24 de novembro de 2015

Opinião Young-Adult: "Cartas de amor aos mortos" de Ava Dellaira




Quando a Editorial Presença anunciou no seu twitter o lançamento de "Cartas de amor aos mortos" fiquei muito contente por este lançamento. Já há algum tempo que queria ler este livro e portanto o seu lançamento em Portugal significava uma leitura da minha parte.

27507491Já não me lembro do último livro epistolar que li mas admito que - como forma narrativa - as cartas não são o género que mais aprecio. Mas 'cartas de amor aos mortos' (sem trocadilho) torna-se quase impossível de resistir. Depois de pesquisar um pouco sobre algumas das personalidades que figuram neste livro, foi com algumas expectativas que iniciei a leitura. 

Posso já começar por dizer que achei interessante o conceito das cartas a personagens públicas e bem conhecidas do mundo do entretenimento mas acho que o livro não deveria ter sido todo contado nesta forma, ou seja deviam ter sido a excepção e não a regra. Chegou a uma parte que tornou-se repetitivo e monótono e simplesmente aborrecido de se ler.

Aqui temos Laurel, uma jovem adolescente traumatizada com a morte prematura da irmã mais velha e mais popular que ela. Nova na escola, a pressão para se integrar e socializar é bastante e Laurel acaba por fazer amizade com  pessoas tão semelhantes quanto ela, com pessoas de alguma forma também rejeitadas e com os seus problemas. Ao longo do livro para além dos problemas de Laurel também vamos conhecendo bem a Hannah e a Natalie e foi interessante a autora ter desenvolvido as personagens secundárias para lá de serem apenas amigas da Laurel.

Eu não senti grande empatia com o romance neste livro, não sei porquê mas não consegui gostar do Sky nem achei que ele gostasse verdadeiramente da Laurel.

O mais interessante do livro penso que seja o mistério da morte da May, algo que não nos é revelado ao início e que até vai atiçando a curiosidade do leitor para saber o porquê de tanta infelicidade por parte da Laurel. Em questão não está só a morte de um ente querido, mas a maneira como foi e o porquê de a Laurel se sentir culpada por este acontecimento.

Eu gostei do formato das cartas a pessoas mortas e das personalidades que integram este livro (especialmente Kurt Cobain e Amy Winehouse) só acho que este formato limitou um pouco a narrativa do mesmo. Por vezes parecia uma entrada de um diário de uma adolescente a contar como foi o seu dia, nem parecia em formato carta. E por isso repito, foi uma ideia interessante mas que não me convenceu totalmente.

A escrita da autora é bonita mas ainda assim achei que faltava profundidade e aquele toque especial para fazer do livro um must read da literatura young-adult. A mim encantou mas não me deslumbrou.

Após a trágica morte da irmã mais velha, Laurel sente o mundo ruir. Com a separação dos pais, tem de viver com a tia, uma católica fervorosa que lhe impõe rígidas normas de comportamento.
Numa aula de Inglês, a professora desafia os alunos a escreverem uma carta a alguém que já morreu. Laurel dirige a primeira carta a Kurt Cobain, porque a irmã adorava esse cantor. A partir daí, sucedem-se missivas endereçadas aos seus ídolos do cinema, da música e da literatura – todos mortos.
Nas cartas, Laurel aborda facetas cativantes dos seus ídolos e partilha momentos marcantes da própria vida, dos novos amigos ao primeiro amor.
Contudo, continua atormentada pelo passado, e apenas poderá libertar-se quando enfrentar o mistério que envolve a morte da irmã. 



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