3 de abril de 2016

Opinião Histórica: "Perdida" de Carina Rissi




Apesar de já ter lido este livro há 3 anos e não ter lido a versão portuguesa, deixo-vos aqui a opinião de um dos maiores sucessos do Brasil dos últimos tempos. O livro foi recentemente editado pela Topseller e espero que não seja filho único cá em Portugal, ou seja que  editora consiga lançar o resto da série. 

Quem nunca desejou viajar através do tempo? Ter uma máquina do tempo e visitar uma época que adoraríamos conhecer. Todos nós certamente já tivemos essa curiosidade de saber como era um passado que não conhecemos. Eu inclusive, e foi isso que me despertou o interesse em ler este livro da jovem escritora brasileira Carina Rissi. "Perdida - Um amor que ultrapassa as barreiras do tempo" apresenta-nos Sofia, uma jovem de 24 anos, muito dependente das tecnologias (algo comum nos dias de hoje), por isso não é de admirar que quando o telemóvel acaba por cair dentro da sanita o seu mundo dá uma volta de pernas para o ar! Afinal o telemóvel é o seu melhor amigo! Desesperada entra na primeira loja de telemóveis que encontra conhece uma vendedora que garante ter o último modelo dos telemóveis, um exemplar raro e único, destinado apenas a pessoas especiais. Encantada por ter um telemóvel topo de gama, Sofia não hesita em comprar! Mal ela saberia que este pequeno objecto iria mudar a sua vida para sempre! Quando liga o telemóvel Sofia é transportada para 1830! E é aqui que a história realmente começa. Passamos de uma época contemporânea para 1830, onde vemos Sofia completamente perdida num tempo há muito passado. Prontamente é socorrida por Ian, o protagonista masculino da história, formando um romance entre os dois.

Eu gostei muito do livro. A narrativa é fluída e com muito humor. Foi hilariante ver a Sofia a falar de telemóveis e internet e até de preservativos em pleno século XIX! O livro apresenta vários pontos positivos, como o romance que funcionou muito bem e gostei bastante da química entre o casal, criei bastante empatia com estas personagens. Mesmo com as temáticas abordadas, ou seja as viagens no tempo e o amor predestinado, penso que tudo funcionou bem e foi bastante claro. Houve uma introdução (quando Sofia passa de 2010 para 1830) um meio (tenta encontrar uma forma de voltar ao futuro, onde acha que pertence) e um fim (que não vou contar :P). Outro aspecto que gostei bastante foi o facto de haver uma contextualização de costumes daquela época, ficamos a perceber como era a sociedade do antigamente (muito útil saber que o nosso papel higiénico já foi um dia, folhas de alface!).
Na minha opinião as única falha é que a autora podia ter mostrado o desespero de Sofia quanto à falta de tecnologias, pois supostamente ela era dependente disso e pareceu-me aceitar muito bem não haver computadores no século XIX. 

Apesar de o livro se centrar em Sofia e Ian, as personagens secundárias não são esquecidas e até temos destaque a um cavalo, Storm que tem um papel muito importante no enredo!

Já foram lançados outros 2 livros da série que espero ler brevemente. Gostava muito de esperar por eles e lê-los em pt-pt mas como ainda é muito cedo para falar em vendas...não sei vamos ver.

Sofia é uma jovem de 24 anos que vive numa grande cidade e está habituada à sua vida independente e moderna. Divertida, mas solitária, Sofia não acredita no amor, convencida de que os únicos romances da sua vida são aqueles que os livros lhe proporcionam. Após comprar um telemóvel novo, porém, algo misterioso acontece e Sofia descobre que está perdida no século XIX, sem saber como ou se poderá voltar para a sua casa, para o «seu» século.
Enquanto tenta encontrar uma solução, é acolhida pela família Clarke, à qual, à medida que os dias passam, se afeiçoa cada vez mais.
Com a ajuda do prestável — e lindo — Ian Clarke, Sofia embarca numa busca frenética e acaba por encontrar pistas que talvez a ajudem a regressar à sua vida.
O que ela não sabe é que o seu coração tem outros planos, e que a ideia de deixar o século XIX pode vir a tornar-se angustiante…
Perdida é uma história divertida, apaixonante e intensa, que vai querer devorar até à última página.

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