância dos seus olhos ao seu sotaque nova-iorquino, demonstrava que era um homem normal, não um príncipe. Apenas com um encontro, Veronica soube que seria impossível transformá-lo num membro da realeza. Pelo contrário, Joe estava completamente convencido de ter tudo o que era necessário para levar a bom porto aquela missão.

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