2 de dezembro de 2016

Opiniäo Young Adult: "Eu estive aqui" de Gayle Forman


É regra geral gostar bastante dos livros da Gayle Forman. Já li 4 livros dela (sem contar com este) e gostei de todos. No ano passado quando a autora lançou este livro único, não hesitei na leitura porque para além de ser desta autora, o tema interessava-me muito e gosto sempre de ler livros YA sobre suicídio ou depressão para ver que mensagem é que os livros tentam transmitir a jovens leitores.
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Resumindo rapidamente este livro não me encantou na altura em que o li e não me encantou agora que o reli. Apenas reli-o porque queria ter a certeza que tinha percebido bem a obra na altura em que tinha lido em inglês. As dúvidas estão tiradas e a verdade é que não foi à segunda vez que consegui adorar este livro.

O engraçado é que afinal até me lembrava de bastantes coisas desde  sua primeira leitura mas eu já nem me lembrava que me lembrava percebem? Mas a partir do momento em que comecei a reler, as memórias voltaram e cheguei a perguntar-me porque é que então estava a reler se afinal lembrava-me de grande parte do livro. Enfim, coisas à Mafi.

Reli a obra por alto e realmente não é um livro tão bom como os anteriores. No geral gostei mas acho que o problema foi pensar que o livro iria abordar os temas de uma maneira diferente. Neste caso acaba por focar-se mais em quem perde um ente querido por suicídio e por causa da depressão e de como devemos aceitar que não foi culpa nossa, mesmo que quiséssemos ajudar.

Outro ponto interessante do livro é a abordagem aos grupos de suicídio, ou seja grupos que em vez de ajudarem uma pessoa a melhor, simplesmente têm um papel contrário que é apoiar a vitima a pôr fim à vida. Confesso que nunca na minha vida tinha ouvido falar em tal coisa e mostra como a internet muitas vezes pode ser um perigo para quem está debitado mentalmente.

Apesar de ser um livro com aspectos importantes, não me encantou. Talvez por ser um livro mais pesado emocionalmente, não achei a escrita da Gayle tão envolvente, algo que sem dúvida me fez gostar muito dos ouros livros dela.

Em termos de personagens, no geral gostei de todas mas não houve nenhuma que me marcasse, nem mesmo a Cody. Também não gostei da tentativa de romance.

Sem ser o melhor livro da autora, é um livro que deve ser lido pelo menos uma vez. 
Cody fica chocada e arrasada com o suicídio de Meg, a sua melhor amiga. A pedido dos pais desta, Cody viaja até Tacoma, onde a amiga estudava, para reunir os seus pertences. Espantada, Cody descobre que Meg nunca lhe falara de inúmeros aspetos da sua vida. Por exemplo, os novos amigos, que são o tipo de pessoas com quem Meg nunca se daria antes de entrar para a faculdade, ou Ben, o vocalista de uma banda por quem a jovem se apaixonara. Porém, a sua maior descoberta ocorre quando acede ao computador de Meg e de repente tudo o que pensava que sabia sobre a morte da amiga se desmorona. Cody decide então levar esta descoberta às últimas consequências. 

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