8 de janeiro de 2013

Opinião Erótica: "Amor carnal" de Pedro Pinto


Com um prólogo directo e começando com alguma bagagem e cheia de recomendações, das boas, deparei-me com o primeiro texto: Pastilha Elástica. E eu pensei para mim: se o resto for assim então Pedro Pinto já subiu na minha consideração!
Mas o que prometia ser algo original, depois passou a ser exagero. Pedro pinto coloca todas estas expressões e figuras de estilo em todos os textos, em quase todas as frases... já para não falar nos pronomes e entre parêntises. Acho que quebrou imenso a fluidez dos textos - já não basta serem curtos e por isso terem um inicio e um fim muito perto, como pelo meio temos inumeras interrupções.
Não sei se é alguma figura de estilo ou não mas frases terminadas em "para." e para "e." são no mínimo estranhas. Apesar de ser o mesmo caso, gostei do uso de ":" seguidos, como acontece no primeiro texto "Pastilha Elástica".
"Conversas de Elevador" foi um dos meus preferidos, talvez por ligar o sexo rápido à fidelidade.
E falando em temáticas, mais uma vez acontece o caso de haver muito entusiasmo no inicio, mas depois os temas vãos e repetindo: amor possessivo; ausência de amor e existência apenas de interesse sexual; amor platónico e desinteresse da parte do homem; desprezo pela mulher; ... tudo se resume a uma destas.
Se eu tivesse lido metade teria dado mais estrelas no Goodreads, mas lento até ao fim o interesse vai diminuindo.
Frase preferida:
"(...) e atacas o membro: a minha ponte levadiça de encontro ao teu continente." página15

“Amor carnal” é uma viagem multidimensional pelos vários tipos de amor – menos admitidos -, tão necessários à verdadeira vivência pessoal e, pela natureza, passíveis de se tornarem um vício.


A vida é, muitas vezes, um vício – pode ser – que sem que saibamos, ou admitamos, nos arrebata e faz sentir que cada dia vale a pena; cada dia é vivido com a intensidade que merece – que cada um de nós merece.

Sem pudor nem medo e focada no prazer, umas vezes imediata, outras constantemente transgressora, esta é uma obra que o convida a permitir-se emaranhar numa droga natural: o amor carnal.

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