30 de dezembro de 2012

Opinião Contemporânea: "À Procura do Amor" de Jodi Picoult


Mas o que é que se passa com os tradutores e a troca de nomes dos personagens? Ultimamente tem acontecido numa proporção de dois em três. Enfim, bela maneira de começar uma opinião.

Para que é que Jodi Picoult mete as datas em alguns capítulos, se o capítulo a seguir, já sem data, não tem nada a ver? Sinceramente não percebi o intuito de só por data ou um género de referência temporal apenas nos capítulos de Rebeca e não gostei da mistura com pouco sentido (pelo menos para mim) do Passado com o Presente.

Apanhei um paragrafo inteiro sem qualquer pontuação! Foi de propósito? Se foi, que raio de ideia, se não foi como é que aquilo passou?

Não gostei do final e quem me conhece pode adivinhar facilmente porquê: porque não é feliz. Depois de ler dissertações sobre baleias e  de detestar Oliver; depois de desejar um pomar e um dono como Sam, Jodi Picoult não os junta??!! Estou indignada, mesmo passados dias.
Como podem ver, esta leitura foi muito atribulada. Passei dois terços do tempo indignada e terminei piursa!
Não é que não tenha gostado da história - ok, é linda, cheia de lições, tanto de baleias como de maçãs, mas a direcção e a forma como está contada estragaram algo que poderia ser muito mais bonito e emotivo.
Claro que eu gostei das aventuras da mãe e filha, claro que detestei as atitudes e escolhas de Oliver, claro que eu tive uma empatia imadiata com Joley e Sam... Por falar em Joley, ele gosta da irmã daquela maneira??!! Ugh.
Achei também que todos aqueles desvios na viagem de Jane e Rebecca serviram um pouco para, perdoem-me a expressão, "encher chouriços".
Além disso, ainda não percebi o que é que a sinopse quer dizer com "Oliver (...) irá agora seguir a mulher através de um continente e descobrir uma nova forma de ver o mundo, a família e a si próprio: através dos olhos de Jane.". Como é que ele viu o mundo através dos olhos dela? Se me disserem que durante a viagem ele sentiu a falta dela e finalmente reconheceu o amor (necessidade?) que sentia por ela, então aí concordo, agora não acho que a viagem em si tenha alguma coisa a ver com a mudança. Só numa parte da história, aquela em que ele as observa no campo de trigo (?) é que ele vê que não faz parte da família e aí é que ele começa a mudar a maneira de pensar e a achar que a ama de verdade. Sinceramente, e não sei se esse era o objectivo da autora, achei que ele não a amava era nada.
Agora em relação a Sam! Aí sim, até senti a faísca e a ligação a fazer-se. Adorei esses poucos momentos.
E pronto, mesmo passados tantos dias continuo com um sentimento de amor/ódio com esta obra e por isso não sei se fiquei fã, de uma maneira estranha, de Jodi Picoult ou se a detestei por completo. A solução? Ler outra obra dela talvez, agora o difícil vai ser a escolha.
Durante anos, Jane Jones viveu na sombra do marido, Oliver Jones, um conhecido oceanógrafo de San Diego. Mas na sequência de uma acesa discussão, Jane parte com a filha adolescente, Rebecca, numa odisseia pelo país, orientada pelas cartas do irmão Joley, que as guia até ao seu pomar de macieiras em Massachusetts, onde a esperam algumas revelações surpreendentes sobre si própria. Oliver, especializado em seguir baleias-de-bossa pelos vastos oceanos, irá agora seguir a mulher através de um continente e descobrir uma nova forma de ver o mundo, a família e a si próprio: através dos olhos de Jane.



Título Original -Songs of the Humpback Whale: A Novel in Five Voices
Edição - Abril 2012
ISBN - 9789722628860

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