10 de outubro de 2015

Opinião Young-Adult: "Fala-me de um dia perfeito" de Jennifer Niven




Este ano não tem sido fácil em termos de leituras. Tirando Janeiro que é sempre muito positivo, o resto dos meses do ano têm sido muito atarefados e parcos em leituras. Ainda por cima criei um péssimo hábito de começar diversos livros e nunca acabar nenhum. "All the bright places" foi um deles. A curiosidade era enorme, já muito antes de ele ser lançado, eu já o queria ler. 

Mesmo com uma paragem de dois meses, entre as primeiras cinquenta páginas, e o restante do livro, posso dizer que gostei mais ou menos do que li de Jennifer Niven. Não é a primeira obra da autora, mas é até agora a sua mais conhecida e terá direito a filme e tudo.

26837000O tema suicídio e depressão são temas que logo à partida me interessam. Gosto de livros com uma boa carga de drama e se forem psicológicos ainda mais me apelam, pois tenho um fascínio sobre o comportamento humano e gosto de ler sobre estes temas, não só em leituras lúdicas como fora do âmbito das leituras por lazer. Leio por norma artigos ou crónicas porque interesso-me mesmo por estes assuntos, acho que já perceberam.

E um dos pontos negativos - de frisar na minha opinião -  é a maneira como a autora retratou uma das principais temáticas do livro. Isto está muito relacionado com o meu gosto,  com o que penso sobre, com o que sinto sobre. Ao princípio nem percebia o hype que o livro tinha, porque no início o livro não me estava a prender nada devido à maneira que a autora estava a tratar dos temas e à caracterização das personagens, especialmente do Finch. Falar sobre suicídio juvenil é importante mas não achei que Niven quisesse realmente que este fosse o assunto do livro. 

O livro melhorou significativamente na segunda parte devido ao romance e ao envolvimento das duas personagens. Foi o que mais me agradou no livro, visto que já frisei que não sou fã de como a autora abordou o tema central. Queria um pouco mais de carga emocional, e não consegui conectar com as personagens tanto quanto gostaria. Enfim, queria um pouco mais de realismo e não tanto uma versão romantizada do suicídio, que em nada tem de romântico ou para ser tratado com leviandade. Mas como romance adolescente, Niven faz um trabalho competente em deixar as leitoras - especialmente sensíveis e românticas - como eu a suspirar por este casal disfuncional. 

O final...que dizer? O fim não me surpreendeu, visto que era algo que já suspeitava que acontecesse. Confesso que em momentos fiquei de coração apertadinho, numa altura em que não sabemos muito bem o que está a acontecer e temos medo de confirmar as nossas suspeitas. Eu já presumia que o final fosse em certa parte idêntico mas ainda assim pensei que autora quisesse passar outro tipo de mensagem aos leitores. 

"Fala-me de um dia perfeito" é um livro frustrante para mim. Tem partes que simplesmente adorei e a escrita da autora é bonita mas tem outras que não consegui  mesmo perceber o que raio estava a ler. 

Violet Markey vive para o futuro e conta os dias que faltam para acabar a escola e poder fugir da cidade onde mora e da dor que a consome pela morte da irmã. Theodore Finch é o rapaz estranho da escola, obcecado com a própria morte, em sofrimento com uma depressão profunda. Uma lição de vida comovente sobre uma rapariga que aprende a viver graças a um rapaz que quer morrer. Uma história de amor redentora.

1 comentário:

  1. Quero muito muito ler esse livro, mas acho que não gostei muito da capa de cá :S

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