Mostrar mensagens com a etiqueta Aurora. Mostrar todas as mensagens

 



Sai dia 9 de Março 


Nova Iorque está a escapar por entre os dedos de Cleo, que fugiu de Inglaterra em busca do seu lugar na cidade que nunca dorme. Apesar de andar de festa em festa todas as noites, quase não conhece ninguém. O seu visto de estudante está a terminar quando conhece Frank, vinte anos mais velho, com uma vida cheia de sucesso e todos os excessos que faltam a Cleo. Ele oferece-lhe a oportunidade de ser feliz, a liberdade para pintar e a possibilidade de se candidatar a um visto de residente. Ela oferece-lhe uma vida imbuída de beleza, arte e, talvez, uma razão para reduzir o seu consumo de álcool. Ele é tudo o que ela precisa neste momento.

Cleo e Frank casam impulsivamente sem prever que isso irá mudar irreversivelmente tanto as suas vidas, como as de todos em seu redor, seja a do melhor amigo de Cleo a tentar compreender a sua identidade de género, seja a da irmã financeiramente dependente de Frank que começa a sair com homens mais velhos quando fica sem dinheiro, ou mesmo as de Cleo e Frank, que estão a descobrir as provações do casamento e da doença mental.

Cleopatra e Frankenstein é um romance de estreia surpreendente e dolorosamente tocante sobre as decisões espontâneas que moldam a nossa vida e as relações imperfeitas que nascem em noites inesperadamente perfeitas.



 


Sai dia 3 de Novembro 


Em finais dos anos 70, no Caniço, uma cidade costeira na ilha da Madeira, todos conhecem Ana Clara, a estranha rapariga que não fala e que passa os dias à janela. Quando Anita Fontoura a vê, também ela presa na sua janela de solidão imposta pelo marido, desenvolve-se entre as duas vizinhas uma amizade inesperada.

Décadas mais tarde, de regresso à ilha para enterrar Anita, a sua filha Oti reencontra-se com Ana Clara, sua madrinha, para tentar compreender a história da família, das mulheres Fontoura, da fuga das duas para Lisboa e daquela mãe que foi tão difícil amar.

Este é um romance sobre liberdade e coragem, sobre forjarmos nosso próprio caminho, sobre gritos no silêncio. Duas mulheres enclausuradas que o destino uniu e que, juntas, encontraram uma forma de voar. 

 


Sai dia 21 de Julho 


Este romance surpreendente leva-nos numa viagem às vidas das mulheres árabes que vivem nos Estados Unidos e ao impacto que a cultura patriarcal pode ter no seu silêncio, ainda nos dias de hoje.

Em Brooklyn, chegou a altura de Deya, com dezoito anos, se encontrar com potenciais maridos. Embora casar não faça parte dos seus planos, os avós não lhe dão escolha. A única forma de garantir um futuro é por meio do casamento com o homem certo.

A história repete-se: Isra, a mãe de Deya, também não teve escolha quando, ainda adolescente nos anos noventa, deixou a Palestina para se casar com Adam nos Estados Unidos. Deya tenta fazer o que a sua mãe não conseguiu — libertar-se das tradições violentas e misóginas e forjar o próprio caminho. Mas o choque entre culturas vai fazê-la descobrir segredos complexos e obscuros que se escondem na sua família.

Numa narrativa sobre trauma, liberdade e peso cultural, esta é uma história sobre mulheres que continuam a nascer sem voz e que lutam por conseguir resistir às restrições patriarcais projetadas para as tornar invisíveis.



 



Sai dia 2 de Junho 

Quando as mulheres são criadas para o prazer dos homens, a beleza é o primeiro dever de cada rapariga.
Num mundo em que as raparigas já não nascem de forma natural, são criadas em escolas, treinadas nas artes de agradar aos homens até que estejam preparadas para o mundo exterior. Quando terminam a formação, as raparigas com a melhor pontuação tornam-se «companheiras», autorizadas a viver com um marido e a gerar filhos rapazes até que deixem de ser úteis.

Para as raparigas deixadas para trás, o futuro — como concubina ou professora — é sombrio.
As melhores amigas freida e isabel têm a certeza de que serão escolhidas como companheiras, até porque estão entre as melhores e mais bem avaliadas. Mas, à medida que a intensidade do último ano começa a aumentar, isabel faz o impensável e deixa de se preocupar com o aspeto físico até ficar… gorda. É neste ambiente feminino fechado, de tensão e competitividade, que chegam os rapazes, ansiosos por escolher uma noiva. E freida tem de lutar pelo futuro, mesmo que isso signifique trair a única amiga, o único amor que alguma vez conheceu.

Numa escrita compulsiva e mordaz, Louise O’Neill faz uma crítica à sociedade atual, onde a beleza se tornou uma obsessão e as raparigas são, desde muito novas, cada vez mais sexualizadas e julgadas pelo aspeto físico.

Este livro foi anteriormente publicado com o título As Filhas de Eva. 



 


Sai dia 21 de Abril 

Na Miami do presente, Jeanette luta contra o vício. Filha de Carmen, uma imigrante cubana, está determinada em saber mais sobre a história da sua família e toma a decisão imprudente de acolher a filha de uma vizinha levada pelo Departamento de Imigração. Carmen, ainda a lutar com o trauma da mudança, tem de processar a relação difícil que tem com a sua própria mãe enquanto tenta criar uma Jeanette rebelde.
Firme na sua busca por respostas, Jeanette viaja para Cuba para encontrar a avó e desvendar os segredos do passado.

Desde as fábricas de tabaco do século XIX aos centros de detenção atuais, de Cuba ao México, Mulheres de Sal de Gabriela Garcia são um caleidoscópio de traições - pessoais e políticas, autoimpostas e infligidas por outros - que moldaram a vida destas mulheres extraordinárias. Uma reflexão assombrosa sobre as escolhas das mães, o legado das memórias que carregam e a tenacidade das mulheres que escolhem contar as suas histórias apesar de tentarem silenciá-las. Este é mais do que um livro sobre diáspora, é a história das raízes humanas mais emaranhadas e honestas da América.

 


A inquietar dia 24 de Março 


Poderá um amor de juventude inquietar uma vida inteira?

Julieta parece ter a vida perfeita. Aos trinta e sete anos tem um marido adorável que cozinha os melhores bolos. O emprego com que sempre sonhou e que a preenche. Uma casa cheia de luz e livros, onde a mesa está enfeitada com camélias. Então, por que motivo está agora sobre o varadim escorregadio de uma ponte, descalça e suja de sangue, prestes a saltar?

Afinal, nem tudo o que parece é. Quando um amor antigo regressa do passado, traumas são ressuscitados e uma proposta impensável desperta em Julieta um fantasma adormecido. Mas que proposta é essa que vem tornar a verdade perturbadora? E o que é a verdade quando a própria realidade a confunde?

Inquieta é um relato cru e intenso dos anseios e traumas de uma mulher. É a história de alguém incapaz de fugir do abismo da própria memória e de se sentir livre.



Antes de dar a opinião deste livro, só relembrar que o mesmo já foi lido em 2020. Na altura li-o não só apenas porque achei interessante mas também porque teve envolvido numa polémica no twitter. O livro em questão não era o centro do assunto mas era o livro escolhido para uma maratona e houve uma polémica com isso. Fiquei logo interessada e portanto quando o comprei, não demorou muito tempo até pegá-lo. 
Foi um livro que me surpreendeu porque ao ler a sinopse esperava outra coisa. A verdade é que o acontece na sinopse é basicamente o resumo do primeiro capítulo e depois durante algum tempo no livro, o assunto o relacionado com o racismo que Emira sofre no supermercado. Felizmente isso volta a ser o assunto principal mais para o final do livro e gostei do desenvolvimento a partir daí. Mais uma vez o racismo é um tópico muito presente no livro mas não acho que seja o tema principal. Achei que o dinheiro e o ego são o centro do livro. Notamos que o facto de Alix ter conseguido enriquecer por conta própria mas também através do marido é um grande peso no livro, contrastando com a vida de Emira que vê-se muitas vezes na corda baba em conseguir dinheiro para viver decentemente. 
Achei a personagem da Alix uma das mais interessantes que li nos últimos tempos. Uma vilã mas ao mesmo tempo boa pessoa, boa esposa, boa mãe mas que pronto lá tinha a sua obsessão pela Emira que não era de todo saudável. Fez-me lembrar aquelas pessoas que as vezes querem tanto ajudar, que não ajudam nada, aliás só prejudicam. Mas que continuam a fazer o mesmo, porque pensam que estão a fazer o bem. 
Este é o primeiro livro da autora que sem dúvida captou o meu interesse em acompanhar o seu trabalho daqui a para a frente. 

Um livro sobre o sentido de família e o que significa crescer e ser adulto. Nada em Os Melhores Anos é o que parece ser.

Quando Emira Tucker, uma jovem mulher negra, é acusada de forma abusiva por um segurança de um supermercado de ser uma potencial raptora de Briar, a criança branca de dois anos que a acompanha e da qual é baby-sitter, o acontecimento precipita uma surpreendente cadeia de eventos.

Alix Chamberlain, a mãe da bebé, uma blogger feminista com boas intenções, decide-se a resolver o problema e a compensar Emira, aproximando-se dela o mais que consegue. Esta, contudo, numa fase atribulada de entrada na idade adulta, entre indecisões profissionais e sentimentais e prementes fragilidades financeiras, hesita perante os interesses de Alix.

Quando uma inesperada ligação entre as mulheres é estrondosamente revelada, tudo o que pensam a respeito uma da outra, tudo o que pensam a respeito delas próprias, dos mundos que habitam e das diferentes dinâmicas dos privilégios sociais, será dolorosamente colocado em causa.


 



Sai dia 17 de  Fevereiro pela nova chancela da Cultura, Aurora. 

Um livro sobre o sentido de família e o que significa crescer e ser adulto. Nada em Os Melhores Anos é o que parece ser.
Quando Emira Tucker, uma jovem mulher negra, é acusada de forma abusiva por um segurança de um supermercado de ser uma potencial raptora de Briar, a criança branca de dois anos que a acompanha e da qual é baby-sitter, o acontecimento precipita uma surpreendente cadeia de eventos.

Alix Chamberlain, a mãe da bebé, uma blogger feminista com boas intenções, decide-se a resolver o problema e a compensar Emira, aproximando-se dela o mais que consegue. Esta, contudo, numa fase atribulada de entrada na idade adulta, entre indecisões profissionais e sentimentais e prementes fragilidades financeiras, hesita perante os interesses de Alix.

Quando uma inesperada ligação entre as mulheres é estrondosamente revelada, tudo o que pensam a respeito uma da outra, tudo o que pensam a respeito delas próprias, dos mundos que habitam e das diferentes dinâmicas dos privilégios sociais, será dolorosamente colocado em causa.

Página inicial