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Opinião Contemporânea: ''A Minha vida (Im)perfeita'' de Sophie Kinsella

maio 25, 2018 Mafi 0 Comments

Já disse aqui inúmeras vezes que Sophie Kinsella é das poucas autoras que me fazem rir mesmo que por vezes os seus livros tenham de ser exagerados para serem cómicos.

A cada lançamento de um livro seu é uma leitura obrigatória para mim e só tenho pena que a Quinta Essência publique um livro dela por ano e já não publique a série Louca por Compras. 

39967996''A minha vida (im)perfeita'' foi dos livros mais recentes dela que menos gostei. Não é um livro mau mas confesso que houve algumas partes a meio da leitura que me aborreceram e ficar aborrecida num livro desta autora é mau.

Temos aqui a Katie que sempre sonhou viver em Londres. A verdade é que quando chega lá, depara-se com uma cidade cara, com um emprego que não era o que esperava e sem qualquer amigo ou uma boa relação com a chefe. O início do livro é óptimo com a descrição de um trajecto de casa para o trabalho usando os transportes públicos de Londres. Embora Lisboa não seja tão grande como Londres, como ando diariamente de transportes, revi-me muito nas descrições da protagonista no metro. Hilariante. 
Se a vida de Katie (ou Caz) não é boa, fica pior quando é demitida. Sem emprego algum, resolve voltar para o interior do país e ajudar o pai e a madrasta com o novo negócio.

Obviamente que o seu regresso a casa foi camuflado com uma pequena mentira, algo já habitual nas protagonistas de Sophie Kinsella: trapalhonas e bastante mentirosas. 
É aqui na sua nova vida que irá encontrar alguém do seu passado em Londres, nada mais nada menos do que a sua antiga chefe (a tal com quem não se dava nada bem). Demeter (que raio de nome), é a outra figura principal da trama e se ao princípio a autora faz-nos detestar esta personagem, a pouco e pouco vamos percebendo que tal com a vida de Katie, Demeter não tem uma vida perfeita como faz parecer. 
As duas irão ajudar-se e formar uma bela amizade, mostrando que ninguém consegue ter uma vida de sonho sem nada de mal por trás, mas tal como Katie e Demeter, todos nós decidimos mostrar apenas aquilo que queremos mostrar o que normalmente é sempre só coisas boas. 

Pensei que a crítica às imagens falsas que vemos nas redes sociais como por exemplo o Instagram fosse um bocadinho mais profunda. A autora até aborda o tema de maneira inteligente (especialmente no final do livro) mas acho que esperava um pouco mais. 

Não foi o livro que me fez mais rir e por isso não lhe consigo dar mais do que 3,5 estrelas e embora a Katie não seja tão trapalhona ou destrambelhada como protagonistas passadas, às vezes ainda custa engolir tantas mentiras que a protagonista conta. Mesmo assim é um livro divertido que aconselho a todos que queiram uma leitura leve mas com uma mensagem importante.


Katie Brenner vive uma vida de sonho: mora em Londres, tem um emprego fascinante, e o seu feed do Instagram está repleto de imagens super cool. Só que… não passa mesmo de um sonho. A verdade é que o seu apartamento é um cubículo, trabalha como administrativa, e a vida que partilha alegremente nas redes sociais… não é a dela.
Mas uma rapariga pode ser otimista em relação ao futuro, não?
Não. Pois Katie acabou de ser despedida. E quando dá por ela, está a regressar a casa dos pais, no campo, de rabinho entre as pernas. Quando Demeter, a sua antiga chefe, resolve passar férias junto deles e experimentar o glamour da vida rural, Katie vê nisso uma belíssima oportunidade. Deveria vingar-se? Tentar recuperar o emprego? Ou – talvez – a vida de Demeter não seja tão idílica quanto aparenta, e ambas tenham bem mais em comum do que imaginam… Afinal… que mal tem não ser perfeita?
Uma divertidíssima e inspiradora reflexão sobre aquilo que aparentamos ser e aquilo que verdadeiramente somos, pela mão de uma das autoras mais queridas dos leitores portugueses…


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