6 de março de 2016

Opinião Contemporânea: "Sinfonia inacabada" de Nora Roberts



Ai como é que eu passo de ler vários livros da Nora para apenas ler 1 dela por ano? A verdade é que os autores que antes eram obrigatórios par mim já não o são mais e vão ficando cada vez mais para trás.

Vou tentar redimir-me e ir lendo pelo menos 1 livro da Nora por mês a partir de agora. Vamos lá ver se consigo. 

Apesar de ter imensos dela para ler acabei por pegar no mais recente "Sinfonia Inacabada". Digo recente, em português porque já saiu originalmente em 1992. 

O livro começa com Vanessa, uma talentosa pianista a regressar à cidade onde nasceu e cresceu antes de aos 20 anos ter saído abruptamente da cidade graças ao impulso do pai em fazer dela um prodígio musical. Agora com 28 anos, Vanessa regressa ao seu lar de infância, onde encontra a mãe que não vê há 12 anos. O seu regresso acaba por ser uma tentativa de criar novamente um relação com a mãe e recuperar os 12 anos perdidos.

Todos já sabemos que a tia Nora segue sempre a mesma fórmula e é isso que faz dela uma escritora de sucesso. Nestes livros mais antigos percebe-se que é quase sempre a mesma coisa mas eu continuo a gostar deles e é por isso que os continuo a ler. Gostei da Vanessa e de como ela deu o benefício de dúvida à mãe e conseguiu perceber que o pai é que estragou a relação entre as duas. Gostei de ela também da parte da música no livro mas ainda bem que não foi muito aprofundada, aqui o que interessava aqui era o lado pessoal da Vanessa e não tanto o lado profissional. Também gostei de ela dar a entender que sempre gostou muito de música mas nunca achou que fosse a vocação dela, sempre deu alguma humildade à personagem. Não que ela fosse convencida, muito pelo contrário mas foi bom ver uma personagem com raízes humildes e mesmo sendo uma vedeta no mundo da música, não ser convencida. O Brady foi uma boa personagem masculina mas acho que a Nora já criou galãs melhores, só não fiquei muito convencida ele dizer logo que a amava mal quando ela chega. Embora tenha havido uma relação antes, o temo que tiveram separados foi demasiado para que as coisas pudessem ter mudado. Ele nem quis tentar saber se havia alguém na vida da Vanessa ou não, decidiu logo que ia casar com ela! 
Na parte romântica achei tudo demasiado apressado e vem novamente aquela inquietação de que o livro não estava completo, é que fica mesmo a sensação que foi cortado! Enfim...

O que não gostei muito foram as inseguranças da Vanessa no fim e isto reflecte-se pela idade que o livro tem (quase 25 anos). Então ela agora não podia ser mulher de alguém só porque não cozinha bem e sempre se dedicou à carreira e não sabe ser dona de casa? Se não sabe, aprende. Que desculpa mais esfarrapada para não casar. 

Claro que no fim acaba tudo bem e foi um livro "gostosinho de se ler" como dizem os brasileiros. Mesmo dentro da Harlequin já li melhores da autora, mas também já li piores. Este acaba por ser mais do mesmo mas acho que à partida, já toda a gente sabe isso.

Livro lido em formato digital no Cybook Muse Frontlight da Bookeen.

A jovem pianista Vanessa Sexton tinha voltado à sua cidade natal para conseguir obter algumas respostas da sua mãe, de quem se separara há doze anos. Mas naquela viagem também tinha de enfrentar Brady Tucker, o único homem que amara e que lhe quebrara o coração uma vez. Vanessa acreditava que aquele amor era algo que já não a poderia afetar, mas cada vez que via Brady sentia um misto de emoções que não sabia se estava disposta a aceitar. 

 

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