Antes de dar a opinião deste livro, só relembrar que o mesmo já foi lido em 2020. Na altura li-o não só apenas porque achei interessante mas também porque teve envolvido numa polémica no twitter. O livro em questão não era o centro do assunto mas era o livro escolhido para uma maratona e houve uma polémica com isso. Fiquei logo interessada e portanto quando o comprei, não demorou muito tempo até pegá-lo.
Foi um livro que me surpreendeu porque ao ler a sinopse esperava outra coisa. A verdade é que o acontece na sinopse é basicamente o resumo do primeiro capítulo e depois durante algum tempo no livro, o assunto o relacionado com o racismo que Emira sofre no supermercado. Felizmente isso volta a ser o assunto principal mais para o final do livro e gostei do desenvolvimento a partir daí. Mais uma vez o racismo é um tópico muito presente no livro mas não acho que seja o tema principal. Achei que o dinheiro e o ego são o centro do livro. Notamos que o facto de Alix ter conseguido enriquecer por conta própria mas também através do marido é um grande peso no livro, contrastando com a vida de Emira que vê-se muitas vezes na corda baba em conseguir dinheiro para viver decentemente.
Achei a personagem da Alix uma das mais interessantes que li nos últimos tempos. Uma vilã mas ao mesmo tempo boa pessoa, boa esposa, boa mãe mas que pronto lá tinha a sua obsessão pela Emira que não era de todo saudável. Fez-me lembrar aquelas pessoas que as vezes querem tanto ajudar, que não ajudam nada, aliás só prejudicam. Mas que continuam a fazer o mesmo, porque pensam que estão a fazer o bem.
Este é o primeiro livro da autora que sem dúvida captou o meu interesse em acompanhar o seu trabalho daqui a para a frente.
Um livro sobre o sentido de família e o que significa crescer e ser adulto. Nada em Os Melhores Anos é o que parece ser.
Quando Emira Tucker, uma jovem mulher negra, é acusada de forma abusiva por um segurança de um supermercado de ser uma potencial raptora de Briar, a criança branca de dois anos que a acompanha e da qual é baby-sitter, o acontecimento precipita uma surpreendente cadeia de eventos.
Alix Chamberlain, a mãe da bebé, uma blogger feminista com boas intenções, decide-se a resolver o problema e a compensar Emira, aproximando-se dela o mais que consegue. Esta, contudo, numa fase atribulada de entrada na idade adulta, entre indecisões profissionais e sentimentais e prementes fragilidades financeiras, hesita perante os interesses de Alix.
Quando uma inesperada ligação entre as mulheres é estrondosamente revelada, tudo o que pensam a respeito uma da outra, tudo o que pensam a respeito delas próprias, dos mundos que habitam e das diferentes dinâmicas dos privilégios sociais, será dolorosamente colocado em causa.
