8 de junho de 2016

Opinião Young-Adult: "A Herdeira" de Kiera Cass




Quando em 2013 pensava na minha inocência que já tinha acabado uma trilogia, lá veio a Kiera Cass estragar a minha felicidade e anunciar não 1 mas 2 livros. Como estes dois livros seriam uma duologia, optei por ler quando saísse o 5º livro. Agora com tudo publicado já posso dizer: "Agora sim, mais uma série concluída!"

Opiniões anteriores: 

*mínimos spoilers do 3º livro.
"A Herdeira" que sai hoje em Portugal apresenta-nos Illéa vinte anos depois do final do terceiro livro. 
Seguimos a vida de Eadlyn, a futura herdeira do trono, devido ao facto de ter nascido sete minutos antes do seu irmão gémeo, fazendo com que a lei de ascenção ao trono tivesse de ser alterada. Illéa também apresenta-se a passar um período de crise devido à abolição das castas e de modo a abafar as manifestações e o ambiente hostil, tudo faz-se para desviar a atenção dos problemas políticos. É com este pensamento e com a idade legal de Eadlyn já poder subir ao trono, que America e Maxon decidem fazer uma nova Seleção de modo a eleger um parceiro que acompanhe Eadlyn no seu reinado como rainha.
Eadlyn ao princípio sente-se contrariada com esta decisão mas fazendo um pequeno pacto com o pai em acordando que se nenhum pretende lhe agradasse a Seleção não teria qualquer efeito, acaba por avançar em frente em mais um sorteio da Seleção, vinte anos depois do último.

Pelo que vi em algumas reviews, o principal motivo de muita gente não gostar deste 4º livro foi devido à prepotência da Eadlyn que apresenta-se como mimada e arrogante, mas eu adorei a personagem! É claro que ela é mimada e um pouco convencida, foi a educação que ela teve, ela é a princesa! Apesar de ser um pouco irritante ao início gostei muito mais da Eadlyn do que por exemplo da America. Mais vale ter uma personalidade vincada do que um pãozinho sem sal. Temos de ver o contexto em que estas são criadas e portanto não me surpreendeu algumas atitudes que a Eadlyn teve nem o seu pensamento feminista de querer governar sozinha. Por falar nisso, o assunto de uma mulher não poder/conseguir governar sozinha um reino irritou-me um pouco mas pronto a autora nunca deve ter ouvido falar da Rainha de Inglaterra. *rolls eyes*
Confesso que foi um pouco difícil acompanhar o processo de seleção, com tanto nome estranho e tantas personalidades diferentes, é que afinal não é só um candidato, são 35! 
O meu preferido foi sempre o Kile, porque gosto sempre de histórias em que eles são primeiro amigos e depois é que vem o interesse amoroso. Também gostei do Henri que foi sempre muito fofo ao tentar ultrapassar a barreira linguística. Outro pontinho que me irritou foi esse estigma de como a Eadlyn e o Henri não poderiam ficar juntos porque não falavam a mesma língua! Por amor da santa, a autora vive em que século? E supostamente isto é uma distopia, ou seja passa-se no futuro...mas com mentalidade retrógrada.
O fim do livro acaba com um twist e um cliffhanger que achei boas surpresas e pelo menos fizeram-me querer logo o 5º livro de seguida.
Uma coisa é certa, posso apontar muitas falhas a Kiera Cass mas admito que a narrativa é viciante e não conseguimos parar de ler.
"A Herdeira" acaba por ser uma boa surpresa e para mim o melhor livro da série até agora. 


A Princesa Eadlyn cresceu a ouvir histórias intermináveis de como a sua mãe e o seu pai se conheceram. Vinte anos antes, America Singer entrou na Seleção e conquistou o coração do Príncipe Maxon – e viveram felizes para sempre. Eadlyn sempre achou romântica esta história de encantar, mas não tem qualquer interesse em tentar repeti-la. Por si, adiaria o casamento tanto tempo quanto possível.Mas a vida de uma princesa não é inteiramente sua e Eadlyn não pode escapar à sua própria Seleção – por mais fervorosamente que proteste. Eadlyn não espera que a sua história acabe em romance. Mas com o início da competição, um candidato poderá acabar por conquistar o coração da princesa, mostrando-lhe todas as possibilidades que se encontram à sua frente… E provando-lhe que viver feliz para sempre não é tão impossível como ela pensou.

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