26 de outubro de 2016

Opinião Young-Adult: "Onde estás, Audrey?" de Sophie Kinsella




Sophie Kinsella é uma das minhas autoras favoritas e por isso não podia de deixar de ler o seu mais recente livro, desta vez lançado pela Porto Editora.

Acho que deve ser difícil fazer alguém rir pelo meio de palavras mas Sophie Kinsella é talvez a única autora que me põe a rir com os seus livros, que costumam ser chick lits com personagens muito despassaradas e trapalhonas. No entanto a autora quis sair do registo cómico  aventurou-se num romance Young Adult e se há coisa que gosto é quando os autores mostram versatilidade. Portanto foi com grande curiosidade que comecei a ler esta novidade de Outubro da Porto Editora.
32500169Num registo diferente a que nos habituou, a autora consegue ter um óptimo livro que mesmo não sendo a melhor coisa do mundo é um livro muito bom dentro do género YA.

Audrey é uma menina de 14 anos que sofre de crises de ansiedade  e depressão mas que se encontra em tratamento numa psicóloga e embora esta diga-lhe que Audrey está em progresso, Audrey não se sente melhor, acha que continua na mesma. Vive dentro de uma família completamente maluca e disfuncional, muito por causa da mãe que é completamente louca da cabeça, mas aquela loucura que deixa uma pessoa a rir e um pai que está mais focado no trabalho e que não ouve metade do que a mulher diz. A isto juntam-se dois irmãos, um viciado em jogos e que quer ser jogador profissional (de computador claro!) e outro mais novo que adora repetir e aprender palavras novas.

Claro que no meio disto tudo Audrey não se sente bem mas sabemos que há algum motivo para ela estar assim  e é isso que vamos descobrindo ao longo do livro, que a razão para Audrey encontrar-se assim de momento tem a ver com antigas amizades que  Audrey tinha em outra escola.

Eu gostei imenso deste livro e o que mais gostei é que, mesmo havendo um romance, a Audrey não fica curada milagrosamente só porque arranja um namorado. Às vezes as autoras têm um pouco essa tendência de as personagens femininas terem algum problema mas assim que o romance começa,esse problema desaparece e o livro foca-se no romance. Aqui o Linus é uma grande ajuda para a Audrey na sua cura mas não é o motivo para ela já não ter ataques de ansiedade ou já estar boa. E muito giro ver a relação deles a evoluir e os desafios que ele lhe propõe. 

Fartei-me de rir com as partes em que a Audrey faz um filme sobre a família, a mando da psicóloga, foi muito engraçado ler os guiões e como a autora tem uma capacidade de escrever algo muito visual, foi fácil fazer o filme na nossa cabeça.

Uma boa aposta da Porto Editora no género young adult, que me surpreendeu e que recomendo para um público mais jovem. Não se deixem enganar pela capa alegre e pela sinopse, é um livro que acaba por ser mais profundo sem parecer! 


Audrey é uma adolescente cheia de vida, igual a tantas outras. Com 14 anos, estuda, discute com os irmãos, sonha muito e confia cegamente nas amigas. Até ao dia em que essa confiança é destruída… Vê-se obrigada a deixar a escola. Sente-se incapaz de sair casa. E esconde-se irreversivelmente atrás de um par de óculos de sol.
Então, conhece Linus, um rapaz de sorriso simpático e comentários divertidos, que parece ser o raio de sol de que Audrey precisava.

E a jovem acaba por descobrir que, mesmo quando pensamos que estamos perdidos, o amor consegue sempre encontrar-nos…

 

Sem comentários:

Enviar um comentário

Dar feedback a um post sabe melhor que morangos com natas e topping de chocolate!