Contraponto,

Opinião Sobrenatural: "Rubi" de Kerstin Gier

março 19, 2015 Mafi 2 Comments




Mas que boa surpresa foi este "Rubi"!

Realmente uma pedra preciosa no meio de tanta série YA que foi editada nos últimos anos. O pior disto tudo é que a trilogia ficou por acabar em Portugal, mas enfim já nos vamos habituando não é? Mas pronto ao menos tivemos o privilégio de editarem em Português dois livros da série, é que nem no Brasil conseguiram com que traduzissem esta série, portanto points for us.

9568263Vou começar por elogiar a autora - Kerstin Gier - que foi inteligente na construção deste primeiro livro. Normalmente os primeiros livros da série têm sempre o mesmo plot: adolescente descobre que é diferente, tenta descobrir porquê, pelo meio há sempre um rapaz giro, e o fim do livro acaba quase sempre em cliffhanger e a fazer-nos desesperar pelo próximo. Rubi até tem todos estes elementos mas a autora - na minha opinião - soube construir este primeiro livro de uma maneira a torná-lo muito introdutório e com pouco desenvolvimento; basicamente a levantar apenas a ponta do véu.

A acção começa tardiamente e só nos apercebemos bem da questão do livro já perto das páginas finais. Não pensem que até ao final é só palha, nada disso. Todo o livro é uma introdução e um cheirinho da trilogia em si. Gier apresenta-nos toda a mitologia das pedras preciosas, das viagens no tempo e da sociedade secreta. Só que fá-lo de uma maneira tão light que nem damos pelas páginas passar. A aliar a isto tudo, temos a nossa protagonista que sinceramente é o que faz o livro. As personagens fazem o livro e mal posso ver como ficaram em formato cinematográfico. A Gwen tem garra e também tem uma melhor amiga espectacular, daquelas mesmo amigas para a vida. Adorei a amizade entre as duas.
Quanto ao Gideon e à parte amorosa do livro, achei súbito o interesse um pelo o outro mas é melhor ir-me habituando a vê-los juntos pois é para continuar. Estou muito curiosa com a história da Lucy e do Paul e adorei que o epílogo fosse narrado por eles. Dá para ver bem o paralelismo entre os dois casais. Acho que ainda vem por aí muita coisa boa neste mundo precioso. Mal posso esperar pelo Safira!

Pertencer a uma família cheia de segredos não é fácil, ou pelo menos é o que pensa Gwendolyn Sheperd, de 16 anos. Até que um dia se vê em Londres do final do século passado e se apercebe de que ela própria é o maior segredo da família. Do que Gwendolyn não se apercebera é que apaixonar-se quando se está presa num tempo diferente não é nada boa ideia. Tudo se pode complicar...




2 comentários:

  1. Olá :) Acabei agora de escrever a minha opinião deste livro e não podia concordar mais contigo.
    Estou mesmo mesmo curiosa quanto ao próximo porque achei que o Rubi nos abre muitas portas, mas acaba mesmo no momento em que vamos ver o que se esconde lá dentro.
    Estou cheia de espectativas para o Safira.

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