23 de abril de 2017

Opinião Contemporânea: "Deixa-me ir" de Gayle Forman





34617332Gosto imenso quando os autores saem da sua zona de conforto e arriscam em novas áreas. Quando a Presença avançou com a novidade do primeiro livro adulto da Gayle Forman, quis de imediato lê-lo porque estava curiosa para ver o que saía daqui.

"Deixa-me ir" tem uma capa perfeita, que tem tudo a ver com uma certa parte do livro. Mas infelizmente, perfeita só mesmo a capa porque tive alguns problemas com o livro. Começamos com Maribeth, uma mãe muito trabalhadora, sempre preocupada e stressada com tudo, sempre sem tempo para respirar nem para aproveitar os pequenos prazeres da vida...até ao dia em que leva um susto do seu coração, que decide parar de bater por breves momentos. 

É operada de urgência e a sua vida muda drasticamente. Em casa - de repouso absoluto - começa a perceber que a vida fora das quatro paredes não abranda e quem parou foi mesmo ela. É aqui que começa a interrogar-se sobre  vida que teve até agora, sobre s escolhas que fez em relação ao marido e à carreira e é com a vontade de libertar-se das antigas rotinas e de tudo o que a rodeia que Maribeth decide partir sozinha, à procura de um sentido, de uma resposta, de algo.

A protagonista é uma personagem simpática e com certeza que muitas mulheres mães se vão identificar com ela. Mesmo assim acho que a atitude de abandonar tudo, inclusive os filhos não foi a mais correcta. Já ouvi casos de pessoas que chegam a um ponto extremo de cansaço, estoiradas da maternidade e do stress da vida cotidiana e simplesmente fogem, sem nenhuma explicação...mas fugir para mim não é a solução porque não vai resolver nada, aliás ainda vai fazer pior. Foi aqui que comecei a gostar menos do livro. O resto acaba por ser um pouco spoiler e portanto não me vou alongar muito mais.

É um livro que se lê bem, com personagens bem humanas e que aborda temas sérios, como a correria e o stress de hoje em dia que tornam-se prejudiciais à nossa saúde, tanto física quanto psicológica. Não me consegui identificar com a Maribeth e não gostei de algumas atitudes dela. Não é um livro mau mas talvez esteja demasiado habituada às personagens jovens desta autora. Acho que é daqueles livros que a não ser que estejam a passar pelo mesmo ou já tenham estado numa situação semelhante, não vos vai conseguir agarrar de forma compulsiva. Foi o que me aconteceu.


Maribeth Klein é mãe de gémeos e editora de uma revista de moda. Conciliar essas duas facetas da vida tem sido um desafio quase impossível e Maribeth sente-se esgotada. A azáfama do dia a dia, cada vez mais intensa, não a deixa parar um segundo, nem para perceber que acaba de ter um ataque cardíaco.
Durante a recuperação, dispondo finalmente de algum tempo para pensar, Maribeth decide fazer as malas e partir. Longe das obrigações familiares e apoiada por novas amizades, pode por fim lidar com os problemas que a atormentam há muito e enveredar por uma jornada de descoberta que lhe permitirá perceber o que é realmente importante. 

 

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