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Opinião Contemporânea: "Um Bom Partido" de Curtis Sittenfeld

novembro 28, 2018 Inês Santos 0 Comments


Como fã de Jane Austen, romance chamou-me logo a atenção quando foi lançado, não só pela referência a uma das obras desta autora como pela capa.
Um Bom Partido, como podem ler na capa, é uma versão moderna, com os mesmos personagens, mas como se eles vivessem agora, neste século. Os nomes mantiveram-se, o orgulho e o preconceito também.
Curtis Sittenfeld pegou no romance de Jane Austen e alterou-o um pouco, colocando vocabulário mais "moderno", cenas mais "modernas" (e com isto quero dizer sexo e orientações sexuais). Acho por isso que Curtis arriscou demasiado e não conseguiu criar algo original e que correspondesse às nossas expectativas. Se olharmos para este romance sem pensarmos no que o inspirou não deixa de ser um livro medíocre com uma história muito contemporânea e normal.
Há muitas reviravoltas e muitas personagens, mas acabou por ser uma história muito monótona pela forma como foi contada. Não vou dizer que não teve acção, porque teve, mas cenas como as das gravações, ou as inúmeras viagens de Liz, não dinamizaram assim tanto, só se tornaram repetitivas como se a história tivesse a avançar e a retroceder.
Depois temos as personagens. Sinceramente achei-as bastante irritantes pela sua futilidade e QI baixo, começando da Sra. Bennet, seguindo pelas suas filhas e acabando na irmã de Chip (incluindo o próprio Chip). São todas personagens muito ocas e ainda quem se aproveita é a própria Liz, que nos meio daquilo tudo, mesmo sendo pobre ainda consegue financiar casas e apartamentos!
A sua relação com Darcy é de facto demasiado actual, mas não bate a de Ham e Lidia. No meio disto tudo acabei por gostar bastante da personagem de Ham que traz alguma novidade e ingrediente novo a esta confusão. Também é neste casal que encontramos alguma disparidade em relação ao livro original, já que em Orgulho e Preconceito Lidia foge com ???
E o primo das Bennet? Will? A autora deu-lhe um toque demasiado grande de loucura e excentricidade e ainda lhe conseguiu arranjar um par, mas de forma muito repentina e drástica, a meu ver. Se há coisas que detesto em romances são resoluções forçada só para atar aquele nó e colocar-lhe um toque final.
O mesmo acontece com Jane e Chip. No livro original achei uma história tão romântica, 100% empática (entre eles e nós leitores). Aqui achei que eles não tinham nada haver um com o outro e ainda por cima acaba por parecer uma farsa.
Resumindo, como podem ver não tenho nada muito positivo para dizer, o que se conclui que foi uma grande desilusão para mim. Demasiadas expectativas? Talvez. Mas estes últimos livros que tenho lido pecam por terem grandes histórias mas as autoras não os saberem aproveitar e "metem os pés em várias poças".

A família Bennet está em dificuldades. Para além dos problemas económicos, a frágil saúde do Sr. Bennet obriga as filhas mais velhas, Jane e Liz, a regressarem a casa. Esta é a oportunidade perfeita para a Sra. Bennet pôr em prática os seus planos de casamenteira. Isto porque o solteiro mais cobiçado dos últimos tempos voltou para Cincinnati.
Chip Bingley é o sonho de qualquer sogra: atraente, com uma carreira de sucesso e a estrela do reality show Bons Partidos. O candidato perfeito a marido de uma das filhas da Sra. Bennet. Quando Liz e Chip se conhecem no churrasco do 4 de Julho, a atração é imediata. Mas a relação é perturbada por Fitzwilliam Darcy, amigo de Chip, que desde o primeiro momento mostra a sua relutância para com Liz.

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