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Opinião Contemporânea: "Odeio-te e Amo-te" de Sally Thorne


Odeio-te e Amo-te foi um dos romances do género que me lembro de ler com melhor jogo de palavras. os diálogos são bastante coloridos, com respostas bastante inteligentes, o que aumenta imenso a fasquia para os seguintes, como veio a acontecer com o romance de Erin Lyon que li posteriormente e que em breve vou publicar a minha opinião. A comparação é inevitável e às vezes desejamos não ter lido o anterior para podermos aproveitar melhor a leitura dos próximos, mas a vida é assim. Também não resisti e fazer comparações com o romance À Flor da Pele de Helena Hunting (opinião em breve) em que ambos os protagonistas masculinos são maníacos das limpezas e da organização, um patológico o outro nem por isso. Como vêem quando leio algo o meu cérebro desvia-se imenso a fazer este tipo de ligações e combinações nas várias peças que compõem um romance contemporâneo.
Achei as descrições dos momentos e dos sentimentos bastante originais, quase como se se tratasse de um poema descritivo. Ao inicio estranhei, mas depois comecei a esperar por estas descrições que normalmente tendemos a ler na diagonal.
O ambiente profissional cria todo um cenário diferente para este romance se desenrolar. Este último não começa no inicio, já que primeiro a autora nos apresenta cada personagem e cada dinâmica que podemos encontrar. Aos poucos e poucos vão surgindo então as oportunidades que nos vão levantando o véu do que esperamos encontrar: cenas engraçadas, cheias de tensão e atracção entre estes dois. Vendo tudo pelos olhos de Lucy as cenas ainda são mais queridas e empáticas, e, apesar de vermos o que ela não vê, é tudo pintado de forma bastante colorida.
Lucy e Joshua são rivais dentro da mesma empresa, que foi resultado de uma fusão, mas que conseguem estar distintas, mesmo que o objectivo seja diferente. Até os chefes são diferentes, mas estes dois trabalham diariamente frente a frente, ainda por cima rodeados de espelhos, o que achei um pormenor engraçado, já que Sally Thorne os aproveita muito bem.
Para cada livro temos que estar com um certo espírito, se não estes pequenos pormenores que tanto fazem a diferença vão nos escapar ou não os vamos valorizar tanto. Mas neste caso o meu humor estava no ponto certo e por isso acabei por apreciar muita coisa que noutras ocasiões me iria irritar de certeza.
Josh tem muitos segredos o que vai aumentar a atracção por ele exponencialmente quando sabemos que por detrás daquele belo espécime masculino não está uma personalidade nem fútil nem oca. Ambos os protagonistas são bem descritos, bem dotados de inteligência, como provam os seus currículos e certas cenas desta história. A autora fez bem o seu trabalho e não passa por cima de nenhum detalhe, que apesar de serem pequenos fazem toda a diferença na construção de uma boa história, com personagens interessantes e uma boa base. Não é um livro profundo cheio de drama, mas é um livro real, do quotidiano, com bons ingredientes para uma leitura rápida, satisfatória e que deixou saudades. Tenho imensa pena de não haver sequela, porque adorei conhecer este casal e acompanhá-los nesta luta.
Para além destes dois, há personagens que contribuem para certas cenas chaves, como a família de Lucy, que encontramos bastantes vezes ao longo das páginas. Normalmente não sou adepta de cenas muito familiares, mas neste caso, como Lucy não tem amigas, ela apenas se poderia refugiar com a família.
O final já era previsível, mas quem não gosta de um final feliz como este? Quando já nos apaixonámos por Joshua e ele como sempre nunca desiludindo? Joshua é um exemplo do altruísmo escondido que só se revela quando ele quer.
Em resumo, este é um livro muito fofo que nos faz suspirar constantemente, torcer as mãos em expectativa e torcer para que o próximo capítulo seja tão amoroso e divertido como o anterior. Sei que vou relê-lo e que no final vou ter todo o conjunto se emoções que tive como da primeira vez.


Lucy Hutton e Joshua Templeman odeiam-se. Não, não se trata de mera antipatia. Eles odeiam-se de morte. Quando são forçados a trabalhar juntos, a hostilidade entre ambos atinge níveis alarmantes. Basta ver a password do computador dela, por exemplo. Ou então observá-lo após cada confronto, enquanto desenha misteriosos símbolos na agenda. Joshua é irritantemente meticuloso (a ponto de usar sempre as camisas numa sequência específica), e desprovido de sentimentos. Lucy, pelo contrário, é divertida, espalhafatosa e excêntrica (a ponto de ter uma colecção de bonecos secreta).Mas a fasquia sobe ainda mais quando é anunciada uma promoção. Pois… há apenas UM lugar. E apenas UM deles poderá ocupá-lo. Se Lucy vencer, passará a ser chefe de Joshua. Se for Joshua a vencer, Lucy jura que vai pedir a demissão. Agora que a tensão está no auge, o comportamento de ambos torna-se cada vez mais estranho. E quando, no elevador da empresa, trocam um beijo capaz de derreter as paredes de aço que os rodeiam, surgem as dúvidas: será que se odeiam de verdade? Ou não passará tudo de um maquiavélico jogo?

Chegou à Despensa: "Odeio-te e Amo-te" de Sally Thorne


Já chegou no mês passado e já foi devorado neste. Adorei. Opinião em breve.

Pausa para Chocolates: "Odeio-te e Amo-te" de Sally Thorne





A capa é muito mais fluorescente acreditem!

Lucy Hutton e Joshua Templeman odeiam-se. Não, não se trata de mera antipatia. Eles odeiam-se de morte. Quando são forçados a trabalhar juntos, a hostilidade entre ambos atinge níveis alarmantes. Basta ver a password do computador dela, por exemplo. Ou então observá-lo após cada confronto, enquanto desenha misteriosos símbolos na agenda. Joshua é irritantemente meticuloso (a ponto de usar sempre as camisas numa sequência específica), e desprovido de sentimentos. Lucy, pelo contrário, é divertida, espalhafatosa e excêntrica (a ponto de ter uma coleção de bonecos secreta).
Mas a fasquia sobe ainda mais quando é anunciada uma promoção. Pois… há apenas UM lugar. E apenas UM deles poderá ocupá-lo. Se Lucy vencer, passará a ser chefe de Joshua. Se for Joshua a vencer, Lucy jura que vai pedir a demissão. Agora que a tensão está no auge, o comportamento de ambos torna-se cada vez mais estranho. E quando, no elevador da empresa, trocam um beijo capaz de derreter as paredes de aço que os rodeiam, surgem as dúvidas: será que se odeiam de verdade? Ou não passará tudo de um maquiavélico jogo?

A Sair do Forno: ''Paraíso'' de Judith McNaught


Eles eram jovens e sonhadores. Com apenas dezoito anos, Meredith era a herdeira da fortuna Bancroft. Matthew, de origens muito humildes, tinha uma inteligência brilhante e uma energia sem fim. Conheceram-se e apaixonaram-se. Juntos, sentiam-se capazes de conquistar o mundo. Por amor, Meredith desafiou o pai pela primeira vez.
Onze anos passaram...
Matthew mudou muito desde os seus tempos de rapazinho pobre e tímido. Longe vão os dias em que ousou apaixonar-se por Meredith. Foi um amor sem igual, que terminou abruptamente com uma indesculpável traição. Agora, Matthew é um homem poderoso e implacável. Sob o olhar atento dos média, está prestes a lançar-se sobre o império Bancroft. Executiva de topo na empresa do pai, a solitária Meredith prepara-se para defender a todo o custo o império familiar. Mas, à medida que a tensão aumenta, tanto um como o outro se veem perturbados por memórias agridoces e perigosas tentações...
Serão eles capazes de arriscar tudo numa paixão que os destroçou no passado?


Sai dia 9 de Outubro 

A Sair do Forno: "Cada suspiro teu" de Nicholas Sparks




O acaso juntou duas pessoas numa praia.
Ela é Hope Anderson, nascida e criada na Carolina do Norte.
Ele é Tru Walls, guia de safaris no Zimbabué, onde nasceu.
Hope está a viver um momento difícil. A relação com o namorado já não a faz feliz e o pai acaba de receber um diagnóstico terrível. Sunset Beach é o local ideal para encontrar a paz de que necessita para refletir sobre a sua vida.
Tru está perante um momento revelador. Cresceu em África e nunca conheceu o pai. Em Sunset Beach, prepara-se para o encontrar pela primeira vez.
Quando os caminhos de Hope e Tru se cruzam, a magia acontece. Mas, por muito intensos que sejam os seus sentimentos, ambos sabem que terão de fazer uma escolha dilacerante. A praia que os uniu, vê-os, agora, partir. A areia cobre-lhes os passos, as marés seguem o seu ritmo ancestral… e uma carta resistirá ao tempo para ditar, um dia, o seu futuro adiado.
Inspirado numa história real, Cada Suspiro Teu fala-nos de um encontro que fica gravado a fogo no coração e na memória de duas pessoas de mundos opostos, transcendendo o tempo, os continentes, e o toque – por vezes agridoce – do Destino…

Sai dia 16 de Outubro

Opinião Contemporânea: ''Perdoa-me'' de Lesley Pearse


Já é comum de vez em quando virem por aqui aquisições ou leituras dos livros da Lesley Pearse. Para além de ser uma das autoras mais populares em Portugal, é também uma das autoras que mais gosto de ler. 

Já li vários livros dela e embora tenha mais uns 7 (incluindo o último que saiu este mês) para ler, tenho sentido que a cada livro que leio tenho menos paciência para tanto drama e tanta tragédia.

22265168O livro começa logo com Eva a encontrar a sua mãe Flora morta na banheira da casa de banho. O início é muito promissor e ficamos a conhecer as nossas principais personagens: Eva, Ben, Sophie e Andrew. Depressa Eva descobre que não é filha biológica de Andrew e portanto sai de casa e refugia-se no antigo estúdio de trabalho da mãe, deixado por ela em testamento. 

A partir daqui como já é comum em todos os livros da Lesley, a nossa protagonista vai sofrer bastante, desde tentativas de violação, a incêndios ao mesmo tempo que tenta descobrir o passado da mãe e o seu verdadeiro pai.

Gostei bastante do início mas à medida que o livro ia avançado achei algumas situações uma bocado exageradas. A Lesley é perita em transformar tudo em tragédia só para mostrar que a protagonista é uma coitadinha sem sorte na vida mas que é muito forte. Isto às vezes é um bocado desgastante especialmente porque por vezes é levado ao extremo dos exageros. Não digo que na vida real não haja pessoas que não tenham passado por fases bastante complicadas da sua vida mas para isso leio não ficção e não um livro de literatura de ficção. 

No meio de todas as personagens, acho que só gostei do Phil, que tinha uma paciência de santo para aturar a Eva e todas as suas complicações. A Sophie irritou-me mas entendo a sua revolta. A Eva por vezes também irritou-me um pouco por não desconfiar mais das pessoas. 
Embora o livro seja grosso (quase 500 páginas) lê-se bem mas não gostei muito da parte final. Achei corrida demais. O livro tem um final feliz e cor de rosa mas achei que tudo resolveu-se demasiado depressa entre a Eva e o Phil, quando nas dez páginas anteriores ainda estavam chateados. Parecia que a autora tinha ficado cansada de tanto escrever e então resolveu tudo à pressa. 

Não foi um livro mau e tirando o facto da capa portuguesa ter zero a ver com a história (assim como quase todas as capas dos livros da Lesley) gostei do livro mas em comparação com o anterior que li dela (Nunca Digas Adeus) gostei mais desse. 

Vou continuar a ler esta autora porque já tenho bastantes livros comprados mas espero encontrar histórias um pouco mais alegres e que me façam continuar a querer acompanhar os livros dela. 

A vida pode mudar num segundo.
O instante em que encontrou a mãe sem vida nunca se extinguirá da memória de Eva Patterson. Num bilhete, as suas últimas e enigmáticas palavras: Perdoa-me.
O mundo seguro de Eva ruiu naquele momento devastador. Mas o inesperado suicídio de Flora vai marcar apenas o início de uma sucessão de acontecimentos surpreendentes. No seu testamento, Flora deixa a Eva um estúdio em Londres. Este sítio é a primeira pista para o passado secreto de uma mulher que, Eva percebe agora, lhe é totalmente desconhecida.
No sótão do estúdio, a jovem encontra os diários e os quadros da mãe, provas de uma fulgurante carreira artística mantida em segredo. O que levou Flora a esconder tão fundo o seu passado? Ao aproximar-se da verdade, Eva descobre um crime tão chocante que a leva a questionar-se se alguma vez conseguirá, de facto, perdoar.

Opinião Histórica: "O Escândalo de uma Rebelde" de Courtney Milan


Ao ler a sinopse eu já previa que este romance não me iria correr tão bem como os anteriores, mas mesmo assim surpreendeu-me pela positiva o facto de ter gostado tanto da história. O maior problema foi mesmo a escrita de Courtney Milan. Só tudo menos fã de diálogos longos cheios de "lamechice" e esta escritora adora-os! Discursos longos e ainda por cima repetitivos cheios de "sítios comuns" de fazer revirar os olhos mil vezes.

Num romance em que as mulheres são o sexo mais forte, pelo menos na força de vontade e não no poder. Quando a personagem principal, mas não a mais principal, é um exemplo para todas as mulheres, principalmente as do século XIX, este tipo de novela não encaixa bem. Também não encaixou bem o facto de ela não ser a personagem predominante, pelos menos o seu ponto de vista, que foi oferecido a Edward. Mas, acabo por olhar para esta situação como algo positivo, já que o papel de Edward, além de ser uma personagem sofrida, mostra o lado vulnerável de um homem e a maneira como a autora descreveu o seu encantamento por Free também foi emocionante, o que pesou no prato dos pontos positivos.

A questão de Amanda também me surpreendeu pela positiva. Já suspeitava, mas nunca esperei que as minhas suspeitas fossem confirmadas. Boa Courtney!

As descrições são longas, tanto de cenários como de situações.

Os anti-heróis e os vilões são óbvios e a forma como Edward resolve tudo e mais alguma coisa também me pareceu longe de ser realista.

Assim, sobrou-me admirar os exemplos e histórias em que a autora se baseou, principalmente a cena do hospital e do jornal.

Gostei bastante do Passado de Edward, incluindo a traição, a tortura e até as falsificações que ele fez. Deu-me vontade de o conhecer pessoalmente.

Apesar disto tudo quando penso na pontuação tenho sempre a certeza que as duas estrelas são o mais acertado já que este livro para mim foi um "ok" e não um "gostei", adorei" ou "amei". Não me viciou. Não me identifiquei com nenhuma personagem. Saltei os longos textos e nem sequer quis acabar rápido para descobrir o final porque este sempre esteve "escarrapachado" desde o início. Só o quis terminar rápido para poder pegar noutro que me viciasse.

Curiosamente, ao ler estas páginas só me vinha à memórias os livros de Jennifer Haymore que por muito que eu insistisse sempre me deram este tipo de enfado. Porque, na minha opinião, para se ter um romance romântico, emocionante, de derreter os corações, não é preciso esmiuçar o sentimento, mas sim criar momentos que nos façam sentir. Acções, não palavras - porque assim os sentimentos vão ser muito mais reais porque saem de nós e não das palavras que nos estão a impingir (este termo é forte, mas não estou a conseguir encontrar outro mais suave e adequado).

Pelo Goodreads estou a perceber que estou muito longe das restantes opiniões, mas la está, o livro escolhe o leitor, e acho que este não me escolheu a mim. Paciência.

Miss Frederica (Free) Marshall está muito à frente do seu tempo. É editora de um jornal de apoio aos direitos das mulheres e está habituada a incomodar muita gente. Mas o problema é que agora há quem esteja mais incomodado do que o costume. e decidido a silenciá-la. Free precisa de ajuda... mas sabe que a sua única tábua de salvação pode acertar-lhe em cheio na cabeça.
Pois a única pessoa disposta a ajudá-la não o faz desinteressadamente. Abandonado pela família, Edward Clark tem os meios e a vontade de combater os inimigos de Free. Afinal, trata-se da sua odiada família. e que mal têm uma ou duas mentirinhas? A jovem Free não passa de um peão no seu plano de vingança…
Mas Edward não contava que a fogosa rapariga lhe desse a volta à cabeça. Infelizmente, demorou demasiado tempo - e demasiadas mentiras - a perceber. Pois quando a mulher dos seus sonhos souber o quanto ele a enganou, ele vai perdê-la para sempre…

Doce do Momento: "O Escândalo de uma Rebelde" de Courtney Milan






Romance histórico, agora de diferente época.

Miss Frederica (“Free”) Marshall está muito à frente do seu tempo. É editora de um jornal de apoio aos direitos das mulheres e está habituada a incomodar muita gente. Mas o problema é que agora há quem esteja mais incomodado do que o costume. E decidido a silenciá-la. Free precisa de ajuda... mas sabe que a sua única tábua de salvação pode acertar-lhe em cheio na cabeça. Pois a única pessoa disposta a ajudá-la não o faz desinteressadamente. Abandonado pela família, Edward Clark tem os meios e a vontade de combater os inimigos de Free. Afinal, trata-se da sua odiada família. E que mal têm uma ou duas mentirinhas? A jovem Free não passa de um peão no seu plano de vingança…Mas Edward não contava que a fogosa rapariga lhe desse a volta à cabeça. Infelizmente, demorou demasiado tempo – e demasiadas mentiras – a perceber. Pois quando a mulher dos seus sonhos souber o quanto ele a enganou, ele vai perdê-la para sempre…

Opinião Contemporânea: ''O Homem que não ligou'' de Rosie Walsh




Mas que boa surpresa!

Este foi o livro que li mais rápido em Agosto. Li-o em menos de 48 horas e confesso que não esperava gostar tanto dele como gostei. 

''O Homem que não ligou'' foi uma leitura muito surpreendente e de certa maneira foi muito bom ter ido para este livro com a ideia que seria um thriller ou pelo menos um romance com algum suspense. Mas esqueçam, tem algum mistério sim mas não tem nada de thriller e muito menos de policial. É na verdade um romance bem dramático, daqueles que gostamos e que nos fazem pensar na nossa vida e nas decisões que tomamos. 
Resultado de imagem para o homem que nao ligouO título acaba por enganar um pouco o leitor mas na verdade é o ponto de partida para a nossa história: Sarah conhece Eddie e ambos vivem uma semana intensa de paixão e amor. Ele diz-lhe que tem uma viagem marcada e promete ligar-lhe. Mas não liga e Sarah sabe que algo não está bem e que alguma coisa aconteceu. 
Logo ao início entendemos que Sarah sofre com o trauma da sua irmã mais nova, para além do seu casamento ter acabado e portanto percebemos claramente que se sente carente e vulneráve e daí a sua paixão louca por Eddie, mesmo só o conhecendo há uma semana. 
Eddie parece ser um homem às direitas mas como nos é dado a entender, também há alguma coisa de suspeito com o seu comportamento e é ao tentar perceber o porquê de ele não ligar ou responder às mensagens de Sarah, que ficamos presos na história. 
Depois que percebi que o livro não caminhava pelos trilhos de um thriller fiquei intrigada até que ponto ia a história e digo-vos que Rosie Wlash surpreendeu-me bastante. Temos aqui um romance com uma mensagem muito bonita mas também uma história cheia de drama e principalmente muitos traumas ainda por resolver e superar. A cada página que lia eu envolvia-me mais no emaranhado de drama familiar da Sarah e do Eddie e sofria com as inseguranças e os medos que eles tinham. 
As personagens são muito bem construídas e até as personagens secundárias tem alguma história e algum protagonismo, não estando ali apenas para servirem de apoio à Sarah.
O final foi emocionante mas também bonito. O livro consegue passar muitas mensagens importantes em relação a erros que cometemos no passado e ao orgulho que muitas vezes não nos deixa seguir em frente.
''O homem que não ligou'' foi mesmo uma bela surpresa e é um livro que recomendo sem dúvida. 


Imagine que conhece um homem e se apaixona loucamente. E é recíproco. São almas gémeas. E um dia ele desaparece sem deixar rasto.
É o que acontece a Sarah. O seu primeiro encontro com Eddie é acidental mas tão intenso que não voltam a separar-se durante sete dias. São dias mágicos em que partilham tudo e se dão a conhecer sem reservas. Sabem que o que sentem um pelo outro é profundo e verdadeiro. Até que ele parte numa viagem breve. Promete telefonar. Mas não telefona. Nunca mais.
Passam-se semanas, meses… e a preocupação de Sarah intensifica-se. Não acredita nos amigos, que tentam convencê-la a esquecê-lo. Afinal, dizem, ela não é a primeira pessoa (nem a última) a ser ignorada por um amante. O melhor, garantem, é seguir em frente e não pensar mais no assunto. Mas ela não é capaz. Pois sabe – e sabe, com toda a certeza – que algo de terrível aconteceu.
E um dia descobre que, afinal, tinha razão.

Doce do Momento: "A Indomável Miss Bridgerton" de Julia Quinn


A maré de romances históricos fofos continua. Espero devorá-lo tão rápido como os anteriores.
Por vezes, o amor surge nos lugares mais inesperados…
Não é o caso, desta vez.
Todos esperam que Billie Bridgerton se case com um dos irmãos Rokesby. As famílias são vizinhas desde sempre, e Edward e Andrew os eternos companheiros de brincadeiras de Billie. Tanto um como o outro dariam um excelente marido.
Por vezes, apaixonamo-nos pela pessoa que seria perfeita para nós...
Outras vezes, não.
Há apenas um Rokesby que Billie não tolera de forma alguma: George. Pode ser o mais velho, e o herdeiro do título, mas é arrogante e irritante. Ainda por cima, o ódio é mútuo, algo que lhe convém na perfeição.
Mas, por vezes, o Destino tem um sentido de humor perverso...
Pois quando Billie e George ficarem a sós… (certamente no mais inusitado dos locais!) e os seus lábios relutantes finalmente se unirem num beijo, os dois poderão vir a descobrir que a pessoa que não suportam pode bem ser aquela sem a qual não conseguem viver.