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Opinião Young Adult: "A Química dos Nossos Corações" de Krystal Sutherland

setembro 04, 2017 Inês Santos 0 Comments



N'A Química dos Nossos Corações o mais original é de longe a personagem principal feminina. Não me lembro de ter lido sobre uma protagonista com tão poucos atractivos iniciais - Krystal Sutherland esmerou-se. Mas foi com esta indicação na sinopse que eu iniciei esta leitura cheia de afinco porque esperava algo tipo patinho feio ou cinderela ou parecido. Mas o que calhou na rifa foi mesmo uma história YA com algum mistério em volta de Grace que depois acabou por não me surpreender muito. Não digo que a história não tenha conteúdo e seja aborrecida, só acho que a autora não a soube abordar ou contar da melhor maneira, visto que com tão bons ingredientes esta leitura acabou mesmo assim por ser lentíssima e quase desinteressante.

Terá que agradecer as duas estrelas aos amigos de Henry e à personalidade deste. Porque de certeza que o facto de ter lido o livro até ao fim não foi graças a Grace, que principalmente no final, não me pareceu que merecesse o protagonista. E talvez seja aí que encontro a principal razão de não ter sido arrebatada por este livro: a falta de faíscas. A falta destas misturadas com a falta de empatia não conseguiram ser compensadas pelos risos provocados por personagens secundárias ou pela tristeza da história de Grace.

Talvez não me tenha conseguido colocar bem no lugar dela, já que não achei a sua atitude e revolta assim tão significativas. Compreendo o porquê da tristeza e da saudade, não da culpa. Somando a isto, vem a parte da atracção que acho que é essencial para uma história de amor, mesmo esta cheia de drama, e que não acho que tenha estado presente, pelo menos na quantidade mínima desejável para uma leitura viciante ou até satisfatória.

Fiquei um pouco dividida em relação às transcrições das suas conversas por mensagens. Por um lado é onde encontramos mais humor da parte de Henry, mas por outro estes textos parecem-me sempre uma desculpa para aumentar o número de páginas de um livro. Prefiro um diálogo tradicional do que isto, sinceramente.
O final foi outra questão que ainda hoje não sei o que dizer. Foi de facto emocional, mas não achei marcante nem especial. Por outro lado, adorei a cena dos peixes. Acho que é a cena que transmite maior mágoa e maior sentimento, apesar de ser triste.
As cenas do jornal, achei-as novamente uma perda de tempo, mas justificou-se com os momentos sociais necessários para duas personagens se conhecerem.

De qualquer forma, continuo a adorar esta capa. Simples, mas cativante com os seus peixes azuis.
Henry Page não esperava apaixonar-se. Considera-se um romântico, mas nunca viveu aquele momento em que o tempo para, a barriga se enche de borboletas e a música começa a tocar, sabe-se lá onde. Pelo menos, até ao momento. Então, conhece Grace Town, a esquiva nova colega de escola, que se veste com roupa de rapaz demasiado grande, apoia-se numa bengala, parece tomar banho poucas vezes e esconde segredos desconcertantes.
Não é bem a rapariga de sonho que Henry esperava, mas quando os dois são escolhidos para coordenar o jornal da escola, a química acontece. Depois de tantos anos a salvo do amor, Henry está prestes a descobrir como a vida pode seguir um caminho tortuoso e como, por vezes, os desvios são a parte mais interessante desse mesmo caminho. Uma estreia brilhante que equilibra humor e corações partidos, lembrando-nos de como o primeiro amor pode ser agridoce.

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