20 de junho de 2017

Opinião Young Adult: "A Química dos nossos corações" de Krystal Sutherland




Este livro já me tinha chamado a atenção e portanto não resisti à sua leitura, até porque como era o primeiro livro de uma autora nova mas não muito conhecida, queria entender a aposta da Porto Editora neste livro.

O livro começa logo por ser diferente dos típicos young-adults por ser contado pelo ponto de vista do rapaz e não da rapariga, como é habitual. Aqui temos Henry Page, um jovem normal, com uns pais hippies e uma melhor amiga lésbica, e com poucas experiências amorosas na sua curta vida e todas elas traumatizantes. Até ao dia em que chega Grace Town. Ela é esquisita, veste-se com roupas masculinas e usa uma bengala como apoio e não parece ser muito sociável e Henry apaixona-se por ela, embora não tenham nada em comum.
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Ao princípio estava a adorar este livro, gostei muito do Henry e a da Grace por todo o mistério que vinha à volta dela e por ser diferente. À medida que o livro vai avançando e com o Henry a nutrir sentimentos mais fortes pela Grace, o leitor também vai querendo descobrir um pouco sobre esta personagem tão enigmática e foi aqui que o livro começou a ser um bocadinho chato. 
Começamos a entender a Grace e saber porque ela é assim (que eu não vou contar porque é spoiler) mas a personagem começou a ficar irritante demais para mim. Eu tenho um sério problema com aquele tipo de pessoas que desvaloriza os problemas dos outros, que os problemas delas é que são sempre os piores mesmo que seja o contrário mas fazem questão de mostrar isso e eu não posso com esse tipo de pessoas porque acredito que todos temos problemas e só nos cabe a nós saber a dimensão do problema mesmo que o meu seja muito insignificante para a outra pessoa. A Grace é então aquele tipo de pessoa que consegue irritar-me. Sabemos que está a passar uma fase má mas acaba por chamar a atenção (neste caso pelo seu aspecto desleixado e diferente) mas depois não quer que ninguém se aproxime e quando alguém tenta ajudar, ninguém compreende e os problemas dela são piores que os típicos problemas dos adolescentes (leia-se das outras personagens secundárias). Lá no fim a Grace redimiu-se e comecei a simpatizar um bocadinho mais com ela.
Pelo contrário, adorei o Henry do princípio até ao fim! 

Tive pena do Henry que tem que levar com isto tudo e foi por isso que gostei do rumo que o livro tomou e do final. Por muito que se ame, há amores que não dão certo por muito que se ame.
Convém dizer que o livro tem inúmeras partes de comédia, eu fartei-me de rir com os pais do Henry e com a melhor amiga dele a Lola. Estes momentos também deram um melhor equilíbrio à narrativa o que me agradou imenso, não ser só focada no Henry e na Grace.

É um young-adult diferente, fala sobre luto, sobre dor, perda, mágoa...mas também fala sobre a primeira paixão e como não é necessário arriscar tudo quando não vale a pena.

Fiquei agradada com esta estreia e adorei todas as referências a Harry Potter, aconselho pela diferença neste tipo de livros.


Henry Page não esperava apaixonar-se. Considera-se um romântico, mas nunca viveu aquele momento em que o tempo para, a barriga se enche de borboletas e a música começa a tocar, sabe-se lá onde. Pelo menos, até ao momento. Então, conhece Grace Town, a esquiva nova colega de escola, que se veste com roupa de rapaz demasiado grande, apoia-se numa bengala, parece tomar banho poucas vezes e esconde segredos desconcertantes.
Não é bem a rapariga de sonho que Henry esperava, mas quando os dois são escolhidos para coordenar o jornal da escola, a química acontece. Depois de tantos anos a salvo do amor, Henry está prestes a descobrir como a vida pode seguir um caminho tortuoso e como, por vezes, os desvios são a parte mais interessante desse mesmo caminho. Uma estreia brilhante que equilibra humor e corações partidos, lembrando-nos de como o primeiro amor pode ser agridoce. 


 

1 comentário:

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