15 de janeiro de 2017

Opinião Contemporânea: "A Livraria dos finais felizes" de Katarina Bivald




Depois de ter começado o ano com um thriller, decidi pegar em outro livro que já tinha há uns meses na estante e que comprei-o por ter adorado o titulo.

29810747"A livraria dos finais felizes" aborda um universo muito querido a quem é leitor e gosta de ler: os livros. O livro começa muito bem, com a introdução da personagem principal - Sara - recém chegada à terra de Broken Wheel. Sara é leitora voraz e amante de livros e logo ao início são várias as passagens com que me identifiquei e o livro prometia muito. 

É um livro um pouco longo com 500 páginas que nem precisavam de se tantas assim. Desde o inicio que somos apresentados a inúmeras personagens, também habitantes desta terra e vizinhos de Sara. Em omnipresença ainda temos Amy, amiga de longa distância da nossa protagonista.

Os habitantes da cidade foram um grupo engraçado de personagens secundárias onde quase todos têm algum destaque ao longo do livro. Temos George que não vê a filha há uns tempos, Grace, certinha até certo ponto, Caroline e o sobrinho de Amy, Tom com ainda adição de um par homossexual. Quase todos contentes por terem um nova habitante na isolada cidade de Broken Wheel (mesmo que Sara só tenha vindo com visto de férias) o grupo acolhe Sara como uma nova aquisição e esta tenta retribuir da melhor maneira que sabe: criando uma livraria.

Acho que foi a partir daqui que comecei a ficar um pouco desiludida com o livro. Pensava que com a livraria os livros tivessem mais impacto na vida das personagens secundárias, mas isso só acontece em dois ou três casos. Pelo contrário o que acaba por ser o tema principal desde o meio até ao final do livro é o romance forçado da protagonista com um dos membros da cidade. Não senti empatai nenhuma entre os dois e o terço final do livro é para mim de bradar aos céus pela forma apressada de resolver as coisas. 

Gostei do John e da Caroline mas as restantes personagens não me disseram muito. Achei todas as situações muito forçadas e bem sei que estamos na América e aquilo às vezes é de contrastes mas foi tudo um pouco irrealista e fez-me um pouco de confusão as pessoas quererem tanto meter-se na vida dos outros, pensando que estão a ajudar!!

Se o livro tivesse continuado no caminho da premissa original e focado mais na livraria e nos livros, teria gostado mais. Mesmo assim, para quem procura um romance contemporâneo, tem aqui uma boa opção.


Se a vida fosse um romance, o da Sara certamente não seria um livro de aventuras. Em vinte e oito anos nunca saiu da Suécia e nenhum encontro do destino desarrumou a sua existência. Tímida e insegura, só se sente à vontade na companhia de um bom livro e os seus melhores amigos são as personagens criadas pela imaginação dos escritores, que a fazem viver sonhos, viagens e paixões. Mas tudo muda no dia em que recebe uma carta de uma pequena cidade perdida no meio do Iowa e com um nome estranho: Broken Wheel. A remetente é uma tal Amy, uma americana de 65 anos que lhe envia um livro. E assim começa entre as duas uma correspondência afetuosa e sincera. Depois de uma intensa troca de cartas e livros, Sara consegue juntar o dinheiro para atravessar o oceano e encontrar a sua querida amiga. No entanto, Amy não está à sua espera, o seu final, infelizmente, veio mais cedo do que o esperado. E enquanto os excêntricos habitantes, de quem Amy tanto lhe tinha falado, tomam conta da assustada turista (a primeira na história de Broken Wheel), Sara decide retribuir a bondade iniciando-os no prazer da leitura. Porque rapidamente percebe que Broken Wheel precisa de um pouco de aventura, uma dose de auto-ajuda e, talvez, um pouco de romance. Em suma, esta é uma cidade que precisa de uma livraria. E Sara, que sempre preferiu os livros às pessoas, naquela aldeia de poucas gente, mas de grande coração, encontrará amizade, amor e emoções para viver. E finalmente será a verdadeira protagonista da sua vida.


3 comentários:

  1. Tenho curiosidade em ler este. Talvez fosses gostar mais de um que ando a ler, o How To Find Love in a Book Shop, neste a livraria é realmente muito importante e tem constantes referência literárias (pelo menos até à parte onde cheguei). Boas leituras!

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