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Opinião Contemporânea: "Quando Tu Voltaste" de Maria Realf

maio 21, 2018 Inês Santos 0 Comments


Graças à Editora Planeta, este único livro de Maria Realf chegou à metade Coimbrinha do ADPOC, personalizado o que vale um agradecimento a dobrar.

Foi lido meio em páginas de papel, meio em páginas digitais, mas o interesse literário foi o mesmo e sempre com o mesmo ritmo. Houve umas pequenas trocas de palavras e nomes como "Alex" por "Lizzie"; a dama de honor ir à frente para ajudar com a cauda do vestido (?), mas fora isso foi uma leitura sem grandes contratempos.

Principalmente achei que é uma escrita um pouco imatura que com o avançar vai ficando cada vez menos significante, ou porque a autora melhorou ou porque o interesse pela leitura foi maior do que por esses pormenores de escrita. É uma história muito simples, com simples personagens e muito drama à mistura. Não há vilões nem heroínas, há sim uma história de amor igual à de muitos casais.

Gostei bastante que houvessem duas realidades temporais, passado e presente, e o facto de ter conseguido manter tanta informação crucial em suspense em ambos os tempos. Gostei bastante mais do passado de Lizzie e Alex, mas a cena do restaurante pareceu-me algo rebuscado, ou mais uma vez descrita de forma muito simples e "verde", não conseguindo aí sentir algo mais do que uma simples e recente amizade, e não um amor para toda a vida.

Gostei da razão que a autora escolheu para separar este casal e outras referências que depois vamos encontrando na parte do presente relativas a este acontecimentos. Aqui já se notou que a história foi um pouco mais pensada.

Gostei de Megan, uma das personagens secundárias e melhor amiga de Lizzie, que representou e  simbolizou perfeitamente a amizade e a sinceridade.

Gostei do facto da autora ter inserido vários tipos de luto, e apesar de não ter torcido por Alex, depois de saber a razão e de Lizzie ter passado pelo mesmo, tudo mudou, para mim como leitora e para a personagem principal. A questão de Alex foi um golpe bastante baixo, mas fácil, da parte da escritora. Não me sensibilizou particularmente, apenas me fez lembrar outros livros como o de Jojo Moyes, Viver Depois de Ti.

Foi óbvio Josh ser um personagem menos atractivo e logo aí nunca nos sentimos empáticas com ele. Existe uma cena em que Maria Realf nos descreve Josh e certas atitudes que quebram qualquer ligação que tenhamos sentido entre o casal.

O casamento foi um dos tópicos principais dos capítulos do presente, mas achei que foi demasiado sobrevalorizado, já que acaba por se repetir os muitos sentimentos e dúvidas da personagem, para depois terminar como já estávamos mais que à espera. Este aspecto de prevermos tão facilmente o que irá acontecer a seguir foi balançado por algumas reviravoltas, como já falei, que no final do livro nos fazem ter dúvidas sobre o que predominou mais, os factos mais ou os menos positivos. No meu caso fiquei pelo meio. Não adorei ao ponto de ter terminado o livro com aquele aperto no coração e satisfeita, com desejos de ler mais e conhecer mais da autora, mas também não detestei.

Recomendado às mais românticas e com muitas lágrimas emotivas por deitar.

Lizzie Sparkles devia ser a rapariga mais feliz do mundo... está a três meses de se casar com quem acha ser o Tal, no casamento dos seus sonhos! Passou os últimos três meses em êxtase. Mas, um fim-de-semana quando está a experimentar o vestido de noiva recebe notícias perturbadoras: o amor do passado regressa à sua vida como uma bomba! Depressa percebe que estas notícias ameaçam atrapalhar e eliminar os seus planos tão cuidadosamente elaborados.
O regresso inesperado de Alex muda tudo e Lizzie enfrenta um dilema impossível. Como poderá esquecer o passado, quando se depara com ele... e lhe pede mais uma oportunidade? E é forçada a fazer uma escolha que mudará a sua vida para sempre.

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