19 de fevereiro de 2015

Opinião Histórica: "A Melodia do Amor" de Lesley Pearse




A Melodia do Amor foi a minha segunda experiência de leitura da autora Lesley Pearse, e esta só me veio provar que temos aqui outra escritora tipo Nora Roberts
Calma, que eu passo a explicar.
Muita gente acusa, e eu mesmo como fã concordo, que os romances de Nora Roberts têm todos um mesmo esquema base, em que a autora pega e altera algumas coisas como as descrições das personagens (física e intelectualmente), qualquer coisa na história e voilá, temos um novo romance.
Portanto, aqui estou eu, apesar de uma amostra de dados reduzida mas que vou comprovar com a leitura dos restantes romances da autora, que Lesley Pearse "sofre" do mesmo.
Aqui neste romance, e ignorando personagens e cenários, o padrão é quase igual ao do Nunca Te Esqueças, o primeiro romance que li da autora. Neste romance temos o seu quê de nómadas, o seu quê de muita realidade, temos uma personagem feminina muito protegida por um ou mais personagens masculinos, temos muita tragédia e raras alegrias, e por aí adiante. Se não chega para provar o meu ponto de vista, para mim chega, pois durante a leitura deste romance a minha memória estava sempre a dar os seus flashes do outro livro.
De qualquer forma, como adorei o primeiro gostei deste. Poderei ter gostado menos por andar numa daquelas fases que nenhum livro me satisfaz ou pela história da procura do outro não me ter cativado propriamente. Estas razões de viagem não me convencem e todos os obstáculos que eles ultrapassam são tão cansativos e desgastantes que me fez a mim, que só estava a ler, querer desistir n vezes. Aqui está portanto um elogio à autora. Ela, ao recorrer ao drama e realismo, e por ter tão boas descrições dos momentos sociais, mas não tanto dos cenários, consegue agarrar-nos e fazer-nos procurar o final feliz que vai fazer todas aquelas desgraças terem valido a pena.
O final foi óptimo! Adorei e até teve direito à lagriminha no canto do olho. Mas tudo o resto para trás não correspondeu às minhas expectativas, talvez por eu ter imaginado logo a história toda quando li a sinopse e vi a capa. Imaginei uma história algo diferente e melhorzita.

Ainda se lembram disto:
Liverpool, 1893. Os sonhos de Beth são desfeitos quando ela, o irmão Sam e a irmã mais nova, Molly, ficam órfãos. As suas vidas, até então tranquilas e seguras, sofrem uma dramática reviravolta. Para escapar a um futuro de miséria e servidão, Sam e Beth decidem arriscar tudo, atravessar o Atlântico e partir à conquista do sonho americano. Mas Molly é demasiado pequena para os acompanhar e os irmãos vêem-se obrigados a tomar uma decisão que os marcará para sempre: deixá-la em Inglaterra, a cargo de uma família adoptiva.
A bordo do navio para Nova Iorque não faltam vigaristas e trapaceiros, mas o talento de Beth com o violino conquista-lhe a alcunha de Cigana, a amizade de Theo, um carismático jogador de cartas, e do perspicaz Jack. Juntos, os jovens vão começar de novo num país onde todos os sonhos são possíveis.
Para a romântica Beth, esta será a maior aventura da sua vida. Conseguirá a Cigana voltar a encontrar um verdadeiro lar?

1 comentário:

  1. Eu chorei no fim :S Na altura dizia a mim mesma que queria todos os livros desta autora, mas acabou por ser passada por outros autores. Para mim os melhores livros dela continuam a ser os dois primeiros e só por acaso, são os mais curtos.

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