21 de dezembro de 2012

Opinião Contemporânea: "A Linguagem das Flores" de Vanessa Diffenbaugh


Este livro retrata a história de Victoria Jones que não tem uma personalidade de encantar. Devido ao seu mau-feitio passou vários anos de família em família até que mais ninguém a quis. Apesar deste defeito, Victoria sempre teve uma forte admiração e curiosidade sobre as flores e pelo seu significado.

Esta paixão pelas flores começou com Elizabeth uma das mães adoptivas que a acolheu e a única que Victoria gostou. 

Agora com 18 anos, já é adulta mas vê-se sozinha, sem a ajuda de ninguém. Autêntica sem abrigo vai cultivando um pequeno jardim numa rua e certo dia consegue um emprego numa florista. Pela primeira vez, a vida corre bem a Vanessa até que um dia conhece um vendedor no mercado das flores e é a partir daí que a sua volta a andar para trás, onde vai ter de enfrentar os fantasmas do passado de uma vez por todas. 


Não gosto muito de livros que alternem entre o passado e o presente, especialmente quando é tão frequente como acontece neste livro. A escrita da autora é boa e as personagens são bem exploradas, principalmente a protagonista, ficamos a conhecer o seu passado duro e percebemos realmente porque é que ela é tão carrancuda e não confia em ninguém, com medo que a abandonem outra vez. Mas à medida que a história vai prosseguindo, vemos que Victoria muda e começa a confiar mais nas pessoas, especialmente em Renata, a chefe da banca de flores que lhe chama a atenção que ela não é a única que já foi magoada no mundo. 


É um livro com potencial, com uma linguagem cuidada e fluída, envolvendo o leitor com toda a simbologia das diversas flores presentes em todo o livro. Para quem gosta deste tema e jardinagem juntamente com um bom romance vai apreciar certamente este livro e entender esta linguagem que muitas vezes substitui as palavras. 

Victoria Jones tem medo do contacto físico. Tem medo das palavras, as suas e as dos outros. Sobretudo, tem medo de amar e de ser amada. Há apenas um lugar onde todos os seus medos se esfumam no silêncio e na paz: o seu pequeno jardim secreto, num recanto de um parque público de São Francisco. É nesse refúgio que cuida das flores e se sente em casa. Foi Elizabeth, a única mãe verdadeira que conheceu na sua vida, que a iniciou na arte da linguagem secreta das flores. Para Victoria é simples resumir a sua vida através das flores: a lavanda para a indiferença, os cardos para a misantropia, e a rosa branca para a solidão. Abandonada ainda em bebé, passou a infância a saltitar de uma família adoptiva para outra. Agora, aos dezoito anos, está largada à sua sorte, sem um lugar a que chamar casa. Até ao dia em que uma florista descobre o talento de Victoria para as flores e lhe oferece trabalho. Rapidamente os seus arranjos florais passam a ser dos mais procurados da cidade, porque comunicam emoções, oferecem felicidade e curam a alma.
Apesar da magia e beleza que espalha em seu redor, Victoria continua sem esperança de encontrar um remédio que cure as suas feridas. Tudo muda quando conhece Grant, um jovem misterioso que também conhece a linguagem secreta das flores e parece saber tudo sobre ela. Só Grant parece ser capaz de aceder ao coração de Victoria, bem trancado dentro de um compartimento secreto. Este encontro obriga a jovem mulher a recordar um segredo do seu passado e a decidir se vale a pena arriscar tudo em troca de uma segunda possibilidade de ser feliz. Um romance comovente e redentor sobre o significado das flores, e o poder da família e do amor.

The Language of Flowers



Título Original - The Language of Flowers
Edição - 2011
ISBN - 9789896720742 






2 comentários:

  1. Acho que faz agora um ano que comprei este livrinho. Foi dos poucos que mal li a sinopse quis comprá-lo, mesmo a capa sendo tão sem graça.

    Curiosamente os livros com saltos no tempo têm sido sempre bem recebidos por mim. Tanto A Ultima Carta de Amor como o Eterna Paixão, etc.

    Por acaso esperava mais que 3* =s

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  2. Tb o tenho por ler mas ainda não arranjei vontade para o ler, vamos ver se será em 2013

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