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Aproxima-se o dia do nosso aniversário com muitas surpresas, mas mesmo assim continuamos a dar prendas daquelas que mais gostamos... livros.

Parabéns a

Pedro Oliveira 
(Cascais) 

que foi o seleccionado pelo Random.org para ganhar este pack.
O Algodão Doce para o Cérebro tem o prazer de dar inicio a outro dos muitos passatempos deste mês.
Temos um exemplar de cada um dos seguintes livros para sortear.
Iremos sortear o conjunto. 



  • enviar email para algodaodoceparaocerebroblog@gmail.com com:
    • NOME COMPLETO
    • MORADA COMPLETA
    • Assunto: Passatempo Pack Alfarroba
    • Até: 30 de Novembro de 2018
    • Ser residente em Portugal e Açores e Madeira
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... too much drama...

Começando de fora para dentro, devo dizer que esta capa é uma das melhores publicadas pela Alfarroba. Gosto das cores, do tipo de letra e da praia que lhe dá um ar mais descontraído. O casal da capa também a assemelha a capas internacionais, o que é um ponto positivo também. O único ponto negativo é o cabelo laranja berrante da senhora. Hum, não gosto.
Interiormente, e começando pelo melhor porque o que vem a seguir não vai ser bom, tenho que dizer e sublinhar que adorei a escrita da autora. Carina Rosa tem uma escrita fluida e isso é de valorizar. Este ponto deu-lhe mais uma estrela, se não daria apenas uma.
O que estragou tudo foram as personagens. A história poderia ter sido desenvolvida de maneira diferente, mas o base é cativante para quem gosta de trios românticos, que é o meu caso.
Começando por David: o homem farta-se de chorar! Ponto negativissimo! Um lacrimejar em várias cenas, tudo bem, chorar quase baba e ranho, muito mau.
Em relação à relação de David e Diana, na minha interpretação,  esta não tem nada de amizade nem de realista. Carina Rosa deveria ter descrito e cortado um pouco na intimidade, tendo sido assim demasiado óbvia na ligação entre estes. Algo mais subtil teria surtido um efeito mais surpreendente e mais natural. Um amor à primeira vista já pede algo deste género, mas uma amizade tão antiga, mesmo com sentimentos fortes, teria sido melhor representada por companheirismo e não por comportamentos de namorados, mas sem a parte dos beijos. Portanto, em relação a estes dois, achei um pouco forçado e eu até torci pela Diana o tempo todo!
Um cena que me pareceu algo incoerente foi quando Diana esbarra em Laura. O que lhe chama mais a atenção é logo o dedo anelar da mão que provavelmente está em baixo e escondido? Ou Laura é mais de 2 m e as mãos ficam ao nível dos olhos de Diana, ou então esta cena é mais uma em que a autora forçou os acontecimentos. Algo como Diana passar por uma esplanada e Laura estar lá a beber café... aí sim, percebia que o dedo poderia chamar a atenção.
Nas páginas 171 e 173 há um grande diálogo, mas tal como nos outros mais pequenos, as frases são muito curtas e é quase como se estivessemos a ler um jogo de ping-pong e não uma conversa onde supostamente uma fala muito (Diana) e o outro raramente (David) - pelo menos é assim que a autora os caracteriza no inicio.
Laura, apesar de ser saco de boxe, é casada e ainda fica chateada porque o amante se envolveu com outra? Eles nem tinham uma relação séria antes nem durante... muito drama tipo novela para mim. Esta cena foi ridicula (desculpem a expressão) tal como o facto de toda a gente chorar por tudo e por nada, principalmente o homem!
Existem demasiados flashbacks e poucos diálogos. Na minha opinião, mais valia ter alternado presente com passado ao longo do livro, tornando tudo muito mais presente. O texto acaba também por se tornar um pouco compacto e extenso devido a tanta descrição. O espaço temporal é talvez demasiado curto para todos estes acontecimentos?
Peço desculpa se estou a ser demasiado directa, mas é uma pena porque a autora tem uma escrita bastante boa, os erros são quase inexistentes e se a história fosse narrada ou estruturada de forma diferente o livro seria muito bom. Assim, além do protagonista ter ficado com a mulher errada, na minha opinião, as relações estranhas e algo irreais, acabam por estragar a história.
  
Sinopse no Doce do Momento.

Edição - Novembro 2013

ISBN - 9789898455833

https://www.goodreads.com/book/show/18278719-as-gotas-de-um-beijo?ac=1

 
Desde que o seu casamento de vinte anos terminou, David é um homem solitário. É no stand de automóveis que dirige que afoga as memórias do passado e a solidão do presente. Afastado de casa e dos filhos, é obrigado a gerir sozinho as acções e as escolhas que fez ao longo da vida, nas quais Diana, uma amiga de infância que considera irmã, tem um papel fundamental. Diana é o seu porto de abrigo e o seu braço direito, mas foi mais do que isso durante o seu casamento agora destruído.
A afinidade entre David e Diana, também divorciada, é quebrada pela chegada de uma mulher ruiva que revela muito pouco de si própria. Laura é atraente e misteriosa, e a atracção entre si e David é mútua e intensa. Será ela a mulher doce e simples que aparenta ser? Entre a joalharia e o stand, passa a alternar-se a languidez dos dias com a turbulência das noites e David acaba por se embrenhar num mundo perigoso de segredos, mentiras e traições. Dividido entre duas mulheres, estará David a encaminhar-se para o fundo do abismo?


Bem em primeiro lugar tenho de pedir desculpas à autora porque esta review já era para ter saído há imenso tempo mas depois com as aulas e a maratona não tive tempo suficiente para escrevê-la.

Passando ao que interessa mais uma estreia com uma autora portuguesa (a última deste ano) e acho que não podia ter corrido melhor. Quer dizer, poder podia mas era difícil este livro ser perfeito, logo assim 
à primeira, portanto ser um bom livro já é muito bom, tendo em conta a minha esquisitice com livros de autores portugueses. 


As Gotas de um BeijoSou só eu que acho a capa muito à Elizabeth Adler? Apesar de ter lido em ebook, gentilmente cedido pela autora, acredito que o  trabalho gráfico esteja bom, pois todos os outros livros que li da Alfarroba, felizmente nisso não pecava.

Bem passando finalmente ao livro, o primeiro ponto positivo que encontrei foi o centro do triângulo amoroso  um homem - David - e não por uma mulher como normalmente acontece nestes romances. Foi bastante interessante ver como uma autora descrevia as acções, vivências e paixões de um homem. E acho que Carina Rosa soube caracterizar bem esta personagem. Este triângulo amoroso criado por ele próprio - ou vítima? - fica a dúvida mas nas indecisões do amor já sabemos que temos sempre dois pesos e duas medidas - deixou-me com sentimentos contraditórios, mas já lá vamos.

Falando do resto das personagens, sem dúvida que a que mais cativou foi Laura com a sua estória trágica e torcia (sem pompons) para que ela e David ficassem juntos porque vejamos bem, isto é um romance, tem que ter amor, tragédia e comédia, a pedir por um final feliz, e estes três ingredientes foram dados com David e Laura juntos. Quando este estava com Diana o que eu via era simplesmente amizade e galhofa. Eles já tinham o seu happy ending desde que criaram essa amizade e sinceramente acho que ambos estavam a confundir amizade com amor. O que só prejudicou na resolução deste triângulo amoroso. Não me lembro de ter lido algo assim, com personagens tão adultas (leia-se com uma idade já bastante matura) e foi de certo modo engraçado mas angustiante ao mesmo tempo, ver um adulto (David), já com uma experiência de vida, feito adolescente indeciso entre dois amores *entra música do Marco Paulo*. Percebo a indecisão de David, por um lado tem uma grande amizade, uma companheira de momentos, que o apoia e por outro tem um amor correspondido mas com muito passado por trás, onde ele é que será o pilar dessa pessoa. Fica aqui a questão do que gostaríamos, de ser o centro de apoio de alguém ou alguém ser o nosso? Acho que é esta a principal mensagem que a autora queria transmitir.

O tema da violência doméstica sinto que podia ter tido mais emoção e sentimento por trás, acho que foi abordado de maneira muito leviana, mas também não sei se teria estômago para ler algo mais pesado, portanto foi com gosto que vi este tema introduzido da maneira que foi. 
Como em qualquer bom romance, depois de tempos conturbados vem sempre a bonança e a autora presenteou o leitor com um final feliz. Não podia ter pedido mais e acho que o livro acabou como tinha de acabar. 

A escrita da autora é muito regular e satisfatória não havendo altos e baixos, mantêm-se numa linha bastante firme quanto a vocabulário como mesmo à escrita em si, nem demasiado simples nem demasiado complicada. 

Resta-me esperar que os futuros trabalhos da autora, que eu já andei a cuscar no Goodreads, sejam ao mesmo nível deste.

Sinopse:

Edição: Novembro 2013
ISBN: 9789898455833

As Gotas de um Beijo


Desde que o seu casamento de vinte anos terminou, David é um homem solitário. É no stand de automóveis que dirige que afoga as memórias do passado e a solidão do presente. Afastado de casa e dos filhos, é obrigado a gerir sozinho as acções e as escolhas que fez ao longo da vida, nas quais Diana, uma amiga de infância que considera irmã, tem um papel fundamental. Diana é o seu porto de abrigo e o seu braço direito, mas foi mais do que isso durante o seu casamento agora destruído. 
A afinidade entre David e Diana, também divorciada, é quebrada pela chegada de uma mulher ruiva que revela muito pouco de si própria. Laura é atraente e misteriosa, e a atracção entre si e David é mútua e intensa. Será ela a mulher doce e simples que aparenta ser? Entre a joalharia e o stand, passa a alternar-se a languidez dos dias com a turbulência das noites e David acaba por se embrenhar num mundo perigoso de segredos, mentiras e traições. Dividido entre duas mulheres, estará David a encaminhar-se para o fundo do abismo?

Deixa que te Diga já me tinha sido apresentado como um livro para se ler aos poucos e manter sempre na mesinha de cabeceira. Acreditei, mas agora é que percebi porque é que alguém afirmou tal coisa.
Deixa que te Diga é um livro de pequenos textos, mas grandes histórias!
Esta frase é para mim a que melhor descreve o que encontramos nestas poucas páginas. Os textos podem não ter muitas linhas, mas dizem tanta coisa.
"Pontualidade ou falta dela", o primeiro, foi uma óptima escolha para introduzir esta obra, principalmente porque é um excelente exemplo do que acabei de afirmar. É surpreendente a volta que Rosa Maria Ribeiro dá desde o titulo até à ultima frase.
Gostei da alternância de narradores femininos e masculinos, dando-nos sempre várias perspectivas mas ao mesmo tempo deixava-nos a adivinhar qual deles seria no inicio de cada texto.
O tempo e o silêncio são presenças quase constante ao longo do livro, mas o que está mais patente são as emoções. Mais uma vez a escritora consegue transmitir com pouco tão grandes sentimentos como a saudade, o amor, a tristeza, a paixão, o desgosto, entre outros...
Adorei o texto "Espanto", porque é mesmo isto que sentimos ao longo desta pequena história; e "Um Abraço", curiosamente pela mesma razão.
A variedade de personagens podia ser maior, já que a faixa etária é quase sempre a mesma, excepto num ou outro texto em que encontramos uma personagem mais idosa.

Frase preferida:
"Da mulher fogo que fazia no seu coração fogueira", página 52.


Edição - Dezembro 2011
ISBN - 9789898455024


Muito resumidamente, Amo-te é um romance na sua mais pura forma, literalmente, pois a sua história simples e sem grandes desenvolvimentos ou aprofundamentos concentra-se apenas na busca de Maria da Glória de um homem que lhe aparece em sonhos.

O conteúdo pode não ser muito complexo, e achei o nome da personagem um pouco incomum, não de forma positiva, mas Salomé Pita enriquece todo o texto com reflexões sobre a busca deste sentimento. Gostei particularmente dos muitos momentos de amizade que acompanham os capítulos.
Também achei original a transformação/descrição dos muitos sonhos e devaneios da personagens no formato de prosa poética. Neste caso, ainda bem que o livro é reduzido, se não este aspecto poderia-se tornar negativa para leitores com pouca afinidade para este tipo de escrita.
De qualquer maneira, a escrita é bastante fluída e muito terra-a-terra (genuína), ajudando a que o leitor se identifique e recorde até situações semelhantes (isto acontece mais ao início, claro); apenas pontuada com alguns termos brasileiros que me surpreenderam visto a escritora ser de Coimbra.
Citações favoritas:
"Parece-me que esta questão da incondicionalidade
Surge da consaguinidade...
Será possível econtrar amor assim com alguém que
Não é nosso?
Que não é sangue do nosso sangue?
Um dia hei-de ter uma conclusão.
Certamente alguém a terá antes de mim."
"Apaixona-te pela viagem e não pelo destino."

A procura da sua alma gémea é um anseio presente na mente de todo o ser humano!
Esta apaixonante e quente história de amor relata essa procura nos sonhos de uma mulher que poeticamente nos deixa penetrar nos seus mais íntimos desejos.
É um livro carregado de sensualidade, para quem procura ou já encontrou a grande paixão da sua vida!

Edição - 2011




Tenho-me esforçado para ler mais autores portugueses mas parece que não tenho tido muita sorte com as minhas escolhas.

Depois de ter acabado o Alma Rebelde peguei logo neste livro da Paula Santos, editado pela Alfarroba, a ver se conseguia continuar com as leituras de autores portugueses. Não ia com muitas expectativas mas a verdade é que pensei que o livro fosse melhor do que é. Paula Santos apresenta-nos um romance leve, rápido e sem grandes complicações.

Este livro se fosse um filme era daqueles que saía directamente em DVD, sem passar pelo cinema e acabava por dar a altas horas da madrugada num canal qualquer...já estão a perceber mais ou menos o tipo de livro que é não estão? Achei o livro mesmo tontinho e fraco...e é suposto ser uma comédia? Nem me ri!

Também não gostei muito de como está escrito cheio de monólogos e pensamentos da protagonista, apresentados em catadupa juntamente com diálogos e descrições...uma grande confusão que não apela nada à leitura!

É um livro bastante simples e muito pouco complexo que me deixou completamente indiferente tanto ao enredo quanto às personagens. A verdade é que não senti qualquer empatia pela Maria, achei-a até um pouco tonta e com atitudes infantis para a sua idade adulta. Quanto ao Nuno, gostei mais dele mas mesmo assim apresenta-se muito estereotipado.

Como o livro é bastante pequeno (170 páginas) a história acaba por não prender e na minha opinião o livro carece de desenvolvimento e precisava de mais umas boas cem páginas.

Foi uma leitura que não me satisfez de todo mas mesmo assim deu para passar o tempo. Leva apenas duas estrelas porque gostei do design e até tinha potencial para ser um livro engraçado! 
O "eu+tu=1"é uma comédia romântica, que pelo meio aborda vários temas atuais da nossa sociedade, tais como a preocupação excessiva com a aparência, a “mania” de imitar os famosos, os problemas familiares e como muitas vezes se escolhe fugir deles, ao invés de enfrentá-los e a maneira, nem sempre correta, como frequentemente a comunicação social retrata a vida das pessoas.
Este livro conta-nos a história de Maria, maquilhadora num estúdio de televisão, que leva uma vida perfeitamente normal e está a recuperar de um desgosto amoroso, quando conhece um ator português internacionalmente famoso (e não, não é o Joaquim de Almeida!) e as suas aventuras e desventuras para lutarem pelo seu amor.
O que esse ator não sabe é que Maria tem um segredo na sua vida, que só a sua melhor amiga conhece e que a impede de ser feliz.
Pelo meio, vê-se envolvida em mentiras, desilusões, embaraços, alegrias e muitas mais situações, que vão levar o leitor a não querer pousar o livro antes de chegar à última página!

Edição: Novembro 2011
ISBN: 9789898455







Com um prólogo directo e começando com alguma bagagem e cheia de recomendações, das boas, deparei-me com o primeiro texto: Pastilha Elástica. E eu pensei para mim: se o resto for assim então Pedro Pinto já subiu na minha consideração!
Mas o que prometia ser algo original, depois passou a ser exagero. Pedro pinto coloca todas estas expressões e figuras de estilo em todos os textos, em quase todas as frases... já para não falar nos pronomes e entre parêntises. Acho que quebrou imenso a fluidez dos textos - já não basta serem curtos e por isso terem um inicio e um fim muito perto, como pelo meio temos inumeras interrupções.
Não sei se é alguma figura de estilo ou não mas frases terminadas em "para." e para "e." são no mínimo estranhas. Apesar de ser o mesmo caso, gostei do uso de ":" seguidos, como acontece no primeiro texto "Pastilha Elástica".
"Conversas de Elevador" foi um dos meus preferidos, talvez por ligar o sexo rápido à fidelidade.
E falando em temáticas, mais uma vez acontece o caso de haver muito entusiasmo no inicio, mas depois os temas vãos e repetindo: amor possessivo; ausência de amor e existência apenas de interesse sexual; amor platónico e desinteresse da parte do homem; desprezo pela mulher; ... tudo se resume a uma destas.
Se eu tivesse lido metade teria dado mais estrelas no Goodreads, mas lento até ao fim o interesse vai diminuindo.
Frase preferida:
"(...) e atacas o membro: a minha ponte levadiça de encontro ao teu continente." página15

“Amor carnal” é uma viagem multidimensional pelos vários tipos de amor – menos admitidos -, tão necessários à verdadeira vivência pessoal e, pela natureza, passíveis de se tornarem um vício.


A vida é, muitas vezes, um vício – pode ser – que sem que saibamos, ou admitamos, nos arrebata e faz sentir que cada dia vale a pena; cada dia é vivido com a intensidade que merece – que cada um de nós merece.

Sem pudor nem medo e focada no prazer, umas vezes imediata, outras constantemente transgressora, esta é uma obra que o convida a permitir-se emaranhar numa droga natural: o amor carnal.

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