8 de setembro de 2013

Opinião Contemporânea: "Uma Noite não são Dias" de Mário Zambujal


Pequeno mas concentrado! São assim os livros de Mário Zambujal.


Tal como no Dama de Espadas o sentimento que tive quando terminei foi de satisfação. Não tem muitas páginas e a escrita de Mário Zambujal é bastante fluída, aqui adicionamos-lhe um pouco de humor, romance, intriga e mistério e... voilá!

Os pontos negativos são talvez certas expressões que ele usa como: "tê-três" ou "setrece" que irritam um pouco, talvez pela falta de hábito. De resto não tenho nada a apontar.

O(s) romance(s) aqui descritos são bastante peculiares e no final temos uma surpresa, que talvez muitos adivinhem rapidamente ao longo da história, que é como a cereja no bolo.

Continuo a recomendar, principalmente por ser um escritor português.
Frase Preferida:
"Afinal as novidades são como as ondas na praia, chegam e desfazem-se continuamente, cada uma apaga as marcas da anterior." página 15

Na Avenida Vertical, nome de uma torre habitacional de 98 andares, símbolo citadino do ‘esquisito ano de 2044’, ocorrem dois misteriosos assaltos: o roubo de um helicóptero no heliporto que encima o edifício e o roubo de uma coroa de uma rainha portuguesa na Praça das Artes, uma das várias praças interiores. Nesta atmosfera de mistério desfilam as personagens principais: Antony, um historiador, a mulher Grace e o amigo escultor, James.
Segundo a editora Planeta, "Uma noite não são dias" é "uma crónica inteligente da época em que vivemos". Para além disso, a perspectiva original sobre as presumíveis evoluções que encontramos caricaturadas na prosa ágil de Mário Zambujal "leva o leitor do sorriso à gargalhada.

Edição - Maio 2011
ISBN - 9789896571757


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